quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Armas e Munições Inegociáveis


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

O Dr Pedro Dallari, coordenador da comissão nacional da verdade, ao tentar coagir os militares, por intermédio do Congresso, a admitir que as Forças Armadas “institucionalizaram” violações dos direitos humanos no período sectariamente “investigado” por um grupo de comissários “comprados”, nos revela a existência de mais um tipo de “bolsa” governamental que se soma à “bolsa ditadura”, à “bolsa esmola” – ou da “fome” ou “família” - e, entre outras, à mais rentável, porque envolve bancos suíços e paraísos fiscais, a “bolsa propina”.
Todas elas visam a assegurar algum compromisso eleitoreiro ou ideológico da parte abrangida pelo programa, objetivando, logicamente, a conquista do poder total e permanente para os corruPTos.

Agora, graças à indiscrição do Dr Dallari, estamos conhecendo a “bolsa projetos de defesa”, ou seja o governo “compra” o silêncio, a autoestima, o orgulho, a história, a moral e a honra militar em troca de recursos para que as Forças Armadas possam adquirir equipamentos que lhes permitam cumprir suas missões constitucionais. Ou seja, a defesa da Pátria e o cumprimento do dever passaram a ser moedas de troca para a garantia dos interesses ideológicos do governo

Em resumo, o Dr Dallari nos revela que os militares entregam – têm entregado ou devem entregar - suas almas ao governo para obter os meios de que necessitam para o cumprimento de suas missões!

Ao tomar conhecimento disso, um velho e desatualizado soldado de Cavalaria, como eu, formado e adestrado a cavalo, na penúria, na míngua e na privação, mas sempre senhor da sua alma, orgulhoso, seguro e fiel ao compromisso de VENCER que nos foi passado pelos magníficos soldados que nos antecederam e que, com muito menos, mantiveram invicto o Exército de Caxias, perguntaria:

“Como pode um exército querer vencer, mesmo modernamente equipado, quando não dispõe mais de sua alma?”

Aprendi e nunca esquecerei que as mais caras e poderosas armas de um exército são seus Soldados, armados com a vontade de lutar e municiados com a honra que lhes dá a força, com o amor à Pátria que lhes dá a coragem para enfrentar a morte e com a herança de seus antecessores que lhes dá o compromisso com a vitória!
Ainda não me permito crer que estas armas e munições sejam negociáveis, como quer insinuar o Dr Dallari.

Paulo Chagas é General de Brigada na reserva do EB.

3 comentários:

Anônimo disse...

Senhor Paulo Chagas,
Estudei no Colégio Militar de Porto Alegre, no período de 1965 a 1971 e posso testemunhar que, naquele estabelecimento e na respectiva CCS, nunca presenciei ou ouvi falar de quaisquer "violações dos direitos humanos no período sectariamente “investigado”" pela comissão presidida pelo tal bacharel de porta de xadrez. Apesar de passar por vários Comandantes do CMPA, de Comandantes de Corpo de Alunos, de Comandantes de Companhias, nunca escutei ou ouvi qualquer apologia à violência, à tortura ou a violações de DH.
Portanto, exijo que o tal vagabundo, preguiçoso, mequetrefe e mal intencionado bacharel de poucas letras retire do tal relatório qualquer alusão à mentirosa "institucionalização da tortura e da violação dos DH nas FFAA", por ser mentirosa.
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Desculpe ocupar esse espaço, mas não disponho de outro mais adequado nem faço parte de qualquer organização com poder de comunicação. Sou apenas um cidadão indignado com essa patuscada da fajuta "comissão da (in)verdade comunistóide"

Anônimo disse...

MAIS uma notinha bufante, mais conversa fiada, mais choro! Pelo menos pararam com as bravatas, pois já perceberam que são velhos IMPOTENTES e que os comandantes da ativa estão todos no bolso dessa quadrilha.

Recolham-se à sua insignificância, já que nada fizeram. Especialmente esse generaleco que quer dar uma de menino pimpão, legalista e acha que tudo vai se resolver "democraticamente"...kkkk

Paspalhos ridículos!

Anônimo disse...

Alguém ouviu alguns latidos por aí?
Ah, me enganei.
Foi só um comentarista imbecil defecando pela boca de latrina.
Pobre coitado...