terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Falência do Capimunismo Petralha

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A bolsa de valores brasileira com o segundo pior desempenho do ano de 2013, com perdas de US$ 220 bilhões, dá uma contribuição para acabar com o discurso de fim-de-ano ufanista, eleitoreiro e mentiroso da Presidenta da República Capimunista e Sindicalista do Brazil. Só falta agora a Dilma Rousseff tirar onda porque a Bovespa, pelo menos, ficou à frente da bolsa do Peru, em um universo de 94 bolsas avaliadas no mundo...

O que se pode esperar de um País sem governança corporativa em que os corruptos desviam R$ 200 bilhões por ano – segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento? O valor jogado fora pelo sistema do Crime Politicamente Organizado superou os R$ 140 milhões gastos em Educação e Saúde. Só falta agora a Dilma, cinicamente, reclamar que a ONU é a promotora da guerra psicológica contra nossa economia...

Outro número que confirma a falência conceitual do sistema econômico brasileiro, que pode ser mais bem definido como um Capimunismo (combinação de capitalismo de Estado com pretensas práticas socialistas-comunistas). Além de praticar uma carga tributária superior a 40% contra a maioria dos contribuintes, via Super Receita Federal, em 2013, o governo petralha concedeu R$ 274 bilhões em desonerações tributárias e subsídios aos empresários aliados – que, geralmente, devolvem parte da grana na campanha eleitoral ou no formato de mensalões por debaixo dos panos.

Em 2014, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o governo deixará de arrecadar R$ 323,17 bilhões com os favores aos parceiros... Assim, para bater os seguidos recordes de arrecadação, o dinheiro que concede com uma mão precisará ser tungado, da sociedade, pela outra mão grande que cobra impostos... Por isso, a tão falada reforma tributária nunca entra na agenda do governo que gasta, desperdiça e rouba cada vez mais.

O valor torrado pela corrupção e pelas benesses capimunistas (cuja soma chega a absurdos R$ 500 bilhões) pelo menos é bem superior a um outro número hipoteticamente calculado. Se o governo fosse obrigado a pagar a tabela publicitária comercial pelos sete pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão deste ano que se vai, a conta seria de R$ 175 milhões. Desde o início do governo – segundo contas do site Coturno Noturno -, Dilma já fez 17 aparições chapa-branca em RTV, o que consumiria R$ 425 milhões. Pelo menos, tal valor não saiu dos cofres públicos...

Mas quem quiser ficar PT da vida com dinheiro jogado fora em propaganda, basta ver quanto o governo torrou na mídia, em 2011, via agências de publicidade, segundo dados oficiais da própria Secretaria de Comunicação da Presidência da República: nada menos que R$ 1.647.952.575,64. O relatório pode ser conferido pelo link:  http://pt.slideshare.net/arykara7002/dados-iap-2011

Existem muitos outros números para demonstrar a incomPTência do governo Dilma-Lula. Mas ano está acabando... Logo mais, todo mundo vai celebrar mera mudança no calendário gregoriano... Enquanto isso, muitos nem vão lembrar que o desgoverno do PT já acabou com o Brasil...

Por isso, a única mudança concreta para 2014 é a ironizada na foto abaixo...


Liberdade Total


Digitando...


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Dezembro de 2013.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Discurso Shangri-lá da Dilma desenha Brasil petralha e capimunista perdido no horizonte


Filme “Horizonte Perdido” (EUA, Columbia Pictures, 1973, 150min)

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Presidenta Dilma Rousseff passou ontem o “recibo” de quanto o julgamento do Mensalão afetou o PT, obrigando seus marketeiros a adotarem uma tática defensiva no discurso dominical de fim de ano. Dilma foi obrigada a driblar o tema, abusando de uma mentira sobre a fragilidade que mais incomoda a petralhada: “Não abrimos mão, em nenhum momento, de apoiar o combate à corrupção em todos os níveis. Exatamente por isso, nunca no Brasil se investigou e se puniu tanto o malfeito”.

Em tom propagandístico e ufanista na cadeia de rádio e televisão, o discurso da Dilma só pode ter sido inspirado no clássico filme “Horizonte Perdido” (EUA, Columbia Pictures, 1973, 150min – um remake de um filme de Frank Capra, em 1937). Em busca de ajuda, os sobreviventes da queda de avião no Himalaia, após uma violenta tempestade, encontram um estranho e maravilhoso mundo chamado Shangri-lá, onde existe a eterna juventude e a felicidade plena.


Só isso explica que os redatores marketeiros tenham feito Dilma ler no discurso de pré-campanha reeleitoral: “Nos últimos anos somos um dos raros países do mundo em que o nível de vida da população não recuou ou se espatifou em meio a alguma grave crise. Chegamos até aqui melhorando de vida, pouco a pouco, mas sempre de maneira firme e segura. Construindo a base para que a expressão melhorar de vida deixe de ser, em um futuro próximo, um sonho parcialmente realizado, torne-se a realidade plena e inegável da vida de cada brasileiro e de cada brasileira”.

Só faltaram, como fundo do discurso da Dilma, as canções de Burt Bacharach e Hal David que tanto sucesso fizeram no filme dirigido por Charles Jarrot. O Brasil, petralha e capimunista, é um perfeito “Lost Horizon”. O apelo ao eleitorado jovem foi patético: “Você, jovem, sabe o quanto o seu padrão de vida melhorou comparado ao que você tinha na infância e ao que seus pais tinham na sua idade. Usem essa fotografia do presente e do passado recente como pano de fundo para projetar o futuro. Esta é a melhor bússola para navegar neste novo Brasil”.

Dilma também tentou vender, antecipadamente, um antídoto contra os ataques que sofrerá, principalmente do PSDB, sobre as falhas no modelo econômico: “Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas”. Mas Dilma exagerou na dose de criar ilusões sobre a eficácia e eficiência de sua equipe econômica no combate à crise (que o governo não admite existir): “Nisso o governo teve uma ação firme, atuou nos gastos e garantiu o equilíbrio fiscal, atuou na redução de impostos e na diminuição da conta de luz. Nesses últimos casos enfrentando duras críticas daqueles que não se preocupam com o bolso da população brasileira”.

Quem tiver estômago para ouvir besteira, pode rever os 11 minutos e 49 segundos do discurso de Dilma – uma aula de como não se deve fazer propaganda política.




Ano que nunca acaba...


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2013.

A Causa de tudo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Humberto de Luna Freire Filho

Tudo o que está acontecendo na região de Humaitá, reserva indígena de Tenharin é o resultado prático da falta de conhecimento do semianalfabeto Luiz Inácio Lula da Silva e da irresponsabilidade, ou talvez, mau caratismo de Celso Amorim que, quando ministro das Relações Exteriores, mandou a diplomacia brasileira assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que dá independência territorial, política, econômica e cultural às “reservas”; ou seja a União perde a soberania sobre todas as reservas indígenas brasileiras.

As fronteiras Norte serão praticamente apagadas. Esse tratado há muito já foi rejeitado pelo Canadá, pelos Estados Unidos e pela Austrália, países que tem pendência com nativos na área jurídica. Para quem não sabe, o Brasil hoje não é uma nação una, são várias nações independentes dentro do nosso território, inclusive com direito a acessar fóruns internacionais.

Porém, como na época da assinatura houve uma forte reação das Forças Armadas contra esse tratado da ONU, o Exu de Garanhuns acovardou-se e não o enviou para ratificação pelo Congresso, condição indispensável para que possa realmente entrar plenamente em vigor. Se nós não tivéssemos um Legislativo formado em sua maioria por bandidos, esse tratado poderia ser desaprovado.

O atual governo o mantém engavetado. Melhor assim, enquanto a Câmara e o Senado não trocarem os ratos por verdadeiros patriotas.


 Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Super Barbosa para Presidente? Ameaça ou Oportunidade?

Barbosa ficaria bem nesta foto? Ou a sorte dele é só viajar em voo comercial?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República em 2014 voltou a ser um tema tratado, com seriedade, no submundo político de Brasília. Embora seja um bom assunto para uma fofoca de final de ano na Ilha da Fantasia, vale a pena fazer uma análise FOFA (como se diria em Portugal) sobre a entrada do “herói nacional” Barbosa como um Coringa (ou como um Batman?) na disputa pelo trono republicano do Palácio do Planalto.

A única certeza é que a coisa está preta para Dilma Rousseff, mesmo sem adversários de grande expressão nacional, como Aécio Neves, Eduardo Campos e Ronaldo Caiado. Com Barbosa na disputa (se os malvados quiserem levar para um lado racista sexual), a coisa pode ficar ainda mais preta. A corrupção petralha criou as pré-condições para o surgimento de uma espécie de “Cavaleiro das Trevas” capaz de combatê-la.

A coisa está nigérrima – como diria o Félix da novela Amor à vida. Dilma acaba de sentir indícios de impopularidade na recente viagem para ver as enchentes no Espírito Santo. E seus marketeiros já sabem e temem que Dilma seja eleitoralmente prejudicada pela economia. Pibinho, com risco de inflação e excesso de gastos com a Copa do Mundo, em vez de focar no investimento em infraestrutura de verdade, podem ser fatais para a reeleição. Para piorar, a mancha do mensalão colou nos petistas, e não dá mais para desgrudar.

A Oligarquia Financeira Transnacional – que define o destino do Brasil, no submundo político-econômico – já decidiu e vem dando repetidos sinais de que é hora de tirar o PT do Poder Presidencial. Acontece que a “mudança” pretendida pelos controladores globalitários representa apenas uma troca de figurinhas no tabuleiro da politicagem. Retiram-se os petralhas e outros aliados menos trapalhões são colocados no palco do teatrinho. A preferência é pelos socialistas fabianos como Aécio e Eduardo, com Marina ou não. O Super Barbosa pode correr por fora neste processo que em nada ou pouco altera o destino do Brasil? Pode sim!


Sigamos o manual de administração português, e façamos uma análise FOFA da situação. Vale a pena refletir sobre as Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças de uma eventual – porém nada surpreendente - candidatura Barbosa para Presidência da República. A indagação mais repetida pela maioria dos que se aventuram a avaliar a hipótese é: Barbosa pode ser a reedição de um Fernando Collor de Mello, eleito como um cara novo na política e caçador de marajás (no caso atual, os mensaleiros), mas que pode ser facilmente tirado do poder por falta de base política?

Inegavelmente, na conjuntura atual, Barbosa é um nome popularmente forte para disputar e vencer uma corrida presidencial. Aliás, no cassino da urna eletrônica sem chances de auditagem da votação, até minha mãe (que já morreu) tem chances... Barbosa tem tudo para sair vencedor – se entrar no octógono da sucessão de 2014. O maior problema é como Barbosa, sem tradição política, iria governar depois... No tradicional cenário brasileiro, o mais provável é que consiga a sustentação governista de sempre do PMDB – que está doido para trair o PT na primeira oportunidade viável...

A oportunidade é excelente para o lançamento de um nome como o de Barbosa. Pesquisas qualitativas indicam que o eleitorado gostaria de “renovação” na política. O homem que teve a coragem de colocar na cadeia os mensaleiros, que não é político profissional, se encaixa perfeitamente no perfil. Além disso, a imagem de “justiceiro”, gerada no imaginário popular, delega a Barbosa super poderes para mudar a face da política brasileira. Tudo muito lindo até a hora em que se avaliam as fraquezas e ameaças de uma candidatura Barbosa...

A entrada em cena de um Barbosa é igual ao que teria acontecido se o popstar Sílvio Santos tivesse disputado a eleição presidencial de 1989-90, contra Collor, Lula e Brizola. O Homem do Baú da Felicidade foi forçado a sair o páreo, porque representava uma ameaça ao esquema vigente, com chances de vitória. Quem garante que o mesmo “chega pra lá” não será dado no Super Barbosa, até abril ou maio? Barbosa só entra na disputa se tiver o apoio da Oligarquia Financeira Transnacional e dos tentáculos dela no Brasil. Do contrário, a aventura nem começa...

Também é preciso considerar aquela que seria a maior fragilidade da opção Barbosa – e que é apontada, também, como sua suposta maior força: o fato de não ser político. O estilo Barbosa, aparentemente centralizador e autocrático, será facilmente atacado pelos adversários como um “projeto de ditadura com apoio do Judiciário”. Os militares da ativa não digerem bem essa possibilidade, embora muitos militares na reserva pensem que Barbosa seria “a solução”. Talvez seja para derrotar o PT (que já perdeu a eleição de 2014)...

Antes de embarcar na aventura das urnas, é preciso ficar claro para qual Super Barbosa torcem as “legiões”. Será o Super Barbosa, justiceiro, que fez de tudo para condenar e botar na cadeia os mensaleiros, apelando até para a questionável teoria jurídica do domínio do fato? Será o ministro Barbosa que votou a favor do crime de lesa pátria que homologou a reserva indígena Raposa do Sol? Ou será o mesmo Super Barbosa que, no dia 6 de novembro passado, votou contra a chamada Lei do Voto Impresso (artigo 5º da Lei Nº 12.034, de 29 de setembro de 2009), no maior golpe contra a transparência eleitoral? Por qual desses heróis clamam nossos militares?


Enquanto pensam na complicada resposta, na calada da madrugada de hoje, em Las Vegas, terra dos cassinos do Tio Sam, o bravo spider brasileiro Anderson Silva quebrou a perna esquerda e perdeu mais uma para o patriota norte-americano Chris Weidman. Foi um final assustador e inesperado no UFC 168, comandado pelo hiper marketeiro Dana White.

Aqui, no cassino do eleitoral Al Capone, referendado pelo TSE tupiniquim, será que o Super Barbosa vai aceitar correr o risco de ter a canela quebrada no embate contra a Mãe do PACo e velha guerrilheira da petralhada?

O negócio agora é esperar para ver... Se o Anderson Silva vai tirar o time definitivamente dos octógonos... E se o Barbosão vai também se aposentar do STF, até abril ou maio, para comprar uma briga pelo cinturão de Presidente da República de um País potencialmente rico, porém mantido na miséria como colônia de exploração pelos poderes globalitários...

Quem deve estar na maior ansiedade sobre esse arriscado futuro do presente é o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva – que deve disputar o Senado por São Paulo para assegurar uma imunidadezinha parlamentar e um foro privilegiado, se possível também elegendo sua amiga Rosemary deputada federal...

Lula e a petralhada farão de tudo para quebrar a perna do Super Barbosa... Se vão conseguir, são outros quinhentos milhões de dólares...

A União faz a Forca


Feliz Ano novo na Papuda...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Dezembro de 2013.

Saturno engolido pelo seu filho

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Milton Pires

Cada vez que uma pessoa afirma que todos os partidos são "iguais", está automaticamente dizendo que nada na política é responsabilidade de alguém ou de algum projeto de poder.

O PT é uma organização criminosa ligada ao narcotráfico cujo projeto de poder foi capaz de abocanhar e destruir a identidade de todos os outros partidos. Isso ele o fez através da cultura; não da compra de votos no Congresso ou distribuindo cargos...

Não é o governo que é petista; é o Brasil! Mesmo pessoas que não votam nesses bandidos colaboram com eles em função do medo se sentirem velhos, conservadores ou isolados perante o resto de seus conhecidos. Fora das categorias do pensamento petista... Longe do ecologismo, da apologia do aborto e do homossexualismo, esses “velhos jovens” têm medo de ficarem “pra trás”.

O PT é uma doença moral da sociedade brasileira cuja cura só pode se dar através da reparação individual e da coragem de ter uma opinião própria que não dependa da aceitação "social"... O Brasil precisa de uma sociedade, em certo sentido, "não civil" haja visto que esse termo engloba em si mesmo todos os valores do relativismo e da apatia que o Partido-Religião conseguiu implantar no país...

A "sociedade civil organizada" nada mais é do que a ditadura cultural do Partido-Religião em pleno andamento. Nunca essa sociedade "organizou-se" de maneira espontânea aqui no Brasil... Ela foi, e ainda é, metodicamente construída, diariamente elaborada silenciosamente e quase de maneira subliminar por uma elite universitária que conseguiu associar normalidade (inclusive em termos de saúde mental) à aprovação coletiva...

O mundo do partido religião é um mundo de números..um mundo de quantidade onde qualquer diferença se perde ou é artificialmente construída segundo interesses políticos..Não existe "certo" ou "errado" para o Partido...Não existem contradições no sentido moral do termo pois a própria moral é apenas instrumento na guerra assimétrica onde pode, acima de tudo, emprestar à luta intestina dentro do próprio Partido a impressão de democracia que deve ser atribuída à sociedade..

A discussão sobre a cultura no Brasil é a discussão possível dentro das tendências do Partido... Os rumos da democracia da Nação são aqueles discutidos em seus Congressos Nacionais..Não há mais diferença entre o Governo, a sociedade e o Partido... Tudo é o Partido e nada pode escapar ao debate dentro dele... O debate sobre o futuro do Brasil, seus problemas, seus rumos tornou-se finalmente uma discussão de assembleia petista...

Todos os termos usados são termos do debate intrapartidário de maneira que seria melhor entendermos para sempre que só existe um Partido no Brasil, todos os outros são "correntes"..."tendências"... "alas" ou seja lá que nome queira se usar para esconder para sempre uma história curiosa: Um “Saturno nos Trópicos” que Scliar não imaginou..ou que imaginou mas sobre o qual não quis escrever... Filho do Brasil; o PT engoliu seu próprio Pai...


Milton Simon Pires é Médico.

Brasil, meu Brasil acomodado

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fabrizio Albuja

Meados do século XVI, alguém tinha que vir explorar a nova terra. Quem veio? Bandidos, estupradores, ladrões, assassinos, enfim, gente que não tinha nada a perder. Gente que não queria conquistar a dignidade senão apenas conseguir as coisas a qualquer custo.

Essa é a herança que temos dos primeiros desbravadores do continente americano. Uma associação de pessoas nada cultas, com seus conceitos únicos de ética e principalmente interesseiras sem limite.

Daí se soma a chegada de escravos que foram tirados das suas famílias, suas terras, e principalmente da sua cidadania e carregam um ódio social por todos os séculos de sofrimento que a eles lhes foi proporcionado.

O Brasil se transforma da terra da esperteza, na terra do jeitinho, na terra da sobrevivência a qualquer custo. Mentir é uma virtude, passar a perna no outro é um talento. Somos alegres não por natureza, mas porque a natureza nos faz cínicos diante dos outros.

Já no século XIX, uma crise europeia e as guerras propicia a chegada de imigrantes das mais diversas nações e culturas que passaram a descobrir formas e oportunidades nesta terra dos espertos. Uma característica fundamental dessa migração era a ressurreição da dignidade mediante o trabalho. Passamos a construir um país e constituir regras econômicas, sociais e políticas.

Então chegamos ao século XXI. E as nossas raízes fundamentais voltam a se fortalecer mostrando que somos, no geral, um povo que pensa sempre em passar a perna no outro.
Pessoas que preferem viver na mediocridade ao invés da meritocracia. É valorizada a ignorância com havaianas nos pés ao invés do intelecto descalço. A preguiça como pecado capital foi substituído por um cartão bolsa qualquer coisa. A dignidade de criar valor agregado ao próprio esforço foi colocada no lixo ao saber que quem faz menos tem mais vantagens.

Somos realmente um país de vagabundos, acomodados e espertos, ou apenas queremos aparentar isso pois nos faz sentir de alguma forma superior aos outros a fim de esbanjar a arrogância do verde amarelo?

Já fui chamado de comunista, mas na real, mal interpretado. Não gosto de definições sociais exatas, porque elas não existem de fato. Acredito que quando existe esforço ele deve ser recompensado e que não há nada mais digno do que dizer: “eu paguei com meu suor”. E nada pior em saber que vivemos numa realidade social e política em que os brindes falam mais alto.


Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Dilma é denunciada por carta com campanha antecipada

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se a lei fosse efetivamente cumprida no Brasil, uma besteira imbecil cometida recentemente pelas “puxa-sacas” de Dilma Rousseff poderia lhe custar o mandato e a chance de reeleição. Dilma foi denunciada na Procuradoria Geral da República por “envio de mensagens de promoção pessoal da Presidente da República a todos os servidores públicos federais no dia 23 de dezembro de 2013”.

Aparentemente, a bobagem foi cometida por duas mulheres muito próximas da Presidenta. A ministra de Planejamento, Miriam Belchior, e secretária de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim de Brito. As duas, junto com a chefona, foram denunciadas por abuso de poder político e econômico da Presidenta da República, pelo envio de carta natalina aos servidores públicos. O autor da denúncia – que deve dar em nada, como tantas outras, foi o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio.

O líder tucano foi direto na representação contra Dilma e suas aspones, ao lembrar que, além de ilegal, a prática pode configurar improbidade administrativa e abuso de poder eleitoral em benefício da candidatura de Dilma Rousseff: “A Secretaria de Gestão Pública não está autorizada a realizar atos de comunicação social da Presidente da República em substituição ao órgão a que a lei atribui essa função: a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”.

O desgoverno petralha consegue primar pela imbecilidade, pela prepotência e pela corrupção com a coisa pública. O problema é que o Ministério Público e o Judiciário – não dá para contar com a fiscalização do Legislativo corrompido por mensaleiragens – deixam que a lei seja descumprida, sem punição aos infratores. Assim, na base da sacanagem e da impunidade, a petralhada segue com o triunfo de sua vontade no aparelhamento dos podres poderes de uma coisa que nem dá para chamar de República.

A Lei de Improbidade Administrativa (n°8.429/92) está em vigor...

Homem bolha


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Dezembro de 2013.

A Luz Vermelha já acendeu na economia brasileira

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

As críticas ao contexto da economia brasileira se ampliam com muita velocidade, sendo elas procedentes de economistas, financistas e empresários,  dirigidas à Presidente Dilma e ao seu fiel escudeiro Guido Mantega.

As contas públicas internas e externas demonstram evidentes deteriorações e necessitam ser equacionadas; isso passa por aumento da carga tributária (36,5% do PIB), se persistir o atual modelo de gestão. São referências incontestáveis do descalabro que estamos contemplando, sentados na arquibancada da vida, apreciando o exuberante picadeiro do circo petista.

Iniciamos pelo letárgico combate à inflação, quando a preocupação do governo está mais focada no índice do que nos efeitos inflacionários. A inflação continua insistindo em forçar o teto da meta estabelecida, em virtude dos elevados gastos fiscais, crescentes e expansionistas.

O superávit primário mostra-se incapaz de refrear o crescimento da dívida; provavelmente sem conseguir cumprir a meta anual, fortalecerá em conjunto com outros indicadores relevantes o perigo de rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco.

Um programa de infraestrutura, ainda que atrasado, está finalmente caminhando vagarosamente em função da demora em atrair capitais privados para os inúmeros projetos que se encontram mofando nas prateleiras do Governo Federal.

O desemprego desgarra-se com leniência das mínimas históricas e o saldo líquido de geração de empregos formais de janeiro a novembro foi insignificante se comparado aos últimos dez anos. O déficit nominal aproxima-se de 3,5% do PIB, o pior resultado desde 2009.

As vendas no varejo já ameaçam declinar com a queda do crédito e o endividamento das famílias com o sistema financeiro atualmente é de 45,4%, o que, juntamente com os juros praticados pelo BC, estão dando sinais de elástico crescimento.

O Brasil acumulou, entre janeiro e novembro do corrente ano, um déficit de US$ 89 milhões na balança comercial, um péssimo saldo para esse período nos últimos treze anos, segundo o relatório divulgado pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Apesar de o país acumular déficit até novembro, tanto o Banco Central como os analistas do mercado financeiro preveem que o Brasil terminará o ano com um superávit na balança comercial em torno de US$ 1,3 bilhão. Se essa previsão se cumprir, a nação registrará em 2013 um superávit muito inferior ao de 2012 (US$ 19,430 bilhões), que já tinha sido o pior resultado dos últimos dez anos; um exemplar inchaço do déficit de conta corrente de 3,7% do PIB.

Nesse ambiente pouco animador e com outros resultados que serão vistos adiante, o empresário trava seus investimentos por aqui e começa a abandonar o Brasil.

Sem falar da “contabilidade criativa”, uma maquiagem fashion, iniciada no ano passado para esconder os indecorosos gastos do governo com a burocracia, os cargos públicos e os ministérios, esquecendo-se de investir no que é prioritário para que o país possa crescer de forma sustentável.

O governo construiu uma perfeita simbiose falimentar entre o Tesouro e as empresas públicas, tendo como exacerbação financeira os notáveis exemplos de interferências em grandes empresas como Petrobras, Eletrobrás, bancos federais, incluindo outras de menor porte, com respingos irresponsáveis em diversas organizações privadas.

Além do atributo da ineficiência que tende a desequilibrar suas finanças, as empresas estatais constituíram focos de corrupção e de nepotismo que realimentam muitos desempenhos negativos.

Faltam alterações frequentes de marcos regulatórios e as “privatizações” (denominadas concessões) estão alinhadas a empresas estatais ineficazes, o que impede um maior interesse do setor privado.

Os indícios dos obstáculos presentes na economia brasileira começaram a aflorar silenciosamente desde o início do atual governo e já estamos recebendo há meses suas consequências naturais, provenientes de um ultrapassado modelo econômico.

O desempenho industrial não avança em função da ausência de investimentos do setor privado nacional e dos potenciais investidores estrangeiros. Há queda nas exportações e as empresas tornam-se menos competitivas para incursões no ambiente externo.

O jurássico economista e ex-ministro Antônio Delfim Netto, grande colaborador dos governos militares, reconhecido nacionalmente como o ilustre “guru” dessa atual gestão pública, converteu-se inesperadamente em um crítico áspero da atual política econômica que segue com certa paridade a praticada nos anos milagrosos da década de 1970. Ironicamente, profetizou que o Brasil corre o risco de entrar numa “Tempestade Perfeita” – em Economia, dá-se esse nome à conjunção de fatores internos e externos que podem abalar um país.

Esta metamorfose, para o Prof. Delfim Netto, deverá ocorrer a partir do processo que a economia global está aguardando com expectativa da reversão, com intensidade variável, para mais ou para menos, da política monetária americana, vigorosamente expansionista, praticada pelo FED – Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) para fazer o país emergir da crise que eclodiu em 2008 e que provocou graves consequências em outras nações.

À medida que menos dólares forem emitidos (a partir de janeiro de 2014, passará à proporção de US$ 75 bilhões/mês) e que a oferta de moeda estrangeira escassear, através do enxugamento dos estímulos monetários praticados, haverá desequilíbrios nos principais ativos, especialmente no câmbio, juros e ações.

A presidente Dilma necessita imediatamente dar um passo decisivo para a recuperação da confiança, pois a desconfiança é fato repisado, mesmo que o governo a todo instante tente desqualificá-la como iniciativa de profissionais pessimistas.

As sinalizações mais acentuadas dos notórios equívocos de política macroeconômica e as experiências adotadas através de ações anticíclicas em nossa economia estão sendo observadas e analisadas com muita percuciência pela vasta classe empresarial reconhecidamente formadora de opinião pública.
O fragoroso desempenho do PIB relativo ao terceiro trimestre divulgado há dias atrás, apresentou uma contração de 0,50%, reflexo incontestável da nossa fragilidade econômica.

O raquítico crescimento da indústria em 0,1%, igualmente para o setor de serviços, demonstra que ambos estiveram praticamente anestesiados. A agricultura, que vinha se apresentando como a tábua de salvação do PIB brasileiro nos trimestres passados, teve uma queda expressiva de 3,5% e a composição bruta do capital fixo, que reflete a alavancagem futura, sofreu um decréscimo de 2,2%.

A taxa de poupança apresentada de 15% do PIB é irrisória para quem se compromete a apresentar um robusto crescimento, apesar dos supostos juros excessivos praticados pelo Banco Central. Da mesma forma, inclui-se também a taxa de investimento que alcançou somente 19% do PIB.

Os desempenhos pífios apresentados pelo PIB nos últimos trimestres referentes às suas expansões e contrações, demonstram efetivamente a ineficiência característica de um planejamento concebido para uma política econômica direcionada estrategicamente para apresentar apenas desempenho no curto prazo. Quando por acaso acontece o crescimento, este é de baixa consistência, o que provavelmente deverá arrastar o país para o terceiro ano consecutivo sem apresentar o êxito desejável.

É imprescindível e inadiável harmonizar a política fiscal. O câmbio carece de um fundamental equilíbrio e uma menor vigilância do Banco Central, buscando aliviar a pressão inflacionária e, consequentemente, trazendo no curto prazo a inflação ao centro da sua meta.

É necessário, o quanto antes, um redirecionamento para um novo arquétipo econômico, pois o atual se encontra exaurido. Este deve ser bem menos intervencionista, trazendo no seu vácuo um amplo choque de credibilidade patrocinado pelas autoridades brasileiras, denotando um sólido comprometimento em realizar metas positivas e confiáveis, medidas eficazes que corroborem o discurso da austeridade, levando assim, plena confiança aos investidores privados e internacionais.

Estamos entrando em um novo ano iminentemente eleitoral, com seu calendário impondo a manutenção das políticas atuais, com boa parte das forças partidárias convergindo para a reeleição da atual mandatária.

Quanto mais o governo protelar os ajustes indispensáveis à nossa combalida economia, mais profundas serão as necessidades de intervenções, o que ocasionará danos implacáveis à sociedade brasileira e aumentará consideravelmente a possibilidade de poder conciliar simultaneamente o famoso tripé – inflação, gastos públicos e câmbio.

Seja quem for o vencedor nas próximas eleições, teremos um 2015 caótico pela frente.

Que Deus nos abençoe e proteja todos nós.


Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS – Universidade Salvador.

Ajuda à Balança Comercial

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Reginaldo Gonçalves

Para conseguir fechar os números no final do ano e apresentar uma situação menos complicada, o Governo Federal efetuou contínuas operações, que só não chamam a atenção de leigos. A operação efetuada no final de 2012 com a Petrobrás, de forma criativa, postergou o registro das importações permitidas pela Receita Federal e auxiliou o governo a apresentar um resultado da balança comercial superior em US$ 4,5 bi. Medida fortemente criticada e que fez com que a balança comercial atingisse um patamar de superávit de US$ 19,43 bi, que foi significativamente inferior a 2011, quando atingiu o superávit de US$ 29,79 bi. 

Em 2013, houve queda das exportações em virtude de problemas decorrentes do aumento do custo interno das indústrias brasileiras – com acentuado enfraquecimento  das exportações de insumos para indústrias siderúrgicas com relação à China – envolvendo logística, aumento de juros e falta de investimentos na melhoria do setor produtivo, resultando na perda de competitividade. Esta situação colaborou para o aumento das importações.

Paralelamente a isso, a possibilidade dos Estados Unidos alterar os juros e a tímida recuperação dos países da Eurozona, embora ainda longe do equilíbrio de suas economias,  faz com que esses problemas convirjam para uma situação no qual o mercado interno brasileiro precisará de atitudes governamentais para que possa se tornar competitivo e voltar a ter uma situação mais favorável, tanto na economia interna como internacional.

Se já não bastasse o aumento dos juros da taxa Selic ter atingindo o patamar de 10% ao ano, e a possibilidade, a partir de janeiro/2014 para 10,5%, ambos mecanismos elaborados para conter o aumento da inflação, aliada à possiblidade de novos gatilhos no aumento dos combustíveis como forma de reposição das perdas contínuas de caixa da Petrobrás, o Governo, numa mágica tirada da cartola, busca justificar um ano difícil mas com saldo positivo da balança comercial.

 A utilização da Petrobrás para alavancar a política governamental que exporta plataformas petrolíferas, através de venda para suas subsidiárias no exterior e as aluga para a companhia no Brasil, tem engordado de forma artificial a balança comercial. Até a terceira semana de dezembro/2013, a balança comercial, sem considerar as exportações das plataformas que nem saíram do Brasil, teve um déficit em torno de US$ 6,7 bi. Já com a “pequena ajuda do governo”, este número foi revertido com um acréscimo de US$ 7,74 bi, por meio da venda de sete plataformas, o que modificou o resultado para um superávit na balança comercial na ordem de US$1,02 bi.

As manobras governamentais fazem com que cada vez mais haja dúvidas da gestão na manipulação de dados, o que poderá ser um problema para o Governo Federal mais adiante. Isto se verifica pelo contínuo uso da contabilidade criativa, através da venda artificial de plataformas, antecipação de dividendos com as empresas estatais, a pressão por juros mais altos, a busca por aumentos inferiores dos preços controlados nos segmentos de energia elétrica, combustíveis e transporte coletivo.

A pressão por aumentos dos preços para garantir o equilíbrio na geração de caixa, dos acionistas preocupados com o retorno de seus investimentos e a preocupação da Presidência em coibir os aumentos para manter a inflação em patamares controláveis, não extrapolando a meta de 6,5%, poderá gerar um sucateamento maior da indústria e um aumento bem acima da inflação, provocando, em efeito cascata, pressão na inflação e prejuízos maiores nas indústrias do mercado doméstico.

Logo, é iminente que possa haver recessão e com a possibilidade de redução da empregabilidade. É preciso uma ação mais efetiva do Governo para estimular o mercado interno, sendo fundamental a busca por redução do endividamento público, aumento do superávit primário para amortização dos juros da dívida e a possibilidade de redução do principal da dívida. Tudo isso aliado  à maior eficiência da máquina em investimentos prioritários em saúde, educação, habitação e transporte, redução dos juros para estimular a produção, dos custos logistícos e dos preços controlados, juntamente com a redução dos impostos,  minimizando, desta forma, os pro blemas existentes na perda de competitividade.

Enquanto o Governo pensar em ajustar números, modificar índices ou fazer manobras contábeis para justificar o atendimento das metas, certamente colocará o Brasil em situação difícil.  Sabe-se que 2014 será um ano difícil e corremos o risco de o Governo usar a máquina administrativa para aumentar a possibilidade de sua reeleição e, todo esse represamento no combate à inflação, poderá causar um impacto negativo, que respingará em 2015.

É hora da sociedade cobrar mais eficiência no uso do recurso público e menos manobra para ajuste dos números, é preciso o estímulo no setor produtivo para que haja crescimento com responsabilidade social.


Reginaldo Gonçalves é coordenador de ciências contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM.

Improbidade Administrativa

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Humberto de Luna Freire Filho

O Presidente do Senado, me nego a citar seu nome, deverá ressarcir o erário em 32 mil reais por conta de seu turismo capilar usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e em 1 bilhão de reais a sociedade brasileira por danos morais.

A sociedade também espera que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha coragem para, usando de suas atribuições, Lei de Improbidade Administrativa (n°8.429/92), comece a afastar do serviço público todos os ratos que circulam livremente palas salas, gabinetes e os fétidos porões dos três poderes.

Isso antes que destruam o que ainda resta do país.

Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

Zumbis

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Na sua edição de fevereiro de 2013, a revista britânica The Economist assinalou que os políticos brasileiros bem poderiam ser considerados zumbis, designação atribuída a criaturas mortas, e que, reanimadas, vivem a perambular, agindo de forma estranha e instintiva, apavorando e iludindo os seres normais. 

O exemplo então citado pelo periódico inglês para justificar o rótulo, foi o presidente do Senado, Renan Calheiros, símbolo emblemático de homem público que, engalfinhado com casos de corrupção, detém e exerce enorme parcela de poder. Ou seja; uma criatura que, durante algum tempo, espertamente embalsamada para se livrar da maldição temporária dos vivos, ressuscitou e reapareceu, ágil e atento, perturbando uma sociedade impotente para mudar o panorama vigente, por possuir como única arma um viciado sistema eleitoral, arquitetado por  notáveis zumbis, ao longo de décadas de atuação. 

Apesar de didaticamente exemplar a atuação do nosso Senador para configurar a existência entre nós dessas apavorantes criaturas, é sabido que a nossa classe política está cheia deles, prontos, por exemplo, a requisitar e utilizar jatinhos oficiais de forma irregular e, após flagrados, virem a público, com expressão angelical (os zumbis se transfiguram!), declarando-se dispostos a consultar a FAB para saber se erraram, prontificando-se a ressarci-la, como se fosse companhia aérea. E se não fossem flagrados?  

Paulo Roberto Gotaç é Capitão-de-Mar-e-Guerra, reformado.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Guido Mantega declara guerra à Rede Globo

Edição Natalina do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Ministério da Fazenda, junto com a Receita Federal, e a Rede Globo estão de mal. Por ordem direta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, há dois dias os burocratas de sua assessoria se recusam a comentar assuntos incômodos abordados pela produção do Jornal Nacional: aumento do IPI para carros e mais um criminoso reajuste, abaixo da inflação, na tabela do Imposto de Renda. As duas medidas fazem os brasileiros pagarem mais impostos ainda.

Se for levada adiante, agravando-se, a briga pode custar muito caro para ambos os lados. Sempre que a Globo toma raiva editorial de alguém, o alvo dos ataques cai em desgraça – principalmente se é alguém ocupando um cargo poderoso em qualquer governo que seja. Ainda não dá para saber se a guerra vai adiante, ou se o Palácio do Planalto vai dar uma ordem para o conflito acabar imediatamente.

No entanto, se o Palácio do Planalto resolver imitar a turma de Hugo Chávez, impondo uma censura econômica à Globo, diminuindo os anúncios comerciais ou atrasando o pagamento deles, a empresa da família Marinho é quem pode sentir um duro golpe. A Receita Federal, subordinada à Mantega, já aplicou, neste ano que acaba, uma multa impagável à Globo – o que indica que a relação para o ano reeleitoral está mais que desgastada entre o governo e a mais governista das emissoras.

A Globo foi na veia contra o governo. Citou o  Dieese (Departamento Inter-Sindical de Estudos Socio-Econômicos) para lembrar o criminoso fato de que, desde 1996 as faixas do Imposto de Renda não acompanham de perto a inflação. Segundo reportagem do Jornal Nacional, se as faixas do leonino imposto acompanhassem, só pagaria o tributo o brasileiro que tem salário a partir de R$ 2.758 reais. A Globo frisou que, no ano que vem, quem ganhar R$ 1.787 já vai pagar.

“A correção das faixas do imposto de renda é de 4,5%, ou seja, não atualiza sequer a inflação deste ano - que, segundo o Boletim Focus do Banco Central, deve chegar a 5,7%”. A matéria do JN foi didática na detonação ao governo Dilma Rousseff: “O que o governo considera o primeiro andar do Imposto de Renda começa em R$ 1.710,78, com alíquota de 7,5%. Quem ganha menos que isso não paga imposto. Quem ganha igual ou mais paga. A Receita já desconta no salário do trabalhador. Ano que vem, esses andares vão ficar mais altos. O piso sobe para R$ 1.787,78. Quem tiver salário menor que isso será isento. Os andares de cima, onde o imposto varia de 15% a 27,5%, também serão atualizados”.

Ouvido pela Rede Globo, José Silvestre Oliveira, coordenador Relações Sindicais do Dieese, chutou na cabeça: “O primeiro efeito é que menos gente pagaria Imposto de Renda. E o segundo efeito é que aqueles que vão pagar pagariam menos. Teria mais dinheiro para consumir, para gastar, teria mais dinheiro para poupar fazer aplicação, enfim, seria um ganho para os trabalhodores, todos ganhariam, né?”. Na mesma matéria, o tributarista Miguel Silva faz um cálculo para mostrar o que vai acontecer com um trabalhador que ganha hoje R$ 1.710, é isento e vai ter o salário corrigido pela inflação: “Ele vai ganhar a partir de 2014, R$ 1.809. Ele não era contribuinte em 2013, passa a ser contribuinte a partir de 2014, vai pagar imposto”.

Por ironia, tendo problemas no pagamento dos impostos com a Receita Federal, é a Globo quem corre o risco de tomar o troco mais truculento do desgoverno petralha. Como já foi dado o sinal de que a Globo partiu para a oposição, a briga pode render...

Ter ou não ter...


Diabólica


Doador


Petralhice


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Dezembro de 2013.