quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Os Cãorruptos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Se a paciência dos amáveis leitores assim o permitir, dedicaremos até o fim do ano, nossa homenagens a língua do cão.

A chefe da matilha está descãofortável.

Pensa até em pedir ajuda ao passeador, para escolher a sua escolta.

Um antigo semideus que largou o osso prematuramente, não por cãovardia mas por medo da divulgacão de um romance perruno, disse haver degradacão da ordem cãonstitucional.

Há cães insaciáveis; os que não tem medo de Saci.

Há outros incãosoláveis com  a perspectiva de serem alijados do canil.

Incãoformados, são capazes de morder a mão de quem sempre os alimentou.

O grande Fila, segue de rabo erguido como se nada houvera.

Mas a Fortuna é incãostante.

Amanhã poderá estar de focinheira e camisa de força.


Que cachorrada!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Loumari disse...

É uma Tolice Desculpar um Falhado

É uma tolice desculpar um falhado com argumentos de meio, época, saúde, idade, etc. O verdadeiro triunfador cria as condições da sua realização. Que se importa a gente com as doenças de Beethoven, e que pesam elas na sua obra? A natureza, quando dá génio, dá forças, tempo e coragem para vencer todos os obstáculos que o não deixem desabrochar. Não há malogrados. O único argumento a favor da sua existência é a idade. Ora na idade de malogrados morreram Keats, Cesário e Rafael...
Construir uma vida e uma obra parece ter sido sempre a façanha dos grandes. E se Goethe precisou de oitenta anos para se cumprir, Shelley pediu um prazo mais curto à natureza. O que tinha a dizer, dizia-se mais depressa...

"Miguel Torga, in "Diário (1945)"