domingo, 31 de março de 2013

Véspera do Dia da Mentira?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão
serrao@alertatotal.net
Hoje é 31 de março, véspera do Dia da Mentira? Perdão, mas isto é uma meia-verdade. No Brasil, parece que todo dia é dia de mentiras. Quem tenta falar a verdade por aqui é recriminado. Se for jornalista, morre pobre. Engraçado é que temos liberdade assegurada na Constituição. Mas não sabemos usá-la. Melhor para os mitomaníacos – cada vez mais ricos e poderosos, até a hora do democrático juízo final. A vocação da araruta é virar mingau.
Neste 31 de março de 2013 – como vem acontecendo há alguns anos – os militares são inconstitucionalmente censurados oficialmente (sem trocadilho) pelo Governo do Crime Organizado. Não podem celebrar em suas unidades, em seus clubes ou associações o que chamam de “Revolução ou Contrarrevolução Redentora de 1964” – a mesma que a esquerdice e a burrice histórica chamam, simplesmente, de “Golpe Militar de 1964”.
Interessante é que o governo dos presidentes militares, com acertos e erros, já é parte do passado proibido de ser lembrado pelas Forças Armadas, por ordem presidencial. Coitados dos militares que nem ministério tem para sua Defesa... Mas coitados de nós, porque o golpe da esquerdalha continua presente e com grandes perspectivas de futuro – se persistir a passividade de quem deveria ser ativo: os cidadãos brasileiros, pelados, vestidos ou fardados...
Todo mundo tem o direito a escolher por qual ideologia vai torcer. É a democracia da vida futebolística. Esquerda, Centro, Direita ou o raio que o parta são opções. O que não parece ético, nem correto e muito menos sábio é compactuar com a autoenganação e com a contação de mentira histórica. O problema é que os “ismos” descambam para as mitomanias. Baseados em quase dogmas ou utopias, não conseguem abordar a realidade universal permanente, sendo coerente com a Verdade.
Na maravilhosa União Soviética, o jornal oficial se chamava Pravda (verdade, em russo), mas só falava as mentiras que interessavam àquele regime comunista-socialista que parece não ter acabado em várias partes do planeta e no imaginário delirante dos idiotas netos de Josef Stalin. No Brasil, onde não temos imprensa de verdade, o governo petralha nos brinda com uma Comissão da Verdade – cuja missão verdadeira é tentar reescrever a história Pós-1964 sob a ótica ideológica da esquerda – que chama urubu de louro sempre que convém.
Deveríamos propor a criação de uma Comissão da Verdade para a política e a economia. No meio fechado dos Think Tanks globalitários e seus organismos multilaterais amestrados, pregadores da Nova Ordem Mundial, já circulam análises bastante realistas e sombrias sobre as perspectivas do Brasil. Riscos de inflação, desemprego, desindustrialização e conflitos sociais já são cenários bem possíveis para daqui a alguns anos. A panela de pressão está ligada e sua válvula pode estourar de 2016 em diante. Temos tempo...
Enquanto a Crise não vem de verdade, vamos nos divertir com as mentiras fanáticas, ideológicas, nesta véspera de 1º de Abril. Na Venezuela, aproveitando o sábado de Aleluia e o clima de Páscoa, o ilegítimo presidente Nicolás Maduro – que tem tudo para cair de podre em pouco tempo -, comparou o falecido Hugo Chávez a ninguém menos que Jesus Cristo. A mitomania só não é original porque, aqui no Brasil, na década de 70-80, a turma da Teologia da Libertação já comparava o santo-sindicalista-barbudinho Lula com o filho de Deus.
Certamente assessorado pelo Cramulhão, Maduro já tinha dito que Chávez havia aconselhado Jesus no paraíso dizendo que era hora de ter um sul-americano como Pontífice. Em discurso no dia 16 de março, Maduro brincou novamente com a fé católica: "O Presidente Chávez está no Céu! Eu não tenho nenhuma dúvida de que, se há um homem que passou por esta Terra e que tenha mérito suficiente para que o Cristo Redentor lhe desse um assento ao seu lado, este foi o nosso redentor e libertador do século XXI, o comandante Hugo Chávez". Se é assim, que Deus então ajude a livrar a Venezuela de mais uma fraude eleitoral programada: 
Na Coreia do Norte, mais um exemplo da mentira radicalóide comunista que confunde o Diabo com Deus. O fofão ditador Kim Jon-un mandou os estridentes locutores de sua televisão estatal anunciarem que o País está em estado de guerra contra a Coreia do Sul e, pasmem, contra os Estados Unidos da América. A Casa Branca só levou a mentirinha a sério porque a indústria bélica precisa vender mais armamentos e munições o mais depressa possível. Do contrário, o gordinho de Pyongyang seria contratado pela Rede Globo como atração internacional do "Vem.aí". Eis um homem perfeito para apresentar as notícias do governo Dilma no Jornal Nacional...

Se você não estiver cansado de mentiras, o vídeo abaixo mostra mais uma. Todo mundo sabe que a Educação de Cuba é uma das melhores do mundo. Se não sabe, deve ter ouvido na propaganda comunista que, de tanto repetida, virou verdade incontestável. O problema é quando a turma da internet resolve jogar no YouTube o curta-documentário “En Primera Persona”, produzido pela LaRabia Pictures, em 2010. A mentira cubana vem à tona:
Voltando à realidade brasileira, uma pergunta intrigante, usando expressões roubadas do relatório de um think Tank que eu ouvi, mas não tive autorização para publicar todo o conteúdo sobre a conjuntura tupiniquim: “Até quando a Presidenta Dilma Rousseff vai se comportar como mera porta-voz de Lula – como se ele fosse o Rei e ela uma fraca primeira-ministra?”. Todo mundo lá fora já percebeu que a Dilma preside, mas é o Lula quem continua governando o Brasil...
A diplomacia brasileira nunca esteve com o filme tão queimado lá fora. A desmoralização vai desde a comitiva faraônica de Dilma ao Vaticano até a inação diante da prisão dos 12 pobres apóstolos corintianos na Bolívia. Nem Lula, filho de Deus e corintiano doente, pede ao Evo Morales para soltá-los... Se demorar, os torcedores vão acabar mais torturados pelos bolivianos que o José Genoíno pelo pessoal do CQC ou pelo Joaquim Barbosa...

Retornando à Presidenta, que quando fala lá corre o risco de ser maldosamente chamada de Presidanta, a coisa está feia. Na última semana, no encontro dos Brics realizado na África do Sul, a presidenta Dilma Rousseff ficou muito irritada com as interpretações segundo as quais ela havia declarado que seu governo afrouxaria o combate à inflação. Dilma foi categórica ao repudiar o que disse ser uma manipulação de sua fala. Disse que, na realidade, o governo “está atento e, não só atento, acompanha diuturnamente essa questão da inflação”.
Acontece que, em abril de 2011, em discurso pronunciado na 37ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, Dilma, na tentativa de não deixar dúvidas sobre a atuação de seu governo no combate à inflação, superou todas as expectativas, afirmando: “O meu governo está diuturnamente, e até noturnamente, atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vier”.

Fica a dúvida: O governo passou a ser menos rigoroso no combate à inflação, ou Dilma aboliu o termo “noturnamente” por ter sido alertada que o mesmo só caia bem nos discursos de Odorico Paraguaçu, o imortal personagem de Paulo Gracindo na novela “O Bem-Amado”? Por enquanto, Dilma aparece como Bem Amada pelas respostas das pesquisas amestradas de opinião. Mas se o pirão da economia desandar, como tudo indica que vai, a reeleição dela corre risco.

Hoje é 31 de março. Amanhã é 1º de Abril. Vamos esperar para ver que mentira nova o governo irá nos contar?

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Março de 2013.

sábado, 30 de março de 2013

Filme da "gerente" Dilma se queima com ação de investidores pedindo indenização por prejuízos na Eletrobras

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão
serrao@alertatotal.net
Investidores resolveram notificar os dirigentes da Eletrobras, principalmente seu presidente José da Costa, para que se pronunciem sobre o ressarcimento de prejuízos causados à companhia e seus acionistas por causa do resultado negativo de R$ 6,8 bilhões em 2012 – o pior da historia. Os diretores da empresa podem sofrer ações de responsabilidade civil, caso não expliquem como os prejudicados serão indenizados, conforme previsto no artigo 158 da Lei das Sociedades Anônimas.  
Trata-se de mais uma mancha na questionável fama de “gerentona” de Dilma Rousseff – que sempre foi propagandeada como a planejadora do setor energético brasileiro desde a primeira gestão Lula. O fracasso Eletrobras pode ter repercussão negativa na mi ou bilionária campanha reeleitoral. Não deve haver um apagão de votos contra Dilma porque a massa ignara nada entende sobre este complexo assunto. Mas o caixa de campanha do PT pode sofrer uma forte baixa entre investidores...
A própria Eletrobras admitiu que foi prejudicada pela Medida Provisória 579, de 11 de setembro de 2012, transformada na Lei 12.783/2013: “Os efeitos atípicos, provocados pela Lei, que influenciaram o resultado consolidado e o Ebitda (impairment, contratos onerosos e indenizações) atingiram R$ 10,085 bilhões”. Investidores preveem que a brusca mudança de regra causará uma perda patrimonial superior a R$ 17 bilhões à Eletrobras.
Engraçado (ou não) é que foi o próprio governo da Presidenta Dilma – o acionista majoritário e controlador da empresa – quem promoveu a desastrosa assembléia Geral Ordinária de 3 de dezembro, prorrogando os contratos de concessão que detonaram o caixa da empresa – que teve uma receita operacional de R$ 34,064 bilhões em 2012 (16,6% maior que em 2011).
Investidores deixam claro em sua notificação que “o interesse do acionista controlador, a União Federal, entrou em conflito de modo frontal com o interesse da própria companhia e dos demais acionistas minoritários. Também lembram que a decisão de mexer nos contratos de concessão não foi baseada em nenhum estudo independente.
Os dirigentes da Eletrobras são chamados de omissos pelos investidores, principalmente porque a empresa, em crise, fará muitas demissões para diminuir despesas, provocando queda nas receitas e na qualidade operacional. A própria empresa trabalha com a expectativa de que cerca de cinco mil dos 27 mil empregados do Sistema Eletrobras decidam aderir ao Plano de Incentivo ao Desligamento, que será implementado ainda este ano.
Os acionistas minoritários também advertem para o risco de novos prejuízos para a Eletrobras, por causa dos altos gastos com o acionamento de usinas termoelétricas, para compensar a falta d´água nos reservatórios das Hidroelétricas. Além disso, acionistas minoritários avaliam que a empresa pode ser prejudicada com o contingenciamento de 20% do orçamento de materiais, serviços e outras despesas de todas as empresas Eletrobras, em 2013, é outra medida prevista pelo Plano Diretor de Negócios e Gestão
A briga pode gerar novas quedas no valor das ações da Eletrobras – já que o “mercado” não leva muita fé nos prometido Plano Diretor de Negócios e Gestão da companhia que prevê, até 2017, investimentos de R$ 20,3 bilhões em novos projetos de geração, transmissão e distribuição - que se juntariam aos R$ 32,1 bilhões já contratados, totalizando R$ 52,4 bilhões.
Apologia religiosa ao crime?
De Humberto de Luna Freire Filho, um breve comentário que vai gerar muita polêmica, sobretudo entre os católicos:

“Encontro muita dificuldade para entender certas tendências e atitudes que há muito observo na Igreja Católica. Uma foto estampada hoje na primeira página de muitos jornais me chamou bastante a atenção. Mostra o Papa beijando os pés de marginais, o que para muitos é entendido com ato de humildade, mas que para mim, indiretamente, não passa de apologia ao crime. Ora, no meu curso primário estudei religião básica e lembro bem de dois mandamentos que rezam: Não matarás, Não roubarás. Isso já é suficiente para tornar o respeito pela vida e a prática da honestidade preceitos cristãos, que deveriam ser prioritários na política do Vaticano, principalmente abaixo do Equador, império da roubalheira e da impunidade”.

31 de março

Veja ou reveja os documentários “JANGO”  e  “MARIGHELLA - RETRATO FALADO DO GUERRILHEIRO“, do cineasta esquerdista Silvio Tendler, e comprove com que facilidade a verdade é distorcida em benefício  dos eternos inimigos da nossa terra e da nossa gente. 

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Marighella - Retrato Falado do Guerrilheiro 


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Março de 2013.

Dilma e a Comissão da Verdade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
 Por Roberto Maciel

Folheio o jornal à véspera dos 49 anos da Revolução de 64 - um fato indelével e presente todo o tempo na mídia - e leio apenas o extrato de uma já modesta nota dos Clubes Militares. Mas leio num box de primeira página, Dilma, a Dama da Vingança, a exigir resultados à sua Comissão da Verdade.

Os membros da comissão se viram como podem para estar na mídia, mas não apresentam quase nada porque muito pouco há a apresentar, além de conjecturas, especulações ou, simplesmente, acusações fantasiosas. "Quero histórias pungentes, que calem o coração da população", diz a dama.

Todas já foram contadas sem que se pudesse oferecer contestação e ainda assim, somos pobres em torturadores e torturados.

Muita inveja de argentinos e chilenos, que torturaram multidões e mataram dezenas de milhares, deve ter a presidente; de Cuba então...

Já se disse que tirar uma vida ou matar uma centena, é o mesmo e hediondo crime. Querem levar militares à CV? Levem uma pobre senhora, viúva de um sargento da Aeronáutica, assassinado por Theodomiro (um dos protegidos pelo padre Renzo, manchete de ontem) pelas costas, covardemente. Que tal dar-lhe compensações pela perda do amado marido e pai, depois de ouvi-la contar as penas que penou para criar os filhos?

Levem os pais de Mário Kosel Filho, menino 18 anos que servia ao Exército, feito em pedaços por um caminhão-bomba, em S. Paulo. Dizem que os autores do atentado estão por aí, em altos postos da República.

São histórias que vão emocionar a população, certamente.

O que querem os velhos e pré-históricos comunistas é continuar sonhando o seu sonho juvenil, mas para isto precisam destruir o último bastião, as Forças Armadas, que tudo mais já foi conquistado ou neutralizado. Perguntem-se, pessoas esclarecidas, mídia silente ou obediente, para onde estão levando o Brasil e quem vai detê-los. Quem?

Roberto Maciel é General de Divisão reformado.

Contrarrevolução de 64: Cumprimento Constitucional do Dever


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Ao obstruírem o direito que é facultado a todos os cidadãos, por força de lei, de respirarem uma democracia oxigenada na total liberdade de manifestação, independente de cor política; ao imporem impedimentos às Forças Armadas de comemorarem as suas mais caras datas simbólicas, fica atestada, publicamente, a forma autoritária de governo dos que temem, dos que estão inseguros de sua força de persuasão no seio da grande massa, permeável, é certo, porém, muito mais propensa à diversão do que à doutrinação.
Esqueceram-se de que há uma considerável parcela da sociedade de sã memória, de valores incontestáveis, e que reviverá, sempre, as datas consagradas aos movimentos de libertação da Nação Brasileira, os quais a impediram de transformar-se num gigantesco satélite do totalitarismo vermelho.
Apesar dos párias políticos que pululam em todos os setores do governo e que, prazerosamente, se abastecem do dinheiro público; apesar de esses párias escolherem como alvo de suas perseguições instituições altamente credenciadas, permanecem elas silenciosas, mas vigilantes, no cumprimento do dever e na fidelidade ao Estado Brasileiro. Entidades, rígida e disciplinarmente constituídas, seguidoras da Lei Maior, quanto à segurança e à defesa do país, irrompem nos momentos em que o comportamento anárquico dos incentivadores da desorganização do regime põe em perigo a estabilidade do ainda inconsistente sistema republicano brasileiro.
A parte da sociedade que não se deixa submeter às distorções doutrinárias há que comemorar, há que exaltar a data em que foi desestruturado mais um desses movimentos traiçoeiros de implantar no Brasil a ingovernabilidade com objetivos de impor um regime, cujas diretrizes vinham sendo traçadas e determinadas, de fora, pelo totalitarismo estrangeiro, alimentado por ideologias incompatíveis com as mais caras tradições brasileiras. Há que comemorar, há que exaltar o dia 31 de Março de 1964, quando os militares sustentaram a pesada carga que lhes caiu sobre os ombros, em nome da integridade do Estado Brasileiro, de seu patrimônio cultural, de sua História, escrita por homens de distintas etnias, e que não poderia sofrer os arranhões da histeria vermelha.
Há quarenta e nove anos, povo, imprensa e outras instituições não esperaram o desastre acontecer e clamaram pela presença das Forças Armadas e deram a elas irrestrito apoio para que o país retornasse ao estado de direito, mantivesse intacto o patrimônio público e privado, ameaçado pela turba insana, dirigida por líderes negativos, dispostos a restringir a liberdade de seus opositores e das instituições, liberdade duramente conquistada pela FEB, nos campos da Itália, na Segunda Guerra Mundial.
Hoje, hipócritas, escorregadios, povo, imprensa e outras instituições, todos carregando o imbecil epíteto de “sociedade civil”, dependentes do erário, seja pelos benefícios financeiros da publicidade governamental, seja pelo assistencialismo mantenedor da ignorância popular, seja, ainda, pela compra de identidade de órgãos carnavalescos, já dominados pelos tentáculos da torpe política de inseminação ideológica, que lhes determina o enredo a ser desenvolvido num carnaval de arranjos e manobras ocultas [1]. Todos iconoclastas, a serviço do niilismo que domina a alma (será que eles a têm?) dos que, por atavismo, regrediram a um estágio de degradação moral.
Há, sim, que comemorar a grande data nacional, quando os militares, em cumprimento constitucional do dever, mais uma vez, enfrentaram outra geração de renegados, de complexados elementos que, por acaso, aqui nasceram, mas sempre estiveram a serviço de caudilhos estrangeiros e a eles submetidos, reduzindo-se a serviçais seguidores de uma doentia doutrina secretora de viscosa retórica de subversão da lógica natural.
Torna-se, pois, a Contrarrevolução de 64 um marco histórico, momento crucial em que os militares, RESOLUTAMENTE, abraçaram o Brasil, impedindo-o de que fosse tragado pelo lamaçal pútrido de ideias já ensanguentadas pela vermelhidão da bandeira alienígena.
A “sociedade civil”, presa fácil em razão das facilidades que lhe concedem os governantes; fantoche da política rasa que lhe proporciona contínuos direitos, sem exigência de deveres; fingindo que não vê as rachaduras nas leis penais que instituem o crime como norma; essa dócil “sociedade civil”, gado manso que segue o cheiro das bolsas, das cotas, do dinheiro público, em direção ao curral prisional de suas consciências, quando a última porteira se fechar atrás de si, clamará, tardiamente, pela presença dos militares, relegados, agora, por essa tropa de mulas que não deve, em hipótese alguma, ser chamada ‘povo’.
Quarenta e nove anos se passaram, mas os vermes criados em laboratórios doutrinários robusteceram-se e ameaçam, novamente, o equilíbrio nacional, com a sua devastadora gana de poder e de destruição. Eis a razão para que se mantenham vivas as lembranças dos lastimáveis fatos que levaram à confrontação os Defensores Constitucionais do Brasil e os traidores que desejavam destruí-lo, títeres de governos totalitários, controladores de seus destinos.
Eis a razão para que não se permita o esquecimento, a negação, a ignorância dos verdadeiros motivos que determinaram a Contrarrevolução de 64, pois o Tempo é História, nele está registrado esse momento de grandes lutas, em favor de um país livre dessa mancha vermelha que tenta, no seu retorno, cobrir a terra brasileira, torná-la estéril de valores humanísticos para mais facilmente dominá-la. Rápida é a destruição de um país; vagaroso é o seu desenvolvimento por aqueles que o desprezam e pretendem transformá-lo numa cópia de certo Estado sul-americano, cujas Forças Armadas, dizem as notícias, já estão sob o comando de militares do mesmo credo político, mas de outra bandeira.
Que as sucessivas gerações de militares façam permanecer o dia 31 de Março de 64 como símbolo da reação das Forças Armadas Brasileiras, que cumpriram o seu dever, de acordo com a Constituição vigente, e mantiveram-se fiéis na defesa do Brasil contra a invasão estrangeira, representada por sub-brasileiros, usados por velhacos tiranos que lhes abastardaram o raciocínio pelo enfraquecimento da resistência psicológica, a fim de torná-los cativos da degenerativa doutrina comuno-gramscista.
[1] Uma agremiação carnavalesca fez da imagem de Che Guevara o símbolo de sua escola nos instrumentos e camisas.
Aileda de Mattos Oliveira  é Dr.ª em Língua Portuguesa, membro da Academia Brasileira de Defesa, articulista do Jornal Inconfidência).

Ouvindo mudos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

Na medida em que se aproxima o 31 de março, a presidente fica mais possessa. É bom sair de baixo e, também, de perto, pois vai chover m.... Dizem, ainda,  que haverá choro e ranger de dentes.
Na sua ira, praticamente, exigiu que a Comissão da Verdade aja.
Realmente, a Comissão tem se caracterizado por coisas de somenos, como desvendar que o Herzog foisuicidado, e começa a descobrir que o Jango foi devidamente assassinado, e o Juscelino idem.
Parece que, objetivando obter declarações estrondosas e altamente incriminatórias, deverá escutar o outro lado, o da repressão.
Tolo de quem acredita no contraditório, o que pretendem é o incriminatório.
Alguns céticos declaram, peremptoriamente, que ao comparecer diante da Comissão, o agente da repressão cavará a própria cova.
Sabemos que os agentes já foram crucificados há décadas, e subir até o cadafalso seria o suicídio induzido.
Mesmo os mais inteligentes queimam a “mufa” ao imaginar as perguntas que serão feitas, do tipo: “quantos heróis você torturou?” “Ou matou?”
Pobres agentes que, há muitos e muitos anos, foram devidamente enxovalhados, se limitam a respirar de leve, sem provocar a mínima marola, só se deslocam à noite, em surdina. E, geralmente, se fingem de mortos.
Buscam o anonimato, não comentam com ninguém sobre o período que lutaram contra a subversão. Se militares, queimaram as fardas, os coturnos, as medalhas e a sua vergonhosa identidade militar jaz escondida numa caixinha de papelão enterrada em algum local ermo. Nem ele lembra onde enterrou.
Agora, diante de escolados interrogadores, tem medo. Não queria vir, mas foi obrigado, algemado, ameaçado e, portanto, lá está, um pobre vivente, sem lenço, sem documento, sem apoio, sem advogado e, portanto, acuado e desarmado.
Dá pena. Vai ser massacrado.
Poderá receber a pergunta do tipo, “O senhor acha que por vezes é preciso pressionar o prisioneiro para que ele confesse alguma coisa?” Nosso conselho é que rebata com veemência a insinuação.
Morra na posição e afirme que não concorda que nada fez que nada viu, ou ouviu.
Se empolgado pelo vírus da indignação, começar a falar que os subversivos eram assaltantes, sequetradores e terroristas, decretará a sua aquiescência e a provável pratica de tortura.
Portanto, fuja, passe super cola na boca e morra de fome, de indignação, mas nada diga. Caso coloquem à sua frente os heroicos subversivos, baixe a cabeça, o olhar, pois será a acusado das torturas mais torpes e nada poderá fazer para evitar o massacre.
Ao vê – lo, eles chegarão às lagrimas, lembrando como você era nojento e maldoso.
Esta sessão incendiará contra você a ira dos Comissionados, que abraçados aos seus acusadores, entoarão hinos de vingança e de viva o revanchismo.
Pobres agentes; se militares, pobres e miseráveis, pois serão linchados em praça pública, com a devida autorização do desgoverno, que atendendo ao apelo popular decretará a execução de vocês através de um programa televisivo da Globo, tipo BBB (de grande audiência).
A única diferença seria no modo de execução, com um gajo que nem o exemplar Bial, perguntando aos telespectadores, por exemplo, “se quer enforcamento, digite um, se quer envenenamento dois, se empalamento três”, e assim por diante.
A ligação será gratuita.
Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

31 de março: Palavras de um Pica-Fumo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Gobbo Ferreira

Era o ano de 1964. Em Juiz de Fora havia uma Unidade de Material Bélico, a 4ª Companhia  Leve de Manutenção, que se destacava entre as demais da guarnição.
Pequena,  mas ativa na prestação dos serviços de apoio a todas as guarnições da 4ª Região, perfeitamente integrada no espírito de servir, e com  equipes  esportivas poderosas, tanto de Oficiais como de Sargentos, frequentemente campeã em basquete, vôlei ou FutSal nas competições da guarnição.

Eu servia  orgulhosamente  nessa Unidade, onde havia chegado  Aspirante  no início do ano anterior, feliz como só um Aspirante pode se  sentir. Um dia, meu Comandante me chamou para uma conversa em seu gabinete. Ela versou sobre a situação política, minhas convicções, o que achava do que estava acontecendo etc. Não  seria honesto lhes narrar minhas respostas, pois não me lembro mais   delas. Sei que, no dia seguinte, o  Capitão  me ordenou que me apresentasse ao Gen.  Mourão, nosso Comandante de Região, no QG.

Lá chegando, tive mais ou menos a mesma conversa com o General, acompanhado de um índio velho paisano envolto em um poncho, do Cel. Batista, Chefe do Estado Maior, e do TC Heitor de Caracas Linhares, o E3 da Região.  Imaginem o humilde pica-fumo, 2ºTenente MB, nessa companhia...

Lá chegando confabularam entre si e, ao final, me chamaram de volta. Aí descobri que o índio velho era o Gen. Muricy. Sob condição de sigilo total me ordenaram que me preparasse para cumprir uma missão de risco.

No dia 28  de março fui chamado  pelo Cel.  Batista. Ele me deu uma leve noção do que estava para acontecer e me ordenou que  organizasse uma equipe de suprimento Classe III (combustíveis, lubrificantes,    etc.) e, na madrugada de 30 me deslocasse  pela velha União e Indústria  até Areal  -  RJ  e estabelecesse um posto de reabastecimento e apoio a um grande efetivo de tropa que deveria se deslocar rumo ao Rio de Janeiro passando por ali.  Em  seguida,  devia retrair  para a margem esquerda do Paraíba e aguardar novas ordens.

O Coronel me deu uma carta pessoal para um sobrinho seu que  devia colocar o posto de gasolina de Areal à minha disposição e me desejou boa sorte.   No dia 30 lá fui eu, com meu jipe, três  ou quatro  caminhões militares e  um caminhão pipa  civil com gasolina, requisitado por nós.

Cumpri a missão. Só que, quando  voltei à  noite para a  margem esquerda do Paraíba, de manhã  completamente deserta, encontrei uma aglomeração de tropas, tendo à frente o 10º RI de Juiz de Fora, a comando do  Cel.  Everaldo.  Era o glorioso Destacamento Tiradentes,  em sua marcha rumo ao Rio de Janeiro.  Acomodei meus homens,  fui dormir exausto e  acordei com  um alvoroço, alta madrugada. Era o  Ten. Monteiro de Barros (o mais novo), vadeando o rio para se juntar aos nossos. Pouco depois recebi ordem do TC Linhares para que partisse rumo ao posto em Areal, à frente do Destacamento e com alguma antecipação, para estar perfeitamente pronto e operacional quando a coluna passasse por lá.

Areal era um pequeno vilarejo, quase  que só uma rua, em um vale.    Elementos de vanguarda da infantaria do Rio  já haviam ocupado as elevações  ladeando a  estrada.
Passávamos, completamente desabrigados, com o “inimigo”  a cavaleiro de nós.  No ar frio da manhã, podíamos ouvir os golpes de manejo da velha Madsen  nos recepcionando.  O coração veio à boca.  O medo se apresentou para o serviço.  Mas conseguimos o objetivo maior do guerreiro, que é vencê-lo. Prosseguimos, passamos por entre eles e nos instalamos.

O esquema que organizamos funcionou  bem.  Trabalhamos dois dias e  a noite  que os separou  sem parar  e quase sem comer.  Enquanto isso os chefes se acertaram,  e o interessante da missão é que, ao fim de um certo tempo, recebi ordem de abastecer também as viaturas do  “inimigo”, que voltavam para o Rio praticamente  juntas com as nossas.  Prevaleceu o bom senso. Prevaleceu o espírito de conciliação que o brasileiro tinha naqueles tempos.

Já no Rio,  recebi o  eficiente  grupamento de manutenção, a comando do  Ten.  Adilson Bertolino, meu querido irmão, e como, embora sem merecê-lo, eu fosse o mais antigo ,assumi o comando de toda a tropa da  4ª Leve em operação  na Guanabara.  O  restante da missão foi trivial e bem conhecido.

Recebi elogios de todos os chefes do Destacamento, mas o de meu Comandante, Capitão Amaury Friese Cardoso, está gravado até hoje:

[...] por ter voluntariamente  atendido à conclamação feita por este Comando, incorporando-se ainda em  hora incerta à Revolução Democrática de 31 de março, ajudando a restaurar no Brasil o domínio da Constituição, a ordem jurídica e suas tradições cristãs. [...]. No momento em que a vitória vai pouco a pouco se consolidando  apresento  sinceros agradecimentos e  francos louvores por toda sua atuação no Movimento Revolucionário Democrático e concito  a que continue trilhando os mesmos caminhos de amor à Pátria e lealdade  aos princípios sagrados de nosso juramento à Bandeira do Brasil, como tão bem o fez até hoje (Individual).Meu Capitão: pode contar com isso!

É com esse  background  e esses parcos serviços prestados  ao primeiro passo da Contrarrevolução  que ouso  alinhavar  estas  palavras,  hoje,  como  uma homenagem ao manifesto    “À Nação Brasileira : 31 de março”  dos Clubes Militares, em particular  ao meu, o Clube Militar, a Casa da República.

República é um termo  que traz  embutido o conceito de liberdade! Liberdade de pensar, de falar, de agir, dentro dos limites da lei.  De ousar apontar os erros e os errados e de buscar solução para ambos. Mas estamos atravessando tempos  pouco republicanos. O triste espetáculo de março do ano passado nas portas do Clube Militar se repetiu  há  pouco,  recorrentemente,  com  nossa hóspede,  a  blogueira cubana  Yaoni Sánchez. As tropas SA  do nazi-petismo,  dessa vez  a serviço de Cuba,  encurralaram a moça onde quer que ela pretendesse  exercer seu direito de se expressar livremente em um país que ela imaginava fosse democrático. Essa é uma amostra clara do que nos espera se não reagirmos a tempo.

A incompetência, a demagogia  e a falta de  respeito do grupelho no poder brada aos céus por punição. A  economia  recua;  o aumento do PIB é desprezível,  abaixo da inflação e do crescimento  populacional;  a Petrobrás, antigo gigante econômico da Nação, se estiola;  a inflação ergue a cabeça maldita  e a inadimplência aumenta. A insensibilidade do governo é revoltante: enquanto patrícios sofrem a desonestidade e a irresponsabilidade dos políticos, sendo desalojados e morrendo como moscas nas intempéries previsíveis,  madame presidente,  ateia  e comunista,  vai  farisaicamente beijar  a mão do Papa,  torrando milhões de reais  com sua comitiva turística em Roma: O povo perdeu seus barracos? Que more em palácios...

A delinquência atormenta a sociedade em suas duas vertentes: a corrupção, dentro do governo, rapinando nossos recursos com incrível  naturalidade patrimonialista, e a violência, aqui fora, exercendo o terrorismo  rural e urbano  que, aliás, atacou o próprio Clube em março passado.  A pressão do vapor nessa caldeira  que se tornou nosso país está subindo perigosamente. Fatos portadores de futuro apontam para a possibilidade real de uma explosão sangrenta, cuja probabilidade aumenta a cada dia.

Enquanto não tomamos posição, a Nação Brasileira está sendo esquartejada. O inimigo divide para vencer.  Não somos mais a tão decantada  fusão  das  raças branca, negra e indígena como me ensinaram em meus  tempos de primário e ginasial. Hoje temos toda uma  quinta-coluna  promovendo  nossa divisão em grupos: índios e quilombolas com direito a extensos territórios próprios, à custa da expulsão dos proprietários legais e produtivos;  negros com direito a cotas especiais,  esbulhando o justo direito dos  mais qualificados;  Ong´s  estrangeiras  atuando descaradamente para impedir nosso desenvolvimento, sob a capa da proteção ambiental  e aos indígenas;  uma  imensidade de cidadãos, refratários ao trabalho, com direito a bolsas a fundo perdido  das mais diversas  denominações, em troca de votos de cabresto. E, pagando  e sofrendo por tudo isso,  a  classe média, à qual, por especial  deferência  do governo, são  conferidos também  dois  direitos: o  de trabalhar  e o de pagar impostos  escorchantes  e sem retorno.

Repito mais uma vez que nós militares temos a  obrigação  moral e constitucional de defender  as instituições tradicionais e a  integridade  da Pátria. Nós  juramos  que o faríamos. Não há Ativa  ou Reserva. Não há Exército de ontem , de hoje ou de amanhã.

Há um e um só: o Exército de Caxias,  que tantas vezes impediu a secessão no Brasil.
Pois bem, parece que terá que fazê-lo de novo.  Que cada um esteja aprestado, dentro de suas possibilidades.

Precisamos de  um núcleo que congregue  todos aqueles dispostos a  afrontar o  avanço das trevas. E o Clube Militar  é o  espaço  nato  para esse núcleo. A nota de hoje é um passo importante  para arrancá-lo  da acomodação em que se encontra e conduzi-lo de novo à condição de  guardião  e  Casa da República. 

E depressa,  enquanto ainda temos uma República  democrática, de princípios  cristãos,  pois ela  está sendo pouco a pouco corroída  pelas ameaças acima e pela  ação açambarcadora do executivo  lulopetista, corrompendo o Legislativo, ameaçando o Judiciário  e aparelhando o Estado. 

Dentro em breve  República, tal como a conhecemos  hoje,  será apenas uma lembrança dos tempos em que éramos felizes e bem sabíamos  e, no entanto  deixamos, por covardia, que aquela felicidade escorresse por entre nossos dedos...

José Gobbo Ferreira é Coronel Reformado do EB.