sábado, 30 de março de 2013

Contrarrevolução de 64: Cumprimento Constitucional do Dever


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Ao obstruírem o direito que é facultado a todos os cidadãos, por força de lei, de respirarem uma democracia oxigenada na total liberdade de manifestação, independente de cor política; ao imporem impedimentos às Forças Armadas de comemorarem as suas mais caras datas simbólicas, fica atestada, publicamente, a forma autoritária de governo dos que temem, dos que estão inseguros de sua força de persuasão no seio da grande massa, permeável, é certo, porém, muito mais propensa à diversão do que à doutrinação.
Esqueceram-se de que há uma considerável parcela da sociedade de sã memória, de valores incontestáveis, e que reviverá, sempre, as datas consagradas aos movimentos de libertação da Nação Brasileira, os quais a impediram de transformar-se num gigantesco satélite do totalitarismo vermelho.
Apesar dos párias políticos que pululam em todos os setores do governo e que, prazerosamente, se abastecem do dinheiro público; apesar de esses párias escolherem como alvo de suas perseguições instituições altamente credenciadas, permanecem elas silenciosas, mas vigilantes, no cumprimento do dever e na fidelidade ao Estado Brasileiro. Entidades, rígida e disciplinarmente constituídas, seguidoras da Lei Maior, quanto à segurança e à defesa do país, irrompem nos momentos em que o comportamento anárquico dos incentivadores da desorganização do regime põe em perigo a estabilidade do ainda inconsistente sistema republicano brasileiro.
A parte da sociedade que não se deixa submeter às distorções doutrinárias há que comemorar, há que exaltar a data em que foi desestruturado mais um desses movimentos traiçoeiros de implantar no Brasil a ingovernabilidade com objetivos de impor um regime, cujas diretrizes vinham sendo traçadas e determinadas, de fora, pelo totalitarismo estrangeiro, alimentado por ideologias incompatíveis com as mais caras tradições brasileiras. Há que comemorar, há que exaltar o dia 31 de Março de 1964, quando os militares sustentaram a pesada carga que lhes caiu sobre os ombros, em nome da integridade do Estado Brasileiro, de seu patrimônio cultural, de sua História, escrita por homens de distintas etnias, e que não poderia sofrer os arranhões da histeria vermelha.
Há quarenta e nove anos, povo, imprensa e outras instituições não esperaram o desastre acontecer e clamaram pela presença das Forças Armadas e deram a elas irrestrito apoio para que o país retornasse ao estado de direito, mantivesse intacto o patrimônio público e privado, ameaçado pela turba insana, dirigida por líderes negativos, dispostos a restringir a liberdade de seus opositores e das instituições, liberdade duramente conquistada pela FEB, nos campos da Itália, na Segunda Guerra Mundial.
Hoje, hipócritas, escorregadios, povo, imprensa e outras instituições, todos carregando o imbecil epíteto de “sociedade civil”, dependentes do erário, seja pelos benefícios financeiros da publicidade governamental, seja pelo assistencialismo mantenedor da ignorância popular, seja, ainda, pela compra de identidade de órgãos carnavalescos, já dominados pelos tentáculos da torpe política de inseminação ideológica, que lhes determina o enredo a ser desenvolvido num carnaval de arranjos e manobras ocultas [1]. Todos iconoclastas, a serviço do niilismo que domina a alma (será que eles a têm?) dos que, por atavismo, regrediram a um estágio de degradação moral.
Há, sim, que comemorar a grande data nacional, quando os militares, em cumprimento constitucional do dever, mais uma vez, enfrentaram outra geração de renegados, de complexados elementos que, por acaso, aqui nasceram, mas sempre estiveram a serviço de caudilhos estrangeiros e a eles submetidos, reduzindo-se a serviçais seguidores de uma doentia doutrina secretora de viscosa retórica de subversão da lógica natural.
Torna-se, pois, a Contrarrevolução de 64 um marco histórico, momento crucial em que os militares, RESOLUTAMENTE, abraçaram o Brasil, impedindo-o de que fosse tragado pelo lamaçal pútrido de ideias já ensanguentadas pela vermelhidão da bandeira alienígena.
A “sociedade civil”, presa fácil em razão das facilidades que lhe concedem os governantes; fantoche da política rasa que lhe proporciona contínuos direitos, sem exigência de deveres; fingindo que não vê as rachaduras nas leis penais que instituem o crime como norma; essa dócil “sociedade civil”, gado manso que segue o cheiro das bolsas, das cotas, do dinheiro público, em direção ao curral prisional de suas consciências, quando a última porteira se fechar atrás de si, clamará, tardiamente, pela presença dos militares, relegados, agora, por essa tropa de mulas que não deve, em hipótese alguma, ser chamada ‘povo’.
Quarenta e nove anos se passaram, mas os vermes criados em laboratórios doutrinários robusteceram-se e ameaçam, novamente, o equilíbrio nacional, com a sua devastadora gana de poder e de destruição. Eis a razão para que se mantenham vivas as lembranças dos lastimáveis fatos que levaram à confrontação os Defensores Constitucionais do Brasil e os traidores que desejavam destruí-lo, títeres de governos totalitários, controladores de seus destinos.
Eis a razão para que não se permita o esquecimento, a negação, a ignorância dos verdadeiros motivos que determinaram a Contrarrevolução de 64, pois o Tempo é História, nele está registrado esse momento de grandes lutas, em favor de um país livre dessa mancha vermelha que tenta, no seu retorno, cobrir a terra brasileira, torná-la estéril de valores humanísticos para mais facilmente dominá-la. Rápida é a destruição de um país; vagaroso é o seu desenvolvimento por aqueles que o desprezam e pretendem transformá-lo numa cópia de certo Estado sul-americano, cujas Forças Armadas, dizem as notícias, já estão sob o comando de militares do mesmo credo político, mas de outra bandeira.
Que as sucessivas gerações de militares façam permanecer o dia 31 de Março de 64 como símbolo da reação das Forças Armadas Brasileiras, que cumpriram o seu dever, de acordo com a Constituição vigente, e mantiveram-se fiéis na defesa do Brasil contra a invasão estrangeira, representada por sub-brasileiros, usados por velhacos tiranos que lhes abastardaram o raciocínio pelo enfraquecimento da resistência psicológica, a fim de torná-los cativos da degenerativa doutrina comuno-gramscista.
[1] Uma agremiação carnavalesca fez da imagem de Che Guevara o símbolo de sua escola nos instrumentos e camisas.
Aileda de Mattos Oliveira  é Dr.ª em Língua Portuguesa, membro da Academia Brasileira de Defesa, articulista do Jornal Inconfidência).

5 comentários:

Anônimo disse...

Foi o que aconteceu. E não foi o único. Foram várias as tentativas de implantação dessa ideologia falsa e ilusória. Está na hora da reação, antes que seja tarde demais.

Anônimo disse...

VIVA O DIA 31 DE MARÇO DE 1964, o dia da CONTRAREVOLUÇÃO, o dia em que os que queriam implantar o comuniscmo foram DERROTADOS!
Parabéns ao Exército, às Forças Armadas e aos dignos PATRIOTAS que derrotaram a escória comunista que através da guerrilha armada queriam implantar o comunismo no Brasil e se isso tivesse acontecido, hoje seríamos uma Cuba atrasada e pobre ou uma Venezuela sem comida e com falta de tudo o que é básico!

Félix Jarreth disse...

O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A acomodação preguiçosa das forças armadas, sentadas e contemplativas nos louros de quarenta anos atrás? Ou será pelo serviço porco que fizeram?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - Que o maior estelionatário político - já visto no Brasil - continue por aí... vivinho da silva, e que a presidência do país esteja ocupada por uma notória ex-ladra de bancos... mentirosa e falsária até do seu currículo acadêmico?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - Que criminosos e corruptos, condenados pela justiça, ocupem cargos parlamentares, num intenso escarnecimento das leis e da legalidade constitucional?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A covardia militar que tem permitido a dilapidação sistemática do erário público? Da Petrobrás? Das Empresas Estatais?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A degradação moral (ainda mais) da patuléia desgarrada, arrimada em facções criminosas que fecham cidades e bairros inteiros quando lhes dá na telha? Que matam e aterrorizam uma população crente de que os militares existem para protegê-la?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - que o Brasil seja o recordista mundial de ASSASSINATOS?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A ajuda, comando e direção que a CIA (Agência Central de Inteligência Americana), deu quarenta anos atrás aos militares brasileiros para que largassem a preguiça e burrice indômita que os domina e fizessem alguma coisa contra o comunismo?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - Que hoje a CIA não venha mais ao Brasil para dizer e desenhar para os militares, - bem devagarinho, claro, - o que eles têm de fazer ou devem fazer OU JÁ DEVIAM TER FEITO?
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Ou será que o 31 de março existe para os militares se recordarem da saudade que sentem do sr. Ivan Hasslocher e do seu IBAD, [Instituto Brasileiro de Ação Democrática), ou do famoso Fundo do Trigo que tanto dinheiro lhes forneceu?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - Que a atual Constituição tenha sido acintosamente fraudada sob as vistas militares e que seu fraudador, o sr. Nelson Jobim, amigo intimo, chapa até dos altos cargos militares, se gabe pública e fanfarreiramente aos quatro ventos da fraude que perpetrou?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A mendicância humilhantes que os militares, de boné na mão, fazem implorantes às portas do palácio do planalto para conseguirem uma merreca a mais nos soldos? Ou para a melhoria dos equipamentos ainda oriundos dos dejetos largados pelos americanos na Segunda Guerra Mundial?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - Que determinados altos cargos militares se tenham rendido e pactuado com a corrupção sistêmica petista que passou a dominar todas as instituições nacionais?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - A Endogamia nas licitações das pontes e estradas que ligam o nada a lugar nenhum? Ou será o sucateamento da saúde pública?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - O saudosismo e choraminguelas das altas patentes militares que um dia foram e hoje nada são ou influência alguma detêm?
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O que é que há para comemorar em 31 de Março? - O fato das forças armadas terem esquecido o juramento que fizeram de proteger e defender o país contra qualquer tipo de agressão?
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Comemorar o 31 de março... é relembrar que as forças armadas só fizeram o que fizeram porque alguém lhes desenhou o que deviam fazer.
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Relembrar - Hoje - o 31 de março de 1964 serve apenas para lamentar a amálgama amorfa, apática e inerme em que as forças armadas se transformaram.

Félix Jarreth

Anônimo disse...

Parabéns ao povo brasileiro. Parabéns por ter repudiado, 49 anos atrás um regime que se mostraria falido. Parabéns por, ombreados povo e militares, deslocarem efetivos para controlar um movimento sindical-socialista que previa um futuro comunista. Parabéns por entender que só assim poderíamos ter uma democracia aos moldes atuais.
Parabéns pelo nível dos militares existentes, que refletem o povo brasileiro, pois nada mais é que esse povo em armas.
Parabéns ao senhor Felix Jarreth, que não entendeu
nada, pensa que entendeu tudo, deve saber ler um pouco, mas peca na interpretação de texto.

Arthur Liebenstaun

mauricio ainda com fé no EB. disse...

As forças armadas que atuaram heroicamente na contrarevolução de 64 eram outras?Hoje,somos governados pela mesma corja que tentaram tomar de assalto nosso pais,As FFAA não esboçam menor reação a tudo o que acontece...a constituição,que parece que ainda está em vigor,é desrespeitada repetidamente,e,pelo que sei,uma das funçoes delas é garantir o contrário...O que acontece com o pessoal das FFAA atual?Ha 10 anos que espero,e não sou só eu,alguma atitude dentro da lei para intervenção desta bagunça que está nosso pais......