segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Brincando de Combater Cartéis

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão
e João Vinhosa
serrao@alertatotal.net e joaovinhosa@hotmail.com

Antes de tudo, necessário se torna responder a seguinte pergunta: na hipótese de o Brasil estar se recusando a notificar as autoridades norte-americanas sobre as investigações aqui realizadas contra o Cartel do Metrô de São Paulo, estará ele descumprindo deliberadamente o Acordo Brasil-EUA para combater cartéis?

Se o Brasil estiver descumprindo o Acordo, será uma falta gravíssima, pois qualquer país digno de respeito deve zelar pelo fiel cumprimento dos compromissos internacionais assumidos voluntariamente. Além de desonroso, no caso do Brasil, tal procedimento é desastroso, já que ele colide frontalmente com a pretensão do país ter assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Se o Brasil não estiver descumprindo o Acordo, menos mal. O fato de não notificar será, no mínimo, uma gigantesca idiotice, pois estaria protegendo (de investigação por parte das autoridades norte-americanas) empresas suspeitas de lesar nosso país.
Em outras palavras, argumentar que a notificação não será feita em decorrência do fato de tal investigação não estar prevista nas hipóteses de notificação elencadas no Acordo, será procurar desculpas para proteger suspeitos, procedimento usual em nosso país.

E, o que é pior: estaria sendo sinalizado para as transnacionais que – caso aqui pratiquem o crime de formação de cartel – elas estariam sujeitas apenas ao “rigor doméstico”.

Como se sabe, tão logo entrou em vigor (no ano de 2003), o Acordo passou a ser considerado a maior esperança para inibir a atuação dos cartéis internacionais que exploravam o consumidor brasileiro.

Além de seu real valor, ele continha um inestimável valor psicológico, decorrente de seu principal objetivo, a facilitação da troca de informações entre as autoridades de defesa da concorrência dos dois países.

Tal valor psicológico baseava-se em um fato notório: o temor que qualquer empresa tem de ser investigada por formação de cartel nos Estados Unidos.

Considerando esse fato, esperava-se que – para evitar uma investigação por formação de cartel em território norte-americano – as transnacionais ordenassem às suas controladas brasileiras que se abstivessem de tal prática aqui.

Porém, a coisa não funcionou bem assim. Afinal, o Brasil é um país imprevisível!
Ora, todos sabem que é indiscutível a importância da cooperação entre nações no combate ao crime organizado. E, com toda a certeza, o avanço da tecnologia tornará tais tipos de acordos cada vez mais necessários, especialmente para combater “crimes do colarinho branco”.

Pode-se citar que, com base no Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal – tratado que facilita a troca de informações entre o Brasil e os Estados Unidos em matérias relacionadas a delitos de natureza criminal – as autoridades brasileiras foram ajudadas em dois casos de grande repercussão: ao decifrar o conteúdo do disco rígido do computador de Daniel Dantas e ao possibilitar a Justiça brasileira receber documentos bancários encaminhados por autoridades norte-americanas, em ação penal movida contra dezenas de doleiros.

Acontece, porém, que a utilização da política de colaboração internacional, mesmo quando levada a sério, não é tudo. Para o Brasil combater cartéis de maneira eficiente, deverá ser alterado o tratamento dado àqueles que se envolvem em tal tipo de crime, não só punindo-os exemplarmente como também dando publicidade ao fato.

Por falar em punição e publicidade da punição, seguem os exemplos dados pelas autoridades dos EUA no caso dos laboratórios Basf e Roche, que foram penalizados em US$ 725 milhões por manipulação de preços de vitaminas no mercado norte-americano.

Foram as seguintes as palavras da Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Janet Reno: “Essas acusações mostram que nós não permitiremos que cartéis internacionais explorem os consumidores americanos em nossa economia globalizada” (jornal O GLOBO, 21/05/99).

No jornal O GLOBO de 07/04/00, sob o título “Cartel de vitaminas punido nos EUA: ex-funcionários de Basf e La Roche aceitam sentenças de prisão e multas”: “Hauri concordou em ficar quatro meses preso e pagar US$ 350 mil; Steinmetz ficará atrás das grades por três meses e meio, além de arcar com uma multa de US$ 125 mil; e os dois outros pegarão três meses de cadeia e multas de US$ 75 mil, cada um”.

Na mesma matéria se lê que Joel Klein, chefe da Divisão Antimonopólio do Departamento de Justiça, afirmou que “As penas impostas a três diretores estrangeiros mandam a mensagem mais forte possível: se você violar as leis antitruste dos Estados Unidos e vitimar negócios e consumidores americanos, nós vamos pegar você e lhe dar uma pena pesada”.

Por essas e outras, constata-se que as autoridades norte-americanas não estão “brincando de combater cartéis”.

Uma palavra final: para complementar o presente artigo, é recomendável a leitura da matéria “Cade é questionado sobre uso do Acordo Brasil-EUA contra Cartéis na investigação sobre Metrô de SP”, cujo link se segue:


Jorge Serrão é Jornalista e João Vinhosa é Engenheiro.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2013.

A Lei dos três “Ces”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fabrizio Albuja

A pluralidade de escândalos da última década de governo escancaram várias teorias e põe abaixo lógica e conceitos pré-definidos que afloraram durante a lavagem cerebral do período eleitoral que atingiu seu ápice de mau-caratismo mediante o que chamamos de marketing de guerrilha.

Assim seguem os três conceitos tão bem absorvidos pelo PT e que caracterizam o Brasil hoje:

1.       Caos

A teoria do Caos identifica a instabilidade causada pela ação e interação dos elementos envolvidos no fenômeno. Simplificando, o Caos é a bagunça de informações. É como entrar em um quarto todo revirado e tentar encontrar alguma coisa nele. Demanda muito tempo e sua efetividade é incerta. Enquanto mais confuso melhor, pois a argumentação da virtual razão, independente de sua veracidade, passa a ter crédito mediante a invisibilidade do ato.  Dessa forma fica fácil argumentar: “eu não sabia”.

2.       Corrupção

Esta atividade que surge desde a existência da palavra “política”. É uma ferramenta poderosíssima para a criação de alianças, pois sua ligação é de garantia eterna e se transforma numa bola de neve. Enquanto mais essa bola de corrupção rola, mais vai aumentando o poder do centralizador, atualmente o vermelho-treze.

3.       Comunismo

Aquele conceito que conhecemos aplicado na União Soviética até o início da década de 1990, determinava de que todos, independente do esforço e competência intelectual, fariam parte da mesma classe social, abaixo apenas dos Bolcheviques. A crise socioeconômica desencadeada pelo partido da estrela vermelha que quer homogeneizar a sociedade, tanto financeiramente quanto intelectualmente, é a real tentativa de aplicação dessa proposta leninista.

Os petralhas não fizeram essa teoria. Isso existe há muito tempo com outras vestimentas e nomenclaturas. Apenas aplicaram essa estratégia que vem lhes servindo muito bem a fim de conseguirem o controle total dos quatro poderes. E agora eles querem o quinto, a internet.


Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

Quem mata Prefeitos não tem medo de médicos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Tenho visto, estarrecido, que inúmeras entidades médicas continuam manifestando-se – na imprensa escrita e na internet – sobre o Programa Mais Médicos. Leio, perplexo, apelos em que se segue  falando em “Dignidade Médica”, plano de carreira e condições de trabalho. Pergunto: é impressão minha ou será que ninguém percebeu que essa fase já passou? Não entendem os presidentes de conselhos, sindicatos e associações que a medicina está acabando? Qual o sentido em falar nesse tipo de coisa quando a Medida Provisória 621 – agora prestes a ser transformada em lei – determina um golpe de morte na nossa profissão?

Quanto tempo vai levar para o que os médicos brasileiros consigam perceber que não estamos lidando com um partido comum mas sim como uma organização criminosa filiada ao Foro de São Paulo? Semana passada, o agora ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná apontou o caminho a ser seguido pelo Conselho Federal e demais regionais. Não foi o suficiente?

No dia primeiro de outubro a MP 621, com várias modificações para o pior, entra em votação. O relator – Rogério Carvalho – é médico e deputado federal pelo PT do Sergipe. Leiam o que está escrito ali e me digam depois se faz sentido, nesse momento, falar em plano de carreira, salários e condições de trabalho ou se é imperativa nessa hora a renúncia de todos os conselheiros e presidentes de entidades médicas. Respondam se devemos pensar em exame “Revalida” ou no “Ato Médico” até a renúncia imediata do Ministro da Saúde e a revogação completa do programa “mais médicos”! 

Não percebem os verdadeiros colegas brasileiros e a população que as nossas entidades representativas – como quaisquer outras no Brasil – estão completamente “aparelhadas” pelos companheiros? Nem mesmo nas redes sociais nós conseguimos formar um consenso - tamanho é o medo da “Polícia Federal” vigiando o que escrevemos - e deveríamos mesmo assim esperar reação efetiva das grandes instituições?

Enquanto eu escrevo, quero fazer aqui uma denúncia gravíssima, 93000 médicos brasileiros são mantidos politicamente calados num grupo do Facebook chamado Dignidade Médica. Não permitem os administradores qualquer manifestação contra o PT nem ataques à Alexandre Padilha. Prestam ali, conscientemente ou não, excelente trabalho para o Ministério da Saúde pois imobilizam a reação dos colegas e – sob pretexto de manter o “foco” - não aceitam de maneira alguma uma luta francamente aberta contra o governo federal!

Já pedi – e faço novamente o apelo – ao presidente do CFM e dos conselhos regionais: por favor, renunciem. Não justifiquem com a sua presença no cargo esse plano diabólico do governo. Ele não é um golpe só contra nossa classe; é contra toda população. Não forneçam, com a sua presença, a impressão de legalidade, de decência, e de boas intenções que essa gente do PT jamais teve ou terá.

A luta que nós, médicos,  enfrentamos nesse momento não é mais nossa mas sim de todas as pessoas de bem no país. Advogados, engenheiros, professores, ou enfermeiros serão as próximas vítimas de um partido totalitário que não dá a mínima importância para a Constituição Federal, que tem na folha de pagamento o Judiciário Brasileiro, entre seus funcionários todo o Legislativo, e como seus cabos eleitorais toda Universidade.

Renunciem, senhores, não há mais nada a fazer...Quem mata prefeitos não tem medo de médicos.

Milton Simon Pires é Médico.

Quem está mal informado?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Faltando mais de um ano para a disputa eleitoral, a Presidente Dilma, ao antecipar a campanha pelas redes sociais, numa espécie de convescote cibernético com seu alter ego no twiter, qualificou de mal informado o periódico "The Economist", quando este, em recente matéria, faz uma comparação entre a economia do Brasil de hoje com a de quatro anos atrás. 

Eis alguns dos pontos abordados na reportagem da revista inglesa: 

-o crescimento de 0,9% em 2012, contra os 7,5% em 2008; 

-o absurdo da carga tributária que desestimula os investidores; 

-os enormes gastos governamentais, apesar do atendimento precário dos serviços públicos básicos de transporte, educação, saúde e segurança, ao mesmo tempo exaurindo os contribuintes; 

-os 1.5% do PIB aplicados em infraestrutura contra a média global de 3.8%, com a consequente deterioração do sistema, o que tira a competitividade da produção, citando o exemplo do estado do Mato Grosso do Sul, onde um plantador de soja gasta 25% do seu produto para levá-lo ao porto, comparado com um de Iowa, que despende 9%; 

-as altíssimas as tarifas de importação, com obstrucionismos alfandegários paquidérmicos; 

-o esconderijo improdutivo do Mercosul, sem a iniciativa de procurar redes e acordos mais dinâmicos e vantajosos de comércio internacional; 

-a interferência governamental  na atuação do Banco Central, determinando a queda artificial de juros, obrigando-o posteriormente a inverter a tendência, face à inflação persistente; 

-o aumento preocupante da dívida pública; 

-a exagerada intrusão oficial nos projetos de privatização, afastando os possíveis investidores; 

-a pouca disposição para realizar as reformas que o país necessita desesperadamente, entre as quais a da previdência e principalmente a política, sem a qual país se vê obrigado a conviver com 32 partidos, sem o menos significado conceitual e a manter um ministério com incríveis 39 pastas para satisfazer as teias eleitorais de manutenção do poder. 

Com este quadro esquemático, acrescido do fato de que nossa mais importante empresa pública, a Petrobrás, detentora de valioso patrimônio tecnológico e de recursos humanos, está em situação de penúria, em virtude de execução de projetos equivocados e irresponsáveis originários do poder central, com o objetivos políticos explícitos, é lícito  questionar se o periódico inglês está mal informado ou se é a Presidente que está usando uma linguagem fugaz e enganadora, bem do tipo bolivariana, que garanta sua reeleição.  


Paulo Roberto Gotaç é Capitão-de-Mar-e-Guerra, Reformado.

Tragédia em três velocidades

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Haroldo P. Barboza

O sentimento de uma comunidade é o melhor indicador sobre um ótimo ou péssimo funcionamento de qualquer área social, pública ou privada. Quando na área particular, existindo a concorrência equilibrada, temos oportunidade de trocar o produto ou serviço que não está agradando a qualquer instante.

Quando se trata de entidade pública, numa terra onde a Justiça (?) só usa vendas nos olhos contra os pobres, ficamos à mercê dos monopólios que cobram impostos e tarifas inviáveis para prestar serviços precários à população não acostumada a cobrar seus direitos com veemência.

 Não precisamos de índices numéricos tabulados (muitas vezes manipulados) para percebermos as deficiências que rodeiam nosso cotidiano. Basta observar os pontos que nos afetam diretamente, excetuando as “ilhas” de excelência que funcionam mais pela dedicação de seus funcionários do que pelas normas editadas pelos seus “brilhantes” gerentes políticos sem preparo técnico adequado. Dentre as áreas mais deficientes, podemos citar:

Educação – professores mal remunerados e ainda com seus parcos salários atrasados, não encontram tempo (precisam dar aulas esbaforidas em 4 escolas) nem motivação para participarem de cursos de reciclagem que possibilitem ensinamentos adequados às nossas crianças, que largadas ao destino, tendem a engordar a legião de “formados” sem qualificação que se sujeitarão aos salários deprimentes que são oferecidos mesmo aos que possuem alguma qualificação a mais mas são obrigados a se sujeitarem a este tipo de humilhação pela falta de oportunidades criadas em função da política nacional a favor da degradação de nossa dignidade.

 É o exemplo da morte a longo prazo.

 Saúde – médicos, enfermeiros, anestesistas e assemelhados encontram-se numa situação similar (ou pior), pois também trabalham sob pressões agravadas pela ausência de recursos de material e medicamentos para prestarem um atendimento mínimo aos enfermos que desembarcam nos postos de atendimento a cada instante. Dentro deste cenário, quem entra gripado num hospital deste padrão, após absorver as infecções que habitam o lugar tende a sair com pneumonia ou tuberculose.

É o exemplo da morte a médio prazo.

Transporte – nas ruas, estradas (mesmo com pedágio elevado), ferrovias e rios, o abandono é o destaque principal. A conservação é mínima e o “canibalismo” é a única forma de se dar manutenção aos veículos e vagões obsoletos. A fiscalização é pior ainda. Carros com mais de 25 anos de idade, sem peças de reposição, trafegam com para-choques seguros por arames, pneus carecas e quase sem freios. Autoridades (de todas as esferas) preferem a manutenção deste caos que germina acorrupção de vários preços, pouco se importando com dezenas de pessoas a cidentadas (ou mortas) nos veículos mal conservados que trafegam nas vias sem tratamento regular.

E até mesmo no ar, onde a situação é menos agressiva (teoricamente) e aparentemente a segurança dos usuários é maior, a pressão sobre controladores de vôos tornou-se maior nestes últimos meses devido ao acidente (*) com o avião da Gol em 2006, quando faleceram 154 pessoas. Tipo de ocorrência impensável pela modernidade dos equipamentos usados e pelas condições ambientais numa tarde sem chuvas sobre a floresta amazônica. Mesmo não conhecendo o ambiente de trabalho destes profissionais, pelo tipo de política trabalhista que nos rege, podemos deduzir que eles devem ser tão sacrificados como outros valorosos em pregados de outras áreas da sociedade.

É o exemplo da morte instantânea.

(*) – Circula na internet uma versão plausível sobre existir a chance de ter ocorrido sabotagem neste evento. Cabe às autoridades (estarão aparelhadas e interessadas?) coletar evidências mais concretas para compor o quadro mais próximo da verdade.


Haroldo P. Barboza é Professor e Escritor.

Presos e Esperança

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Baptista Herkenhoff

O auditório da Corregedoria Geral de Justiça, na Praia do Suá, em Vitória, está sendo o palco de uma oficina de trabalho promovida pela APAC, sigla gloriosa da “Associação de Proteção e Assistência aos Condenados”. Embora se trate de um evento local, cabe uma reflexão nacional. Mesmo havendo ainda muito chão a caminhar, o fermento lançado ao solo com humildade tem, milagrosamente, rendido frutos. 

Os militantes da APAC agem na penumbra, aceitam o quase anonimato, porém sentem-se felizes no íntimo do coração porque estão tornando este mundo um pouco mais humano, fraterno e solidário.

Segundo relata o Evangelho de Mateus, Jesus Cristo disse que seriam bem-aventurados os que o visitaram, quando ele esteve preso.
Indagaram perplexos os que o ouviam: “Senhor, quando estivestes preso?”

A resposta do Cristo veio fulminante. Ele estivera preso e fora visitado na pessoa de todos aqueles que, encarcerados, receberam o consolo da visita.

Muitos não entendem que, em nome de Jesus Cristo, possa alguém solidarizar-se com aqueles que, em tese, cometeram crimes. Esquecem-se de que o primeiro ser humano proclamado santo foi Dimas, o bom ladrão:

“Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

Quando é tão comum na opinião pública o sentimento de rejeição ou mesmo de ódio ao preso, a APAC levanta a bandeira da solidariedade para com os presos e condenados.

Choca-se às vezes a APAC com a Polícia? Sim, choca-se com a Polícia toda vez que contra presos são praticados abusos. Choca-se às vezes com a Justiça e com o Governo? Sim, choca-se com a Justiça quando esta é surda e com o Governo quando este é omisso.

A obrigação da APAC não é ser fiel à Polícia, à Justiça ou ao Governo, mas sim aos presos, defendendo seus direitos constitucionais, buscando sua reinserção social, vigilando para que os presos sejam respeitados como seres humanos porque não são coisa, não são lixo.

Infelizmente, muitos raciocinam assim: “Não sou eu que estou preso, não é parente meu, não é ninguém de minha classe ou morador de meu bairro, não pertence a meu clube. Posso ficar tranquilo. Este tema não me diz respeito.”
Se a APAC contasse com maior número de militantes, apoiadores e simpatizantes, a situação seria outra.

A APAC não tem filiação religiosa. Mesmo quem não professa uma Fé determinada, quem não integra qualquer grei confessional pode incorporar-se a esse movimento. Contudo, a meu ver, quem ama o próximo tem implícito na alma o sentimento de Fé, ainda que suponha ser ateu. A Fé não se explicita em palavras, mas em atos.


João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, palestrante e escritor. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

domingo, 29 de setembro de 2013

Brasil Cor de Rose até quando?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão
serrao@alertatotal.net

Inspetor Clouseau, dileto perseguidor trapalhão da Pantera Cor de Rosa, por favor, nos explique: o que o nosso Super Joaquim Barbosa foi fazer em um seminário meio secreto, fechado aos olhares profanos da imprensa, na Universidade de Yale – considerado um dos mais importantes berços das ideias globalitárias nos EUA?

Um seminário com o tema “Constitucionalismo Global 2013” parece ter tudo a ver com o desrespeito que lá foi cometido contra uma brasileira. A correspondente em Washington do jornal Estado de São Paulo, Cláudia Trevisan, foi presa, de forma aparentemente arbitrária, com direito a truculência policial, em pleno prédio da prestigiada faculdade de Direito de Yale.

Em tempos de guerra declarada entre a petralhada e a turma do Tio Sam, é bom a turma de Bruzundanga ir se preparando para encarar pior lá pros lados dos States. O episódio de desrespeito ao livre exercício profissional de imprensa é apenas um pequeno aviso sobre os rumos que anda tomando o processo globalitário. A individualidade e o respeito ao ser humano cada vez valem menor neste mundo.

Por isso, novamente, convocamos o famoso e trapalhão inspetor que inferniza a vida da Pantera Cor de Rosa, para nos ajudar a desvendar o mistério insondável sobre o silêncio que cerca o Rosegate. O Presidentro Luiz Inácio da Silva, que seria um dos caras que mais entende de Rosemary, não quer que o assunto o aporrinho principalmente no limiar do ano reeleitoral de 2014.

A impunidade é cor de rosa, ou cor de rose, como preferirem. E assim continuamos na marcha da impunidade em Bruzundanga... Até que lideranças comprometidas realmente com os valores patrióticos do Brasil rompam com os agentes da governança globalitária que agem para deixar o País do jeitinho que ele sempre esteve.


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2013.

Quem nos controla?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arlindo Montenegro

Desde antes da Primeira Guerra Mundial, a inteligência britânica mantinha um laboratório de psicologia, destinado a fazer propaganda e mudar a opinião de populações no território inimigo. Paralelamente, a URSS fazia estudos semelhantes, Pavlov, reflexos condicionados, com o intuito de entender e controlar as mentes.

Na Alemanha os intelectuais contrários à violência estalinista, reuniram-se em Frankfurt. Teodoro W. Adorno, (1903–69), filósofo e musicista alemão, Huxley e Marcuse, foram membros daquela que se denominou Escola de Frankfurt, em defesa de um socialismo “não violento”, mas na verdade um laboratório de psicologia, voltado para o controle mental. As ideias daquela escola seriam mais tarde aproveitadas por Gramsci, para elaborar seus nefandos cadernos.

Os escritos de Adorno, Marcuse e Huxley são utilizadas até hoje como conteúdo de formação em nossas universidades.  Os três teóricos da Escola de Frankfurt estão entre os que contribuíram diretamente para ferrar com a juventude norte americana, disseminando o uso de drogas (LSD, haxixe, maconha, cocaína) e fomentando a contra cultura, “faça amor, não faça a guerra” que levou a Woodstock, primeira experiência massiva de sexo, drogas e rock, reunindo perto de meio milhão de jovens com a “proteção” da CIA e do FBI.

Margaret Mead e seu marido Gregory Bateson, atuaram com a inteligência britânica sob o comando de John Reese, com muitos outros psicólogos, psiquiatras, antropólogos, todos estudiosos da obra freudiana, relacionados com a Escola de Frankfurt, esta alimentada pela Sociedade Fabiana – eruditos e nobres ingleses, como o filósofo Bertrand Russel, H. G. Wells, George Orwell, George Bernard Shaw, Arnold Toynbee, Walter Lippman, Edward Bernays e gente da nobreza britânica.

Depois da I Guerra Mundial, os Rockfeller investiram para transformar a clínica psiquiátrica da inteligência londrina, no Instituto Tavistock de Relações Humanas. Os oligarcas do mundo buscavam controlar a riqueza mundial e as mentes, apressados para instaurar o poder totalitário global. Promoveram  guerras para submeter governos, crenças, crenças e culturas, servindo-se de tecnologias, muitas ainda secretas, servindo-se das metodologias de controle mental desenvolvidas, pelos fabianos, Escola de Frankfurt e Instituto Tavistock.

A Sociedade Fabiana existe até hoje. Em seu escudo oficial aparece uma tartaruga, além da imagem de um lobo em pele de cordeiro. Simbologia bem significativa.  As pessoas que ainda leem, conhecem o “1984” de Orwell e seu “big brother” o “olho controlador” na “teletela”, mídia universal, que informava mentindo o tempo inteiro.
Será coincidência a semelhança com os meios eletrônicos – satélites, GPS, celulares, internet, televisão, - que nos informam, controlam e localizam armazenando passos e pensamentos? Da obra de Wells, se destaca “The Open Conspiracy”, onde esta descrita a intenção do que hoje se concretiza como realidade, e que a mídia controlada pelo CFR dos Rockfeller minimiza, de modo irônico, como sendo “teoria da conspiração”.

“H. G. Wells dizia que as antigas religiões do mundo precisavam dar lugar para a nova religião do coletivismo.” (O Futuro Está Chamando G. Edward Griffin —http://www.freedomforceinternational.org Revisado pelo autor em 6/7/2005}. Griffin lista os presidentes, secretários de estado, diretores da Cia, secretários da defesa, personalidades antigas e atuais ligadas ao CFR, exercendo cargos-chave na administração, na linha de produção, nas universidades, nas fundações, nas corporações gigantescas e até em sindicatos.

Griffin cita instituições e pessoas relacionadas com os Rothschild e com os Rockfeller, documentando conversas e atitudes. “Toynbee, Lippmann e Bernays esperavam mudar isso (a entrada da Inglaterra na guerra) pela aplicação de técnicas voltadas para a manipulação da opinião pública através do uso da pesquisa de opinião.” As mesmas pesquisa de opinião que se utilizam hoje, para iludir a maioria desavisada, sugerindo a aceitação e o voto dos eleitores sem escolha e sem mais informação.

“Tavistock controla as “notícias” que podemos ver, os “filmes comprados” ou transmitidos pela TV que podemos assistir, as músicas que podemos ouvir. (...) A falência moral, espiritual, racial, econômica, cultural e intelectual que vivenciamos hoje não é um fenômeno social ou o resultado de algo abstrato ou sociológico que  “aconteceu” por acaso, mas sim o resultado de um programa cuidadosamente planejado por Tavistock.” (Dr. JOHN COLEMAN, “O Instituto Tavistock de Relações Humanas”)
Toda a “crise” que nos “vendem”, todas as dificuldades para a sobrevivência da maioria – na segurança, saúde, educação, distribuição de renda... – Toda a confusão da Câmara e Senado, Judiciário e Executivo permitindo violações flagrantes da lei maior do país, reflete a execução dos papéis de condicionamento mental elaborados pelos cientistas e engenheiros sociais do Tavistock. “Você não pode pensar de outra forma a não ser que faça um esforço supremo.”


Arlindo Montenegro é Apicultor.

A Nova Ordem Petista

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

A recente vitória do PT, quando o STF livrou “mensaleiros” das penas já impostas sinalizando para outras mais atenuadas, demonstrou que a Nova Ordem Petista para a América Latina se fortaleceu e está sendo levada adiante a diretriz do Foro de São Paulo: transformar o Brasil, maior economia do continente, na União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas.

Com o voto do ministro Celso de Mello que modificou suas anteriores explanações jurídicas e anuiu aos embargos infringentes, postergando para a eternidade o julgamento que parecia ter chegado ao fim depois de quase oito anos de tramitação, dissipou-se a esperança de um punhado de brasileiros.

Esperança de que não seríamos mais o país de impunidade, que finalmente se realizaria a isonomia que no Direito significa que todos, sejam ricos ou pobres, são iguais perante a lei e que a proteção social deve vir da Justiça sem favorecimentos com base em diferenciações políticas, financeiras ou de quaisquer outras espécies.

Por outro lado, a sensação que a instância mais alta do Poder Judiciário se fortalecia agradava a minoria de cidadãos que vê com apreensão o domínio petista se estendendo a partir do Executivo.

Ledo engano. Favorecidos ficaram os corruptos, ladrões de nossos pesados impostos que os sustentam em cargos públicos. Retire-se o crime de quadrilha e o chefe desta e seus comparsas petistas terão suas penas reduzidas, podendo cumpri-las em regime semiaberto. Isto se não houver mais e mais embargos infringentes, até que os velhacos que promoveram o maior escândalo de corrupção do Brasil estejam totalmente livres e transformados em vítimas inocentes da imprensa, das elites e do tribunal de exceção, a merecer de novo o voto popular.

Outra consequência da decisão do STF ao acolher os embargos infringentes é o chamado efeito dominó, o que nos consagra definitivamente como o país da impunidade, refúgio ideal para bandidos do quilate de Cesare Battisti.

Conforme noticiado no jornal O Estado de S. Paulo (22/09/2013), tal decisão que empolga os advogados de defesa dos mensaleiros com a possibilidade de lançar mão de mais recursos para defender seus clientes, pode beneficiar réus de 306 ações que se arrastam na Corte, sem previsão de conclusão. Entre os que poderão ingressar com o recurso estão o deputado Paulo Maluf (cabo eleitoral do prefeito Haddad) e os senadores Fernando Collor e Jader Barbalho.

Aos que apelam ao direito de defesa dos réus como algo inerente aos direitos humanos é bom lembrar as palavras do ex-ministro do STF, Eros Grau. Disse ele em entrevista no jornal acima citado sobre os embargos infringentes:

“Admiti-los no STF levaria à instalação do moto perpétuo processual”. “Se cada quatro ou cinco votos forem fiéis, a cada julgamento sobrevirão novos embargos e, continuamente, outros mais”. “Sem fim”. “Os embargos de divergência têm sentido nos tribunais estaduais e regionais”. “Na esfera do STF não, pois ele não se curva, não se põe de joelhos para ser sobreposto a si mesmo”.

O STF se pôs de joelhos e pôs a Nação de joelhos diante do PT e do Foro de São Paulo, pois reforçou ainda mais o Executivo. Já o Legislativo é o que se conhece, facilmente comprável.

Em recente e magistral texto, baseado na mídia internacional, Francisco Vianna cita uma recente publicação do The Wall Street Journal, sobre os rumos do Brasil, que vale a pena repetir:

“Tais rumos são os que enveredam pelos escuros antros da corrupção sistêmica do Estado e de suas relações público-privadas, estimuladas por um sistema judicial cooptado, pelo Executivo que garante uma impunidade geral e irrestrita aos corruptos e corruptores”.

“Também, por todas as medidas socialistas de desconstrução por intuscepção da democracia do mérito (a partir de dentro dela própria), através do favorecimento do crime organizado (privado e estatal), pela anulação do sistema legislativo mantido a peso de ouro e legislando em causa própria, com uma oposição de faz de conta, e por uma infraestrutura que não atende ao nível de produção do país”.

Depois de falar grosso na ONU afrontando os Estados Unidos, contraditoriamente a presidente Rousseff foi implorar ajuda da elite e do capitalismo norte-americanos e internacional. O governo petista não percebeu ainda que os idiotas somos apenas nós, público interno, e que sua escolha é mais do que evidente. Não interessa a democracia, a liberdade, a prosperidade. A Nova Ordem Petista nos vincula à China, à Rússia, aos piores ditadores mundiais e às aberrações latino-americanas como Cuba, Venezuela e outros antros antiamericanos.

Como poder reforçado no Executivo o PT deve agradecer aos seis ministros que livraram seus asseclas das penas maiores. Principalmente, agradecer ao ministro Celso de Mello que reafirmou o já sabido: no Brasil e justiça não vale nada, vale ter dinheiro e ótimos advogados.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - www.maluvibar.blogspot.com.br - mlucia@sercomtel.com.br