terça-feira, 30 de abril de 2013

Comissão da Verdade rasga Constituição ao pregar que relatório vai embasar ações criminais anti-anistia


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão
serrao@alertatotal.net

Que punição é cabível a quem desrespeita a Constituição Federal no Brasil? Certamente, nenhuma. Se houvesse alguma penalidade claramente prevista, a Comissão Nacional da Verdade poderia ser alvo de uma ação criminal por flagrante desrespeito à Lei Maior. Acontece que dificilmente algo acontecerá no País da Impunidade que parece cada vez mais ampla, geral e irrestrita.

A revanchista CV impôs ontem um golpe contra a Carta de 1988 e, por extensão, contra o STF. Se a Presidenta Dilma Rousseff é conivente com tal ato pode ser enquadrada em Crime de Responsabilidade. O Super Joaquim Barbosa não vai fazer nada contra isto, caso seja devidamente acionado? E os militares, que são os principais alvos da má intenção da CV, continuarão “apenas observando tudo” – igualzinho ao papagaio verde-oliva da piada de português (que não faz nada, mas presta uma atenção danada)?

Ontem, em entrevista coletiva em São Paulo, o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, claramente rasgou a Constituição, ao finalmente explicitar que o relatório final da CV pretende embasar processos criminais contra aqueles que forem apontados como violadores dos direitos humanos que agiram no período fixado pelo artigo 8º das Disposições Transitórias da Constituição de 1988. A intenção revanchista da CV vai diretamente de encontro ao que está claramente escrito na própria Constituição.

Pinheiro deixou claro ontem que o relatório final da CV fará recomendações para que o Brasil respeite uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) que, desde 2010, questiona a validade de nossa Lei de Anistia de 1979. Pinheiro também frisou que, em todos os países em que órgãos similares à CV foram formados, “investigações servem para a responsabilização de criminosos”.  

Quem não é analfabeto, basta ler o artigo 8º das Disposições Transitórias, que embasa a própria criação da CV (Lei 12.528, de 18 de novembro de 2011). No texto legal, está claro que a Anistia não pode ser derrubada, como desejam os sete membros da CV, com suas visões revanchistas e revisionistas da História. Será que no Brasil não vale mais o que está escrito na Constituição, por vontade da petralhada que aparelha os podres poderes em torno do Governo do Crime Organizado?

A regra é clara: “É concedida anistia aos que, no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição, foram atingidos, em decorrência de motivação exclusivamente política, por atos de exceção, institucionais ou complementares, aos que foram abrangidos pelo Decreto Legislativo nº 18, de 15 de dezembro de 1961, e aos atingidos pelo Decreto-Lei nº 864, de 12 de setembro de 1969, asseguradas as promoções, na inatividade, ao cargo, emprego, posto ou graduação a que teriam direito se estivessem em serviço ativo, obedecidos os prazos de permanência em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as características e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos civis e militares e observados os respectivos regimes jurídicos”.

Pouco se fala publicamente que cada um dos sete membros da Comissão Nacional da Verdade embolsam o valor mensal de R$ 11.179,36 (onze mil, cento e setenta e nove reais e trinta e seis centavos) pelos serviços prestados contra a soberania nacional do nosso Judiciário, pregando a derrubada da Lei de Anistia de 1979 - cujos efeitos são plenamente reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Os sete da CV são: Paulo Sérgio Pinheiro, Claudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti Filho, Maria Rita Kehl e Rosa Maria Cardoso da Cunha.

Instalada em 16 de maio de 2012, sob o pretenso argumento de “efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional", a CV é mais um instrumento de afronta ao STF - que tem de zelar pela Constituição - e aos militares - que zelam pela defesa da Pátria. Na verdade, a CV é mais um instrumento a favor da Nova Ordem Mundial - que trabalha em prol da instabilidade política e da bagunça jurídica no Brasil, para manter o País como a eterna colônia de exploração condenada à miséria e ao subdesenvolvimento. 

A CV é um Golpe. Contra os Militares e o STF. Vamos todos aceitar o golpe passivamente? Ou será que alguém também quer a derrubada da Lei de Anistia, para que os crimes contra os direitos humanos (terrorismo é um deles) também sirvam para punir Dilma Rousseff, José Dirceu, José Genoíno, alguns membros da CV e tantos outros que foram beneficiados pela mesma anistia?

Mensaleiros presos no EB?

Militares avaliam que só pode ser piada de mau gosto a informação de que advogados dos condenados no Mensalão pedirão para que seus clientes cumpram penas em unidades do Exército.

A notícia merece risada justamente no momento em que o governo Dilma trabalha, sorrateiramente nos bastidores, para iniciar uma ofensiva pela derrubada da Lei de Anistia de 1979.

Ou será que a artimanha é mais uma estratégia simbólica para vender a imagem de que a unidade militar é o lugar perfeito para abrigar aqueles que agora posam como vítimas do STF e que também se apresentam como “perseguidos históricos pela Ditadura Militar”.

General Rocha Paiva na Tevê

O General de Divisão na Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva participa hoje à noite de um debate televisivo sobre a Comissão da Verdade.

Será no Canal Futura , a partir das 21h 20min, durante 40 minutos.

A polêmica será travada com a advogada Rosa Cardoso, membro da CV, que foi advogada de presos nos tempos da luta armada que tentou implantar o comunismo no Brasil.

O novo crime do Dirceu

Ontem, na correria, não fiz o devido comentário que faço hoje.

O ilustre condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelos crimes do Mensalão volta a agir de forma ideológica e politicamente criminosa.

Quando José Dirceu usa seu Blog do Zé para atacar o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ele pratica não só um ato idiota de revanchismo, mas prega uma desobediência à Lei de Anistia – a mesma que lhe permitiu sair da clandestinidade para se tornar líder do PT, político profissional bem remunerado, consultor de grandes negócios com o governo e, para azar dele, praticar atos criminosos que o levaram a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

Abaixo, leia um artigo do Coronel Ustra cobrando respostas do vereador paulista que o convoca para a Comissão da Verdade Municipal: Reedição da Carta aberta de Ustra ao vereador Natalini

Bons de tiro

O Coronel Gelio Fregapani informa que uma dupla brasileira faturou o primeiro lugar no SniperWeek 2013.

Vicente Paulo Ancona e Carlos Henrique Navas superaram atiradores de 37 países, no tradicional evento mundial de treinamento para forças especiais, militares e policiais.

Cada um ganhou como prêmio um Fuzil Accuracy, no valor de US$ 10 mil.

Há 21 anos consecutivos os norte-americanos eram os vencedores hegemônicos do SniperWeek.

Políticos di menor...

Do médico Ronaldo Fontes, coordenador do Foro do Brasil, uma contundente lembrança sobre a recente campanha pela redução da maioridade penal no Brasil:

Governador e baba-ovos de políticos salafrários são muito machos para encarcerar menores infratores. Não que estes não tenham que ficar impunes pelos atos criminosos que estão deflagrando. Mas e a contrapartida? Quem se disponibiliza a capturar os corruptores milionários com suas mercedes e mansões? Ninguém. A fábrica de marginais só vai apressar a formação de mais marginais. Não adianta matar o virus da Dengue. Tem que matar o mosquito".

Como bem lembrou o Doutor Ronaldo, enquanto não se mata o mosquito, cada vez mais somos picados pela violência que gera medo e torna ainda mais indefesa e covarde a sociedade dominada pelo Governo do Crime Organizado...

Pirão desandando

A irresponsabilidade do governo federal, que gasta cada vez mais sem investimentos de qualidade em educação, tecnologia e infraestrutura, já começa a levar o Brasil para o buraco.

Para piorar, agora o Tesouro Nacional começa a “sentir” uma forte queda na arrecadação federal de impostos.

Tudo graças à incompetente política seletiva de cortes de impostos para setores privilegiados, junto com a desaceleração econômica que reduziu a lucratividade das empresas.

O x da falta de Transparência

Investidores minoritários da OGX estão PTs da vida com o empobrecido Eike Batista.

Tudo porque ele não aceitou a reivindicação de criar um conselho fiscal,

E não quis abrir uma vaga para os minoritários no Conselho de Administração da empresa.

Gostirraiter do Lula

Nos meios piadísticos em torno do Palhaço do Planalto, acaba de vazar uma valiosa informação.

Descobriu-se quem está cotado para ajudar Lula na difícil tarefa de escrever seus artigos mensais para o jornal norte-americano The New York Times.

O redator fantasma ideal para o companheiro Lula é o técnico de futebol Joel Santana – que já demonstrou ter um amplo domínio e notório saber da língua de Abraham Lincoln – a quem Lula já cometeu a ousadia de se comparar recentemente...

Por falar no excritor...



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2013.

Hora de Coragem, convicção e Discernimento


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Guilherme

Nesta atualidade cretina de "politicamente corretos" e frouxos, o que está faltando mesmo é coragem.  Coragem para sustentar convicções e posições.  O que nos falta é convicção e discernimento. 

Os australianos têm trezentos anos menos do que nós.  Mas não renegam sua cultura nem querem ser "bonzinhos" como os cumpanhêrus, que dilapidam do que é nosso para fazer média com os cumpañêrus igualmente idiotas, igualmente primários, igualmente iludidos, igualmente alienados, dos países vizinhos, vítimas, como os nossos, da própria ignorância, tão conveniente para os não menos ignorantes no poder.  Ignorantes, mas astutos...

Coisas simples, básicas, são esquecidas.  Como princípios, por exemplo.  Ou ética.  Ou honestidade.  Ou senso de justiça.  Que conveniente (e inócuo) protestar contra Guantánamo, sem o correspondente protesto contra as prisões da Coréia do Norte ou a pena de morte na China.  Verdade, seria igualmente inócuo (quem vai ouvir-nos com nossa história recente como referência?), mas, pelo menos, seria um pouco mais equilibrado e menos tendencioso, menos recibo de alienação...

Pergunto: se uma mulher com convicções não se recusasse a tratar com marginais, a junta Argentina teria caído?  "A palavra de Margaret Thatcher tinha valor", disse Putin.  Quer melhor tributo que a homenagem de um dos adversários?  Gozado é que o mesmo argentino que gritava "Dale, Leo!", hoje aplaude o julgamento do Leo... Melhor agiram as Madres da Plaza de Mayo. Tinham mais cohones que los hombres!

Estadistas são estadistas e marginais são marginais. 
O voto não canoniza nem coloca ninguém acima da lei.  Não dá direito a furtar, a enganar, a mentir, a apropriar-se do bem e do suor dos que trabalham.

Como somos idiotas!  Ainda acreditamos que botar no papel é tudo o que basta; que o respeito pode ser conseguido por decreto; que o que luta por suas convicções é só um chato que perturba...  Acreditamos que o governo deve ser bonzinho congelando preços e imprimindo dinheiro para dar ao povo...

Realmente, o Jabor nos retrata muito bem. Somos babacas.  Cordeirinhos que se indignam com as coisas erradas, mas só até a hora da cervejinha. Somos brasileiros, mas só de quatro em quatro anos – e até a primeira derrota da seleção...

Olhem a diferença entre as palavras do premier da terra do down under e as do nosso patriota das relações exteriores, que de patriota só tem o sobrenome... 

Verdades não usam disfarce, nem sandália havaiana de um lado, nem terno Armani do outro. Verdades andam nuas e descalças, como as palavras do australiano. 

Ou será que devemos abri as portas para um grosseirão fazer cocô na nossa sala?  Ah, dirão os politicamente corretos, no jardim pode...

Qual o nosso problema?  Nos faltam cohones para agir, para gritar, para protestar?

João Guilherme é Empresário.

Ferramentas do Coletivismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

No final de 1960 Aldous Huxley (“Admirável Mundo Novo”) dirigiu um seminário em Harvard, sob o tema: “A religião e seu significado na era moderna”. Entre os organizadores estavam, Timothy Leary, Richard Alpert e da  California Alan Watts. Nos bastidores foram traçadas as linhas mestras da contracultura que mudaria a face da juventude norte americana e seria exportada para o mundo.

Na ocasião Huxley relacionou-se  com o Presidente dos Laboratórios Sandoz, contratado da CIA para produzir alucinógenos sintéticos - LSD e Psilocibina – destinados às experiências da guerra química conhecida como Operação MK-Ultra. Segundo os documentos abertos ao conhecimento público, Allen Dulles, que dirigia a CIA, adquiriu mais de 100 milhões de doses de LSD e grande parte inundou as ruas dos EUA. Na mesma época, Timothy Leary também adquiriu grandes partidas de LSD dos Laboratórios Sandoz.

Após a realização do seminário, Huxley que dirigia  o Hospital de Veteranos de Palo Alto,  reuniu um grupo de “iniciados no culto psicodélico de Isis”, tendo como um dos principais recrutas Ken Kesey (que havia recebido a primeira dose de LSD, fornecida por Gregory Bateson, em 1959) e publicado uma novela (One Flew Over the Cuckoo’s Nest) em que a sociedade é vista como uma prisão e os únicos realmente “livres” são os loucos. Kesey reuniu os usuários de LSD e percorreu o país com o apoio de uma grande campanha de propaganda da contracultura, distribuindo e montando redes de abastecimento de LSD e maconha.

Em Santa Mônica, na Califórnia, a Rand Corporation, realizava um estudo experimental denominado “Efeitos do LSD sobre a ansiedade, a atitude e o desempenho a curto prazo”, utilizando cobaias humanas durante um ano. A conclusão surpreendente, firmada W.H. McGlothlin, afirmava que o LSD “melhora as atitudes emocionais e resolve os problemas de ansiedade.”

Na sequência, Huxley recrutou pessoas dos grupos de estudos de ocultismo que havia ajudado a fundar. Destacava-se um casal, relacionado com as pesquisas do Instituto Tavistock: Gregory Bateson e Margaret Mead. Bateson também atuou na direção da clínica de Palo Alto e sob sua influência foram programados os primeiros ativistas da seita aficionada ao LSD: os hippies.

Nos EUA, as ideias da contracultura impulsionaram o movimento contra a guerra do Vietnam, abrindo as portas das Universidades para a enxurrada de LSD, haxixe e maconha. No Brasil impulsionaram greves estudantis e a insatisfação de muitos jovens deprimidos, que passaram a apoiar ou se envolveram diretamente com atividades da militância guerrilheira. LSD e maconha já eram conhecidos e utilizados em importantes centros de estudos.

Em 1979, em Londres realizou-se a conferência sobre a “Dialética da Libertação” sob a presidência do Doutor R.D.Laing, psiquiatra do Instituto Tavistock e autor de diversos  artigos populares em defesa do uso de drogas. Muitos dos participantes, como os delegados dos EUA Stokely Carmichael  (que foi recebido em Cuba por Fidel Castro naquele ano) e Angela Davis, destacaram-se como revolucionários de esquerda.

Em San Francisco, Alan Watts, organizou a Fundação Pacífica, patrocinando duas emissoras de rádio – a WKBW em  São Francisco e a WBAI-FM em Nova Iorque. A programação importada da Inglaterra espalhava o estridente som do rock (Rolling Stones, Beatles e  Animals). A contracultura musical do “rock ácido” e o “punk rock”, ocupava o tempo de transmissão em “paradas de sucesso”.

Em 1963, os Beatles visitaram os EUA. Os discos e “paradas de sucesso” chegaram ao Brasil alguns anos depois, sem sabermos que Theodoro Adorno, (um dos professores destacados da Escola de Investigação Social de Frankfurt, fundada pela Sociedade Fabiana Britânica, também ligado ao Instituto Tavistock), havia elaborado a teoria social do rock. Adorno esteve nos EUA em 1939 na direção de um projeto de Investigação Radiofônica da Universidade de Princeton.

Em seu livro Introdução à Sociologia da Música, revela que o objetivo do projeto de Princeton era programar uma cultura musical de massas que pudesse degradar paulatinamente seus consumidores. No informe preparado para o Instituto Social da Universidade de Michigan, Paul Hirsch descreve os resultados da investigação, revelando que a invenção da “parada de sucessos” no pós guerra, “transformou o radio em agência de programação subcultural”. E que toda a cultura popular –filmes, música, livros e a moda – sofrem a mesma pré seleção concluindo que a cultura de massas funciona como o tráfico de ópio: a oferta determina a demanda.

Ferramenta excelente para incutir o coletivismo globalizante. Será que os programadores das nossas “paradas de sucesso” sabem o que estão fazendo? A boa música brasileira ainda existe, mas está sufocada pelas cópias e imitações que favorecem o coletivismo em voga.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Dodecálogo da maldade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Haroldo P. Barboza

As barbaridades executadas pelos poderes da nação (todas as esferas) se sucedem sem cerimônia pois a “manada” está domesticada há dezenas de anos e não sabe protestar. Os poucos lúcidos que ainda restam estão acomodados ou anestesiados pelo elenco (entre dezenas) de medidas que relato a seguir.

Os grupos das elites que sugam a nossa qualidade de vida possuem menos de 0,01% de elementos (ardilosos) da população. É o típico cenário de “escravos” que servem à preguiçosa “majestade”.

Desde o tempo da “proclamação” da república estão aperfeiçoando os pontos básicos do “dodecálogo” que lhes permite subtrair enormes parcelas de valores arrecadados que deveriam estar sendo aplicados nas áreas sociais objetivando menos misérias e mais oportunidades de crescimento para cada indivíduo e por extensão, para o país.
Para evitar um crescimento gradual da qualidade de vida geral, conservam aquecidas as causas que geram o caos coletivo e encobrem suas atitudes nocivas e camufladas.

Para que tal caos não seja extinto, as seguintes 12 ações básicas (sem ordem de prioridade) são praticadas em paralelo pelas diversas “máfias” que patrocinam e corrompem grandes parcelas de gerentes públicos.

1)      Governantes – Apresentam sempre os mesmos candidatos corrompidos e corrompíveis (afilhados dos mais antigos) a cada pleito. A agenda (de A a Z) possui milhares de elementos comprometidos com os dominadores dos nichos e se locupletam docilmente diante das determinações impostas (em todas as esferas). Quando eventualmente cometem um “deslize” (algo que causa alvoroço na população durante 15 dias ou entre “paredões” do Big Besta Brasil), são congelados por alguns meses em locais menos focados pela imprensa. Às vezes retornam trocando de sigla partidária (sem nenhum compromisso com os ideais). Ou até inventam uma nova (com boa sonoridade) para camuflar o “arrependido”. Na pior das hipóteses, somem com o incauto para sempre.

2)      Educação – O mesmo modelo arcaico de ensinamento e avaliação é disponibilizado nas escolas públicas para 98% das populações debilitadas que não podem ter acesso às informações que realmente as capacitem para melhores funções com remunerações mais justas. Mantendo o povo sem capacidade de raciocinar com lógica, fica mais fácil conduzir a “manada” domesticada. Professores mal remunerados que precisam dar aulas (inadequadas) em 3 colégios, não têm tempo para reciclagem nem promover debates elucidativos com seus alunos para melhorar o futur o destes. O tempo que lhes sobra é gasto em idéias para defender a integridade contra maus alunos protegidos por confusos “direitos” da infância. Por isto alunos dos municípios são aprovados após exames que pedem apenas para eles marcarem um “X” em colunas onde as respostas quase estão grifadas.

3)      Religião – As edificações são mantidas para comprovar o quanto o povo é religioso (apesar de notarmos que a cada domingo a missa tem menos expectadores). Mas os líderes espirituais bem esclarecidos são orientados para todos os domingos repetir apenas as passagens bíblicas que imortalizaram nossos santos preferidos e lembrar ao “rebanho” sobre as festas visando arrecadação para o templo. Jamais estes formadores de opiniões aproveitam o agrupamento das “ovelhas” para debaterem futuras atitudes no sentido de combater os problemas comuns abandona dos pelas autoridades e que afetam os devotos fiéis. Afinal, podemos liberar Deus de algumas ações que nós mesmos podemos praticar.

4)      Mídia – jornais e rádios são “orientados” para usar 50% de seus espaços para notícias costumeiras: acidentes de carros em ruas escuras e esburacadas; chacinas em bares afastados dos subúrbios abandonados; policial envolvido em roubo de carga; jogador de futebol fotografado na madrugada antes de jogo decisivo; artista de novela aos beijos com noivo de cantora popular. O restante do espaço útil (já descontada a área de propaganda) fica para horóscopo, resultado da loteria, gato retirado do poste pelos bombeiros e enquete para saber que uniforme fic a mais elegante no time de vôlei feminino. A TV deve exibir receitas de bolos (inclusive salgados), filmes infantis, mapa das chuvas pelo país, filmes com 60 anos de idade, novelas demoradas e “shows de realidade” com direito a “paredão” arrecadador. Nenhum destes canais usa 5% do espaço para cobranças constantes das falhas da administração pública nem para conscientizar os pagadores de impostos sobre seu direito cívico de exigir ética transparente de seus governantes.

5)      Segurança urbana - forças policiais são mantidas em estado de falência permanente. Policiais mal pagos e mal treinados. Ferramentas obsoletas e sem manutenção. Poucos laboratórios arcaicos e sem equipamento adequado para investigações alimentam processos judiciais por 15 ou 20 anos. Câmeras são colocadas nas esquinas sob pretexto de dar segurança ao cidadão, quando na verdade são fontes de renda para multar veículos a cada minuto. Manter a população com medo de andar nas ruas traz dois benefícios aos lacaios do poder: a) evitar reuniões onde os habitantes possam aperfeiçoar idéias para controlar ações das autoridades omissas; b) permitir o livre comércio de drogas para contaminar jovens que poderiam sonhar com mudanças de tal cenário.

6)      Desemprego – apesar das centenas de novas atividades nascidas em diversas áreas, uma política de desvalorização da atividade humana é mantida perversamente para provocar altas filas e baixos salários para favorecer com velocidade os altos ganhos dos gestores. Elementos esfomeados não possuem tirocínio para reivindicar direitos e curvam-se agradecidos diante das migalhas oferecidas pelos “generosos” manipuladores do chicote social. E pela base de estudo citada no item 2, não possuem qualificação para ocupar as vagas técnicas em aberto.

7)      Trânsito – ainda que estudiosos do assunto possuam dezenas de soluções para amenizar o caos viário que encarece os serviços e degrada a condição humana, os gerentes que usam helicópteros não as aplicam. Talvez se divirtam com a depressão coletiva da população que perde 4 a 5 horas de produtividade e lazer. Certamente auferem enormes lucros com a venda de combustíveis e componentes para os veículos. O mal se alastra nos transportes de trens, barcos e aviões. Um sujeito que chega esgotado ao seu destino, não tem ânimo para se reunir com a comunid ade e debater assuntos de interesse coletivo. E nas épocas de eventos com enorme demanda, resolvem o problema decretando “ponto facultativo”.

8)      Saúde – as edificações condenadas por infiltrações de chuvas e ratos, fiações prestes e um curto e estruturas atacadas pela ferrugem representam a menor parte da doença. A falta de equipamentos, de profissionais bem pagos e bem treinados aumentam o índice de contaminações e mortes que se alastram exponencialmente, cada vez mais aumentam os astronômicos lucros dos laboratórios que burlam normas na certeza da impunidade dos gerentes públicos que aceitam suas “doações” para as campanhas eleitorais. Efetivamente assumir a postura da prevenção não gera lucros para eles.

9)      Segurança nacional – as forças armadas, baluarte fundamental da sociedade na preservação da democracia, estão sendo sistematicamente depreciadas através de orçamentos acanhados que impedem a manutenção adequada de seus equipamentos e a qualificação apropriada de seus integrantes. Os símbolos nacionais (civis e militares) que deveriam servir de orgulho para nossos herdeiros, não são consagrados adequadamente para enaltecer tais ícones com orgulho. Sumiram dos cadernos escolares. Hino Nacional só é tocado (pela metade) antes de atividades esporti vas.  Nem o programa “A voz do Brasil” o toca. Cenário que piora paulatinamente com a impunidade disseminada que contempla os dirigentes corruptos e servem como exemplo para mentes não doutrinadas para corretas atitudes cívicas.

10)  Família – os sucessivos decretos e normas não discutidos com a sociedade estão sendo gradativamente elaborados de forma a reduzir a autoridade de pais e alunos sobre crianças que se imaginam mais sabidas por usarem a Internet desde 5 anos. Tal anomalia é rotulada de “direitos” dos jovens (“estaputo do menor”) que naturalmente contestam orientações de respeito, disciplina e organização. Desta forma se sentem livres para desacatarem os mais velhos e os Professores, perderem noites de sono nas portas de bares arq uitetando “brincadeiras” do tipo “queimar índio”. Grandes parcelas tornam-se escravas das drogas que circulam livremente nas comunidades, minando os alicerces de uma sociedade apodrecida.

11)  Agricultura – nosso país poderia auferir monumentais lucros pelo simples fato de possuir um volume enorme de terras produtivas para quase todas as espécies de alimentos que o mundo necessita nos próximos 250 anos. No entanto, a política deste setor é uma das mais complicadas por não pagar o preço justo ao plantador, não possuir meios adequados de armazenamento e transporte deficiente para escoar a grande produção ao longo do ano. Isto ocasiona um desperdício de quase 30% do que se produz. Encarece no ponto de venda ao consumidor. E a cadeia de atravessadore s fica com quase 75% dos lucros!

12)  Justiça – As redações das Leis são longas e muitas vezes usam palavreados que fogem à compreensão do lúcido médio. Uma vírgula (a mais ou a menos) inocenta um “amigo do poder” e condena um “opositor”. As contradições se sucedem. As instâncias de recursos não possuem conduta padrão entre seus Juízes. Tal cenário conduz mais de 90% dos processos a terem prazos dilatados para suas conclusões. Alguns passam de 20 anos. A má redação atende aos próprios legisladores quando apanhados nas falcatruas que costumam praticar. Esta lerdeza atende aos i nteresses de poderosos conglomerados quando em litígio com os explorados que recorrem e naturalmente, por falta de conhecimento e/ou má fé de advogados subornáveis, tendem a aceitar “acordos” onde normalmente perdem quase 50% do que têm direito. Surpreendentemente, quando os prejudicados são os poderosos, as velocidades dos processos caem para meses.

Resta-nos calcular (mesmo sem uma equação nítida) quando tal mistura provocará a ebulição de uma convulsão dolorosa. O estopim poderá ser antecipado em 30 ou 50 anos se eventualmente numa determinada noite os “burros-expectadores” não puderem usar as linhas telefônicas para livrar uma desnuda do paredão do cultural programa Big Besta Brasil. Ou se a seleção de futebol não for campeã durante 20 anos seguidos.

Quem não aprender a lição, não ganha “sopão”.

Haroldo P. Barboza é Professor. Autor do livro: Brinque e cresça feliz.

Reedição da Carta aberta de Ustra ao vereador Natalini


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Alberto Brilhante Ustra

O jornal Folha de S. Paulo, de 28/08/2012, publicou entre outras, as seguintes declarações,  feitas pelo senhor Gilberto Natalini, onde me acusa de tê-lo torturado:
“Ele me batia com uma vara de cipó de um metro e meio de comprimento. Tive que ficar equilibrado com os pés em cima de latas de leite em pó. Também sofri choques elétricos. Tudo pelas mãos dele”.

"Ele me bateu durante várias horas e me obrigou a declamar poesias nu e diante dos soldados para me humilhar".

Sr Gilberto Natalini, desminto, categoricamente, as suas declarações. Eu nunca o torturei, como não torturei ninguém.

Procurando o que consta a seu respeito no Google encontrei o seguinte:

“Gilberto Natalini - Médico, Vereador, 51 anos, vereador, nascido no ano de 1952 , em São Paulo, é formado em medicina e foi um dos presos políticos do regime militar. Ativista estudantil pela UNE e pela UEE, tentava articular a reintegração das escolas médicas, onde discutia o tema política. Acusado de participar de uma facção política que praticava guerrilha urbana, Natalini foi preso cerca de dezessete vezes durante os anos de repressão. Em uma delas passou quatro meses na carceragem do DOPS, em São Paulo. Atualmente, Natalini exerce a função de médico de forma solidária todos os sábados, por uma promessa feita em cárcere anos atrás, além de ser vereador do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) pela cidade de São Paulo, em seu segundo mandato”.

Certamente, como é comum entre os que me acusam, o senhor já terá  "as testemunhas que o viram ser torturado por mim e que também se dirão torturadas", o que dará mais credibilidade ao que foi publicado no jornal.

Mas, para que as suas declarações, a respeito das suas prisões, tenham maior credibilidade responda, por favor, às seguintes perguntas:

1 - Em que período (dias, mês e ano) o senhor esteve preso no DOI/CODI/II Exército, em São Paulo, ocasião em que teria sido torturado por mim?

2 - Os presos pelo DOI, após interrogados, se considerados inocentes eram liberados pelo próprio DOI, se culpados, eram encaminhados ao DOPS/SP. O senhor foi liberado pelo DOI , caso positivo, em que data?  Ou foi encaminhado ao DOPS/SP,neste caso,  em que data?

3 - O senhor afirma que " foi preso cerca de dezessete vezes durante os anos de repressão. Em uma delas passou quatro meses na carceragem do DOPS, em São Paulo". Após passar tantos meses no DOPS/SP o senhor, certamente, foi indiciado em algum Inquérito Policial e encaminhado ao Presidio Tiradentes, com prisão preventiva decretada pala Justiça. Em que data isto aconteceu?

4- Em que Auditoria Militar o senhor foi julgado? Quando? Qual a sentença que recebeu?

5 - Os  presos pelo DOI foram indenizados pela Comissão de Anistia. O senhor, só pelo fato de ter passado quatro meses no DOPS, deve ter recebido uma excelente indenização desta Comissão. Quando o senhor  foi indenizado pela Comissão de Anistia?

6 - Senhor Gilberto Natalini, como o senhor , depois de tantos anos, guarda na memória detalhes de sua suposta tortura no DOI, tenho a certeza de que se lembrará, com muito mais clareza, das datas em que o senhor  "sofreu as agruras da ditadura" e que ficaram gravadas, para  sempre, na sua memória?

Até hoje, o Senhor Gilberto Natalini não teve a coragem e a hombridade de responder a tais perguntas publicamente.

Carlos Alberto Brilhante Ustra é Coronel Reformado do EB. Texto escrito em 02/09/2012.