sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pau e Circo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Nelson Motta

‘Macaco que muito mexe quer chumbo” é um velho e sábio ditado mineiro sobre os perigos da superexposição e do exibicionismo, mas certamente nem passou pela cabeça de Lula e Ricardo Teixeira quando fizeram o diabo para trazer a Copa do Mundo para o Brasil, imaginando os benefícios políticos e comerciais e esquecendo os riscos e consequências de se colocar no centro das atenções do mundo como sede de um evento dessa grandeza. E veio chumbo grosso.

Recebidas como ofensas ao país, as críticas internacionais foram respondidas com bravatas grandiosas e apelos ao patriotismo paranoico, como se os estrangeiros só revelassem as mazelas e precariedades que estamos cansados de conhecer por maldade, inveja e má-fé, ou talvez por tenebrosas conspirações para atrapalhar a nossa Copa. É reserva de mercado: só nós podemos nos esculachar.

Mas, depois de sete anos, das 167 intervenções urbanas prometidas, só 68 estão prontas e 88 atrasadas, e Lula explicou tudo: “Vai levar alguns séculos para a gente virar uma Alemanha.”

O complexo de vira-latas também se caracteriza pela incapacidade de reconhecer erros, de responder a críticas e de tentar disfarçar o sentimento de inveja e inferioridade com a força bruta de hipérboles, bravatas e rosnados. Quando Nelson Rodrigues disse que a vitória na Copa de 1958 nos livrou do complexo de vira-latas, ao contrário de Dilma, não entendi que havíamos nos tornado cão de raça ou mesmo cachorro grande, mas que nos livrávamos do complexo porque nos assumíamos como vira-latas bons de bola.

Sim, a vira-latice étnica e cultural é uma de nossas características mais fortes, para o bem e para o mal, e isso não há Copa nem metáfora genial que mude. Nesse sentido, ninguém é mais vira-latas do que os americanos, que também são os cachorros grandes do mundo.

Outra expressão atual da vira-latice é a ostentação, como o novo estilo de funk que celebra a riqueza e o exibicionismo, com orgulho e sem vergonha. É a trilha sonora perfeita para o Brasil ostentação da propaganda oficial que nos mostra no melhor dos mundos e fazendo a Copa das Copas.

Macaco que muito mexe…


Nelson Motta é Jornalista e Crítico musical. Originalmente publicado em O Globo em 30 de maio de 2014.

Um comentário:

Loumari disse...

Gente, na Bíblia vem escrito isto aqui:



Porque eu testifico, a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

E, se alguém tirar quaisquer palavra do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amen. Ora vem, Senhor Jesus!
(APOCALIPSE 22:18)



Agora vejamos o que é da supremacia do brasileiro; este foi amputar na Bíblia Sagrada os nomes do profetas. Quem é de vós que aceitaria que do seu nome fosse amputado de alguma letra? Mas os brasileiros ousaram amputarem do sagrado a sua originalidade.

De David, acharam mais ao seu gosto: Davi

De JOB, acharam mais estiloso: JO

De Jacob, acharam que devia ser chamado de Jaco.

Imaginem um só instante que vos seja tirado alguma letra do vosso próprio nome qual seria a vossa reação, ou vosso sentimento?
Porque, se Deus lhes perguntar: De que são vocês descendentes? Vão responder ou qué? Que somos descendentes de Jaco? Deus dirá: Não conheço nenhum Jaco.

A perversidade do brasileiro vem de muito longe.