quinta-feira, 16 de maio de 2013

Medicina em queda livre


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Guilherme Rocha Melo

Você tem medo de andar de avião? É um medo natural. Desafiar a gravidade parece um contrassenso, então o que me permite continuar viajando frequentemente? Dois motivos.

O primeiro é objetivo: a razão. Eu sei que a estrutura da aeronave em que estou e seus sistemas foram testados segundo padrões internacionais muito bem estabelecidos pela engenharia e passam por revisões especializadas. Mas, principalmente, eu sei que os operadores (os pilotos, no caso) passaram por um treinamento adequado, reconhecido por um órgão que é competente em julgar proficiência.
Precisam comprovar ter acumulado um mínimo de horas de voo na curva de aprendizado, passaram pelos testes e são considerados aptos a levar-me em segurança segundo as regras nacionais.

Além disso, são guiados por uma torre de comando que segue protocolos exaustivamente testados para minimizar o risco de acidentes. Logicamente o evento de uma viagem segura é o desfecho mais provável.

O segundo motivo pelo qual eu continuo voando é chamado de confiança: é subjetivo e formado pela união de todos os elementos anteriores.

Você tem medo de entrar em um consultório médico? Pois bem, de forma análoga (embora com muitas particularidades) à da aviação, a relação entre médico e paciente sempre foi formada de razão e confiança. Medicina é uma ciência complexa, envolve no mínimo 6 anos de uma faculdade (teoricamente) exigente e precisa de uma rede de ensino atualizada e de uma estrutura física considerável composta de hospitais, postos de saúde e um corpo docente qualificado.

Se você passar por essas etapas com sucesso, sob fiscalização do conselho de classe você terá o seu CRM (certificado de registro médico). É como o brevê do piloto, uma autorização conferindo habilitação para que exerça a profissão segundo as regras locais. Essa é a lógica. A partir da união desses elementos com a postura ética do médico nasce a confiança do paciente.

Repito a pergunta: você tem medo de entrar em um consultório médico? Se morar em uma cidade do interior do Brasil pode começar a temer a partir de hoje. Foi reforçada a posição do governo em contratar médicos de outros países latino-americanos sem necessidade de revalidação de diploma no Brasil e entrada direta de pelo menos 6 mil profissionais cubanos no país sem necessidade de provar aptidão em Medicina.
Nada contra a participação de colegas médicos de outros países na construção da saúde nacional. Vários países do mundo o fazem com sucesso. Porém, em todos eles é necessário comprovar estar apto segundo os padrões vigentes.

Nos Estados Unidos, para praticar a Medicina no país, qualquer um precisa passar num teste chamado United States Medical Licensing Examination. Na União Européia há tratado de cooperação entre países, porém os Estados possuem liberdade em aplicar provas que acharem necessárias para testar a habilidade dos candidatos.

No Brasil o sistema atual prevê a possibilidade de médicos estrangeiros atuarem de maneira legal no país e é chamado de REVALIDA. Consiste em uma prova que exige conhecimentos básicos em Medicina. Pasme. Em 2010 de 502 médicos do exterior inscritos apenas 02 (isso mesmo, DOIS) passaram. Em 2011 dos 536 médicos estrangeiros que prestaram a prova apenas 12,12% foram aprovados.

A Medicina que se ensina em Cuba, na Bolívia e outros países latino-americanos é substancialmente diferente do que se julga padrão no Brasil. O corpo humano é um só, óbvio. A Medicina, também. Mas a maneira como se aborda um ser humano leigo e o transforma em médico numa universidade e na prática diária difere entre países e isso reflete diretamente no serviço que o mesmo irá prestar.

A proposta atual a ser assinada até junho pela presidência da república irá permitir que inclusive todos os reprovados no REVALIDA (leia-se: inaptos a praticar medicina segundo os órgãos médicos nacionais) atuem APENAS em cidades do interior. Na visão do governo, médicos de segunda classe para uma população de segunda classe.

Inclusive serão pagos com recursos diretos da União (algo que nunca foi oferecido aos médicos do Brasil, que brigam até hoje pela carreira de médico de Estado: algo que resolveria em grande parte o problema da falta de médicos nas cidades mais afastadas).

O povo do interior não é de segunda classe e merece médicos de qualidade para suas necessidades há muito conhecidas. Não faltam médicos no Brasil. Eles só não querem trabalhar como escravos de jaleco branco (sem direitos trabalhistas, com jornada de mais de 16 horas diárias e condições ruins de trabalho).

A torre de comando (governo) está desrespeitando vertiginosamente as regras básicas de gestão em saúde ao passar por cima dos órgãos médicos de classe e deixar esses pilotos da saúde despreparados (médicos sem REVALIDA) conduzirem os passageiros (população) pelas turbulências (saúde no interior) que se agravam.

Nós, médicos do Brasil, colegas com diplomas legalmente revalidados, estudantes de Medicina e pacientes, estamos em um avião desgovernado. Ou levantamos da cadeira do consultório, unimos forças, tomamos controle e mudamos a história dessa nuvem negra de desconstrução da Medicina e do médico ou podemos ensaiar nossas últimas palavras antes de virarmos pó no chão.

Guilherme Rocha Melo é Médico - CRM/SC 17.386

17 comentários:

Cristiano disse...

ELES SÃO MÉDICOS COISA NENHUMA, POR ISSO NÃO SERÃO AVALIADOS.

SE TIRAREM 6.000 MÉDICOS DE CUBA, O PAÍS FICA SEM MÉDICOS.

QUE PAÍS É ESSE QUE FORMA TANTOS MÉDICOS QUE AO ENTRAREM NOS PAÍSES DOS OUTROS FAZERM SÓ ARREGIMENTAÇÃO PARA GUERRILHAS?

SE O EXÉRCITO FIZER NADA, TEMOS DE NOS UNIR COM OS MÉDICOS E PEDIR IMPEACHMENT DESSA BAGACEIRA DO NARCOTRÁFICO, ESSA CRETINA DOS INFERNOS.

CRISTIANO ARRUDA.

roberto keppler disse...

Médicos é uma coisa, engenheiros é outra...
Por um breve espaço de tempo, até pode ser que se tenha uma certa carreira segura e sem incidentes... mas logo logo vão começar a cair pontes, prédios e tudo mais...O Brasil está importando engenheiros sem Revalida... o que salva é que muitso dos engenheiros que vem de fora são melhores que os formados aqui no Brasil...

Anônimo disse...

Na Bolívia vendem diploma de medicina para brasileiros. A venda é feita por algumas universidades.
Por ex. A UNITEPC em Cochabamba/Bolivía vende por 4.000 reais o histórico escolar e o diploma. Depois é só convalidar no Brasil, inclusive não é exigido por lei que se passe na prova de revalidação. Por ex. na Universidade Federal de Medicina de Natal/RN mesmo reprovando na prova os pseudos médicos tem direito de revalidar o diploma e o histórico escolar. Na UNITEPC de Cochabamba/Bolívia esses diplomas comprados ficam em um "Registro Paralelo" e quando consultados para constatar a veracidade dos documentos os funcionários vendedores de diplomas, confirmam a veracidade como se fossem verdadeiros. Há que se fazer uma investigação para desmacarar muitos "médicos" que atuam no Brasil com diplomas comprados na Bolívia

Anônimo disse...

Ficaria extremamente satisfeito, caso pudesse prestar-me algumas informações adicionais acerca do mérito de seu comentário. A possibilidade de aquição do diploma nos moldes supracitados, seria de enorme convêniencia, haja vistas minhas circunstancias particulares. Caso pudesse entrar em contato pelo: thiaguim_plpb@hotmail.com; ficaria agradecido em demasia. Grande abracoo. Aguardo...

Anônimo disse...

no Brasil tudo pode, cubanos suspeitos de não serem medicos, que estao apenas para abastecer os cofres de Fidel com 320 milhões por ano, um ministro da saude que tem Diploma falso em infectologia... esse PT só atrai a desgraça! a policia Federal devia ter prendido o ministro Padilha.

joao disse...

como esse anônimo sabe de tudo isso ?
Na Bolívia vendem diploma de medicina para brasileiros. A venda é feita por algumas universidades.
Por ex. A UNITEPC em Cochabamba/Bolivía vende por 4.000 reais o histórico escolar e o diploma. Depois é só convalidar no Brasil, inclusive não é exigido por lei que se passe na prova de revalidação. Por ex. na Universidade Federal de Medicina de Natal/RN mesmo reprovando na prova os pseudos médicos tem direito de revalidar o diploma e o histórico escolar. Na UNITEPC de Cochabamba/Bolívia esses diplomas comprados ficam em um "Registro Paralelo" e quando consultados para constatar a veracidade dos documentos os funcionários vendedores de diplomas, confirmam a veracidade como se fossem verdadeiros. Há que se fazer uma investigação para desmacarar muitos "médicos" que atuam no Brasil com diplomas comprados na Bolívia

joao disse...

como esse Sr "anônimo" sabe de tudo isso ?

joao disse...

como esse anônimo sabe de tudo isso ?
Na Bolívia vendem diploma de medicina para brasileiros. A venda é feita por algumas universidades.
Por ex. A UNITEPC em Cochabamba/Bolivía vende por 4.000 reais o histórico escolar e o diploma. Depois é só convalidar no Brasil, inclusive não é exigido por lei que se passe na prova de revalidação. Por ex. na Universidade Federal de Medicina de Natal/RN mesmo reprovando na prova os pseudos médicos tem direito de revalidar o diploma e o histórico escolar. Na UNITEPC de Cochabamba/Bolívia esses diplomas comprados ficam em um "Registro Paralelo" e quando consultados para constatar a veracidade dos documentos os funcionários vendedores de diplomas, confirmam a veracidade como se fossem verdadeiros. Há que se fazer uma investigação para desmacarar muitos "médicos" que atuam no Brasil com diplomas comprados na Bolívia

Guadalupe Torres disse...

Gente, eu sei que a maioria que faz estes comentários já é médico, ou formado na Bolívia ou no Brasil, não importa. O que importa é que esses médicos que escrevem com pseudônimos, quer manter seu status com altos salários sem trabalhar muito, ou seja não querem concorrência e ficam falando mal das pessoas que se formam em outros países.
Sobre a questão do Revalida. Aposto a que se os formandos ou recém formados no Brasil se submeterem ao tal exame, somente de 2 a 5% passariam. Já se questionou essa possibilidade, porém tem interesses maiores que empataram essa possibilidade. Se realmente acontecesse estaria provado que a prova é feita para reprovar mesmo.
Vamos parar de ser preconceituosos e pensar na infinidade de doentes que aguardam por um médico. Fica a dica.

Anônimo disse...

Gente, eu sei que a maioria que faz estes comentários já é médico, ou formado na Bolívia ou no Brasil, não importa. O que importa é que esses médicos que escrevem com pseudônimos, quer manter seu status com altos salários sem trabalhar muito, ou seja não querem concorrência e ficam falando mal das pessoas que se formam em outros países.
Sobre a questão do Revalida. Aposto a que se os formandos ou recém formados no Brasil se submeterem ao tal exame, somente de 2 a 5% passariam. Já se questionou essa possibilidade, porém tem interesses maiores que empataram essa possibilidade. Se realmente acontecesse estaria provado que a prova é feita para reprovar mesmo.
Vamos parar de ser preconceituosos e pensar na infinidade de doentes que aguardam por um médico. Fica a dica.

Anônimo disse...

Gente, eu sei que a maioria que faz estes comentários já é médico, ou formado na Bolívia ou no Brasil, não importa. O que importa é que esses médicos que escrevem com pseudônimos, quer manter seu status com altos salários sem trabalhar muito, ou seja não querem concorrência e ficam falando mal das pessoas que se formam em outros países.
Sobre a questão do Revalida. Aposto a que se os formandos ou recém formados no Brasil se submeterem ao tal exame, somente de 2 a 5% passariam. Já se questionou essa possibilidade, porém tem interesses maiores que empataram essa possibilidade. Se realmente acontecesse estaria provado que a prova é feita para reprovar mesmo.
Vamos parar de ser preconceituosos e pensar na infinidade de doentes que aguardam por um médico. Fica a dica.

Anônimo disse...

COMO FAÇO PARA CONSEGUIR UM DIPLOMA DE MÉDICO NA BOLIVIA

Anônimo disse...

COMO FAÇO PARA CONSEGUIR UM DIPLOMA DE MEDICINA NA BOLIVIA feliciano_1234@hotmail.com

Fernanda Lopes Silva disse...

Boa tarde. Acredito que não se deva generalizar, lá fora existem mais médicos bons que aqui no Brasil. A medicina no Brasil não é exemplo a ser seguido. Os estudantes brasileiros também compram diplomas no Brasil, e não é só em medicina não. E os que não compram, passam a faculdade inteira alcoolizados e drogados. São poucos os que se formam por mérito. E são esses mesmos brasileiros que vão estudar na Bolívia e Argentina, e comprar diplomas por lá. O fato de não passarem no Revalida, não é porque essas Universidades estrangeiras não tem qualidade, é porque os universitários não estudam, não aprendem. Se os formandos no Brasil fossem submetidos ao Revalida, o índice de aprovação seria baixíssimo. Repito, Brasil não é referência nem em medicina, nem em educação, nem em honestidade. Parte da nossa população é tão desonesta e oportunista quanto os políticos que nos roubam.

Anônimo disse...

como faco para conseguir um diploma desse sidnei.fernando03@hotmail.com

Anônimo disse...

como faco para conseguir um diploma desse sidnei.fernando03@hotmail.com

Anônimo disse...

Boa noite, gostaria de saber se a informação, desse anônimo se procede, um diploma e o histórico, sai por 4.000,00 na UNITEPC, e se depois de portar os mesmos, pode realmente convalidar, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sem burocracia. Desde já obrigado.