sábado, 27 de dezembro de 2014

O varejo brasileiro e o Dia de Ação de Graças


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Galassi


Há algum tempo, o varejo brasileiro participa de uma ação muito conhecida e que costuma atrair os olhares de todos os consumidores no mês de novembro, a tradicional Black Friday, quando são disponibilizadas promoções com descontos de até 70% nos mais variados tipos de produtos. Atualmente, é considerada a data mais agitada do varejo em diversos países, com recordes de vendas. O que muitos não sabem é que a Black Friday precede também no Brasil outra importante data, o Dia de Ação de Graças, cuja grandeza e simbolismo precisam ser observados.

Criado nos EUA, o Dia de Ação de Graças (conhecido também como "Thanksgiving
Day" - tempo de agradecer e doar) é o momento em que as famílias se unem em suas casas, em torno de uma mesa farta, para agradecer a Deus pelas conquistas obtidas durante o ano.

No Brasil, a data foi instituída pelo então presidente Gaspar Dutra, em 1949, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco. Apesar de sua existência, não aderimos a ela com devida veemência, talvez porque nosso Natal também tenha esse propósito de agradecimento e reunião familiar.

O Dia de Ação de Graças pode ser um momento de reafirmar aquilo que as empresas e suas respectivas entidades de classe que os representam fazem tão bem: a responsabilidade social.
 

Diante desse cenário, identifico a oportunidade para que o varejo brasileiro venha na vanguarda e protagonize uma ação em prol da comunidade na qual está inserida, visando estimular as empresas, e entidades de classe de forma individual, a desenvolverem singelas ações e que, somadas, pela grandeza do varejo, serão mais uma alavanca do desenvolvimento social que permitirá celebrar com mais fervor o já instituído Dia de Ação de Graças.

Os consumidores, mais atentos e bem informados, percebem a capacidade do varejo em estimular a Black Friday no Brasil, e ajudam ao fiscalizar e desenvolver mecanismos que garantam de fato as melhores ofertas. Por isso, seria muito bem aceito por esses consumidores ver o varejo dar ênfase nessa data tão significativa.

Acredito que com o varejo protagonizando o Dia de Ação de Graças, a Black Friday seria precedida de um dia cheio de boas ações e agradecimentos por parte dessas empresas e entidades de classe, geridas por profissionais que se importam muito com o bem estar da comunidade. Não se trata aqui de publicidade em torno da ocasião, mas de retribuição e desenvolvimento de ações sociais.

Para 2015 fica o sonho grande de que façamos uma reflexão para que todo o varejo se una e desenvolva o "Dia de Ações de Graças do varejo brasileiro", um dia para chamar de seu. Assim, poderemos dar um ‘Natal extra’ a tantas famílias, além de estimular que outros setores se engajem e olhem para fora de seus estabelecimentos, onde, aliás, está grande parte dos clientes que ainda não conquistamos, afinal #somostodosvarejo.

João Galassi é empresário, vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e presidente do Conselho Deliberativo da Associação Paulista de Supermercados (APAS).

Um comentário:

Loumari disse...

De tanto copiar coisas de outras culturas sem conhecer o bem fundado daquilo, sem conhecer a base original e tradicional do cerimonial do evento, seja de crença religiosa, cultural, tradicional ou comercial, copiar o modo de viver, de comportar-se dos povos de outros países , imitar o modo de civilização de outros povos porque aquilo luz bonito, divertido e ou lucrativo, de imitar o que os demais fazem, é por isso que o brasil não tem identidade própria.

Uma identidade se constrói apartir de bases próprias. Cada povo é único. Com suas tradições, crenças, cultura, costumes e línguas.

Por que os Norte Americanos não têm a cachaça como bebina nacional? Por que os Norte Américanos não adoptaram o samba e o carnaval brasileiro? Porque fazendo isso eles não seríam mais americanos, mas cair ao nível do brasileiro com os seus desenfreios, negligências, ignorância, desordem etc etc etc.

As empresas que têm realmente intenções de participar em alguma ação de Graça, que façam dons as associações que se dedicam a obras de caridade.

O Black Friday não tem absolutamente nada de ação de Graça. É um argumento puramente comercial. É que as lojas já atingiram os benefícios com margens exorbitantes durante o ano comercial, e este é o meio de despachar o stock para introduzir a nova coleção.