sexta-feira, 23 de maio de 2014

Juiz adverte que parlamentares não são réus na Lava Jato para impedir que STF intervenha nos processos


Enquanto isso, na CPI da Safadena, nada dá em coisa alguma...

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Tem tudo para ser “um tiro n´água” a estratégia - juridicamente armada nos bastidores políticos – para que o Supremo Tribunal Federal passe o rodo no processo da Operação Lava Jato. Antecipando-se ao movimento dos que desejam atrapalhar seu trabalho, o juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou ontem ao ministro Teori Zavascki, do STF, que os deputados André Vargas (PT-PR), Luiz Argôlo (Solidariedade-BA), Cândido Vacarezza (PT-SP) e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) não são investigados pela Lava Jato, embora seus nomes apareçam em envolvimentos com o doleiro Alberto Yousseff.

A mensagem do juiz ao supremo ministro teve o objetivo claro de impedir que Teori consiga avocar, para o STF, em Brasília, os quatro processos que correm na Justiça Federal do Paraná sobre a Operação Lava Jato. A tirada administrativa do juiz Sérgio Moro neutraliza a canetada pretendida por Teori Zavascki – que vem insistindo na interventora tese de que só o STF pode decidir pelo desmembramento de processos. No caso, não tem desmembramento de coisa nenhuma. As ações são diferentes. A hipótese de uma futura “juntada”, para preparar a tradicional pizza, se torna manjada e fica previamente desmoralizada.

O mais recente indicado pelo governo petista ao STF já tinha dado uma pisada na toga, em plena véspera da Copa do Jegue, ao decretar, em pleno domingo (por que não na segunda-feira) a soltura de Paulo Roberto Costa. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras estava preso por um motivo justo e perfeito: foi detido, em flagrante pela Polícia Federal, tentando destruir provas. O STF tomou a estranha decisão de facilitar a vida de quem tentou obstruir o trabalho da Justiça, já que a PF fez operações de busca e apreensão na casa dele por ordem judicial – e não por conta própria.

A apressada libertação de Paulo Roberto Costa – deixando presos os demais réus – teve duas interpretações bem claras nos meios políticos e jurídicos. Primeiro, Paulo Roberto parece ser mais poderoso do que supunha a vã filosofia dos mortais analistas, para obter tal privilégio com tanta rapidez. Segundo, a decisão provisória de um ministro do Supremo, indicado politicamente para o cargo vitalício pelo governo, desgastou a imagem da Justiça perante o segmento esclarecido da opinião pública. Novamente, a inteligência coletiva verificou que, no Brasil da Impunidade, só fica preso quem não tem efetivo poder. Se tiver, ou não é punido, ou ganha liberdade mais depressa. O “rigor seletivo” atinge apenas os inimigos do poder vigente...

Lavagem de segunda


O que esperar de uma classe política em que 121 congressistas, de 16 partidos políticos, receberam doações de R$ 29,7 milhões oriundas de 18 grupos empresariais citados ou investigados pela Operação Lava Jato?

Será que o poderoso Paulo Roberto Costa teria a resposta rápida como a ducha geladinha que tomou na cadeia?

Ou tem gente mais poderosa, acima dele, que poderia responder melhor a essa perguntinha idiota?

Depósitos estranhos

Um dos maiores entusiastas da nada fácil reeleição de Dilma Rousseff, o senador e ex-presidente da República (autodeposto em 1992) Fernando Collor de Mello ficou muito PT da vida com a 13ª Vara Federal do Paraná.

Tudo porque o juiz Sérgio Moro tornou público que informara ao STF que a Polícia Federal encontrou, no escritório do doleiro Alberto Youssef, comprovantes de depósitos bancários em espécie, no valor de R$ 50 mil, em nome do senador Collor.

Segundo a PF, os R$ 50 mil foram depositados para Collor de Mello em oito pagamentos fracionados, nos valores de R$ 1.500; R$ 9.000: R$ 1.500; R$ 9.000; R$ 8.000; R$ 9.000; R$ 8.000; e R$ 4.000.

Desconhecimento

Detalhe importante: o juiz Moro também informou ao STF que Collor não é réu – e muito menos é investigado pela Lava Jato:

"Tal prova e eventual relação entre o suposto doleiro e o referido senador era absolutamente desconhecida deste juízo, tendo sido encontrada fortuitamente durante a busca e apreensão. Inviável antes da busca, concluir pela presença de indícios de crimes praticados por parlamentar e pela competência do Supremo Tribunal Federal, já que surgiram somente após a diligência".

Em resumo: Collor, inocentado tardiamente pelo STF pelas broncas que o levaram a ser saído da Presidência da República, é um perseguido do destino político tupiniquim...

Arrependimento?

O deputado federal André Vargas deve ter ficado feliz da vida ao saber, oficialmente, que não é réu na Lava Jato.

O parlamentar deveria até apelar aos amigos petistas que lhes viraram as coisas quando a bronca estourou, implorando-lhes que voltem a aceitá-lo como filiado ao Partido dos Trabalhadores que ajudou a fundar.

Ilustre membro da chamada “República de Londrina”, Vargas deveria denunciar a ditadura petista, pedindo uma anistia ampla, geral e irrestrita para seu caso.

O coitado nem tem partido para poder disputar sua reeleição, em outubro...

Pesquisa esquisita


Só o Palhaço do Planalto deve estar achando graça da recente pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial.

Ontem, no hilário bastidor do Congresso, um parlamentar comediante chegou a comentar:

“Já sei por que a Dilma subiu devagarzinho na pesquisa: ela foi de jegue...”

Suspeita geral

Só idiota pode acreditar no resultado de uma pesquisa com aquela amostragenzinha de 2002 pessoas, feita ninguém sabe bem onde, ouvindo qualquer um.

Está na hora de serem revistos os critérios de divulgação e procedimentos de realização de pesquisas eleitorais no Brasil.

Em cada divulgação, fica aquela suspeita de tentativa de indução da opinião pública – o que é péssimo para qualquer democracia.

Cartão amarelo da Anistia Internacional


Autoridades de segurança do Brasil gostaram nada da mais recente peça propagandística da campanha "Brasil, chega de bola fora", lançada no dia 8 de maio, pela Anistia Internacional.

Veiculado no YouTube, o anúncio mistura imagens reais de abusos da polícia contra manifestantes e a disputa, ficcional, de uma partida entre a equipe do choque e o time do protesto, advertindo que o mundo está vendo" ("the world is watching"):

"Em menos de um mês o Brasil vai receber a Copa do Mundo. O governo tem que assegurar que os únicos tiros sejam em campo. É por isso que estamos mostrando um cartão amarelo às autoridades".

Sorry, Seleção!


A versão parodiada da famosa “Pra frente, Brasil”, cantada por Ana Flávia Galvão, que dirige o episódio acima, já faz o maior sucesso entre a galera que faz críticas objetivas à Copa do Jegue.


Para quem não conhece a original “Pra frente Brasil”, composta por Miguel Gustavo, para a Copa de 70, é só escutar, abaixo.


Bolshoi, arte e cidadania


O livro "Escola Bolshoi - Arte e Cidadania" será lançado em Moscou, no dia 3 de Junho.

O evento tem um repeteco na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, no dia 25 de Junho.

A obra é uma parceria do Ministério da Cultura, da Copper Trading e da KBMK Empreendimentos.

Tiro rápido

Do advogado Antônio Ribas Paiva, presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos:

"A desigualdade aumenta porque a corrupção política exaure as oportunidades. Thomas Piketty culpa os ricos, mas está a serviço da corrupção política".

Exemplo do Francisco


O Hermano Papa Francisco, rubro-negro honorário que vai torcer pela Argentina na Copa, demonstra qual deve ser o papel do verdadeiro líder.

Como membro da Companhia de Jesus, é comum o Pontífice celebrar uma missa para os jardineiros e o pessoal de limpeza do Vaticano.

Na hora em que pede para todos orarem em silêncio, Francisco se desloca para os últimos bancos da capela, para que todos se concentrem na imagem de Jesus Cristo, e não na do dirigente mortal da Igreja Católica.

Aproveitando a deixa, bem que o papa podia fazer uma reza forte para ver se consegue o milagre de o Flamengo voltar a ser um time de futebol de verdade...

CNBB pisando na batina?


Vai e volta


Problema de Comunicação


Tem culpa zelites?


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Maio de 2014.

10 comentários:

Anônimo disse...

Que atuação brilhante deste juiz. Está de parabéns!

Coronel Humberto Pinto disse...

Ilustre Jornalista
Jorge Serrão

ELEIÇÕES 2014...
SE DILMA É... http://balaolivre.blogspot.com.br/2014/05/se-dilma-e.html

Anônimo disse...

CPI da Petrobras vai do patético para o cômico
Josias de Souza – blogsfera Uol
A CPI instalada no Senado para não investigar a Petrobras reuniu-se de novo nesta quinta-feira. Ouviu, sem muita curiosidade, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Com pequenas variações, ele não disse as mesmas coisas que já não havia declarado antes. Mas a sessão trouxe uma grande novidade alvissareira: os governistas da CPI atingiram o nirvana do governismo. Sendo difícil manter a presença de espírito diante de tanta pantomima, os aliados de Dilma Rousseff decidiram exercitar a ausência de corpo.
A CPI tem 13 membros. Contando os suplentes, são 26. Compareceram à sessão em que Cerveró não foi apertado apenas três. Ou 11,5% do total. Tirando o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o relator José Pimentel (PT-CE), só havia em plenário uma senadora: Vanessa Graziottin (PCdoB-AM). Para o custo do teatro, foi um espetáculo pobre, muito pobre, paupérrimo.
A conta ainda não foi feita. Mas você está pagando uma fortuna. O palco, a iluminação, o som, o cafezinho e a TV para transmitir ao vivo. Além de tudo isso, você ainda banca a casa, a comida, o celular, o transporte, os assessores e os salários dos atores. Mas, calma, não tome decisões precipitadas. Antes de se dirigir ao Procon, para pedir o dinheiro de volta, você precisa conhecer alguns detalhes. É injusto dizer que já não se fazem CPIs como antigamente.
Sim, é verdade, as diferenças são notáveis. O relator agora entrega as perguntas com antecedência para o depoente. Por escrito. Mas o que se diz nos bastidores é que a CPI, apesar da ternura, a CPI não deixa de endurecer. Nestor Cerveró teve de sentar numa cadeira mais baixa do que as outras. Não lhe foi dada a oportunidade de lançar aquele seu olhar oblíquo de cima para baixo.
A plateia não reparou. Mas os governistas confidenciam que o garçom tinha ordens para servir café amargo ao autor do parecer “técnica e juridicamente falho” sobre Pasadena. E ninguém pense que Cerveró teve vida fácil longe das câmeras. O Senado pagou o bilhete para que ele se deslocasse do Rio até Brasília. Mas os aliados de Dilma relatam que a assessoria reservou para ele uma poltrona na última fileira do avião. Que não reclina.
Um senador do bloco governista jura ter testemunhado, à distância, a chegada do depoente ao prédio do Senado. Os seguranças foram rigorosos na entrada. O detector de metais soou várias vezes. Diz-se que, na revista, até as ceroulas do depoente foram apalpadas. Não havia nenhum assessor esperando por Cerveró. Ele teve de se virar sozinho para achar, a muito custo, a sala da CPI.
À boca miúda, informa-se que, encerrada a sessão, um auxiliar da CPI tocou o telefone para a companhia aérea. Deu instruções draconianas: “Na viagem de volta, a mesma poltrona. Última fileira. E nada de barrinha de cereais. Está pensando o quê?”


DESCULPE, FOI ENGANO: MINISTRO ZAVASCKI VÊ ‘MAL ENTENDIDO’ AO LIBERTAR EX-DIRETOR DA PETROBRAS
Aqui:
http://tribunadaimprensa.com.br/?p=85470

Paulo disse...

Já que citou a CNBB, até agora tem demonstrado que é esquerdista, grande apoio dos comunistas - lembra das rusgas de D Bergonzini e D Pestana com a CNBB? - e estaria aparelhada pelo PT, pois estamos sendo governados, melhor, sob as patas dos marxistas e ela não dá um pio contra isso; tempos atrás, aliá, aprovou em veto parcial o PLC 03/2013, como queria o PT, vindo isso desde os tempos do vermelho D Hélder, que lutava contra a ditadura militar, mas não contra a comunista que ajudava, sendo nas CEB da CNBB o nascimento do PT.
OUTRA:
sbt-canal tem uma enquete, atualizada, está assim:
Qual seu candidato a presidente da República?
(PSDB) Aécio Neves 41,51% (82477 votos)
(PSB) Eduardo Campos/Marina 27,70% (55039 votos)
(PT) Dilma/Michel 11,49% (22827 votos)
(PEN) Denise Abreu 7,21% (14323 votos)
(PSC) Pastor Everaldo Pereira 2,17% (4316 votos)
(PSOL) Randolfe Rodrigues 5,62% (11162 votos)
(PCB) Mauro Iasi 0,39% (768 votos)
(PV) Eduardo Jorge 0,30% (592 votos)
(PSTU) José Maria 0,35% (692 votos)
(PRTB) Levy Fidélix 0,36% (711 votos)
(PSDC) Eymael 2,91% (5775 votos)
Total: 198682 votos.
Já no occalertabrasil um ótimo convite a boicotarmos, não assistirmos aos jogos na tv, radio, brecando a audiência ou ir a estádios, ambos para decepcionarem nos faturamentos dos realizadores de festas com nosso dinheiro.
#DesligueTVRadioNaCopa.

Anônimo disse...

Esse juiz (TZ) é hilário!!!
‘As razões de Zavascki’, de Merval Pereira
Publicado no Globo desta quinta-feira

Aqui: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

Anônimo disse...

Prezado Serrão,
Gosteri do vídeo da Anistia, com o jogo entre as seleções do Choque da PM e dos Cara-Pintadas.
Ficaria melhor se tivesse como tema de fundo aquela música do Canal 100 - Na Cadência do Samba, com Valdir Calmon.

Anônimo disse...

O nosso juiz (Aldo) moro, não brinca em serviço e muito menos tem medo do STF.

No entanto, já vivemos sem qualquer sombra de duvida tanto politicamente como judicialmente em pleno seculo XXI, na Idade das Trevas.

Anônimo disse...

"Por Mansueto Almeida

Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam.

(1) Governo segura tarifas para conter inflação, diz ministro: Mercadante admite controle de preços de combustíveis e energia elétrica (Folha de São Paulo 13 de maio de 2014).

Eu chequei com dois ex-presidentes do Banco Central do Brasil se isso fazia sentido. Eu poderia estar defasado nessa literatura, mas não. Eles me falaram que nunca escutaram algo tão absurdo. Mas se o nosso ministro de fato acredita em tamanho absurdo é capaz de o governo tentar um mega controle de preços à la Argentina para controlar a inflação após eleição (se reeleito). A única forma de ser otimista é achar que o ministro da Casa Civil não acredita no que falou. Mas se ele de fato acreditar, ………

(...)"

http://ossamisakamori.blogspot.com.br/2014/05/economia-br-por-mansueto-almeida.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+OssamiSakamori+(Ossami+Sakamori)

JOSÉ AIGUPTOS disse...

Advogado "Tiro rápido" Antonio Ribas Paiva: Com referência à sua opinião sobre o estudo de Thomas Piketty, ela é apenas "opinião' ao contrário do alentado estudo procedido por Piketty -estudo inclusive com colaboração de eminentes economistas e intelectuais-. Às vezes, senhor advogado, precisamos nos curvar à lógica, aos fatos, mesmo sendo dolorido abandonar opiniões pré concebidas ao longo dos tempos. Penso inclusive que sua coragem, em emitir opiniões sobre estudo alicerçado em fatos, é temerária; mas comum aqui no Brasil, aliás, de opiniões tão temerárias e apressadas, sugiro é que nos defrontamos com o Estado corrupto e corruptor que sucedeu aos governos militares.

Unknown disse...
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