sábado, 22 de junho de 2013

Partidos, sim!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Constata-se a rejeição, por parte dos participantes das recentes manifestações que ocorrem em vários pontos do território nacional, da inclusão partidária nos eventos que estão marcando a indignação da sociedade com o atual estado de coisas. 

Os que desaprovam tal postura, qualificam a atitude  de discriminatória e preconceituosa, enfatizando o fato de que os partidos constituem importante peça da estrutura democrática e deveriam, portanto, ser bem vindos nas discussões de interesse nacional. 

Tal argumentação, irrefutável, esbarra, porém, na quase impossibilidade de considerar com seriedade a questão, na medida em que a malha partidária do país compreende um incrível número de partidos, mais de 30, meras siglas de conveniência que servem a interesses individuais de políticos, cujo propósito se concentra na manutenção eterna do poder. 

Este número absurdo de agremiações é um dos aspectos mais melancólicos da falta de representatividade que domina a política brasileira  e deveria há muito estar sendo debatido no Congresso, dentro do conteúdo de uma reforma que insiste em não sair do papel, por não ser conveniente a nenhum dos perniciosos caciques que atormentam a paisagem eleitoral do país e dos quais a sociedade não consegue se livrar. 

Que se desenterre a reforma e que se reduza, entre outros aspectos, o inchaço partidário, de modo a permitir que passe a existir uma real representação das principais ideias e correntes de pensamento da sociedade. 

Certamente, o resultado será que, longe de repudiar a participação dos partidos nos pleitos do povo, ela será bem vinda e terá, como se espera, um papel importante a desempenhar no aperfeiçoamento democrático do Brasil.


Paulo Roberto Gotaç  é Capitão-de-mar-e-guerra reformado.

Um comentário:

Martim Berto Fuchs disse...

Desculpe discordar quanto à necessidade de haver partidos políticos.
Para se exercer a democracia, plena, fato que nunca existiu, o que mais atrapalha são os partidos políticos.
Desde o surgimento dos mesmos na Inglaterra, eles tem servido para manter a luta de classes e para malandros dominarem a sociedade com mais facilidade.
No Brasil então, nem se fala. Aqui não passam de verdadeiras organizações criminosas.
A necessidade de exitirem é apenas uma questão cultural, pois nos acostumamos com eles ao ponto de não raciocinarmos politicamente sem os mesmos.

capitalismo-social.blogspot.com.br