segunda-feira, 25 de março de 2013

Che Guevara e Hugo Chávez, os falsos mitos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
 Por Paulo  Chagas

Os mitos se constroem ou são construídos por erros, acertos, sorte e acasos, são frutos da imaginação das pessoas que os criaram.
No caso do “Che”, foi construído pela precipitação das autoridades da Bolívia e executado por um jovem Tenente do Exército. No caso de Hugo Chávez foi construído pelo acaso e executado pela incompetência dos médicos cubanos.

Ambos morreram prematuramente, isto é, antes que a verdade sobre eles e suas “obras” fosse exposta à humanidade e, particularmente, a seus inebriados e desinformados seguidores.

Ernesto Guevara, conhecido como "o porco", porque fedia e não tomava banhos com a frequência que a higiene recomenda, teve o privilégio de cobrir com sua estampa as nádegas e os seios de uma top model brasileira, bem como de ornamentar o braço de um jogador de futebol argentino, em região próxima à axila.

Guevara executou sumariamente centenas de pessoas, sendo que muitas pessoalmente, como ele próprio conta em seu diário: "Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal esquerdo. Ele arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam".

Como comandante era "imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte". No entanto, a mitologia o descreve como "dono de um talento militar excepcional".

Foi incompetente como soldado, como médico e como administrador. "Sua vida foi uma sequência de fracassos". Fidel livrou-se dele mandando-o para a África e depois para a Bolívia, onde o abandonou para a morte!

Suas únicas virtudes foram a fotogenia e a sorte de ter morrido nas mãos de autoridades precipitadas e sem visão de futuro, que o eliminaram antes de submetê-lo ao julgamento dos homens e de expor as suas mazelas, a sua incompetência e os seus crimes à execração pública e mundial, criando, assim, as condições ideais para que os maquiadores da história e a ignorância popular o transformassem em símbolo e lenda do que nunca foi!

Os moradores do cidade em que foi morto tinham raiva dele e invadiram o local em que seu corpo estava sendo lavado, mas, quando o viram, passaram a dizer que ele parecia Jesus Cristo." Começara o mito.

Na localidade foi erigida uma estátua em sua homenagem e a região passou a ser conhecida como "San Ernesto de La Higuera" e ele a ser cultuado como “santo”.

Hugo Chávez, por sua vez, do alto de sua conhecida megalomania, tinha ambição desmesurada pelo poder e sonhou transformar-se no “Che” bolivariano.

A realidade e as perspectivas da situação econômica deixadas por ele na Venezuela nada têm a ver com suas promessas e discursos. A inflação está na casa dos 30% e o país segue importando tudo e não produzindo quase nada, salvo petróleo!

A criminalidade é das mais elevadas do planeta, os problemas da saúde pública, de habitação e de infraestrutura e a decadência que os venezuelanos enfrentarão, em futuro quase imediato, serão motivos de crises cujas causas se devem à gestão populista, irresponsável e demagógica de Chávez, mas que, aos olhos da massa de favelados, inebriada, comprada e iludida por sua falsidade messiânica, será, certamente, atribuída à sua ausência e servirá de justificativa aos golpes oportunistas e de rupturas políticas que ocorrerão entre suas “viúvas” e opositores, civis e militares.

Chávez levou os pobres a acreditar que eles estariam finalmente sendo incluídos em um modelo de governo que iria reduzir a pobreza e a desigualdade, quando, na realidade, a verdade era o contrário.

Sua morte livrou-o das responsabilidades que lhe cabem neste quadro de negras perspectivas. Seu passamento antes da debacle e ainda no auge da ilusão do “bolivarianismo” lhe assegura a conquista do pedestal do falso mito ao lado e à semelhança do “Che”, como sonhava fazer em vida.

Che Guevara e Hugo Chávez, duas mentiras, dois engodos que a má fé, a ambição, a fraqueza, a falta de cultura, a desinformação, a fantasia e, principalmente, a casualidade do destino, transformaram em ídolos, antes que lhes caísse a máscara que lhes encobria as ambições, a maldade e a incompetência.

Paulo  Chagas é General de Divisão na reserva.

3 comentários:

Anônimo disse...

Concordo Prezado General Chagas com seu brilhante texto!
O que sempre me pergunto e como o povo favelado, pobre, pode acreditar apenas nos discursos vazios?
Não podem ser tao cegos assim de ver as mesmas mazelas e problemas, e mesmo assim votam e lutam...pelo que, para que?
Gostaria de entender...
Atenciosamamente
Amex

Paulo Figueiredo disse...

Quem ler com cuidado e senso crítico, o livro “Rumo à Sierra Maestra”, baseado nos diários escritos por Che Guevara e Raul Castro, não terá a menor dúvida de que a revolução cubana e os mitos “diaristas” são as farsas mais absurdas dos nossos tempos. E nem pode haver contestações convincentes, porque tratam-se de episódios narrados por 2 (dois) “combatentes”, que não combateram nada além de disenterias e más alimentações no mato.
As forças de Batistas se desintegraram internamente devido às altíssimas somas distribuídas em subornos aos comandantes militares, pelos Estados Unidos; enquanto os “mitos” Fidel, Che e outros, eram criados e enaltecidos pelo jornal New York Times, começando por uma fantasiosa entrevista/reportagem com os “bravos guerrilheiros de Sierra Maestra”, que não chegavam a somar 3 dúzias de rotos. A mentira e a farsa da “revolução cubana” é obra dos Estados Unidos da América, desde a libertação (episódio de Moncada) e exílio, de Fidel e seu grupo, passando pela preparação no México. E permanece como obra americana até hoje; eles precisam deste tipo de “inimigos” para justificar certos atos.

Anônimo disse...

só poderia ser um general mesmo pra escrever este artigo, pessoa da direita, nao deve saber o que é passar fome devido a tanta injustiça social e ao capitalismo selvagem em que sobrevivemos ... que pena ...