quinta-feira, 21 de março de 2013

31 de Março de 1964 – Um Marco Flamejante


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maynard Marques de Santa Rosa

“Nas janelas, ouvimos o apocalipse da fraternidade”.

A perplexidade de André Malraux resume o drama da Espanha, em julho de 1936, quando a média de assassinatos políticos atingia 66 crimes por dia, somente em Madri.
A Guerra Civil Espanhola foi o desfecho inevitável da tentativa frustrada das Forças Armadas de impor a ordem em uma sociedade revolvida pela subversão. Divididas, elas mergulharam na crise fratricida, que se prolongou por três anos.

O Brasil de março de 1964 encaminhava-se para cenário semelhante, fomentado pela subversão de grupos e pela propaganda revolucionária clamante de “reformas de base, na lei ou na marra”.

No Nordeste, as Ligas Camponesas flagelavam o campo. Nas grandes cidades, sindicatos e estudantes promoviam greves e manifestações descontroladas. No Sul, organizavam-se os grupos dos onze para os assassinatos seletivos de 1º de maio.

A intervenção militar foi um ato moderador de exceção, legitimado pelo consenso da maioria das forças políticas. Comprova esse fato a calma social subsequente ao 31 de Março, em que não se conhece uma única vítima provocada por reação popular.
Em contraste com a divisão dos militares espanhóis em 1936, a união das Forças Armadas brasileiras, em 1964, evitou a intervenção estrangeira e a guerra fratricida no Brasil.

O movimento renovador de 1964 trouxe de volta os ideais tenentistas de modernização do País. O espírito empreendedor que havia despertado no governo JK foi reativado, deflagrando novo ciclo transformador da infraestrutura nacional, desta vez sob a racionalidade do planejamento sistemático.

Ao adotar o planejamento estratégico, o governo revolucionário implantou uma mentalidade universalista na administração pública, combatendo as raízes de personalismo, clientelismo e corporativismo inerentes à cultura rural que ainda predominava no Brasil.

Equilibrou-se o balanço de pagamentos. A credibilidade e a autoestima nacionais foram recuperadas. Completou-se a integração rodoviária da Amazônia. Consolidou-se a industrialização. As taxas de crescimento mantiveram-se acima de 8%, elevando a economia brasileira de 46ª para 8ª economia nacional.

A normalização política foi conduzida em um clima de conciliação, que culminou com a anistia consensual. Contudo, o instituto da anistia não alcançou a eficácia do “Pacto del Olvido”, que encerrou o ciclo franquista na Espanha.
Infelizmente, a democratização trouxe de volta os atavismos da corrupção, da incompetência e da desarmonia. As paixões infladas pela ideologia fratricida têm postergado a reconciliação nacional.

Nem mesmo a realidade da “débâcle” soviética foi suficiente para convencer os espíritos reacionários de que o socialismo real é inviável. Preferiram, então, relativizar a teoria marxista com o sofisma de Antonio Gramsci, substituindo a política de luta pela guerra psicológica, um artifício que não deixa marca no corpo, mas destrói a alma.

O alvo principal da conspiração gramscista é o direito de propriedade, cada vez mais relativizado por servidões legais, sociais e ambientais. A devastação cultural que essa ideologia vem promovendo já atinge as raízes da sociedade, invalidando teses renomadas, como a de Sérgio Buarque de Holanda, que afirmava ser o brasileiro o “homem cordial”, generoso e hospitaleiro, assim contribuindo para o progresso da civilização.

É por isso que, em vão, tentam alterar a História, despojando a Revolução de 31 de Março de 1964.

A construção do socialismo por artifícios antinaturais poderá produzir caos social, mas não terá solidez para resistir ao choque da realidade. E já se observam sintomas de exaustão desse ciclo sombrio. Quando soprarem os ventos da mudança, ele haverá de ruir, e grande será a sua ruína.

O marco de 31 de março continua flamejante. Irmanados, permanecemos os patriotas preparados para remover a erva daninha da ideologia fratricida e semear os valores legítimos de nacionalismo, liberdade, solidariedade, harmonia e progresso.

Maynard Marques de Santa Rosa
é General de Exército na Reserva.

20 comentários:

Anônimo disse...

Vivi aqueles dias e estou saudoso. Andava-se pelas ruas, dia, noite, ou madrugada na mais completa segurança. Claro, houve assaltos e sequestros, porém, eles foram circunscritos, praticados por comunistas em busca de dinheiro e troca dos reféns por terroristas. Mas o povo, de modo geral, vivia em paz invejável. Mais informações, poderão ser obtidas nos jornais da época, atualmente digitalizados, e verão como a história foi desvirtuada!

Anônimo disse...

Tambem vivenciei os melhores dias do Brasil, até que.....famigerados ditos progressistas começaram a degradação...VIVAS A 31 DE MARÇO!!!
CONTRAGOLPE CERTEIRO!!!!!!!!!!
patriota

São Pedro disse...

Espero que os ventos da mudança soprem enquanto estou vivo...A disseminação do método gramscista, em especial na academia e em toda a educação, me levam a ser extremamente pessimista com o futuro que nos aguarda. Somente um povo emburrecido e incapaz de perceber que é manipulado pode dar essa taxa de aprovação ao ex-presidente e a atual presidente. Viva a Revolução de 64 naquilo que tinha de melhor ao resgatar valores e promover Ordem e Progresso.

São Pedro disse...

Espero que os ventos da mudança soprem enquanto estou vivo...A disseminação do método gramscista, em especial na academia e em toda a educação, me levam a ser extremamente pessimista com o futuro que nos aguarda. Somente um povo emburrecido e incapaz de perceber que é manipulado pode dar essa taxa de aprovação ao ex-presidente e a atual presidente. Viva a Revolução de 64 naquilo que tinha de melhor ao resgatar valores e promover Ordem e Progresso.

Emanuel Nunes Silva disse...

31/03/2013, este ano cai num domingo.
Manifestantes que apóiam a luta armada e ações terroristas não gostam de fazer seus “Protestos” num domingo no Centro do Rio, especificamente nas imediações da Rua Santa Luzia, esquina com a Av. Rio Branco, pois o Centro fica vazio, e praticamente sem trânsito... E quanto ao Clube Militar da Av. Rio Branco, marcou algum evento para lembrar o Contra-Golpe de 1964?... Caso positivo qual seria o dia: 29, 30, 31 de março, ou dia 1º de abril?
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Emanuel Nunes Silva disse...

31/03/2013, este ano cai num domingo.
Manifestantes que apóiam a luta armada e ações terroristas não gostam de fazer seus “Protestos” num domingo no Centro do Rio, especificamente nas imediações da Rua Santa Luzia, esquina com a Av. Rio Branco, pois o Centro fica vazio, e praticamente sem trânsito... E quanto ao Clube Militar da Av. Rio Branco, marcou algum evento para lembrar o Contra-Golpe de 1964?... Caso positivo qual seria o dia: 29, 30, 31 de março, ou dia 1º de abril?
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Emanuel Nunes Silva disse...

Sr. São Pedro, os resultados destas pesquisas não são confiáveis, veja bem o método utilizado na última pesquisa: “O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 8 e 11 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.”
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2.002 dividido por 143 municípios dá uma média de 14 pessoas para cada um desses 143 municípios, entretanto o Brasil possui mais de 5.500 municípios... Afinal qual a credibilidade científica dessas pesquisas, querem enganar quem?... Este tipo de Propaganda Política deveria ser proibida e considerada Crime de Aliciamento das Massas.
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José Antonio Beccari disse...

Não venham os militares se fazerem de vítimas do povo brasileiro por restarem aquartelados. Se encontramo-nos nesta situação de terrorismo corruptivo a culpa é deles. Foram inaptos, incompetentes, durante a ditadura militar. Se em vez de dispender tempo e dinheiro para torturar os cachorros comunistas e socialistas que hoje apodrecem o Estado brasileiro, tivessem gastado apenas algumas balas de suas 45, não estaríamos vivendo o atual calvário.Não haveria Dilma, Zé Dirceu, Genoino, Gabeira,e pasmem, a suprema felicidade, não haveria Lula e tampouco mensalão. Esperamos que na próxima tomada de atitudes para proteger nosso povo, os militares não cometam o mesmo erro.

Anônimo disse...

Tenho saudades dos presidentes militares.Viva 31 de março!! Torço para que tudo se repita. Quero que se resgate os valores e a paz.

Anônimo disse...

Sabe general,infelizmente Inês é morta!

Anônimo disse...

Sabe general,infelizmente Inês é morta!

Anônimo disse...

espero e rezo para que os militares voltem.

Anônimo disse...

Estou a favor dos militares na CONTRA-REVOLUÇÃO DE 1964. Só erraram num quesito: Erradicação total do comunismo ou seja se tivessem liquidados os Dirceus, Dilmas, Lullas, Genoinos da vida, esse Brasil seria outro.

Anônimo disse...

Viva aos militares!! São pessoas honradas e patriotas. Os militares são os verdadeiros apaixonados por nosso país pois juraram morrer pelo Brasil em caso de guerra. Gostaria muito que os militares voltassem a governar nosso país. Certamente não teríamos tantos bandidos e traficantes nas ruas, como temos hoje. Não sou bandido nunca tive medo de militares. Quem não gosta de militar é bandido.

31 de Março disse...

Os Governos militares foram fundamentais para o desenvolvimento do Brasil no passado. Uma pena os militares terem deixado os Bandidos do PT chegarem ao poder e estarem destruindo o País como vejo fazer hoje. É inacreditável que a política no país seja sinônimo de bandidagem é corrupção como é hoje. Os militares de hoje vivem trancados nos quarteis jogando futebol e vendo o país ser destruido por políticos bandidos e corruPTos. Os Generais de hoje não passam de um bando de BANANAS não tem moral nenhuma. Tenho mais medo do quarda municipal que pode me multar se eu estacionar em local proibido do que de um General. Ninguém hoje sabe o nome de nenhum general importante nem tão menos para que eles servem.

Anônimo disse...

O que ainda resta de infraestrutura neste país, agradeçam aos militares. Desde a ponte Costa e Silva no RJ até as rodovias que hoje estão sendo privatizadas, gerando uma bi-tributação para os cidadãos, o IPVA que seria provisório, perdura até os dias de hoje e o cidadão ainda tem que pagar uma fortuna de pedágios espalhados por todas as rodovias.Esta pseudodemocracia revanchista que ai esta, censura mais e é mais torturadora que qualquer regime militar que se tenha conhecimento.

José Geraldo disse...

VIVA 1964
SALVE os Militares do Brasil que ganham pouco e é a única Instituição do País que realmente cumpre o seu dever.
Quem viveu 1964 sabe que o País estava na bancarrota da moralidade política. Queriam nos entregar para os TORTURADORES DE ESQUERDA ( Stalin, Fidel, Mao e tantos outros bandidos.Se não fossem as Forças Armadas, talvez até hoje seriamos miseráveis e escravos, como ainda são os Cubanos e os Norte Coreanos.
O erro foi que a Rervolução não soube se comunicar, fazer que a história fosse a real e não a deturpada pelos canhotos que, uma coisa que sabem fazer bem é MENTIR e distorcer os fatos.

Mas estou certo de que tudo tem limite. Se passarem da linha, certamente nossos Patriotas Militares darão outra resposta.

Anônimo disse...

Fora Dilma!!
Fora petralhas!!!
Fora idiotas da esquerda, ladrões, corruptos, totalitários!!!
Que venham os militares, aliás, o que estão esperando os militares para impedir a continuação do processo de degradação do Brasil pelos socialistas petralhas???
O que estão esperando???
Ou também foram comprados assim como a OAB, UNE, Parte do STF, a maioria dos partidos políticos, o ministério público, etc, etc.???
Responda sr. general, o que estão esperando prá mandar de volta os milhares de cubanos que estão infestando o Brasil disfarçados de médicos???

Anônimo disse...


Eu gostaria de dizer a todos os nossos jovens: Nunca houve ditadura no Brasil. Eu estava lé eu vi tudo. Estive em São Paulo em 1974 e a única coisa triste que vi, foi o edifício Joelma alguns dias depois do trágico incêndio que ceifou vidas...ninguém falava em "ditadura"...nosso país tinha mais PAZ.

Anônimo disse...


O Regime Militar salvou o Brasil de uma tragédia sem precedentes em nossa história. Uma eventual tomada de poder pelo comunismo atrairia para cá russos e americanos. O que aconteceria depois, todos já sabem né? Sim aos que duvidam, nosso país seria palco de uma guerra a exemplo da Coreia e do Vietnã e ainda herdaríamos uma divisão como a da Coreia...