segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

No limiar de 2013

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

A “crise global” vai completar seis anos em 2013, e não há sinal de que termine sequer nos próximos anos.  Mas o que é essa crise?

Um de seus aspectos é o colapso financeiro, iniciado nos EUA, em 2007, com o estouro da bolha dos derivativos, nos quais os bancos empacotavam  hipotecas e outros débitos de cidadãos guiados para o consumismo, enquanto a renda deles decrescia, e a oligarquia acumulava lucros e bônus de dimensão jamais vista.

O outro aspecto  é a depressão econômica, cuja manifestação mais dolorosa é o crescimento do desemprego, de já  centenas de milhões de pessoas.

A “crise” abrange principalmente os EUA, o Japão e a Europa, e  grande número de países da América Latina, Ásia, Oriente Médio e África, com alto grau de dependência em relação àqueles centros.

Mas a “crise” não é mundial. A China apresenta dinamismo considerável e está perto de ter a  maior economia do Mundo, se é que já não a tem.   Assume papel de economia central e atenua a queda da demanda e dos preços dos bens intensivos de recursos naturais, provenientes de países como o Brasil.

Também Taiwan, Coréia do Sul, Hong Kong e mais um ou outro tigre asiático prosseguem desenvolvendo-se, e países maiores - como  Índia,  Rússia e Irã -  também crescem.

Se a China e esses países combinarem os respectivos mercados internos, as trocas regionais e a intensificação do intercâmbio entre todos eles, é possível que permaneçam fora da crise.

Seja como for, é deliberada, e  muito profunda,  a “crise” nos domínios dos grupos financeiros anglo-americanos,  pois oferece aos concentradores do capital a oportunidade de concentrá-lo mais ainda, fazendo liquidar, ou adquirindo,  empresas que sobreviveram e prosperaram quando a economia crescia.

Então os concentradores obtiveram lucros gigantescos não só de suas empresas “produtivas”, mas ainda mais das manipulações do mercado financeiro, propiciadas  pelas “autoridades reguladoras” ao  permitir aos bancos criar dinheiro do nada e inventar todo tipo de derivativos, ilimitadamente.

Essas facilidades são a origem do próprio colapso financeiro, do qual os manipuladores saíram ilesos, graças ao socorro dos governos, em montantes que passam de US$ 30 trilhões.

Pois, sendo ilimitada a possibilidade de concentrar capital, os que o concentram, controlam por completo as instituições financeiras e  também todas as políticas do Estado.

Dizem haver democracia, mas desta só há teatro. Seu espetáculo mais notório são as eleições, nas quais  os candidatos são como jóqueis cujas blusas têm cores diferentes, mas todos pertencem à mesma escuderia.

No setor “produtivo”, o segmento que prospera são as indústrias bélicas. Resumo: tudo decai, exceto a finança, que não é produtiva, e as armas, que servem para destruir. A oligarquia parece bem assessorada para seu objetivo: o poder absoluto, a tirania inconteste. Como ensinou o arguto Maquiavel, o poder vem do ouro e das armas.

Essas armas são usadas em intervenções militares no exterior, que se multiplicaram a partir de 1990, após o fim da União Soviética. Desde os auto-ataques de 2001 (implosão das Torres em Nova York e o míssil atirado em fachada do Pentágono), as agressões externas tornaram-se mais frequentes e brutais (à exceção da devastação do Iraque em 1991).

Os EUA  implantaram leis inconstitucionais, de repressão a nacionais e estrangeiros, que podem ser presos e torturados, sem ordem judicial.   Os movimentos de resistência têm sido contidos por métodos violentos.

Na Espanha,  Grécia, Inglaterra etc. têm sido reprimidas com armas as manifestações de protesto dos que trabalham e dos desempregados massacrados pelas políticas de  “austeridade”.

Fica claro que a oligarquia não teme mudança de regime, ao contrário da atitude tomada após a 2ª Guerra Mundial, quando não impediu ampliar as políticas de bem-estar social, diante da proximidade do poder militar soviético e de partidos comunistas dentro de casa.

Crise no Brasil

No Brasil tanto a situação econômica como a política inspiram sérios cuidados. E deveria preocupar-nos, ainda mais, isto: não se costuma perceber ou admitir que a grave doença de ambas não pode ser debelada senão a partir da eliminação de suas causas profundas e estruturais.

Leva a muito pouco dar razão aos keynesianos que recomendam aumentar a bolha do crédito, preferentemente aos “neoliberais”, que, de modo maligno, pregam parar com as quedas na taxa de juros da SELIC, enquanto, incoerentemente,  reclamam crescimento da economia.

Nenhuma das receitas para a política macroeconômica - de qualquer  escola -  pode impedir a descida do Brasil para o abismo a que se encaminha. Quem quiser sonhar com o afastamento desse desenlace, tem que – para começo de conversa -   exigir intensa cura estrutural, norteada pela reversão da desnacionalização e da concentração financeira e econômica.

Do lado político, a oligarquia financeira e  midiática local - subordinada à oligarquia financeira mundial – está promovendo a desestabilização dos atuais ocupantes  do Executivo federal, como bodes expiatórios  “responsáveis” pelo descalabro que se avizinha, com qualquer curso na política econômica.

Os casos de corrupção têm dossiês prontos, à espera da hora propícia para virem à tona. Seus personagens pertencem aos mais variados partidos, pois a corrupção é intrínseca ao sistema concentrador. Ainda mais, nos países periféricos, riquíssimos em recursos naturais, e com mercado de razoável dimensão, como o Brasil, presa de colossal saqueio.

Tais casos vêm a público, como o do mensalão, punido pelo STF - afora os demais que estão vindo  -  sempre que o sistema de poder real decide afastar do poder oficial um “governante” – não necessariamente resistente àquele sistema  -  cuja queda lhe seja de interesse.

Serve para desviar o foco das reais causas do desastre econômico e social, e também para podar as asas de “governantes” que alcançaram ou almejam grande popularidade,  além de abrir as portas do “governo” para outros agentes não menos corruptos e mais entreguistas. Carreiristas de qualquer partido, desde que aprovados pela oligarquia mundial,  podem desempenhar esse papel.

Fica fácil concluir que a indispensável transformação da estrutura econômica só é possível juntamente com a substituição das instituições políticas (e vice-versa).







Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

No Limiar de 2013 – outra visão

"O sucesso de uma organização não é alcançado por meio de uma brilhante estratégia. É alcançado por meio de uma brilhante execução da estratégia. Na verdade, a execução da estratégia é mais importante do que a estratégia em si." (Robert Kaplan & David Norton)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gerhard Erich Boehme

Não sou doutor em economia, muito menos economista, sou engenheiro (UFRJ) e administrador (UFPR), mas tomo a liberdade de contrapor alguns argumentos ao que escreveu:

Interpretando o termo crise, vale a forma de ver dos japoneses, ameaça e oportunidade, mas nós não olhamos para as oportunidades que nos são apresentadas, temos inúmeros "brasis", temos uma realidade que nos traz a WEG, uma multinacional brasileira, que cresce ao redor do mundo e também aqui no Brasil, assim como temos o Mané da esquina, que vende suas "vinas", como os curitibanos chamam as salsichas.

Temos pensadores, como o Rodrigo Constantino que de forma brilhante nos recomenda ação, como bem apresenta em seu mais novo bestseller: Privatize Já!

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2012/12/05/rodri
go-constantino-privatize-ja/
http://www.youtube.com/watch?v=wKdKq4-0dmw

Se tem uma palavra que melhor define o Brasil ela é "desperdício", é de Norte a Sul e de Leste a Oeste, começa no campo da energia, não trabalhamos nossa matriz energética com um pouco de inteligência e não investimos em gestão e em conservação de energia. Se olharmos para os alimentos temos mais de um terço desperdiçado, assim vai...

Não entendemos a crise, colocamos a culpa no efeito e não nas causas, a norte-americana se deu pela interferência do Estado no mercado imobiliário, o resto veio por si, como a falta de fiscalização do Estado onde deveria atuar, coibindo os derivativos e impedindo o golpe bilionário do investidor Bernie Madoff.

Todo cidadão é voltado para o consumo, não é guiado para o consumo, consumir faz parte da natureza humana, tomar emprestado idem. Não podemos tirar a responsabilidade do cidadão norte-americano que hipotecava a casa para consumir mais, tomando empréstimos a juros baixos. Esta é uma reação natural, e também inteligente. O problema é quando todos começam a proceder assim.

E a renda deles não decrescia, muito pelo contrário, o poder de compra aumentava em razão de dois fatores, aumentaram os recursos e os preços da grande maioria dos produtos caia devido a queda do preço com a entrada da China e outros países na produção de bens de consumo. Assim como também tivemos ventos favoráveis no que se refere a produção de alimentos, pois com a globalização nunca os alimentos tiveram tão acessíveis.

O termo oligarquia me dá a impressão de que podemos aceitar que tenhamos um grupo controlando a economia mundial. Temos players internacionais, mas não chegam a ter todo este poder como é cantado pela esquerda alarmista.

A crise veio, cairam na real, o mundo é real, em especial aos socialistas da banda do mediterrâneo, que muitos indevidamente citam como crise européia, lá os socialistas, em especial na Grécia, acharam que estavam na Europa e isso lhes garantia um padrão sueco. Nada mais falso. Tiveram a oportunidade de conquistarem mercados, não o fizeram tomaram recursos emprestados, a farra dos políticos se deu, mas nem todos eles vivem na Islândia que deu um basta aos políticos e aos banqueiros, assim deveriam ter feito os gregos e os "trojanos".  O problema é que a fatura veio salgada, como virá também aos brasileiros que se deixaram encantar pelo peta.

Os Estados Unidos estão saindo da crise, se não tivessem eleito um demagogo o caminho seria mais fácil, mas um Ronald Reagan foi único, soube recuperar a economia norte-ameircana para o Clinton e Johnny Walker Bush terem feito a festa.

O Japão está igualmente se recuperando, os japoneses, ao contrário dos latinos, o que inclui os latino-americanos, são disciplinados e sabem investir, tanto que em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) japonês voltou a crescer, havia amplas expectativas de que a trajetória de
recuperação seria mantida.

O desastre natural e nuclear que atingiu o país, entretanto, cobrou seu preço: a economia do país encolheu 0,9%, em grande parte por causa do terremoto e do tsunami, que mudaram completamente o cenário observado até aquele momento. A indústria sentiu o impacto, em especial devido ao desabastecimento nas montadoras. E o que fizemos em relação ao Japão, nada. Deveríamos ter fortalecido parcerias, já que podemos afirmar que as economias do Japão, Israel e Alemanha são complementares à brasileira. Em especial no que se refere ao turismo, segurança, defesa, alimentos e cadeia de produção.

Seguramente que a crise não é mundial, assim como não é européia e não no todo nos Estados Unidos. A China teve um crescimento fantástico porque se apoderou de tecnologia em curto espaço de tempo, mas ela não tem matéria-prima, como não tem os fatores que somente países livres como Hong Kong, Macau, Taiwan, etc.  possuem. O passivo social é elevadíssimo, mas ela está colocando um Brasil no mercado de trabalho por ano.

A Índia está crescendo, muito se deve a maior aderêcnia ao livre mercado, mas a Rússia padece do mesmo mal do Brasil, além da Vodka, aqui a cachaça, lá, como cá o que mais se tem é corrupção, muito se deve à excessiva intervenção do estado na economia.

Não há como a China e esses países combinarem os respectivos mercados internos e as trocas regionais, pois são competitivos entre si e adotam o mesmo modelo, exceto foi com a Indonésia que acabou exaurindo suas reservas de petróleo, que como na Venezuela, padeceram do mal que Celso Furtado muito bem alertou, espero que sirva de alerta para os nossos políticos, mas pelo jeito isso não irá ocorrer, basta ver as disputas que fazem, agem como urubus.

Quanto aos grupos financeiros anglo-americanos, eles irão encontrar pela frente cada dia mais um mercado competitivo. Foi assim nos anos 90 quando os japoneses entraram no mercado mundial, em especial no mercado norte-americano, e lá entraram de forma pulverizada, tanto que não estão na relação dos 20 bancos mais sólidos do mundo: Toronto-Dominium Bank e National Bank of Canada (Canadá), United Overseas Bank e DBS Group Holdings (Cingapura), Hang Seng Bank (Hong Kong), Svenska Handelsanbanken (Suécia), Santander Brasil (Brasil), Standard Chartered (Reino Unido), JP Morgan Chase (EUA), China Construction Bank (China), Bradesco (Brasil), Crédit Suisse (Suíça), PNC Financial (EUA), Bank of Nova Scotia (Canada), Wkandinaviska Enskilda Bnaken (Suécia) e BB&T (EUA).

Entre os principais bancos japoneses,  Mitsubishi UFJ, Mizuho, Sumitomo Trust, Sumitomo Mitsui, Resona e Chuo Mitsui Trust, temos os bancos Mitsubishi UFJ, Suimoto Mitsui e Mizuho  concedendo mais de 2 bilhões de US$ aos países que foram destruídos pela esquerda festiva europeia, que se encontrava na Espanha, Grécia e Portugal, sem contar os irresponsáveis na Itália e Irlanda. Além disso temos o Banco de Tóquio-Mitsubishi UFJ que está a conceder empréstimos superios a US$ 1 bilhão para a PETROBRAS.

A questão é que o lucro é que impulsiona o mercado, assim como a inovação. O problema é que no Brasil se destroem os talentos, temos além do custo Brasil, graves problemas como a baixa qualidade de nossa educação. E ainda alimentamos o mais cruel mecanismo de concentração de renda:

<http://xa.yimg.com/kq/groups/13772711/1414949310/name/Um+dos+mais+cruéis+me
canismos+de+concentração+de+renda+no+Brasil+-+Cópia.pdf>
http://xa.yimg.com/kq/groups/13772711/1414949310/name/Um+dos+mais+cruéis+mec
anismos+de+concentração+de+renda+no+Brasil+-+Cópia.pdf

Mas o brasileiro continua sendo personagem principal dos livros de Plinio Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa e que dificilmente saberá ler Rodrigo Constantino, já que opta e oPTa pela ilusão, pela ilusão da demagogia, da oclocracia e do peta.

Realmente o socorro dos governos, em montantes que passam de US$ 30 trilhões, foi cruel, pois nada melhor que o mercado para premiar o competente e punir o incompetente. Se este montante fosso aplicado para fortalecer a concorrência a economia mundial teria se recuperado com mais velocidade. O problema é que o capitalismo de comparsas do genovês Guido Mantega é uma cópia mal feita do que ocorre em todo o mundo.

No Brasil, dizem haver democracia, mas desta só há teatro, aqui temos a oclocracia em curso, mas idiotas não sabem diferenciá-las:
<http://www.if.org.br/analise.php?codAnalise=121>
www.if.org.br/analise.php?codAnalise=121

Poucos brasileiros poderão ler e entender o que lá escrevi. Aqui deve continuar a farra peta do pão e do circo, o que tem feito muito bem a nossa presidente terceirizada.
Sempre, em toda história da humanidade, o que impulsionou o desenvolvimento foi a indústria bélica. Neste ponto recomendo que leia:

<http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/1615842951/name/Os+irrisórios+gastos+
com+a+Defesa+Nacional.pdf>
http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/1615842951/name/Os+irrisórios+gastos+c
om+a+Defesa+Nacional.pdf

<http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/1443561971/name/A+irracionalidade+dos
+gastos+militares.pdf>
http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/1443561971/name/A+irracionalidade+dos+
gastos+militares.pdf

As armas não servem para destruir, mas sim para se defender, sendo o principal uso a persuasão. E este é um grave risco que corremos frente a nossa soberania. Mas o que fazer se nem mesmo os militares souberam entender esta questão. Com a quartelada que muitos chamam "Proclamação da República" o Brasil perdeu destaque no cenário mundial, quando tínhamos a segunda maior e melhor equipada esquadra do mundo.

O poder não vem do ouro e nem das armas, mas da educação, o ouro e as armas são efeito. Mas isso requer que se estude a história, por exemplo da Suíça.

Quanto as intervenções militares até pode ser que tenham aumentado, mas o número de conflitos reduziu significativamente. Assim como o número de mortes.

E se estamos para citar o Brasil, basta ver como perdemos a nossa soberania para a Bolívia, que hoje domina o tráfico de drogas no Brasil:
http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/1092829296/name/Drogas+e+a+violência+%C2%96+Um+debate+sem+respostas.pdf   

O problema foi o peta passar a mão na cabeção e ter ajudado na eleição do índio cocalero. Mas contra isso ninguém se posiciona. O peta, somente por esta questão deveria ter sofrido impedimento e hoje estar na cadeia.

Quanto ao fato dos Estados Unidos "implantaram leis inconstitucionais, de repressão a nacionais e estrangeiros, que podem ser presos e torturados, sem ordem judicial" (Sic) isso se deve ao Johnny Walker Bush, foi eleito sendo patrocinado por dois grandes grupos norte-americanos, o do petróleo e o das armas.

Se na Espanha,  Grécia, Inglaterra etc. têm sido reprimidas, mas não com armas, as manifestações de protesto dos que trabalham e dos desempregados, seguramente não estão sendo massacrados pelas políticas de  "austeridade", pois elas, infelizmente é a ressaca depois da festa. Qual a razão de não citar a causa e só se ater ao efeito?

Realmente, "no Brasil tanto a situação econômica como a política inspiram sérios cuidados. E deveria preocupar-nos, ainda mais, isto: não se costuma perceber ou admitir que a grave doença de ambas não pode ser debelada senão a partir da eliminação de suas causas profundas e estruturais." (Sic)  E esta é a razão pela qual devemos saber diminuir o tamanho do Estado no bolso e nas costas do contribuinte.

E aqui cabem quatro perguntas simples que os brasileiros não se dão conta em
responder:

1.   Quais são as tarefas autênticas do Estado para que ele possa ser eficaz nos seus resultados?
2.   Em que nível, federal, estadual ou municipal, devem ser realizado? E qual é o papel de cada poder?
3.   Como controlar os gastos estatais e impedir que eles se expandam continuamente e que os recursos que deveriam ser destinados aos bens e serviços públicos não sejam retirados ou desviados por políticos e sindicalistas?
4.   De onde são retirados estes recursos para que o Estado venha a cumprir seu papel? E o Estado será mais eficiente e eficaz que a iniciativa privada na alocação destes recursos?

Acaso não seria o caso de entendermos o que de fato leva uma nação a se desenvolver além do investimento correto em educação fundamental?

A prova do que escrevi pode ser confrontada relacionando-se os indicadores de liberdade com quaisquer outros indicadores sociais e econômicos que desejar:

1.    "Index of Economic Freedom World Rankings" The Heritage Foundation.
<http://www.heritage.org/index/ranking.aspx> Descrição: Descrição:
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2.   
"Economic Freedom of the World: Annual Report" do The Cato Institute.
<http://www.cato.org/pubs/efw/> Descrição: Descrição: Descrição: Descrição:
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3.   
"Economic Freedom of the World: Annual Report" do Fraser Institute.
<http://www.freetheworld.com/release.html> Descrição: Descrição: Descrição:
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Veja também:
Como enriquecemos:  <http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU>
http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU
Como crescemos:  <http://www.mdig.com.br/imagens/relogio.swf>
http://www.mdig.com.br/imagens/relogio.swf
Como nos escravizamos:  <http://www.impostometro.com.br/>
http://www.impostometro.com.br/

Gerhard Erich Boehme é Engenheiro - gerhard@boehme.com.br

“Domesticação das Forças Armadas”

“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Felicio da Silva

Algum tempo anterior à morte do General Sergio Augusto de Avellar Coutinho, tive o privilégio, o que ocorria de quando em quando, de com ele conversar sobre o marxismo-gramscismo, assunto que dominava e sobre o qual explanava com extrema maestria, segurança, profundidade e serenidade.

Há que se lembrar que ele, dentre os grandes estudiosos do assunto, foi o único que escreveu sobre a concepção revolucionária gramscista, sob forma didática, mostrando uma sistematização de sua operacionalidade.

Os dois livros que deixou, primorosos, “A Revolução Gramscista no Ocidente” (de 2002) e “Cadernos da Liberdade” (de 2003), apresentam Antonio Gramsci como um marxista inovador, não renegando ele o objetivo principal do marxismo-leninismo, porém, propondo para atingi-lo, nas sociedades democráticas e capitalistas, que chamou de ocidentais e nas quais se insere o Brasil, a estratégia da “Guerra de Posição” (conquista não violenta do poder, embora da violência não descarte em algum momento), traduzindo envolvimento longo e obstinado, ao contrário da estratégia da “Guerra de Movimento” que se caracteriza, fundamentalmente, pelo uso da luta armada em ataque frontal ao Estado existente.

Importantes para tal tipo de guerra, indica Gramsci a formação dos “Intelectuais orgânicos” (políticos qualificados, dirigentes e organizadores, formados no partido, para orientar, influenciar e conscientizar as massas), objetivando a busca da “hegemonia”, dentro da “sociedade civil”, das “classes subalternas” (trabalhadores) bem como o consenso, nas áreas psicológica e cultural.

Ao mesmo tempo, utilizando-se principalmente do patrulhamento ideológico e do politicamente correto, não só objetiva o envolvimento da “burguesia” (enquanto classe dirigente), “amestrando-a”, isto é, fazendo-a superar o senso comum até então vigente (senso comum é o conjunto das opiniões aceitas pela generalidade das pessoas da sociedade, fazendo com que opiniões discrepantes pareçam desajustadas), impregnando-a de novos valores e cultura, como também preconiza a assimilação e conquista ideológica dos “intelectuais tradicionais” (cientistas, filósofos, professores, escritores, artistas e profissionais dos meios de comunicação), transformando-os em aliados, companheiros de viagem ou em inocentes úteis.

O grande objetivo, segundo Gramsci, é a profunda e gradativa transformação política e cultural de toda a sociedade, substituindo valores de naturezas variadas, mudando padrões morais e a própria História do País.

Qualquer semelhança com o que vem ocorrendo no Brasil não é mera coincidência, porém, realidade palpável, encontrada, principalmente, nas iniciativas governamentais, como o Programa Nacional de Direitos Humanos, cujos efeitos podem ser encontrados nas escolas, desde o primeiro grau, como também na leitura diária dos jornais e nos demais meios de comunicação.

Assim, o General Coutinho, sempre enfatizando que fazia a sua parte, tal qual o sabiá que carregava água no bico para ajudar a apagar o incêndio na floresta, com o fito de salvar o seu ninho, não perdia oportunidade para demonstrar o quanto avançado está este processo revolucionário marxista-gramscista no Brasil, propiciando, já, profunda transformação política, histórica e cultural.

Desejava ele abrir os olhos daqueles que, por ignorância, incredulidade ou omissão, não cumprem o dever de a este processo se opor. Entre eles, os chefes militares, pois, consideram, os marxistas –gramscistas, as Forças Armadas como a última trincheira a ser conquistada na “Guerra de Posição”. Se “domesticadas”, não haverá mais qualquer oposição na caminhada para a “transição para o Socialismo”, isto é, para o comunismo.

O domesticar as Forças Armadas, ensinava o General, “se traduz por inibir a sua capacidade de oposição ao avanço lento e gradual do processo revolucionário marxista-gramscista, intimidando-as e desmoralizando-as perante a sociedade nacional. Trata-se de anular qualquer possibilidade de que venham a ser, novamente, baluarte da Democracia. Que não repitam 1964, impedindo um futuro assalto ao Poder por alguma das tendências revolucionárias existentes e ativas no desfecho da transição para o socialismo em curso em nosso País”

O processo de domesticação das Forças Armadas não ficará apenas na ação da chamada Comissão da Verdade (que já não se porta conforme o pré-estabelecido com as FFAA), agindo, ao arrepio da lei, somente contra os Agentes do Estado, valendo-se de mentiras e de meias-verdades. Paralelamente, sem o apoio dos atuais chefes, como ocorre com o Cel Ustra e outros, certamente serão levados à barra dos tribunais, ilegalmente, com a conivência de procuradores e de juízes revanchistas, os que combateram a subversão, o terrorismo e as guerrilhas urbana e rural nas décadas de 60 e de 70. Os militares, que cumpriram ordens legais, tornaram-se bandidos e os reais bandidos tornaram-se heróis. A Intentona Comunista e a Contra-Revolução de 64 devem ser tomadas como fatos a esquecer e desaparecer nas brumas do tempo, em nome de uma reconciliação unilateral.

O caso do cadete Lapoente torna-se emblemático de tal domesticação: Foram consumadas, sem reação, afronta à soberania nacional, desmoralização da Justiça Militar e a profanação de um santuário militar, a AMAN, onde colocou-se placa maldita. Foram aceitas, ainda, ingerências externas, consubstanciadas por solicitação ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), para análise de 23 supostas violações aos direitos humanos, ocorridas no âmbito das Forças Armadas, conforme estudo elaborado pelo grupo marxista Tortura Nunca Mais (GTNM/RJ) e, ainda, por alterações no “curriculum” escolar de formação de oficiais e praças, sob a orientação da Comissão Interamericana de DH/OEA.

Como dizia o gen Coutinho, que já preconizara a trajetória da Comissão da Verdade, novas “reformas democráticas” poderão advir: reformulação do sistema de inteligência militar; reforma da destinação constitucional das Forças Armadas; revisão dos regulamentos disciplinares incluso com a aceitação aberta de casamentos gays; revisão da Lei de Anistia; “democratização” das escolas militares de formação de quadros e do treinamento dos recrutas.

E arrematava o lúcido e valoroso General: “Embora despercebido pelas aparências da prática democrática, um movimento revolucionário da esquerda está em curso no Brasil. Só as pessoas de muito boa-fé não percebem isto. O momento que vivemos é, ainda, de correlação de forças políticas. Por isto, só os políticos e as organizações e partidos liberais democráticos poderão deter a marcha das esquerdas para o socialismo monocrático e opressor. Os brasileiros esclarecidos e responsáveis não podem ignorar o que está efetivamente acontecendo e devem iniciar a resistência política e ideológica enquanto é tempo.”

Marco Antonio Felicio da Silva é General na Reserva do EB.

A hora e a vez da geração distribuída de eletricidade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Heitor Scalambrini

A geração distribuída (também conhecida como “descentralizada”) caracteriza-se como a produção de eletricidade próxima ao consumo, dispensando a linha de transmissão e os complexos sistemas de distribuição para atender ao consumidor final. Trata-se de uma forma de geração que já foi bastante utilizada até o final da década de 40 do século passado. Mas que depois foi substituída pela geração centralizada, com a construção de usinas de grande porte distante do consumidor final.

 A geração descentralizada representa uma possibilidade concreta para colaborar com a redução da curva de carga, reduzindo o consumo em horários de pico; e diminuindo a necessidade de investimentos na geração, transmissão e distribuição do sistema elétrico integrado brasileiro. Nos países onde houve o desenvolvimento da pequena geração, os consumidores passaram a preocupar-se mais com seu consumo de eletricidade, com aspectos do uso eficiente da energia. Assim, se espera que adotando tal tecnologia, diminua o consumo, sem prejuízo da qualidade dos serviços, do bem-estar, e do conforto do consumidor. Ou seja, ter um consumo de energia menor para o mesmo serviço. Também a diversificação das fontes na matriz elétrica, vai contribuir para diminuir a necessidade de construção de novas usinas e, obviamente, diminuir o impacto ambiental.

O setor residencial já é responsável por aproximadamente 26% do consumo de eletricidade do país, e se somarmos o setor púbico e o comercial, existe um grande potencial para a pequena geração (< 1 MW), em particular através da instalação de sistemas fotovoltaicos.
Infelizmente, apesar da grande incidência de luz solar em todo o território brasileiro, o uso da energia solar fotovoltaica como fonte elétrica praticamente é desprezível. Em grande parte devido à insuficiência de incentivos do governo federal e estadual para a disseminação desta tecnologia.

Desde o segundo semestre de 2010 com o lançamento de uma consulta pública, se discute uma regulamentação da geração distribuída utilizando fontes renováveis. Finalmente em 19 abril de 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) editou a Resolução Normativa n° 482, regulando a conexão da micro geração (até 100 KW) e mini geração (de 100 KW a 1 MW)  aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica, que permitirá o consumidor-produtor instalar pequenos geradores, em sua unidade consumidora e injetar energia na rede de distribuição em troca de créditos.

A regulamentação é válida para geradores que utilizam fontes incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólica e co-geração), com ênfase para a geração fotovoltaica. As distribuidoras obtiveram um prazo de 240 dias (até 19 de dezembro) para se adaptar a esta nova realidade, publicando as normas de integração à rede e de atendimento à solicitação do consumidor.

Após ter recebido grande destaque e propaganda oficial, como sendo o início do mercado para a disseminação da tecnologia solar fotovoltaica, agora que o prazo para as distribuidoras se pronunciarem sobre como será realizada a integração da micro e mini geração se aproxima, praticamente nada tem se falado a respeito.

Recentemente, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) pediu adiamento desse prazo, mas a Aneel garantiu que os prazos iniciais serão respeitados. Logo, a partir do inicio de 2013 poderão ser instalados medidores para controlar a quantidade de eletricidade consumida e injetada na rede do distribuidor, desde que solicitado.

Mesmo com um atraso de mais de 20 anos, em comparação a outros países que já incentivavam e promoviam o uso da geração fotovoltaica conectada na rede elétrica, sem dúvida esta medida adotada pela Aneel pode ser considerada como um estímulo para o consumidor investir em tecnologias como a de  painéis solares, e também um modelo bom para as empresas distribuidoras.

Todavia, mesmo sendo um bom começo, estas medidas são insuficientes para a adoção em larga escala pela população, devido ao custo do investimento inicial necessário (em torno de R$ 10.000,00 para produzir em média 100 kWh/mês). É imperativo que o governo faça mais para que realmente esta fonte de energia, tão abundante, gratuita e renovável, possa ter uma participação mais importante na matriz elétrica nacional.

A Campanha Nacional pela Produção e Uso da Energia Solar Descentralizada lançada pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Ambiental (www. fmclimaticas.org.br) é dirigida nesta direção, reivindicando que haja subsídios e financiamento para os consumidores adquirirem seus geradores fotovoltaicos, e que em certos casos os equipamentos sejam fornecidos a custo zero. Porque não? Já que a indústria de petróleo e gás, as hidroelétricas de grande porte e as termelétricas recebem subsídios generosos dos governos estaduais e federal.

Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Investidores forçam queda de Guido Mantega, e BC do B torra reservas para segurar o dólar

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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Guido Mantega está derretendo. É cada vez maior a pressão das transnacionais para que Dilma Rousseff substitua seu ministro da Fazenda. O principal argumento para a detonação de Mantega é a insegurança na política de econômica, sobretudo em relação ao sistema de incentivos para projetos industriais e também por causa da falta de clareza no sistema de “câmbio flutuante” – a toda hora com caríssimas intervenções do Banco Central do Brasil para forçar uma baixada na cotação do Dólar em relação ao Real irreal.


Guido Mantega também sofre pressões de investidores internacionais da Petrobrás – onde o ministro ocupa o cargo estratégico de presidente do Conselho de Administração. Os acionistas da estatal de economia mista continuam inseguros com a titubeante indefinição sobre o reajuste nos preços dos combustíveis. Mantega já fez a promessa do aumento para o ano que vem, mas a promessa não convence o mercado. Lá fora, todos sabem que Mantega comanda tudo que acontece de ruim na Petrobrás, em parceria com o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. Os dois fazem malabarismos diários com bancos internacionais para evitar tremores com o caixa da empresa.

A Presidenta Dilma Rousseff identifica na dupla Mantega-Barbassa a principal fonte de intrigas para desestabilizar a gestão de sua amiga e afilhada Maria das Graças Foster, na Petrobrás. Este é um dos motivos pelos quais deseja substituir Mantega na próxima mini-reforma ministerial prevista para fevereiro de 2013. Dilma só ainda não sabe quem vai para o lugar dele. Bem cotado com ela está Aloísio Mercadante Oliva – atualmente no Ministério da Educação. Se não for para a Fazenda, Mercadante pode ir para a Petrobrás – se Dilma não conseguir segurar a pressionada Graça.

Dilma ontem nem quis saber de Mantega. Fez uma reunião privativa com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. A Presidenta recebeu detalhes sobre mais um leilão de linha marcado pelo BC do B para sexta-feira. A operação consiste na venda de dólares com compromisso de recompra no futuro. Serão oferecidos US$ 2 bilhões, com taxa de R$ 2,059 e recompra programada para o dia 1º de fevereiro de 2013. Nos últimos dias, o BC do B vendeu cerca de US$ 4 bilhões.

Outra bronca contra Mantega vem do seleto e secreto grupinho de bancos nos quais o Banco Central do Brasil faz a aplicação de nossas bilionárias reservas internacionais em dólar. Na batalha diária com a realidade, em uma política de câmbio flutuante de mentirinha e sob constante intervenção da pretensa autoridade monetária, Mantega mexe demais nas reservas aplicadas – o que provoca o descontentamento dos gestores da grana. E cada mexida tem sido um desastre. Só este mês, o País torrou US$ 17 bilhões das reservas.

Além das rusgas com investidores externos e da batalha diária para enfeitar o Real, Mantega cria áreas de atrito com os banqueiros daqui. Ontem, teve mais uma desgastante reunião com dirigentes financeiros. O ministro voltou a cobrar que os bancos privados nacionais injetem mais recursos nos empréstimos de longo prazo para investimentos produtivos. Como não sentem segurança na política econômica, os banqueiros não apostam em tais negócios – o que seria a lógica de um sistema financeiro em um país produtivo e empreendedor (o que não é o caso do Brasil). Atendendo aos bancos, o BC do B liberou R$ 15 bilhões dos depósitos compulsórios para o novo programa de empréstimos.

Dilma faz o discurso do crescimento econômico para 2013. Mas sabe que nada vai conseguir se não remover Mantega – uma das heranças malditas de Lula – do caminho traçado por seu governo. Depois de ter sido chamada de “rena do nariz vermelho” pelo jornal Financial Times, que é o porta-voz da oligarquia financeira transnacional que controla os negócios no Brasil e no mundo, Dilma deseja reagir. Detonar Mantega pode ser uma prova de que quem manda na economia é ela.

 O Silêncio dos Inocentes...

 
Segredos de Estado sobre o Câncer de Chávez

http://youtu.be/WngpZaLwlRE

Médico José Marquina revela tudo sobre o real estado do câncer de Hugo Chávez.

O estranho é por que a imprensa tupiniquim faz tanto silêncio sobre o assunto.

Principalmente as Organizações Globo que sabem de absolutamente tudo sobre ele...

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Dezembro de 2012.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sem andar, sedado e com sonda no nariz, Hugo Chávez corre risco de morrer de câncer em Cuba

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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O estado de saúde de Hugo Chávez Frias é praticamente irreversível. O Presidente da Venezuela não terá condições de assumir seu próximo mandato porque está à beira da morte.  Corre o risco até de morrer em Cuba ou na viagem de volta a seu país. Chávez já sofreu quatro cirurgias em um ano e meio. O Foro de São Paulo – organização transnacional que coordena as ações visíveis e ocultas da esquerda na América Latina e Caribe – se prepara para sofrer sua maior perda, desde a “aposentadoria” forçada de Fidel Castro.


Hospitalizado em Cuba, Hugo Chávez não consegue mais andar, por causa de um câncer na medula. Seu estado de consciência é prejudicado por causa das fortíssimas injeções de narcóticos contra as dores que sente. Ele não tem como tomar decisões por causa dos pesados sedativos. Para piorar, Chávez também não consegue mais digerir alimentos e absorver nutrientes por causa do estágio avançado de seu câncer no intestino. Além de sedado a maior parte do tempo, Chávez tem de suportar o incômodo de uma sonda nasogástrica para ser alimentado.

Estas são as informações que circulam em fóruns internacionais de medicina. Foi um total fracasso a cirurgia a que o líder da revolução bolivariana se submeteu em Cuba – onde a mentira socialista alimenta o mito de ser um paraíso da medicina. Além de perder muito sangue, Chávez teve mais complicações e suas dores se intensificaram. Tomografias recentes mostram que não funcionou a tentativa de descompressão medular. Tecnicamente, Chávez está paralítico. Não consegue andar e, mesmo sentado, sofre com as dores.

Agora, o caso mais complicado é o avanço do tumor no íleo – que é a terceira parte do intestino delgado, entre o jejuno e o ceco. O íleo de Chávez não funciona. Por isso, os médicos cubanos apelam para a sonda nasogástrica, mas sem chances de muito sucesso. Como não consegue absorver nutrientes, por causa do câncer, Chávez entra em fase terminal. Ele pode morrer de septicemia por causa translocação bacteriana pela corrente sanguínea.
 
No entanto, a VTV (canal oficial de televisão da Venezuela) insiste em contar a mentira socialista de que Chávez “melhorou e até faz exercícios físicos”.

Na Venezuela, o clima de instabilidade política esquenta, porque a censura encobre as verdadeiras informações sobre o real estado de saúde de Chávez. A oposição já cobra a formação de uma junta de médicos independentes para avaliar o quadro clínico do presidente – o que o governo não aceita. O temor oficial é que se comprove que Chávez não tem a menor condição de assumir um novo mandato.

Sentindo o perigo

O esquema bolivariano já sabe que não pode mais contar com Chávez.
Um decreto da Presidência da Venezuela delegou ao vice-presidente do país, Nicolás Maduro, as atribuições governamentais na área econômica.
O objetivo é dar “mais rapidez e eficácia” à administração pública na ausência de Hugo Chávez.

Problemas nos comentários

Do leitor Epaminondas Albuquerque Filho, que não conseguiu ontem enviar comentários sobre artigo: “Soltando a franga contra a Justiça?”:

“Sabemos que a filosofia para domínio do comunismo é ANIQUILAR A CULTURA OCIDENTAL, que tem em si três alicerces básicos a saber:

1. PRINCÍPIOS MORAIS, baseado na filosofia Cristã/Judaica

2. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS, baseado na cultura grega

3. PRINCÍPIOS DO DIREITO, baseado no Direito Romano.

Este Antônio Gramsci, como um homem que propõe o EXTERMÍNIO DA CULTURA OCIDENTAL, jamais poderá ser citado em qualquer tratado de princípios morais, filosóficos e de direito.
Em assim sendo, tenho o Sr. Márcio Thomaz Bastos como um impostor.”

Sujeira geral

 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Dezembro de 2012.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Soltando a franga contra a Justiça?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Todo mundo sabe que a Justiça não funciona direito no Brasil. Os motivos são variados: excesso de regramentos, lentidão processual, muita burocracia, visão autoritária de muitos magistrados, rigor seletivo praticado por alguns membros do Ministério Público, enorme possibilidades de recursos que protelam a sentença final das ações, penas que não punem eficazmente e prisões medievais que, além de não recuperar ninguém, ainda servem para “aprimorar” os criminosos.


Legal é quando o sistema é criticado por um de seus operadores. O ex-ministro da Justiça de Luiz Inácio Lula da Silva e um dos mais famosos e caríssimos advogados criminalistas do Brasil resolveu soltar a franga contra o Judiciário. Márcio Thomaz Bastos escreveu um artigo no site Consultor Jurídico para reclamar da "degeneração autoritária de nossas práticas penais". Estrategista da defesa de muitos réus do mensalão (mesmo sem aparecer oficialmente), Bastos protestou que a "tendência repressiva passou dos limites em 2012".

Curioso é que o texto de Bastos fez referência a pensadores idolatrados pela esquerdinha mais radicalóide. O criminalista usa o italiano Antonio Gramsci (1891-1937) e o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) como fontes de inspiração para convocar advogados a responderem ao "espírito vigilante e punitivo exacerbado no ano que passou". Bastos foi incisivo ao se queixar do "sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais" que age "à sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização".

Sem citar o Supremo Tribunal Federal, Márcio Thomaz Bastos dirigiu sua crítica diretamente aos ministros que condenaram réus do mensalão com base na teoria do “domínio do fato” – uma tese de juristas alemães. Bastos aproveitou para alfinetar a turma do STF, com sua tese: "A disciplina da persecução penal não pode ser colonizada por uma lógica estranha, simplesmente para facilitar condenações".

Foi fazendo tamanho malabarismo verbal que Bastos rejeitou a "tendência a tornar relativo o valor da prova necessária à condenação criminal". O criminalista ainda alfinetou que, "quando juízes se deixam influenciar pela 'presunção de culpabilidade', são tentados a aceitar apenas 'indícios', no lugar de prova concreta". Bastos complementou: "Não é de hoje que o direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira". E fechou o raciocínio com uma pérola digna do pensamento radicalóide petista: "Quanto mais excepcionais os meios, menos legítimos os fins alcançados pela persecução inspirada pelo ideal jacobino da 'salvação nacional'".

Os argumentos ficam muito bonitinhos no papel. O palavreado se transforma em adereços de Carmem Miranda para enfeitar uma pretensa tese que em nada contribuiu para o combate à impunidade no Brasil. Bastos é um dos aproveitadores de nossa insegurança do Direito. Ganha muito dinheiro defendendo quem tem muito dinheiro e investe no desrespeito à Lei e à Ordem. Como ex-ministro de um dos governos mais corruptos de nossa História, agiria com mais ética se fizesse como um avestruz – enfiando a cara em um buraco, de tanta vergonha.

Como o Judiciário está de férias, as pessoas sérias darão pouca bola a Thomaz Bastos.


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