domingo, 30 de setembro de 2012

Super Barbosa será Presidente da República?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se a eleição presidencial fosse hoje, com os competidores previsíveis e tradicionais, Dilma Rousseff ganharia facilmente. Seria reeleita não pela competência ou sucesso estrondoso de seu governo. Venceria, simplesmente, por falta de um adversário político. A falta de oposição – e de um concorrente que reflita tal postura claramente ao cidadão-eleitor-contribuinte – deve conceder ao PT mais uns anos no trono imperial do Palácio do Planalto.

Quem poderia derrotar Dilma Rousseff? Resposta facinha: seu maior inimigo é interno. Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Se a vaidade e a sede de poder permanente falarem mais alto, como de costume, o ex-Presidente vai atropelar a Presidenta e tirá-la do caminho reeleitoral. Nas condições atuais de tempo e temperatura política, com previsão válida até 2014, Dilma se reelege facilmente. Já o companheiro $talinácio, não, apesar de seu endeusado poder mítico. (Releia o artigo: A implosão do Mito Lula terá resultado imediato?)

Lula já deu o que tinha de dar. Quem passa pela Presidência da República, se tivesse um mínimo de bom senso e honradez política deveria se aposentar, mantendo uma postura de estadista. Lula não consegue – a exemplo de José Sarney e Fernando Collor. Itamar Franco, que já morreu, não conta. Fernando Henrique Cardoso só não tenta um retorno trinfal porque não tem a menor condição. Lula ainda se acha e continua sobrevivendo como um eterno sindicalista militante. Banca o cabo eleitoral para o poste Haddad ou para o Claudinho da Geladeira – que sonha ser o alcaide dos 41 mil habitantes da pequena Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo.

O escândalo do Mensalão não afeta tanto a eleição municipal – como se chegou a pensar. Pesquisas de opinião feitas por partidos e institutos de pesquisa indicam isto. Mas o julgamento do mensalão prejudica muito a imagem de Lula. Pior ainda, a desconstrói. Com os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal até agora, fica claro que o esquema mensaleiro tinha um chefão bem acima do operador Marcos Valério e um pouco mais arriba do suposto-chefe José Dirceu.

Por fora do rolo do mensalão – mas correndo secretamente em parelelo, o STF terá de julgar, algum dia, o procedimento investigatório número 2.474. O caso, com 77 volumes, corre em segredo de Justiça. Como ainda se encontra na fase de investigação policial, não resultou em denúncia feita pelo Procurador-geral da República. O alvo secreto deste escândalo é Lula. O inquérito é um desdobramento da ação penal 470, e foi aberto para apurar novos sacadores de dinheiro das empresas de Marcos Valério – com grandes chances de puxar uma cadeia pela condenação, por goleada, no STF.

Sem direito à imunidade parlamentar, e sem o foro privilegiado que o mandato presidencial lhe assegurava, Lula agora pode se transformar em um réu como outro qualquer. Em outra ação movida contra ele, o Ministério Público Federal já até solicitou o bloqueio de seus bens. Lula foi acionado na Justiça Federal, por improbidade administrativa. O MPF denunciou, em 2011, que Lula buscou a “autopromoção” e favoreceu o banco BMG (envolvido no processo do Mensalão), quando enviou cartas (assinadinhas por ele) a aposentados e pensionistas oferecendo crédito consignado.

Os empréstimos com desconto na folha de pagamento do INSS, que hoje infernizam o bolso dos idosos, podem ser a maldição política para Lula. Tudo vai depender se a Justiça terá mesmo coragem de investigar o mítico personagem. O bloqueio dos bens dele foi pedido porque alguém no MPF soube que, segundo avaliação de uma empresa de inteligência franco-suíça, Lula e seus familiares teriam um impressionante patrimônio milionário em bens imóveis.

Lula é um personagem com imagem em desgaste, com risco de decadência política no curto prazo e com problemas nunca antes historiados na Justiça. Além disso, ainda tem de tomar cuidado com o imponderável envolvido no pós-tratamento de um câncer de laringe - que a marketagem médica afirma estar “curado”. Também precisa tratar com muito carinho a companheira Dilma Rousseff, porque se ela se sentir traída por ele, vai se esquecer de tudo que a fez se sentir atraída anteriormente e vai justiçar Lula nos moldes em que a turma dela fazia nos tempos da guerrilha armada contra o regime militar.

Por enquanto, Dilma está na dela. Lula é quem está com o dele na reta e já preocupado com a única “novidade política” que poderia impor uma surpreendente derrota ao PT na eleição presidencial de 2014. O nome do “concorrente” (ainda não tratado oficialmente como tal) é Joaquim Barbosa. O futuro presidente (pelo menos do STF) é uma estrela em alta. Tudo graças ao competente e corajoso trabalho como relator da Ação Penal 470 que já condena alguns mensaleiros. Para a opinião pública – e parte da publicada -, Barbosa se transforma em um símbolo de correção e Justiça – justamente no País em que vigoram as coisas erradas e as injustiças de toda espécie.

Barbosa pode virar um mito? Claro que pode. Basta que sua imagem seja trabalhada com pitadas de marketing político. O operário Lula, na verdade um sindicalista que trabalhou muito pouco e que agora tem um patrimônio superior ao de muito dono de fábrica, conseguiu ser transformado em mito. Barbosa, que tem um currículo consistente e uma carreira sólida no Judiciário, com a fama angariada no caso do Mensalão, tem tudo para se credenciar como um grande brasileiro da História.

O imaginário popular já o trata como herói. Para o carnaval de 2013, Barbosa já é tido como sucesso garantido. Uma fábrica lá da minha querida São Gonçalo, metrópole vizinha de Niterói, já programa produzir cerca de 10 máscaras de plástico do Barbosa. A justificativa comercial apresentada pela dona do negócio, a espanhola Olga Gilbert Valles, é bem interessante: “Joaquim Barbosa é como o Batman, um Justiceiro”. Pronto: o negão de capa preta (togada) já é um herói nacional. Daria até um filme épico de anti-gangsterismo: “O Super Barbosa contra o Chefão do Mensalão”. Sucesso de bilheteria... Os gaiatos da internet já fizeram até uma sugestão de cartaz e capa de DVD...

Para terminar, tentemos responder à desafiadora perguntinha da manchete deste post: Super Barbosa poderia se eleger Presidente da República? Depende dele, e de muita articulação política para tamanha surpresa se tornar realidade. Hoje, se perguntarem para ele, com absoluita certeza, dará, publicamente, um “Não Rotundo” (como diria o velho Brizola amado pela Dilma). Mas, o tempo passa, o tempo voa, e depois de dois anos na presidência do STF, será que a mosca do poder não pode convocar o Barbosa para a missão de derrotar Dilma (ou Lula?) em 2014? O “Super Barbosa” talvez seja o único (não-político) em condições de cumprir tal missão. Aécio Neves ou Eduardo Campos não são páreos para Dilma (Lula?).

Se for candidato, Barbosa tem chances de se eleger? Claro que tem! Muito mais que qualquer político profissional. O maior problema é: eleito, Barbosa consegue governar, no atual modelo político capimunista a que o Brasil é submetido? A resposta é o mesmo não rotundo do velho caudilho. Sem a sustentação da base (mensaleira) do Congresso, o super-heroi anti-mensalão duraria pouco tempo no poder. A ladroagem em vigor e no poder quebraria (de vez) a coluna vertebral do Barbosa.

Portanto, uma eventual Operação Super Barbosa só seria bem sucedida se fosse acompanhada de outra bases de sustentação muito mais fortes: além da popular, a militar. Eis o motivo pelo qual a petralhada ficou se borrando de medo com a informação exclusiva que o Alerta Total veiculou domingo passado, em primeira mão: Inteligência do Exército protege Barbosa.

A bandidagem fará o diabo para não largar o osso carnudo do poder... A petralhada morre de medo porque a história é simples. O Brasil elegeu sua primeira mulher "presidenta". Por que não pode eleger, também, seu primeiro negro presidente? Por isso, Super Barbosa que se proteja mesmo... Cuidado com o criptonita e com a mosca azul... Em 2014, a Copa do Mundo já é nossa... Se com o Barbosa, não há quem possa... Vai depender de muita coisa...


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2012.

Que é Democracia?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Pois me ensinaram que é o governo feito pelo povo, através de seus representantes eleitos que criam as leis, que obrigam igualmente a todos. Assim ninguém pode passar a perna no outro. Principalmente se for eleito prá atuar no congresso, assembleias estaduais, vereadores municipais, eleitos para trabalhar em benefício dos eleitores, nunca para enganá-los ou roubá-los.

É bem diferente de uma ditadura, quando um partido coloca um sujeitinho representando um partido, dita leis que todos devem obedecer, sem tugir nem mugir. Ai de quem manifestar desconfiança! Ai dos que ousem ser contrários. Os dissidentes são impiedosamente exterminados. As liberdades duramente conquistadas são atiradas ao lixo.

O ditador e sua corte, os membros e apoiadores do partido podem deitar e rolar. Estão acima das leis que valem para todos, menos para eles. As safadezas dos ditadores e seus asseclas são mantidas em segredo. E atingem perversamente o povo que cria a riqueza da nação.

E o povo nem conta com os funcionários do poder judiciário que também obedecem e defendem os interesses das políticas de submissão às ordens de organismos externos, controlados pelos interesses de mega empresas e banqueiros controladores do mundo.

Esta nossa democracia mutilada, está submetida a uma rede de altas finanças, política, grupos fechados em crenças, ideologias e atividades secretas, que ditam as regras. Lidando com isto as pessoas desenvolvam um sentimento de impotência, sem saber por que é tão difícil e perigoso sobreviver dignamente.

Os jovens tendem a abraçar o ambiente do presente sem futuro. Estão descerebrados pelos mecanismos de alta tecnologia que espalham mensagens subliminares a torto e a direito. Os mais velhos compartilham a perplexidade ou buscam meios para desafiar a insanidade coletiva.

A ausência de uma sólida base moral individual, lastreada em crenças e valores familiares mais próximos da lógica e da razão, resulta em anarquismo, ressaltando as imperfeições humanas é resultado das políticas totalitárias. Este é um dos mecanismos mais destruidores, que atinge a mente, confunde o espírito, bagunça os costumes, enterra a cultura.

A corrupção internacional exercida pelos controladores e seus bancos é sistêmica. É resultado das estruturas políticas, sociais e da economia de submissão, que concentra em mãos de oligopólios estrangeiros a direção das indústrias, da agronomia, da pecuária, da extração de minérios estratégicos, dos serviços e o que é pior: do próprio governo! Este que controla a informação e as escolas em todos os níveis.

Nestes dias alastra-se pelo Brasil, seguindo as ordens da ONU, dos clubes que nem Bilderberger e similares, o modismo da inversão todos os conceitos e valores, embaralhando a percepção. Impõe-se a obediência cega à hierarquia do poder, cujo princípio basilar impede o livre pensamento e sua expressão, pra seguir que nem carneirinho o que diz o governo, a escola, a ideologia, a crença. Isto é: seguir a ordem que vem de cima. É proibido formar a opinião própria.

Entre nós são poucos com a sabedoria de A. Benayon, que cita o empobrecimento da população, estatisticamente mascarado quando os governantes propagam uma pretensa “distribuição de riqueza, considerando como “classe média em expansão”, núcleos familiares com disponibilidade mensal de pouco mais que 1 mil Reais.

Pouco mais que o “salário mínimo”, que mal cobre as despesas de alimentação mensal de uma pessoa desnutrida, “apesar do Brasil ser extremamente rico em terras férteis, matas, biodiversidade, água, mares litorâneos, minérios preciosos e estratégicos” e gente teimosa que nem percebe a corrupção pública e privada, escondida pela seletividade da informação, que jamais cita com clareza as safadezas do crime empresarial e bancário

T.S. Elliot diz que “não existem causas perdidas, porque não existem causas ganhas -- de geração em geração o homem trava as mesmas batalhas, em trajes diferentes, e assim deverá ser até o fim dos tempos”. Prefiro acreditar nas possibilidades humanas e nos ganhos intrínsecos aportados pelo saber: “Buscai a verdade e a verdade vos libertará”. E noutra regra que indica esquecer o combate ao mal e lutar pelo bem. Com os olhos abertos. Bem informado. Com capacidade crítica.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

O que faz o Vereador?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Baptista Herkenhoff

No próximo dia sete de outubro, o povo brasileiro elegerá, em cada município, o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores.

Este texto, publicado poucos dias antes do pleito, parece-me assim bastante oportuno. Acresce que primeiro de outubro é o Dia Nacional dos Vereadores. Essa efeméride reforça a boa inspiração de tentar responder, através destas linhas, a pergunta que dá título ao artigo.

Quase sempre os cidadãos têm consciência da importância de votar bem na escolha do Chefe do Poder Executivo local. Mas é comum não se prestar muita atenção em que é o Vice-Prefeito do candidato escolhido. Também é frequente não se cuidar muito bem da escolha do Vereador.

O Vice-Prefeito é o substituto do Prefeito, não somente nos impedimentos eventuais, como no caso de sucessão por vacância do cargo.

Inúmeros vices têm tido ascenção efetiva aos mandatos, nos municípios, nos Estados e até mesmo em nível federal.

Ao votar no candidato a Prefeito, o eleitor sufraga, automaticamente, o Vice que o acompanha. Se o Vice não merece de modo algum a indispensável confiança, o certo é escolher a dupla (Prefeito e Vice) que mereça o crédito cívico.

Quanto aos Vereadores, integram a Câmara Municipal, ou seja, desempenham a função de Poder Legislativo, no âmbito local.

O Município é a célula fundamental da vida cidadã.

Da mesma forma que o tão popular violão é uma caixa de ressonância que recolhe as vibrações da corda para amplificá-las, a Câmara Municipal deve ser a caixa de ressonância da cidadania. Ouvir o povo e amplificar a voz do povo é tarefa que a justifica e engrandece.

Os vereadores têm relevante papel dentro da comuna. Discutem e votam as leis municipais, elaboram o Orçamento, fiscalizam as contas dos Prefeitos, devem cuidar de tudo que interessa à coletividade. Ninguém está mais perto do povo que o Vereador.

Não digo que o vereador deva ser, necessariamente, um intelectual, um douto, mas é bastante aconselhável que tenha um certo discernimento para desempenhar corretamente sua função.

Não se pode conceber, por exemplo, que um vereador desconheça a Lei Orgânica do seu Município, pois esta lei tem a força de uma verdadeira Constituição Municipal.

Parece-me que agem com sabedoria aqueles municípios que promovem um treinamento dos respectivos vereadores, depois de eleitos, antes do início da legislatura. Melhor ainda se fossem submetidos a treinamento os candidatos, levando-se ao conhecimento público o nome daqueles que, com humildade, aceitassem ser treinados. Esta útima proposta, contudo, é inexequível para o pleito que se avizinna.

João Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado, é professor da Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo e escritor. Homepage: www.jbherkenhoff.com.br - E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

PT defende a democracia em videotape

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Guilherme Fiúza

O julgamento do mensalão está pondo a democracia em risco, porque está todo mundo vendo. O alerta do secretário de comunicação do PT, André Vargas, deputado pelo Paraná, é preocupante. Ele denuncia as transmissões ao vivo do Supremo Tribunal Federal como um perigo para as instituições, as pessoas e os partidos. De fato, esse negócio de ficar mostrando as coisas como elas são, na hora em que acontecem, ainda vai dar problema.

Tudo era muito melhor antes de Roberto Jefferson abrir a janela e deixar a luz entrar. Na penumbra, sem ninguém de fora ver nada, a democracia estava bem mais protegida. Os negócios patrióticos que corriam de lá para cá pelo valerioduto teriam prosperado, e certamente haveriam pulado da casa dos milhões para a dos bilhões. No que a TV mostrou e a imprensa publicou, aquele promissor projeto nacional escorreu pelo ralo. Um prejuízo incalculável.

André Vargas diz que o julgamento no STF virou “quase um Big Brother da Justiça”. Com a habilidade de comunicador que fatalmente tem um secretário de comunicação, ele está indicando que o que se passa na corte suprema do país é uma palhaçada. Sua imagem nos permite imaginar que, a qualquer momento, os juízes vão tirar suas capas e mergulhar de sunga na piscina, exibindo seus músculos, seus planos para a festinha de logo mais e suas intrigas para jogar o colega ao lado no paredão.

É uma sólida argumentação. Realmente, fora do circo, as palhaçadas só deveriam ocorrer entre quatro paredes. Sem transmissão ao vivo. A palhaçada da cúpula do PT com Marcos Valério, por exemplo, transferindo dinheiro do Estado para o partido, não tinha nada que vir a público. Era um assunto privado deles, ninguém tinha nada com isso. E o fato de a operação envolver dinheiro do povo não tinha o menor problema. Eles tinham sido eleitos por esse povo para fazer o que sabiam fazer. Estavam, portanto, cumprindo seu compromisso democrático. Tanto que depois disso foram eleitos novamente duas vezes para dirigir o país. Cada povo tem os palhaços que merece.

Só não fica bem, como alertou André Vargas, botar essas coisas na televisão. Se a família está jantando, por exemplo, a comida pode não cair bem. É um risco para a democracia e para o estômago dos brasileiros. Para que viver perigosamente?

Democratas deste Brasil grande, interrompam imediatamente a transmissão das sessões do Supremo. Detenham enquanto é tempo esse atentado às instituições e às pessoas de bem. Não é preciso tanta pressa para saber o que se passa no tribunal. Vamos deixar as coisas se acalmarem, a febre baixar e o povo se distrair com outra coisa. Papai Noel não demora, depois tem o Carnaval e aí começa a contagem regressiva para a Copa do Mundo no Brasil. Ninguém vai querer que este país sedie o maior evento do mundo com sua democracia em risco. Desliguem as câmeras no STF já!

Outro brasileiro que subiu o tom em defesa da democracia foi o senador Jorge Vianna, do PT do Acre. Jorge Vianna era um político moderado, equilibrado, conhecido pela sensatez. Mas tudo tem limite. Depois que o nome de Luiz Inácio da Silva começou a circular no Supremo, e que supostas declarações de Marcos Valério colocaram o ex-presidente no topo da palhaçada, o senador mansinho virou bicho. Assim como seu colega André Vargas, botou o dedo na ferida: isso é um golpe da elite preconceituosa.

Para os não-iniciados, é bom esclarecer: “elite”, no dicionário do PT, é um termo figurativo muito importante para os ladrões do bem, que os mantém na condição de milionários oprimidos. Eles têm o poder, mas “elite” são os outros.

É um conceito que funciona bem há bastante tempo, e em time que está ganhando não se mexe. A outra palavra-chave desse dicionário é “preconceito”. Luiz Inácio da Silva é o filho do Brasil, vítima da elite. Se você tiver preconceito contra a montagem de um governo quadrilheiro, esqueça. Você estará sempre sendo discriminatório contra o pobre homem bom. Não importa quantos valeriodutos atravessem a biografia dele.

Como já decretara o nosso Delúbio, o mensalão é um golpe da direita contra o governo popular. O que Jorge Vianna, André Vargas e grande elenco petista estão dizendo é: pelo amor de Deus, continuem acreditando nisso, senão estamos fritos.

Guilherme Fiúza é Jornalista. Originalmente publicado na revista Época edição 749).

sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo para Sempre!

As Bananas comem os Macacos na Petrobrás

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Petrobrás está numa bananosa. A estatal de economia mista terá de aguentar a alta do preço internacional do petróleo, o aumento da dívida da companhia em moeda estrangeira e todas as pressões de investidores que reclamam e sofrem no bolso com a desvalorização das ações da empresa.

A ex-presidenta do Conselho de Administração da Petrobras também sofre com a mesma bananosa. Dilma Rousseff recebe todas as pressões para autorizar o urgente reajuste no preço dos combustíveis. A medida é pura casca de banana no piso escorregadio do Palácio do Planalto.

É bananosa para todo lado. Ao mesmo tempo em que alivia a barra do caixa da Petrobrás, o aumento causa um inevitável repique de inflação. Também afeta o humor do cidadão-eleitor-contribuinte. Afinal, será o consumidor quem vai arcar com o aumento dos preços dos combustíveis. Por isso, a Presidenta Dilma só quer saber de liberar qualquer reajuste depois da eleição ou, se a Petrobrás aguentar, no começo do ano de 2013.

Amiga de Dilma, que a apadrinhou no cargo máximo da Petrobrás, a Presidenta Maria das Graças Foster tem uma preocupação imediata. O risco de a empresa ser rebaixada pelas agências internacionais de risco – o que provocaria uma desvalorização ainda maior das ações da companhia. O endividamento da Petrobrás está crescendo. Já chega a R$ 133,2 bilhões. O número representa 28% da capitalização da empresa. Se a dívida líquida atingir o limite de 35%, o mercado entra em pânico.

Os números assuntam a direção da Petrobrás e os investidores. A estatal de economia mista conquistou seu mais alto valor de mercado em 21 de maio de 2008: R$ 510 bilhões. Agora, a Petrobrás vale R$ 303 bilhões. Perdeu R$ 65 bilhões desde a megaoferta pública de ações em 27 de setembro de 2010. Na operação, o governo (acionista majoritário) entrou com R$ 80 bilhões. Os investidores jogaram R$ 40 bilhões no negócio que agora faz alguns se sentirem acionistas otários.

O maior aumento de capital nunca antes feito na história da humanidade capitalista – e sequer do Brasil – pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva tinha um objetivo: reduzir o endividamento da Petrobrás e viabilizar um plano de R$ 200 bilhões em investimentos em cinco anos. Para isto, foram emitidas 4,27 bilhões de ações. No entanto, na gestão de José Sérgio Gabrieli, o dinheiro captado não foi sufuciente e a Petrobrás teve de pagar caro para arranjar grana para cobrir investimentos.

A dívida virou um mico, ou uma banana que engoliu os espertos macacos. Antes da capitalização, em setembro de 2010, a dívida líquida da Petrobrás era de R$ 94 bilhões, equivalendo a 34,4% na relação com o patrimônio. Em seguida ao processo, baixou para R$ 57,1 bilhões – que baixou a relação para 16%. Agora, já atinge 28% ou R$ 133,2 bilhões.

Os problemas na Petrobrás refletem diretamente na relação entre Lula e Dilma. O criador e sua criatura brigam por causa de José Sérgio Gabrielli. Lula não gostou quando seu aliado foi tirado da presidência da Petrobrás, e a substituta Graça Foster apontou que decisões da gestão dele foram as causas dos maiores pelos problemas na empresa. Lula não deixou o negócio barato e deixou vazar, por amigos, uma declaração marota de que Dilma precisava se lembrar de que ela fora a “presidenta” do conselho de administração da Petrobrás em seu governo...

O que Lula não lembrou é que outra grande amiga de Dilma e sua braço-direito na Casa Civil, Erenice Guerra, também foi membro do Conselho Fiscal da Petrobras, entre os anos 2006 e 2007. No entanto, Erenice foi eleita pelo controlador da Petrobras: o governo (Lula). Coitada, caiu no escândalo de suposto tráfico de influência dos filhos dela com negócios públicos.

Junto com Dilma, no Conselho de Administração da empresa, também atuava Antônio Palocci Filho – até as denúncias da consultoria o derrubarem do governo. Palocci ao menos ainda tem um homem de confiança dele no Conselho Fiscal da Petrobrás: Nelson Rocha Augusto. Hoje, quem sucedeu Dilma e preside o Conselho de Administração da Petrobrás é Guido Mantega, ministro da Fazenda que anda meio brigado com o ex-Presidente Lula da Silva.

Enfim, se a Petrobrás tem micos, muitos deles foram gerados por ingerência e macaquices de gestão do governo petista sobre a empresa. Ou seja, é típica incomPTência. Assim, Lula Dilma e seus demais companheiros estão na maior bananosa. Agora, como as bananas estão comendo os macacos, por causa de tantos micos na Petrobrás, a bicharada parece em polvorosa...

O triste dessa fábula econômica do Brasil Capimunista é que, no fim das contas, os investidores da empresa e os cidadãos brasileiros pagam o verdadeiro mico...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2012.

Cadê a campanha pela Educação?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Em 2007, os presidentes da rede de autopeças Dpaschoal e do Grupo Gerdau, reuniram-se com os bancos Itaú, Bradesco e Santander, fundaram o programa Todos pela Educação, estabelecendo cinco metas que poderiam ser avaliadas periodicamente até o ano de 2022.

O grupo convidou as empresas jornalisticas, radio e tv, jornalistas, acadêmicos e artistas para lançar uma campanha massiva, destinada a convencer a opinião pública e aos governantes sobre a necessidade inadiável de garantir uma educação de melhor qualidade.

Entre as metas do programa Todos Pela Educação incluía-se a permanencia de todas as crianças na escola até a idade de 17 anos. Cinco anos depois, assistimos atônitos, sem compreender claramente as razões para a greve que paralisou a quase totalidade das Universidades durante 4 meses.

Ouvimos dizer que foi celebrado um acordo com o governo, mas o protesto dos docentes continua enquanto os alunos somam prejuízos diversos para assistir a reposição de aulas a toque de caixa, sacrificando o período de férias.

Projetos, planos e promessas também foram anunciadas em relação à saúde, campo onde as greves desaguáram. A insatisfação atinge também outros serviços públicos, como correios e polícias. E nas manifestações públicas destes grevistas, as imagens mostram as bandeirinhas vermelhas dos apoiadores de base deste governo. Pressão calculada? Pressão organizada? Pressão encomendada?

Para muitos grevistas, como para muitos dos prejudicados pela greve, o objetivo é obter o mais no menor tempo. É correr mais depressa para chegar mais longe, chegar lá! No ponto que vem a ser apenas a manutenção do espaço de sobrevivência. Isto é o mesmo que correr para trás. Ou acreditar na iminência do apocalipse.

Resultado das políticas financeiras. Resultado das prioridades impostas pela nova ordem mundial a que este governo está atrelado, atolado e comprometido, privilegiando as operações que carreiam para o exterior, a título de pagamento de juros e remessas de lucros, o sangue dos brasileiros ativos.

São as políticas anunciadas pelos teóricos da ideologia que dita as escolhas dos governantes e sócios da tal base aliada. Todos alinhados com o lado podre do capitalismo, representado aqui por empresas como a Monsanto que mantém no cabresto as atividades dos produtores rurais e do ramo da pecuária. As políticas impostas por decreto, para que os bem pagos senhores do Congresso Nacional legitimem.

As políticas e decisões em defesa dos interesses de uma GE, que somente em 2010 ficou isenta do pagamento de impostos na ordem de 3.1 bilhões de dólares nos EUA enquanto arrecadou em suas sucursais pelo mundo afora 14.2 bilhões de dólares. Alguns desses bilhões saíram daqui.

Estamos falando dos gigantes estrangeiros que dominam a nossa indústria, extração mineral e estão presentes em todas as atividades, incluindo a educação. Não lhes interessa que formemos nossas crianças e jovens ao ponto que possam reagir contra esta cultura ditatorial, nem contra as drogas que espalharam para manter o controle mental e o terror do banditismo.

Estamos falando da disseminação de meias verdades contidas na propaganda sobre a excelência da educação, da saúde e da segurança, serviços essenciais, prioritários, ignorados. Ou no sofisma da propaganda sobre cidadania, como se alguém pudesse foamar opinião sem conhecer a coisa ou assunto referido.

Numa de suas palestras, o filósofo e professor Olavo de Carvalho, cita o espanhol Julian Marías quando lhe perguntaram sobre a instituição da pena de morte: “sou contra por um simples motivo: não sei o que é a morte e não tenho o direito de condenar um sujeito a uma coisa que eu não sei o que é; sei o que é prisão, trabalhos forçados, mas morte, eu não sei o que é e esses senhores também não.”

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Azares do Lula

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Durante três eleições seguidas houve árduas tentativas da parte do PT para chegar à presidência da República, mas faltava ainda o essencial, um bom marketing capaz da mágica que faz do feio o bonito, do sórdido o honrado, do mentiroso o verdadeiro. Afinal, não é com imagens construídas com perfeição que a política é feita?

Então, apareceu o mago Duda Mendonça e sua arte suprema de propaganda enganosa como o é quase toda propaganda, sobretudo, a política. Foi elaborada a Carta do Povo que apaziguou com êxito os desconfiados. Adesões e coligações inimagináveis para o PT de outrora foram consumadas. E o mais importante: foi cuidadosamente fabricada a imagem falsificada do “Lulinha de paz e amor”.

Estas técnicas e táticas levaram finalmente o PT ao cobiçado cargo na quarta tentativa. Como normalmente acontece com os revolucionários que alcançando o poder se esmeram em fazer com mais precisão o que antes criticavam, ao vencer Lula e companheiros deram alegremente adeus à ética e à ideologia de esquerda que varia conforme as circunstâncias e possui tendência acentuada para o desfrute das delícias da burguesia. Ás favas com escrúpulos e transparência. E, assim, aconteceu entre outros fatos nada edificantes a compra de votos dos congressistas da enorme base aliada de Sua Excelência Lula da Silva. Foi o maior escândalo de corrupção nunca antes havido nesse país e alcunhado por Roberto Jefferson de “mensalão”.

Lula sempre dizendo como qualquer ladrão de galinha que não sabia de nada que se passava sob seu nariz. Quer dizer, ou ele é totalmente idiota ou se locupletava com a corrupção, exercendo seu mandonismo e seus instintos autoritários a todo vapor para alicerçar um poder cada vez maior no qual o Executivo se avantajava e o Legislativo se tornava um bando de marionetes manipulado por seus desejos.

Lula não é idiota. Por isso começam pela primeira vez a surgir várias opiniões afirmando que é ele e não José Dirceu o poderoso chefão da engrenagem de compra de votos que teve como “gerente” ou “boy de luxo”, Marcos Valério.

Esta suposição que enxovalha o mito não está ainda comprovada juridicamente. Contudo é significativo que Lula tenha feito o possível para evitar o julgamento do “mensalão”, desde implantar a CPI do Cachoeira para distrair as atenções até chantagear o ministro Gilmar Mendes para que este adiasse o processo para depois das eleições.

Dirão alguns que foram exatamente as eleições que preocuparam Lula. Ele quer ganhar todas as prefeituras que puder e, mais do que todas, a de São Paulo. Mas, seria só isso ou intuía que viria à tona a perigosa desconfiança sobre seu envolvimento no escândalo?

Impressiona também a fúria de que foram tomados seus adeptos para defendê-lo e ao seu lugar-tenente, José Dirceu. Partem para ultrajar a instância mais alta da Justiça no sentido de desqualificar o julgamento que tem tido na figura do ministro Joaquim Barbosa o exemplo de como se julga estribado na lei e na justiça.

Surge um manifesto sem pé nem cabeça de artistas e o presidente do PT, Rui Falcão, afirma que o julgamento do “mensalão” é golpe das elites sujas e da imprensa.

Golpe em quem? Lula não é mais presidente, portanto, não pode sofrer um impeachment. Tudo está sendo julgado com base nos fatos, provas e testemunhas armazenados em enormes calhamaços de milhares de páginas. Oito ministros foram nomeados por Lula e Rousseff e é notório que o ministro Lewandowski procura retardar ao máximo o julgamento, enquanto o ministro Toffoli que deveria ter se considerado impedido de participar dadas suas ligações com José Dirceu permanece para votar. Mais ainda, o julgamento ainda levará bom tempo e, apesar da maioria dos ministros estarem seguindo o voto técnico do ministro Barbosa não se sabe o que vai acontecer. Por que, então, o desespero dos defensores de Lula?

Golpe é dos que afrontam o Judiciário. Parecem querer igualar esse Poder independente ao servil Legislativo. Até a presidente Rousseff, de forma prepotente e imprópria, mandou recado para o ministro Joaquim Barbosa por ter este citado uma sua afirmação quando era ministra de Minas e Energia. Ela deve pensar que ele faz parte de seu ministério onde manda e desmanda.

Note-se que quando o PT ajudou a derrubar o presidente Collor, tendo sido o então deputado Lula que propôs o impeachment, ninguém falou em golpe. Muito tempo depois Collor foi inocentado pelo STF.

Em todo caso, muitos têm sido os azares do Lula que sem cargo já não dispõe da imensa sorte que sempre o acompanhou. A doença lhe tira vigor nos palanques. As campanhas não estão favorecendo os candidatos do PT. O pouco comparecimento aos comícios em que ele aparece indica que a estrela do PT está decadente.

O julgamento do “mensalão” e as urnas confirmarão se isso é verdade ou se novos tempos estão por vir. Como se diz, “a esperança é a última que morre”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - www.maluvibar.blogspot.com.br  - mlucia@sercomtel.com.br  

O STF e o Exército ante a Conjuntura

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Matos Viana Pereira

Os brasileiros que preservam o caráter e o patriotismo como valores referenciais de vida, pautando os seus atos, procedimentos e ações em rígidos princípios de honestidade, ética, honra e dignidade, com certeza se sentiram recompensados com a firme atuação dos membros do STF, no julgamento da rumorosa Ação Penal 470, conhecida como mensalão, envolvendo prestigiadas figuras do PT e conhecidas do apedeuta Lula.

Ainda que veementes indícios hajam incriminado o então Presidente Lula, apontando-o como o verdadeiro chefe da quadrilha responsável pelas ladroeiras praticadas, por motivos que ignoro, foi poupado das denúncias formuladas pela Procuradoria Geral da União.

Repercutiu nacionalmente a atuação do STF, pela maneira incisiva, corajosa e justa como têm se conduzido os Ministros, dignificando a Justiça, pois com desempenhos brilhantes, alheios às influências externas, com o raciocínio, o saber jurídico e a consciência voltados exclusivamente para os Autos, com votos fundamentados na Lei têm correspondido à expectativa cívica dos brasileiros, condenando corruptos e surpreendendo-os, pois confiavam inteiramente no tráfico de influência, gerador da vergonhosa impunidade reinante no país.

Tendo oito dos onze Ministros nomeados pelos Presidentes Lula e Dilma, a Suprema Corte, ciente da responsabilidade para com o Brasil e da necessidade de enfrentar a insensata e corrupta conjuntura, tem atuado com grandeza moral. Sem qualquer conotação de subserviência ou de perseguição, com votos lapidares fez ressurgir a crença de que é sempre possível o bem se sobrepor ao mal e a Lei punir o crime.

Assim o STF, como guardião atento da Constituição, da Lei, do direito, da razão e da verdade, resplandece no cenário nacional com um brilho fulgurante, pelo exemplo de fidelidade, sem concessões, à Lei e à Justiça, num momento crucial para a Pátria, hoje vitimada por uma conjuntura adversa, onde a lama da corrupção já macula até Instituições pilares da nacionalidade. Estou convicto de que o exemplo dado pelo STF revigorará o caráter nacional!

Em 17/09/12, o Jornal Nacional mostrou a reunião e noticiou a decisão tomada pela intitulada Comissão Nacional da Verdade que, insensível ao exemplo dado pelo STF, demonstrou na mídia, para a Nação inteira, constituírem os seus membros uma Comissão espúria, escolhida por maquiavélicos petistas, entre pessoas sabujas e ávidas por prestarem serviços à Presidente da República. Essa senhora, de passado abominável, mesmo pretendendo ser considerada estadista, subordinou essa sua vaidade ao seu desejo de vingança contra os militares que, em defesa da democracia, impediram pelas armas que o país sucumbisse à agressão do Movimento Comunista Internacional (MCI).

Com a irresponsabilidade própria dos facciosos, declararam aos brasileiros, sem a menor cerimônia, que apenas apurariam a violência praticada pelos agentes do Estado, contra aqueles que lutavam pela liberdade e pela democracia. Ante o cretinismo da decisão confessada, pergunto: que esperar de uma apuração, elaborada por vermes despidos dos sentimentos de imparcialidade e de valores como ética, independência e moralidade?

Que triste exemplo de falta de integridade deram aos brasileiros os anões morais da Comissão que se rotula da Verdade, no exato momento em que, pelo desempenho funcional, os Ministros do STF se agigantaram moralmente!

A OAB foi uma das entidades que mais se empenhou na campanha pela aprovação da Anistia, tema que sensibilizou o Brasil e, após ser amplamente debatido, foi transformado na Lei de Anistia pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Militar em 79. Foi essa Lei que possibilitou a transição democrática sem traumas e viver o país mais de trinta anos de liberdade, desfrutando os brasileiros dos amplos direitos democráticos que os militares lhes asseguraram com armas nas mãos, contra a vontade de terroristas, hoje, no Governo, os quais jamais lutaram por liberdade e democracia, mas, para transformar o Brasil em mais um satélite do comunismo internacional.

Decorridos tantos anos de exercício de ampla democracia, resolveu o presidente nacional da OAB tentar processar e punir os militares e, com tal objetivo, pretendeu, sem sucesso, anular a Lei de Anistia no STF, olvidando que, pela luta de um dos seus antecessores, foi aprovada e promulgada a citada Lei. Ante o despropósito de sua atitude é válido acreditar, que esse cidadão haja sido motivado por três circunstâncias: desejo incontido de aparecer; raiva, complexo, ou frustração contra militares; caso patológico de esclerose precoce.

O General de Exército Reformado e também Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, Valdesio Guilherme de Figueiredo, teve um Artigo de sua lavra difundido na Internet. Somos amigos fraternais desde 1953, quando, aprovados em exame de âmbito nacional, ingressamos na Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza. Juntos, concluímos o curso da AMAN em 1958, a partir de quando, o tempo, a distância, as atividades e a vida fizeram cada um de nós viver o seu destino. Trata-se de um oficial brilhante, que atingiu o ápice da carreira escudado no somatório dos seus atributos morais e intelectuais. É um General competentíssimo que conhece com amplitude a problemática do Exército, é apolítico e, ainda que não mais na ativa, é conhecido, conceituado e respeitado pela sua biografia íntegra, que confirma um passado de dedicação integral ao Exército e à Pátria.

Li e analisei com muito interesse o seu corajoso, verdadeiro e oportuníssimo artigo, apreciando e concordando como teor do mesmo. Entretanto, por lealdade para com o estimado amigo articulista e também para com os demais oficiais, companheiros de profissão e de ideal, que leram o excelente artigo, pedindo antecipadas desculpas ao General amigo, faço uma ressalva, para mim expressiva, em relação a uma assertiva constante num trecho do penúltimo parágrafo do aludido artigo, que transcrevo em parte: “ Insisto que devemos nos unir...e fazer sentir que atacado o Comandante, atacados estaremos todos.” Correto! Assim deveria ser!

Peço, entretanto, vênia ao ilustre articulista e a todos os companheiros, para acrescentar condicionantes nesse parágrafo. O apoio deve ser irrestrito: quando o Comandante portar-se como líder, na acepção mais legítima do vocábulo; quando comandar com firmeza, jamais dando aos subordinados exemplo de fraqueza e indecisão; quando, sem ferir a disciplina hierárquica, de maneira altiva defenda qualquer subordinado deliberadamente perseguido e vítima de revanchismo injustificável; quando não deixar, sem resposta efetiva, que ações provocativas respinguem nódoas sobre a farda, arranhando o conceito da Instituição; quando mantiver intocável a mística da disciplina, da honra e da ética militar; quando não se escudar na disciplina, para justificar a aceitação de interferência externa que afete e humilhe a Instituição comandada; quando, sem ferir a hierarquia, saiba ser sempre disciplinado, mas, jamais subserviente.

Finda a Revolução de 64, nos anos oitenta, o Gen Newton Cruz enfrentou ações injustas e covardes de perseguição e revanchismo praticadas pelos mesmos cretinos que agora infernizam as vidas dos Coronéis Ustra, Lício, e Curió. Usaram um sujeito de nome Polila, débil mental, para acusar o Gen Newton de ter assassinado um jornalista, mentira posteriormente desmascarada. O Exército, como vem procedendo hoje, em relação à facciosa Comissão Nacional da Verdade, à época, preferiu se omitir, razão de haver o Gen Newton sofrido humilhações que feriram a honra militar.

Desde aqueles dias de triste memória, estimulados pelo imobilismo das Instituições Militares, avultaram-se as provocações e o revanchismo estendeu-se às três Forças Armadas, em forma de supressão ou redução drástica de verbas que lhes afetaram a operacionalidade e pelo congelamento de salários, tornando-os incompatíveis com a grandeza da missão militar, com a enorme responsabilidade funcional e com a dignidade da classe, gerando sucessivas demissões de oficiais e praças.

Houvesse o Exército defendido o Gen Newton Cruz nos idos dos anos 80, repelindo com autoridade e energia as afrontas sem provas assacadas contra ele, e, certamente, hoje, os Coronéis Ustra, Lício e Curió não estariam sendo vítimas das mesmas perseguições revanchistas.

Lembro-me que no ápice da luta armada, travada contra terroristas orientados, treinados e financiados pelo MCI, declarou o então Ministro do Exército, Gen Walter Pires de Carvalho, certamente com os objetivos de comprometer a Instituição com a luta; apoiar e assumir de público a responsabilidade pelas ações desencadeadas; e buscar dar confiança, elevar o moral e tornar eterno o vínculo da Instituição com os seus combatentes. Declarou o então Ministro Walter: “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de arma na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia.”

Que solidariedade prometida pelo Exército, através do seu então Ministro, foi prestada àqueles que, expondo suas vidas, derrotaram os terroristas, livrando a pátria do comunismo? O Exército, afetado por restrições logísticas na sua operacionalidade, e olvidando a sua história, grandeza e tradição, assiste mudo, indiferente e impassível, Coronéis que honraram no combate o seu histórico, pelo denodo, coragem, destemor e patriotismo, receberem como reconhecimento à bravura demonstrada o silêncio, a indiferença e a desatenção.

Urge reciclar atitude, demonstrando à Nação que não existe Exército de ontem e de hoje e sim uma só Instituição que tem orgulho de sua história e do seu passado, que honra o seu presente, que cultua as suas tradições, que não se esquece dos seus deveres, nem das promessas assumidas, e que jamais abandona quem bem cumpriu as missões militares. Aí, sim! Estarei inteiramente solidário com a conclamação constante do penúltimo parágrafo do Artigo do meu estimado amigo, o ilustre Gen Figueiredo.

Márcio Matos Viana Pereira é Coronel Reformado do EB.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tese que desqualifica formação de quadrilha de políticos do Mensalão será usada para salvar José Dirceu

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Uma simples associação de réus para cometer crimes não significa formação de quadrilha. Esta tese apresentada ontem pela ministra Rosa Weber, inocentando 13 réus acusados de formação de quadrilha no capítulo 6 do julgamento da Ação Penal 470, é o primeiro sinal prático da Operação político-jurídica de bastidores para livrar José Dirceu do cadafalso do Mensalão. O raciocínio é simples, para ser usado na fase de recursos: se a quadrilha política não fica comprovada, seu suposto chefe (Dirceu) também não existiu.

Na tese de Rosa Weber, só atuam em quadrilha pessoas que sobrevivem dos produtos conquistados pelo crime e que atuam com interesse de perturbar a paz social: “O fato narrado na denúncia caracteriza coautoria e não quadrilha”. Tal argumento pode ser seguido pelos ministros indicados para o STF por Lula e Dilma e que ainda se mantêm fiéis aos padrinhos, Nos bastidores do STF, já se tem como favas contadas que José Dirceu será condenado pelo relator Joaquim Barbosa. No entanto, o revisor Ricardo Lewandowski vai inocentá-lo.

Lewandowski tentará derrubar a “Teoria do Domínio do Fato” – principal tese para pedir a condenação de José Dirceu como suposto “chefe da organização criminosa” do Mensalão. muito usada entre juristas da Europa para combater crimes econômicos, principalmente aqueles com ares mafiosos, a tese do Domínio do Fato atribui responsabilidade penal a quem pertence ao comando de um grupo criminoso e que ordena as ações sem “sujar as mãos” direta e operacionalmente com a prática da ação criminosa propriamente dita.

O argumento usado ontem no voto de Rosa Weber começa a desqualificar a tese – o que abre um caminho para que Dirceu, na pior hipótese, sofra uma condenação mínima que possa ser revertida na fase de recursos do processo que só deve acontecer no ano que vem. A intenção da “defesa oculta” de Dirceu é que, na fase de definição das penas, ele receba as mais leves possíveis pela condenação já considerada fava contada. Na pior hipótese, tal “punição” lhe livraria da vergonha de puxar cadeia.

Precedente aberto

Rosa Weber foi bem clara em seu voto:

“Em suma, quadrilha, na minha concepção, causa perigo por si mesma na sociedade, eventualmente na pena agravada. Portanto a indeterminação na prática de crimes é a diferenciação de bandos e agentes pura e simples. Só concluo que os fatos e as condutas e a situação e a organização imputada na denúncia como crime de bando ou quadrilha assim não se qualifica e não vislumbro prova sequer da prática deste crime”

Rosa Weber entendeu que houve aqui crime de coautoria e por isso absolveu todos os acusados pelos crimes de quadrilha.

Na mesma balada

A ministra Cármen Lúcia acompanhou o raciocínio da ministra Rosa Weber sobre a perpectiva de não configuração do crime de formação de quadrilha.

Carmem Lúcia também não concordou com a existência de pequenas quadrilhas diante de uma maior.

Ainda de acordo com a ministra, os réus não se reuniram para particar crimes continuados, como especifica a legislação.

Guerra perigosa

O futuro presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, resolveu sentar o verbo no seu colega Marco Aurélio Mello, antecipando a oposição que deve sofrer assim que assumir o cargo máximo da corte suprema, em novembro, quando o atual presidente Ayres Britto se aposenta:

Um dos principais obstáculos a ser enfrentado por qualquer pessoa que ocupe a Presidência do Supremo Tribunal Federal tem por nome Marco Aurélio Mello. Para comprová-lo, basta que se consultem alguns dos ocupantes do cargo nos últimos 10 ou 12 anos. O apego ferrenho que tenho às regras de convivência democrática e de justiça me vem não apenas da cultura livresca, mas da experiência concreta da vida cotidiana, da observância empírica da enorme riqueza que o progresso e a modernidade trouxeram à sociedade em que vivemos, especialmente nos espaços verdadeiramente democráticos”.

Barbosa também mandou um recado a quem sonha que ele venha a tomar alguma decisão de “super herói justiceiro” na presidência do STF:

Caso venha a ter a honra de ser eleito presidente da mais alta Corte de Justiça do nosso país nos próximos meses, como está previsto nas normas regimentais, estou certo de que de mim não se terá a expectativa de decisões rocambolescas e chocantes para a coletividade, de devassas indevidas em setores administrativos, de tomadas de posição de claro e deliberado confronto para com os poderes constituídos, de intervenções manifestamente ‘gauche’, de puro exibicionismo, que parecem ser o forte do meu agressor do momento”.

Laços de família

Joaquim Barbosa insinuou que Marco Aurélio não tinha estudado o suficiente para chegar ao cargo de ministro do STF.

O futuro presidente do STF deu a entender que Marco Aurélio só chegou lá graças ao parentesco com o ex-presidente Fernando Collor, o primo que o nomeou:

Ao contrário de quem me ofende momentaneamente, devo toda a minha ascensão profissional a estudos aprofundados, à submissão múltipla a inúmeros e diversificados métodos de avaliação acadêmica e profissional. Jamais me vali ou tirei proveito de relações de natureza familiar”.

Filosofando

Antes de sair depressa ontem do julgamento do STF para presidir a sessão do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Carmem Lúcia mandou um recado à juventude para não se decepcionar com a política:

Eu não gostaria que o jovem desacreditasse na política por causa do erro de um ou de outro. Quem exerce um cargo político deve exercer com mais rigor porque está cuidando da coisa de todos e um prejuízo significa que uma sociedade inteira foi furtada pelo posto de saúde que não tem, e principalmente a desesperança de uma sociedade que chega ás vésperas de eleição, como agora, demonstrando desencanto que a política não se dá de forma correta. O estado de direito a política é necessária em qualquer parte deste planeta”.

Prepare o bolso

Sobre a pressão sobre Dilma Rousseff para o urgente aumento do preço dos combustíveis, que causará um inevitável repique de inflação.

Mas a Presidenta Dilma só tomará qualquer decisão sobre o assunto depois da eleição ou no começo do ano de 2013.

Até lá, a Petrobrás terá de aguentar a alta do preço internacional do petróleo, o aumento da dívida da companhia em moeda estrangeira e todas as pressões de investidores que reclamam e sofrem no bolso com a desvalorização das ações da estatal de economia mista.

No final de todas as contas, quem vai arcar com o aumento dos combustíveis é o pobre otário do consumidor brasileiro...

Agente 171 para quem?

O coronel Gelio Fregapani denuncia, no artigo abaixo desta edição, que a Agência Brasileira de Inteligência foi espionada por um de seus oficiais de inteligência, na própria sede.

A grande pergunta é saber para quem trabalhava este verdadeiro Agente 171 que conseguiu “hackear” 238 senhas dos investigadores que trabalham em nossas informações estratégicas.

Leia abaixo o artigo: Espionando, mas para quem?

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Setembro de 2012.

Espionando, mas para quem?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

A Polícia Federal, a pedido da ABIN, prendeu em flagrante um espião infiltrado em seu pessoal. Isto é: o nosso órgão de Inteligência Estratégica- a ABIN estava sendo espionado por um de seus oficiais de inteligência na própria sede. Até ser descoberto, o espião já havia conseguido “hackear” 238 senhas dos investigadores que trabalham em nossas informações estratégicas.

A existência de um inimigo íntimo não é de admirar – Os órgãos de Inteligência são feitos para espionar, e os alvos principais são os serviços Secretos dos outros Países. Não fomos os únicos a descobrir traidores dentro do próprio Serviço; Os EUA já descobriram mais de uma dezena, entre eles John A Walker que durante 17 anos forneceu ao KGB importantes conhecimentos - chaves de códigos, movimentação dos submarinos nucleares e até antecipadamente os alvos de bombardeio no Vietnã. Sabe-se lá quantos ainda não foram descobertos. O mesmo pode-se dizer do excelente Serviço Secreto Britânico; do Russo e até do Mossad israelense, sem dúvida o melhor de todos. Que haveria tentativas de infiltrar um espiã o na ABIN, todos sabíamos. Face a incrível vulnerabilidade, por escolhermos nossos agente por concurso público, só não colocou lá um espião quem não quis.

Não é de admirar a existência de um espião infiltrado (só um?). É de admirar a ABIN tê-lo identificado; sinal que a contra-inteligência da ABIN não é assim tão ineficiente,.mas é decepcionante a ABIN ter que chamar a polícia para prender o traidor. Isto deve ter servido de chacota em todos os Serviços Secretos do mundo.

Bem, o que se espera que um Serviço eficiente faça ao descobrir um espião? - Em tempo de paz, quando um espião é descoberto, deve ser tomada uma decisão entre eliminá-lo silenciosamente, submetê-lo a julgamento ou utilizá-lo em proveito próprio.

A crença geral é que só se raciocina com as opções mais violentas, mas os peritos em contra-inteligência sabem que um espião capturado pode ter grande valor, caso sua captura não seja conhecida.

Quanto menos se falar sobre o assunto, melhor, pois se procura utilizá-lo para enviar informações falsas e para saber de sua rede. Pode-se até remunerá-lo para isto. Se não der, é melhor que morra de “morte natural”.

Um julgamento é a opção reservada para quando o assunto já é de domínio público, quando interessa fazer propaganda ou uma troca. Há exceções: quando se trata de um espião de um país “amigo”, que seja inconveniente a sua morte ou um julgamento, pode ser preferível deixá-lo fugir.

Em outros países, quando um espião é apanhado pode-se ter a expectativa de que será submetido a tratamentos especiais para arrancar-lhe informações, que vão desde a relativamente suave lavagem cerebral, passando pelas drogas e chega, em muitos lugares do mundo, à primitiva tortura até a morte, para arrancar dele tudo o que sabe. Esses métodos raramente falharam, de tal forma que muitos espiões, na iminência da captura, preferiram dar fim a própria vida a entregarem as informações ou ainda para se livrar de cruéis sofrimentos.

Os Serviços eficientes costumam ser muito mais duros quando apanham um de seus membros espionando para o inimigo. Esse dificilmente terá perdão. Não se espera que vá a julgamento, pois nenhum Serviço gosta de mostrar suas entranhas ou expor seus fracassos.

Neste ponto é que avultam nossas dúvidas: O espião estava a serviço de quem? De algum país estrangeiro? – Provavelmente! Qual? Que informações realmente buscava? Para que, exatamente?

Poderia ele estar a serviço de um partido? - Claro, é possível! Mas qual? O que poderia querer?

Quem sabe se a serviço de uma organização religiosa ou comercial? – É difícil, mas não deve ser descartado a priori

Quem sabe até a ABIN já tenha essas informações e tenha um plano para utilizá-las. É difícil, mas quisera acreditar. Esses “elementos essenciais a conhecer” estão sendo buscados? Certamente não. Com as restrições impostas ao Órgão desde o Collor e ainda agravadas pelo Lula, o nosso Serviço de Inteligência parece transformado em um arremedo de Serviço que só dá despesas. Dizem, a ABIN e a Polícia Federal, que tomarão as medidas administrativas cabíveis. O servidor foi enquadrado por violação de sigilo funcional, crime previsto no Artigo 325 do Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa. Só depois disso, o arapon ga traidor poderá ser expulso do serviço público.

Parece uma brincadeira. Será?

Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Servidores do Judiciário ensinam como enquadrar Dilma em Crime de Responsabilidade por prejudicá-los na proposta orçamentária da União

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Criativos servidores públicos, com boas intenções políticas, reunidos no movimento MPUforte, disponibilizam na internet uma arma que pode ser um perigoso instrumento de cobrança institucional para Presidentes da República que descumprem as leis. Um modelo de representação denuncia que a Presidenta Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade ao ferir a autonomia financeira e administrativa do Ministério Público, uma vez que a Suprema Corte no julgamento da ADI 4.356 já firmou entendimento de sua equivalência por extensão ao conferido ao Poder Judiciário.

O modelo de petição protesta que a Presidenta da República Dilma Vana Rousseff deixou de incluir valores referentes aos gastos com pessoal definidos na proposta orçamentária do Ministério Público da União que daria cumprimento ao que determina o art. 37, inciso X, da Constituição da República. Dilma cometeu o erro (ou ilegalidade) ao consolidar as propostas orçamentárias para o exercício de 2013 e posteriormente encaminhá-las ao Congresso Nacional (Mensagem nº 387, de 30 de agosto de 2012; PLN nº 24-2012).

O crime de responsabilidade é previsto no art. 4º, inciso II, da Lei nº 1.079/50. Ferir a autonomia dos poderes republicanos é um dos delitos previstos. Se for denunciada e acabar condenada, Dilma pode sofrer as sanções previstas nos artigos 4º, inciso II, da Lei nº 1.079/50, e 85, II, da Constituição da República. Qualquer cidadão pode fazer a denúncia via petição, com fundamento no art. 218 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados com a redação da Resolução nº 22 de 1992, combinado com o art. 14 da Lei 1.079, de 10.04.1950.

O problema é que, por carência absoluta de oposição de verdade no Congresso, o caso tem tudo para dar em nada. No entanto, acidentes da história acontecem – como a imprevisível severidade de condenação no julgamento do Mensalão. Assim, caso a desestabilização de Dilma realmente interesse a um poder oculto muito maior e mais forte – tal qual acontece agora com o Mensalão que ficou impune por anos -, a representação contra uma vacilada legal-administrativa pode se transformar em investigação, denúncia do Ministério Público e julgamento com punição – que é o impeachment.

No Brasil da impunidade, um Presidente da República só cai quando ocorre a mistura explosiva de grave crise econômica interna com a vontade dos poderes transnacionais contrariados em seus interesses pelo marionete que ocupa o trono do Palácio do Planalto. Assim, pequenas bobagens ou delitos administrativos menores costumam causar mais prejuízos que aqueles grandes escândalos de corrupção que caem no esquecimento em menos de uma semana e que o lento sistema Judiciário só consegue punir – quando consegue – depois de muitos e muitos anos, favorecendo sempre o infrator.

Por isso, é bom Dilma ficar mais esperta do que já é... Surfar na avaliação positiva de 62% apontada pelas pesquisas de opinião, pode redundar em tombo da prancha... Mas só se a crise aumentar, e a Oligarquia Financeira Transnacional lhe tirar o fio de sustentação da marionete...

Mais informações sobre essa ação de cidadania e o modelo de petição que pode ser baixado podem ser acessadas pelo link: http://www.facebook.com/groups/MPUforte/

Petição de elogio

Circula um abaixo-assinado online que é bom para imagem desgastada da Justiça no Brasil:

“Votos de Congratulações Pelo Desempenho do Supremo Tribunal Federal no Processo do Mensalão”

Para assinar, basta acessar: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=mensalao

Abaixo assinado: investigue Lula

Faz sucesso no Twitter e no Facebook o abaixo assinado cobrando do Procurador-Geral Roberto Gurgel que investigue o agora cidadão sem foro privilegiado Luiz Inácio Lula da Silva, por participação em crimes relacionados ao mensalão.

Quem quiser assinar só precisa acessar o link:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N13087

O caso é aproveitar o processo 7807.082011.4.01.3400, que foi ajuizado pelo Ministério Público Federal na 13ª.Vara Civel de Brasília.

E no vendedor não vai nada?

Os ministro do STF praticamente concordam que a venda de votos no Mensalão está caracterizada.

Por isso, a pergunta que não quer calar é:

Será que a condenação, algum dia, atingirá o verdadeiro chefe do departamento de vendas?

Culpa da informática?

Sistemas de telefonia e internet de Joaquim Barbosa entraram em pane ontem à tarde.

Técnicos do Judiciário e de empresas de telefonia tentam saber o misterioso motivo do problema.

Possibilidade de Barbosa ter sido vítima de alguma hackeagem petralha não está afastada...

Dúvida no ar

Indagação nos bastidores do STF e adjacências:

Marco Aurélio Mello, primo do ex-presidente e hoje senador Fernando Collor, vai ferrar ou aliviar Roberto Jefferson?

Tem gente de alto calibre togado especulando se Marco Aurélio não poderia poupar Jefferson, que foi fiel aliado do primo Collor, até a queda dele por impeachment.

Tiro pela culatra
No governo Dilma, já se teme que a guerra pela queda de juros nos cartões de crédito se transforme em um tiro pela culatra contra o consumo.

Os espertos bancos, que só querem ganhar, ameaçam acabar com aqueles módicos parcelamentos “sem juros” ou – o que é melhor para eles – cobrar uma taxa dos lojistas por tal “facilidade”.

Como tal postura pode afetar o consumo das famílias – que é a base da ilusionista política econômica de Lula-Dilma, é bem capaz de o governo dar uma maneirada na redução dos juros do “dinheiro de plástico”.

Brasil, um país de tolos e de devedores

Os brasileiros já estão devendo mais de R$ 1 trilhão aos bancos – de acordo com números assustadores do BC do B tabulados pelo Jornal do Commercio do Rio de Janeiro.

O crédito pessoal é o grande vilão,com dívidas acumuladas de R$ 274,7 bilhões.

O resto do endividamento é de R$ 250 bilhões com o crédito habitacional, R$ 186,1 bilhões com o financiamento de veículos, R$ 37,4 bilhões com o cartão de crédito e R$ 21 bilhões com o cheque especial.

Mesmo assim, a Velhinha de Taubaté e o BC do B acreditam que o calote das famílias vai diminuir nos próximos meses...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

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Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Setembro de 2012.

Carta Aberta de um Capitão à Justiça Militar

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marinho Soares

Vários companheiros de quartel me perguntam qual foi o crime que eu cometi para estar impedido de ser promovido ao posto de major. Eu sempre respondo isso vai passar e que minha defesa está sendo feita no processo! Entretanto a questão judicial foi trazida a público no site no Superior Tribunal Militar (STM) -http://www.stm.jus.br/publicacoes/noticias/capitao-do-exercito-e-condenado-por-desobediencia, e também em outros sites, que reproduziram a reportagem do site do STM com comentários irônicos.

Como muitos companheiros estão sendo solidários à minha pessoa e estão incomodados com o quê andam lendo sobre meu caso na internet, resolvi escrever para me defender publicamente e agradecer a todos meus amigos pelo apoio moral, pois confesso:INJUSTIÇA DÓI NA ALMA!!!

É complicado falar de um caso que sou o réu, pois como dizia minha avó: “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo, ou não entende da arte”. Entretanto, retornarei à Idade Média, para agir como os condenados daquela época que, antes do suplício, tinham a obrigação de falar para a multidão sobre o seu julgamento.

A conduta que me levou a ser condenado a prisão foi cometida em DEZEMBRO de 2010. Vocês podem ver, na reportagem do STM, que na decisão condenatória foram citados, várias vezes, o ano de 2008 e 2009. O de 2010 só citam o mês de março, isso para dizer que eu pedi transferência para Salvador. Pedi transferência para Salvador, POR INTERESSE PRÓPRIO, sem ganhar nenhum centavo da União, pois meu PAI tem ataxia cerebelar em estado avançado (precisa de ajuda até para beber água), minha MÃE tem Alzheimer e minha única IRMÃ, que mora com eles, não anda, pois é deficiente física! Todos esses fatos foram comprovados em sindicâncias administrativas que constam nos autos do processo criminal.

Consta na reportagem do Superior Tribunal Militar: “De acordo com o MPM, em 14 meses, entre 14 de março de 2008 e 8 de maio de 2009, o réu ficou ausente de seu quartel por cerca de 10 meses.”. Qualquer militar e grande parte da população brasileira sabe que militar que se ausenta do quartel por 8 (oito) dias passa a ser desertor. Vocês acreditam realmente que eu fiquei 10 (dez) meses ausente do quartel? Eu fui designado para cumprir minhas missões no quartel de Infantaria, 19º Batalhão de Caçadores.

“Prisão foi por deserção, diz exército” (http://www.tribunadabahia.com.br/2011/01/12/prisao-foi-por-desercao-diz-exercito)

Consta na reportagem do Superior Tribunal Militar: “Ao analisar o recurso de apelação, o ministro (...) negou as duas preliminares: na primeira, sobre coisa julgada, o ministro informou que o arquivamento dos autos de um inquérito disciplinar não impedira o julgamento da ação penal.”. Não houve arquivamento de “inquérito disciplinar”, mas sim de procedimento penal com base no Art 397,caput, do Código de Processo Penal Militar. É só clicar no link abaixo, do próprio Superior Tribunal Militar, e vocês verão que a questão foi criminal e que eu FIQUEI PRESO antes do pedido de arquivamento, que foi aceito e transitou em julgado. (http://www.stm.gov.br/cgi-bin/nph-brs?s5=%222aAUD3aCJM111I%22&l=20&d=SAM3&p=1&u=s&r=1&f=G). Por que os sites que reproduziram a reportagem do STM e fizeram ilações sobre o caso não colocam que eu já fiquei PRESO INJUSTAMENTE?

Como o processo de deserção foi arquivado, passaram a me acusar por crime de desobediência. Fui acusado PENALMENTE pela segunda vez, ou seja, isso é PROIBIDO no Direito, julgar coisa já julgada. O Promotor Público a que foi distribuído o novo processo, que foi o mesmo Promotor do procedimento penal arquivado, pediu afastamento do caso. Vejam nos autos do processo o por quê o Promotor Público pediu afastamento!

Consta na reportagem do Superior Tribunal Militar: “Ainda de acordo com os promotores, mesmo depois das advertências, o réu não compareceu à inspeção de saúde, em Salvador, por três vezes consecutivas”. Não consta nos autos do processo nenhum documento que comprove que eu faltei à inspeção de saúde em Salvador, só existiu uma, e eu compareci. O processo é público e qualquer cidadão pode ter acesso para verificar a verdade dos fatos. O número do processo é: Nº 0000024-44.2011.7.03.0203.

Para aqueles que vão analisar o processo, não se surpreendam com a quantidade de página, deve estar em torno de 1.500 (mil e quinhentas) páginas, ou mais. Só no Inquérito Policial Militar tinha mais de 1000 (mil) páginas. É muita dedicação para investigar falta à inspeção de saúde! Eu até me questiono, o quê é mais grave: faltar o serviço de guarda e deixar as instalações do quartel e o armamento desguarnecido mais o companheiro dobrando o serviço ou faltar a uma inspeção de saúde? A falta ao serviço de guarda (que fragiliza a segurança das instalações do quartel e dos armamentos e ainda prejudica o companheiro) não é crime, por que faltar a inspeção de saúde, coisa que não prejudica a ninguém, é crime?

Consta na reportagem do Superior Tribunal Militar: “Quanto ao mérito, o ministro (...) disse que não era verdade a alegação de ausência de dolo por parte do réu e a falta de condições financeiras para ele voltar a Bagé. Para o magistrado, os e-mails remetidos pelo acusado ao comandante do quartel provam a sua culpabilidade. “Ele confessou suas desobediências apresentando justificativas improcedentes e ainda confirmou, nas mensagens, que apresentou palestras remuneradas e teria atuado como especialista em segurança pública em programas de televisão de Salvador, durante o período para tratamento de saúde”. Eu nunca mandei mensagens para meu Comandante dizendo que apresentei palestras remuneradas, nem consta nos autos do processo nenhum recibo meu ou qualquer comprovante de pagamento de instituição à minha pessoa por ter ministrado palestra em 2010. Repito: O processo é público e qualquer cidadão pode ter acesso para verificar a verdade dos fatos. O número do processo é: Nº 0000024-44.2011.7.03.0203. Quanto aos programas de televisão, assistam e vejam o quê eu falo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=p19mCaQGtLg

Eu não deixei de cumprir ordem em relação a assunto profissional ou funcional, apenas não aceitei que um Anestesista fizesse uma perícia médica para avaliar minha saúde mental, entrei com recurso solicitando ser avaliado por um Médico Psiquiatra que é o profissional especialista na área. Meus requerimentos, solicitando ser avaliado na perícia médica por um Médico Psiquiatra, constam todos nos autos do processo.

Por fim, consta na reportagem do Superior Tribunal Militar: “Não se pode admitir que uma pessoa formada em Direito, com pós-graduação e mestrado, fosse induzida a um erro normativo”. A norma que trata sobre Perícias Médicas no Exército diz que a falta à inspeção de saúde poderá ser considerada como transgressão disciplinar. Esse argumento não foi aceito pelo Ministro para me inocentar, pois eu tenho graduação, pós-graduação e mestrado em Direito. Infelizmente, não consigo pensar outra coisa: POR ESTUDAR MUITO, FUI CONDENADO À PRISÃO! Deste jeito, aonde vamos chegar?

Marinho Soares, Capitão do EB, é Mestre em Direito pela UCAM-RJ; Graduado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras; Pós-graduado em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército; Graduado em Direito; Pós- Graduado em Direito Penal e Processo Penal; Pós-Graduado em Psicologia Jurídica; Gestor em Segurança Pública e Justiça Criminal pela Universidade Federal Fluminense. Autor do livro: "EXÉRCITO NA SEGURANÇA PÚBLICA", que pode ser acessado pelo link: http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=22065

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Barbosa pode tirar sigilo de ação que investiga se Lula praticou autopromoção com cartas para idosos se endividarem no crédito consignado do BMG

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Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Assim que assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, a partir de 18 de novembro, o herói nacional Joaquim Barbosa deverá retirar o estranho segredo de Justiça sobre o Processo Investigatório 2.474. Os 77 volumes em sigilo apuram as supostas irregularidades em convênio entre o Banco BMG e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com a participação da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), para a “operacionalização de crédito consignado a beneficiários e pensionistas”. O caso dormita “blindado”, desde 2007, no Supremo.

Foi com as mesmas informações desse caso em segredo que o Ministério Público Federal em Brasília entrou com uma ação na Justiça Federal, por improbidade administrativa, contra o ex-presidente Lula e seu então ministro da previdência Social, Amir Lando. Além de suspeitos de favorecimento ao banco BMG (envolvido com as operações de Marcos Valério), o MPF denunciou Lula e Lando por prática de “autopromoção”. Ambos assinaram as cartas a aposentados e pensionistas oferecendo crédito consignado via BMG.

Luiz Inácio Lula da Silva, marginalmente apontado pelo publicitário Marcos Valério como o verdadeiro chefão do Mensalão, está mesmo com o dele na reta. Sem foro privilegiado, Lula pode ser um dos alvos preferenciais da nova investigação. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, já avisou ontem que pretende destravar outras frentes de investigação sobre o escândalo, logo após o veredicto no STF – previsto, de maneira muito otimista, para outubro. Somados os 38 acusados que começaram a ser julgados pelo STF em agosto, o mensalão tem 118 réus investigados em outras instâncias do Judiciário.

O velho vídeo (acima) revivendo ACM, de 2006, se transforma em uma profecia sobre o futuro do chefão Lula.

Abaixo assinado: investigue Lula

Circula na internet um abaixo assinado cobrando do Procurador-Geral Roberto Gurgel que investigue o agora cidadão sem foro privilegiado Luiz Inácio Lula da Silva, por participação em crimes relacionados ao mensalão.

Quem quiser assinar só precisa acessar o link:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N13087

O caso é aproveitar o processo 7807.082011.4.01.3400, que foi ajuizado pelo Ministério Público Federal na 13ª.Vara Civel de Brasília.

Economia derretendo

Todo mundo sabe que o momento econômico global é amplamente desfavorável às empresas que precisam se financiar.

A equipe econômica já começa a morrer de medo que a expansão monetária praticada pelos países que querem maquiar a crise acabe inundando o Brasil de dólares.

Por isso, o BC do B já se prepara para impedir que o artificial real fique “valorizado” frente à moeda norte-americana.

Eis o sinal de que a política econômica de Dilma & Cia tem tudo para desandar, gerando aquela perigosa crise interna que é a única provocadora de grandes mudanças políticas – para pior ou para melhor...

Leia, abaixo, artigo de Adriano Banayon comprovando as fragilidades estruturais da economia do Brasil.

Desmilinguindo

Da sempre certeira professora Mara Montezuma Assaff em suas cartinhas diárias aos jornais e jornalistas:

Não é com prazer sádico que assisto a imagem do Lula se desfazendo qual estátua de areia sob a ação do vento...mas é com a satisfação de quem tem certeza de que a justiça tarda mas não falha. Lula foi mitificado pela mídia interna e externa e enganou a muitos por muito tempo, tempo demasiado suficiente para prejudicar o Brasil - que mais uma vez perdeu o "bonde do progresso". Sua gestão tão louvada e seus planos anunciados como marca registrada de seu governo, mostram-se na prática um fracasso pelos resultados pífios colhidos em seus principais programas. Ele obteve aparentes vitórias na primeira gestão porque foi ajudado pela economia mundial que corria de vento em popa. Hoje sabemos que o fracasso da gestão petista era previsível por vários motivos, inclusive pelo fato do gigantesco aparelhamento da máquina do Estado, inchado e inoperante. Visto que o PT sempre se caracterizou pela penúria de profissionais competentes em seus quadros, daí que deu no que deu. Agora só falta ele ser processado por ter encabeçado o maior escândalo político da História deste país, o mensalão. Aí a justiça será completa

Leia, abaixo, os artigos de Marco Antônio Villa, Sebastião Nery e Valmir Fonseca.

Recadinho aos milicos

Pérola de visão política atirada por algum fanático petista em nossa área de comentários:

Jornalismo independete quer dizer, porrada no PT?" Faça-me o favor camarada. Olha só, já que vc é porta voz de milicos, avise a eles que fiquem bem quietinhos. Nós botamos o povo na rua e eles vão ficar com a brocha na mão! Assuma que vc é CONTRA o PT. Deixe de ser babca! Independente é o cacete!”.

O Alerta Total nada tem contra o PT, que é um partido político como um outro qualquer, e nem contra os petistas. Nosso problema é com os petralhas que aparelham a máquina pública para operar o Governo do Crime Organizado, roubando, corrompendo e usurpando o Brasil.

Ameaçazinha Nazipetralha

Carinhoso e-mail enviado às 16h 22min de ontem por alguém que se identifica como Lívio Maia (liviomaia@gmail.com):

Você e o PIG estão tentando "implodir o Lula" mas não conseguirão", vocês são FACISTAS, fiquem atentos, você podem sofrer com isso, tem gente ligada.....quem tem CÚ tem medo”.

Realmente, como os petralhas têm, o recado mostra que eles e os inocentes inúteis que o idolatram andam meio desesperados ultimamente...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Setembro de 2012.

A depressão mundial e o Brasil

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

Desta vez, abordemos trágicos aniversários no âmbito mundial, começando por agosto de 1979, quando Paul Volcker foi nomeado presidente do Federal Reserve dos EUA – FED, a instituição privada dos bancos da oligarquia, que exerce o poder, como banco central.

Logo em outubro, a taxa de juros (prime rate) nos EUA foi dobrada para acima de 20% aa. Assim, acelerou-se a crise da dívida latino-americana, eclodida em 1982, levando o Brasil, até hoje, a pagar juros e amortizações, em montantes insuportáveis. Ademais, a dívida serviu de pretexto para privatizar de graça inestimáveis patrimônios das estatais e do Estado.

A recessão nos EUA fez o rendimento familiar médio de 1981 a 1983 ser o mais baixo dos anos 60 até o presente.

Vendo-se desimpedida com a dissolução da União Soviética, a oligarquia anglo-americana - cujas agressões militares não cessam - empreendeu, desde agosto de 1990, com aliados e satélites da OTAN, a devastação do Iraque” a bombas de urânio.

Para a queda da União Soviética muito contribuiu a Al Qaeda, organização terrorista islâmica patrocinada pelos EUA através do serviço secreto paquistanês.

Em 11 de setembro de 2001, atribuíram à Al Qaeda ter destruído as Torres Gêmeas em Nova York, na realidade implodidas por serviços do governo estadunidense, a fim de, entre outros objetivos, justificar nova sequência de intervenções armadas no Oriente Médio, visando controlar mais petróleo e assegurar a sobrevida do dólar como divisa internacional.

De fato, o inflacionado dólar depende de serem liquidadas nessa moeda as importações de petróleo, a principal mercadoria do comércio mundial. Mas qual é a relação da escalada militar com a depressão que assola EUA, Europa, Japão e outros?

O eminente Paul C. Roberts, no artigo “Revolução vinda de cima”, de 12.09.2012, mostra que os povos foram reduzidos à servidão e resume: “a maioria dos americanos não pode pagar por guerras de muitos trilhões de dólares durante 11 anos, cobrir trilhões de dólares de apostas de cassino, praticadas em Wall Street, ter seus empregos de classe média exportados pelas transnacionais (corporations), e ainda esperar renda mais alta.”

A depressão econômica é a única coisa que poderia ter resultado da concentração de renda, fomentada pelos governos, ao permitirem tudo aos banqueiros, financeirizando a economia e facilitando a movimentação dos capitais inclusive para os paraísos fiscais, além de reduzir os impostos das transnacionais e dos super-ricos.

Daí outro aniversário (setembro de 2008), o da falência do banco de investimento Lehman Brothers, marco do colapso financeiro em curso.

O notável economista Michael Hudson (entrevista a K. Fitzgerald, em 17.09.2012) aponta: “O que se tem na Europa e em outros países neoliberais é loucura, encolhimento econômico, emigração, vida mais curta, taxas decrescentes de formação de famílias, taxas crescentes de doenças e de suicídios. Esse é o plano neoliberal de Chicago chamado ‘mercados livres’ ”.

A análise de Hudson ajuda a verificar que, estando a grande maioria dos cidadãos em declínio econômico e endividada, os trilhões de dólares que o FED injeta nos bancos de nada servem para dinamizar a economia, pois a procura dos consumidores é decrescente e falta demanda para investimentos produtivos.

Como lembra Hudson, criar crédito implica criar dívidas, e as dívidas são o problema: “Criando ainda mais dívidas não se resolve o problema da deflação decorrente das dívidas, nem a bolha da economia.” Mais: “Os bancos não dão empréstimos para construir fábricas e empregar gente, mas sim a piratas corporativos para comprar empresas, demitir trabalhadores, contratar não-sindicalizados e no exterior, e fazer encolher a economia.”

Os banqueiros e seus grandes clientes aplicam os trilhões de capital, recebido do FED a juros quase zero, em títulos do Tesouro dos EUA, ganhando juros, e no exterior, por exemplo, Brasil, a juros de dois dígitos, e na Europa endividada, a taxas crescentes.

Eis, nas palavras de Hudson, a atitude dos banqueiros: “Quando os países ficam quebrados pelo encolhimento de suas economias, nós lhe dizemos: ‘privatizem suas propriedades, seu subsolo, os recursos naturais, privatizem seus sistemas telefônicos etc.; vendam-nos tudo, para que criemos monopólios e peguemos o dinheiro para nós mesmos.’ ...Por isso não queremos que vocês façam o que fazem os países civilizados: criar seu próprio dinheiro e administrar déficits governamentais.”

Vê-se, pois, que o desastre promovido, de há muito, no Brasil ganha corpo nos EUA, especialmente em Estados, cidades e condados, bem como na maioria dos países europeus.

A maioria dos economistas julga que haverá queda significativa também na China. Entretanto, os dirigentes chineses estão reorientando a economia para o mercado interno e elevarão ainda mais os padrões de vida locais, pondo-se a salvo dos efeitos da crise mundial.

Procedem assim, porque não são controlados por banqueiros privados nem pela oligarquia ocidental. Por isso, trabalham na estrutura econômica. Não são crentes das políticas macroeconômicas keynesianas.

Essas panaceias do Ocidente são impotentes para debelar a depressão, porque o sistema de poder quer reforçar a tendência estrutural de maior concentração, o mesmo fator que determinou a intratável questão das dívidas.

Nos EUA, premidos pela profundidade da depressão, o FED, mais uma vez (setembro de 2012), recorre à expansão monetária. Vai resgatar de títulos do Tesouro e títulos hipotecários, estes no montante de US$ 40 bilhões por mês (Que mensalão!).

Assim, sobem as cotações das ações na Bolsa de Nova York e alimenta-se a procura especulativa por commodities, mas tudo isso está fadado a ruir abruptamente, logo que a depressão não possa ser mais camuflada.

Efeitos para o Brasil

O modelo dependente, através do qual as transnacionais se apoderaram da economia, causou deterioração estrutural. De sobra, deixa o país endividado (a dívida interna, em boa parte, está nas mãos de estrangeiros) e no limiar da crise nas contas externas.

Essa se aproxima com o esmorecer da procura mundial e da valorização dos minérios, processados ou não, o que eleva o insustentável déficit nas transações correntes com o exterior.

A crise no Brasil tende a inverter o fluxo de investimentos estrangeiros, os quais têm equilibrado o balanço de pagamentos, de modo nada salutar. Fator adicional de desequilíbrio é o aumento das taxas de juros das dívidas interna e externa, cujos montantes somam cerca de US$ 2 trilhões.

A atual política de investimentos, através de parcerias público-privadas e de financiamentos do BNDEs está criando elefantes brancos, cuja produção, uma vez concretizada, tende a causar prejuízos ao erário público, porquanto encontrará estagnados o mercado interno e a procura externa.

Não há, portanto, saída viável para o Brasil sem confrontação com as entidades predadoras conhecidas como “comunidade financeira internacional”, não só envolvendo auditoria da dívida e a supressão da indevida, mas também intervenção estatal na estrutura produtiva para acabar com a concentração em mãos de carteis transnacionais.

Esse indispensável curso de ação, embora doloroso nos estágios iniciais, resultaria em ganhos inestimáveis, inclusive porque não haveria maneira de levá-lo adiante sem gerar tecnologia nacional para produzir os bens de capitais e os insumos necessários ao reerguimento da economia.

De fato, mesmo excluindo retaliações dos países imperiais, o Brasil estará, de qualquer modo, impossibilitado de importar esses bens, em face do que apontei acima.

Adriano Benayon é doutor em economia e autor de Globalização versus Desenvolvimento.