segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Estado Nazipetralha contra os militares


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Felicio

Narrei, agora, ao final da noite, ao Chefe de Gabinete do Comandante do Exército, e solicitei sua atenção, acerca dos fatos ocorridos por ocasião da entrega de  convocação, assinada pelo Sr. Paulo Pinheiro, no exercício da Presidência da famigerada Comissão da Verdade, baseada no artigo quarto, inciso III da lei que a instituiu, endereçada ao Cel Correia Lima, na tarde da sexta-feira última. 

A entrega do ofício de convocação levou constrangimento à família do citado Coronel, pois, teve como portadores policiais federais, fardados e armados, em viatura estacionada em frente à casa do convocado, como se criminoso fora. Encontraram, na casa do dito Coronel, ausente por acompanhar parente operado e internado, apenas sua filha, que, mesmo coagida pelos policiais, recusou-se a assinar o recebimento do ofício de convocação.

Após a saída da filha, ao chegar a esposa do Coronel, Sra já idosa, a mesma amedrontada e constrangida pela presença dos policiais, fardados e armados, assinou o recebimento da convocação, tendo em vista, ainda, a insistência dos policiais para que assinasse, traduzindo verdadeira intimidação e coação.

Reafirmo, como disse ao Chefe de Gabinete do Comandante do Exército, que tal comissão não tem caráter persecutório e jurisdicional, não tendo o oficial em tela a obrigação de atender a tal convocação para prestar qualquer tipo de depoimento ou esclarecimentos outros. 

Não há dúvida que tal tipo de convocação, embora a hipocrisia de seus termos, tendo como portadores policiais fardados e armados, é plena de constrangimentos e de intimidações, verdadeira coação, inaceitável e ilegal e que, ao atingir um Coronel e sua Família, atinge a honra e a imagem de todos os militares pertencentes à Força. 

Desejo explorar tal fato para que possamos reagir a altura, unidos, dentro da lei e com máxima firmeza, contra aqueles que por dever de função deveriam, mas não respeitam a existência de um Estado Democrático de Direito, que deve vigir com total plenitude.

Releia o artigo do General Luiz Eduardo da Rocha Paiva: Uma decisão de Caráter Moral

Marco Felicio é General na Reserva do EB.

6 comentários:

Anônimo disse...

Não entendi! Qual a força jurídica desse bilhete. Uma simples nota onde aparecem as armas do Brasil, um artigo de lei com alguns números e a convocação para “depoimento”, assinado por um barnabé que se intitula, coordenador,... e estão todos nervosos!. Fala sério! Meu advogado faz melhor para amedrontar inquilino inadimplente.

Anônimo disse...

Só com uma guerra civil è possível acabar com este Estado Nazipetralha soviético e revanchista.

Mais nada! Quem pensar o contrário è nazipetralha defendendo seu couro!

Anônimo disse...

General Marco Felício, boa tarde!

Vale dizer que o documento de intimação não tem "força" jurídica e seus efeitos são nulos, correto?
Portanto, o documento é intimidatório e, principalmente, ILEGAL.
Se é assim, a ação da Polícia Federal e dos seus integrantes - armados e equipados - à porta da residência também é ilegal e passível de ação penal, inclusive por abuso de poder.
General Marco Felício, o que deve fazer um militar perseguido pelo "Pravda Komintern" - ou os seus familiares - quando forem violentados na sua honra, moral e dignidade à porta dos seus lares?
A corja petralha uniformizada e aparelhada como representantes do Ministro da Justiça pode dar voz de prisão e conduzir o perseguido militar aos porões do Planalto?
Como proceder, estimado General M. Felício?
Respeitosamente,
J.F.Filho.
Adsumus!

Anônimo disse...

General M. Felício, complementando o meu comentário anterior, peço permissão a V.Exª para inserir uma citação do Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil, sobre a honra, invocada no penúltimo parágrafo do seu artigo sobre o Estado Nazipetralha policialesco:

"Honra é a força que nos impele a prestigiar nossa personalidade. É o sentimento avançado do nosso patrimônio moral, um misto de brio e de valor. Ela exige a posse da perfeita compreensão do que é justo, nobre e respeitável, para elevação da nossa dignidade; a bravura para desafrontar perigos de toda a ordem, na defesa da verdade, do direito e da justiça."
A citação do Almirante foi mencionada, também, por mim, em comentário que fiz no artigo "Uma decisão de Caráter Moral", do General Rocha Paiva,publicado no dia 14/04/13, no Alerta Total, do competente Jorge Serrão.
Respeitosamente,
J.F.Filho
Adsumus!

LINCOLN SOUZA disse...

A Sra do Coronel, bem como a filha dele, foram muito educadas em não bater a porta na cara deles (PF), tiveram sorte; pois se é na minha casa, iam receber um: "façam me o favor, (seguido de uma portada, fechada na cara deles).


" NÓS SOMOS O EXÉRCITO BRASILEIRO E JUNTOS SOMOS FORTES "

Devemos nos manter unidos e coesos.

Anônimo disse...

Se os militares são tratados abaixo de cachoro, por que não terminamos de vez com as FFAA e contratamos os mercenários experientes da Blackwater? Ou seja, a Xe Services and US Training Center, pois ela mudou de nome para continuar fazendo todo o serviço "sujo" que os militares não podem fazer.

"No Brasil, o general-de-brigada da reserva, Durval Antunes de Andrade Nery, denunciou a presença da Blackwater em reservas na Amazônia e em plataformas de petróleo na costa do país.

O general, que é coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra, afirmou que "membros fortemente armados da Blackwater já atuam em reservas indígenas brasileiras contando com bases fluviais bem equipadas".

Em matéria publicada pelo jornal carioca "O Dia", o general Nery revelou a existência de agentes da Blackwater em 15 plataformas de petróleo administradas pela Halliburton na costa brasileira.

"Faço um desafio: vamos pegar um barco e tentar subir numa plataforma.

Garanto que vamos encontrar os homens da Halliburton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir", advertiu o general.

O militar confirmou como é a relação da Halliburton com a Agência Nacional de Petróleo: "Esta empresa (Halliburton) está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque.

A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho).

Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil".

Sobre a Amazônia, Nery reproduziu ao jornal o relato feito por um militar da ativa na região:

"Um coronel que comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha, em um barco inflável com quatro homens, em um igarapé, quando avistou um sujeito armado com fuzil.

Um tenente disse:

‘Tem mais um cara ali’.

Eram cinco homens armados.

O tenente advertiu: ‘coronel, é uma emboscada.

Vamos retrair.

’Retraíram.

Nery perguntou ao coronel o que ele tinha feito:

"Ele disse: ‘general, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’

Falei:

"Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar?

Ele respondeu: "É. Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós.

Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça".

O coronel contou que pegou a autorização e voltou.

Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém.

Continuou em direção à fronteira.

De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis,
fuzil nas costas, o esperando.

Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbios, no meio na selva.

"Na sua área?", perguntei.

"É", respondeu.

Ele contou que abordou o homem:
"Quem é você?".

Como resposta ouviu:

"Sou oficial das forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte".

(...)"

http://www.sangueverdeoliva.com.br/novo/index.php?option=com_content&view=article&id=313:usa&catid=2:cronicas&Itemid=4