quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A América do Sul não se unirá

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gélio Fregapani

Continuou o forçamento governamental para uma utópica integração da América do Sul sem ter o consenso da nossa sociedade, que é a mais prejudicada, nem das outras, as beneficiadas, mas que nos acusam de imperialismo.

A América do Sul não se unirá. É uma região dividida pelo o gigantismo brasileiro, pelo chavismo venezuelano, pela mística indígena e cocaineira boliviana, pelo esquerdismos  uruguaio, o populismo argentino, o enclave dos EUA na Colômbia e o contrabando endêmico do Paraguai. A tentativa de  integração regional só atrapalha a defesa dos interesses do Brasil como ator global, mas estranho e ilógico mesmo é o entranhado amor por Cuba, que nem faz parte da América do Sul.

- A Dívida Pública manipulada continuou a nos impor uma sangria de quase a metade do orçamento somente com os juros. Enquanto, não baixarmos os juros e não nos livrarmos da dívida nenhum governo pode dar certo. Caso forcemos a baixa, a oligarquia financeira internacional apoiará uma revolução. Aliás, parece que já “decretou” a mudança de governo.

-Agravando a pressão dos juros, nem se fala em reduzir o número de ministérios nem de senadores, deputados, vereadores, nem de reduzir as mordomias, assessores, carros, motoristas e o que é pior: continua o repasse de verbas para  ONGs, que em grande parte trabalha para paralisar o progresso.

- Os partidários do Genuíno teriam mandado dinheiro para que ele pagasse a multa. Como ultrapassou o necessário, a sobra teria sido repassado ao Delúbio. Foi publicado que um dos contribuintes entrou com quase meio milhão. Socialista rico? Talvez, mas houve uma transferência de 50 mil euros na Europa para a conta, no Brasil, do ex-tesoureiro petista. O dinheiro veio em nome de italianos e marroquinos usados como “laranjas”. Nesse mato tem coelho...

- A reeleição do atual governo já não é mais uma certeza, quer em função da atuação da oligarquia financeira internacional, quer em função de eterna leniência com a corrupção e dos erros da atual política. De qualquer forma, ganhe quem ganhar, prenuncia-se grandes dificuldades para o futuro governo, pois as tropas de choque petistas em caso de derrota tenderão a inviabilizar a administração e o funcionamento do Governo e em caso de vitória petista a oligarquia financeira internacional procurará inviabilizar a economia. Ambas as atitudes são capazes de levar o País à ruína.

Aliás, a Presidente Dilma que inicialmente pareceu disposta a enfrentar a oligarquia internacional, nos últimos tempos passou a contemporizar com suas exigências, numa tentativa de diminuir-lhe as restrições à sua reeleição. Isto indica que, se reeleita cederá tanto quanto cederiam seus adversários. Em resumo, ambas as candidaturas tanto a do PT como a do PSDB tem pouco a ver com o  interesse nacional ou mesmo com ideologias. Elas são basicamente consequência dos pactos entre forças econômicas internas e externas com cada uma delas.

Naturalmente falta aos nacionalistas um lado para apoiar, de uma parte temos o entreguismo explícito e do outro lado o entreguismo disfarçado. Para piorar o quadro podemos esperar por uma disputa pelos votos que a Marina alardeia ter, por ambas as principais candidaturas, com rendição à maligna agenda ambientalista e evidente aporte de forças externas. Como antídoto a essa agenda antinacional, a candidatura ruralista de Ronaldo Caiado propondo a reação às invasões e o fim do acovardamento pode ainda repercutir na opinião pública revoltada com a insegurança e com a política oficial de acovardamento. 

É hora de acabar com o indigenismo antes que incendeie o Brasil. As divergências cada vez mais irreconciliáveis, estimuladas por ONGs estrangeiras e pelo próprio Governo e conflitos podem estourar a qualquer momento. Há focos de conflito iminente em pelo menos sete Estados, todos ligados a disputas entre os índios e proprietários rurais. As disputas de terras entre índios e fazendeiros deverão ser algo mais do que dor de cabeça para a Presidente Dilma neste ano eleitoral. O conflito tende a se agravar e a assumir uma proporção de guerra civil.

- Como boa notícia a provável substituição do Ministro da Defesa, o inconsequente que assinou a convenção dos direitos dos povos indígenas e dando crédito ao publicado na internet, teria ainda distorcido um trecho prejudicando ainda mais o País. Seja bem-vindo futuro Ministro Gabas. Empunhe a bandeira nacionalista que o seguiremos.
No mundo

- Embora seja previsível o desdobramento da crise financeira, não são previsíveis suas consequências. Por enquanto o 'Fed' tem tentado perpetuar a ilusão de que o sistema está solvente, ocultando os dados para esconder a debilidade do dólar. Claro, a exploração do gás de Xisto pode alterar essa situação e se for bem sucedida haverá mais um século de hegemonia dos EUA, que tenderão a se afastar do Oriente Médio. Para o caso do gás de Xisto não corresponder a expectativa os EUA contam com o nosso pré-sal, que deve duplicar a nossa produção em médio prazo.

- Caso, com o sucesso do gás do Xisto, o petróleo deixe de ser uma necessidade crítica é provável que as atenções se voltem para certos minérios essenciais e pouco comuns como as “Terras Raras” o Manganês e o Nióbio. Deste último, possuímos 98% de todas as reservas conhecidas, mas oficialmente exportamos apenas 40% do consumo mundial e a preço meramente simbólico. Caso o nosso País resolva usá-lo politicamente ou mesmo para ganhar o que pode certamente terá retaliações ou mesmo guerra. 

- De alguma forma se observa que as principais ameaças de conflito tendem para um arrefecimento, quer no Oriente Médio entre os EUA e o Irã, quer no Extremo Oriente entre a China e o Japão. As guerras quentes de Terceira geração cedem espaço para as de Quarta geração, todos mantendo consideráveis meios militares mais como elemento de pressão ou de dissuasão. Isto vale também para nós, sendo que a defesa do Meio-Ambiente e a proteção aos povos indígenas serão os prováveis pretextos para as pressões.

- Apesar da desmoralização do aquecimento global, o movimento ambientalista mundial não desiste. No nosso País o Greenpeace nos sugere por o pré-sal de lado e a explorar apenas vento e sol, a desistirmos de Belo Monte, a não asfaltarmos estradas na Amazônia nem melhorarmos os portos. Nas isto só vale para o nosso País. Na Holanda, sede das principais ONGs, fazem-se aterros a todo momento, há inúmeras refinarias, e o porto de Rotterdam acaba de realizar uma enorme expansão. Danem-se os impactos no ambiente...

Que este ano, aconteça o que acontecer, possa o nosso País continuar dono do território que herdamos. Que Deus nos ajude e que façamos por merecer.


Gelio Fregapani é escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sr Gélio:
O caso da Reserva Raposa Serra do Sol precisa ser melhor explicado ao povo brasileiro. Hoje, pode-se supor que tal Ato foi imposto ao governo do Brasil por forças externas interessadas no Nióbio existente naquela região de RR.
O Senhor bem que poderia, com o seu amplo conhecimento do Brasil, nos informar melhor com mais ousadia.