segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Restabelecendo a verdade dos fatos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra

Nesta ocasião em que se discute um relatório publicado por uma comissão, intitulada de “cnv”, para nós, na realidade “comissão nacional da vingança”, pois se apresenta como tendo estudado apenas a versão de um dos dois lados envolvido nos fatos ocorridos ao longo do tempo objeto de apreciação, ou seja, a meia-verdade, reproduzimos abaixo, artigo publicado em dez/2005, por oportuno.

O mês de dezembro é propício para a realização de balanços de realizações, de verificação de objetivos e metas planejados, cotejados com a realidade dos fatos. É tempo de reflexão! Aproveitamos esta oportunidade para descrevermos fato verídico acontecido conosco na época da contra-revolução de março de 1964, para tentar restabelecera verdade de fatos ocorridos na História do Brasil, infelizmente tão deturpados  atualmente, ou por má fé, ou por ignorância, em especial por uma parcela da mídia, inteiramente parcial, refratária à verdade dos acontecimentos havidos   naquela época.

Havíamos saído do Colégio Militar do Rio de Janeiro, quando fizemos concurso para escriturário do Banco do Brasil. Passamos, tendo sido nomeados para tomar posse em Curitiba, em dez/63. Antes de mar/64,houve uma eleição para o sindicato local, quando concorriam duas chapas. Uma declaradamente comunista, de situação, e outra de oposição. Votamos nesta última, é claro, e o voto era aberto. Tínhamos 20 anos e estávamos sós, sem qualquer apoio, residindo em uma modesta pensão.

No dia seguinte à eleição, de manhã, quando estávamos trabalhando no setor de cobrança, adentrou o recinto um “colega” de Banco, de nome Rui, com cerca de 35 anos, casado, filho de um coronel do Exército, o qual interpelou-nos agressivamente, aos berros, afirmando mais ou menos o seguinte: Você é um reacionário! V.votou contra nós na eleição de ontem!Mas V. não perde por esperar! Nós vamos fazer uma revolução no Brasil ainda este ano e os reacionários vão para o “paredão”, para serem fuzilados, como em Cuba!E já colocamos seu nome na lista para ser morto! Perplexos, nada entendemos,olhando para nosso chefe, que olhava para outro lado, como nada tivesse acontecido. Ele também era simpatizante do “paredão”, depois soubemos. Como entrou, o “colega” saiu em sua cruzada revolucionária.

Quando o expediente terminou, perguntamos a um colega com o qual tínhamos alguma afinidade: Quem é este camarada? E ele respondeu: É um dos principais líderes do Movimento Comunista Internacional (MCI) aqui no Paraná! Indagamos então se havia algum grupo anticomunista lá, afim de que pudéssemos, pelo menos, ter a oportunidade de morrer lutando. O colega respondeu afirmativamente, indicando seu nome e local de trabalho. De imediato, entramos em contato com ele, narrando o ocorrido. Convidou-nos então a integrar o seu grupo, de resistência democrática, todos também agraciados com o nome na “lista do paredão”.

Foi assim que passamos a lutar, na área sindical, em especial bancária, contra o MCI. Felizmente, naquela ocasião, ganhamos. Eles perderam, sequestraram, mataram, roubaram, torturaram, justiçaram, explodiram aeroportos, como o de Guararapes, e hoje estão no poder. Caso tivessem vencido, teríamos perecido no “paredão” comunista. E hoje eles falam que lutavam pela democracia, a partir de um “golpe militar” havido em abril/64.

E que vários companheiros foram mortos, presos, torturados pela “ditadura militar”. E recebem fortunas de indenizações e pensões vitalícias, isentas até de pagamento de imposto de renda, enquanto nossas Forças Armadas estão na penúria, o país está sendo destruído, transformando-se em uma colônia, pagando centenas de bilhões de dólares de juros de “dívidas”, em especial ao longo dos últimos onze anos. As Instituições estão sendo extintas. Os pobres cada vez mais pobres. Os ricos cada vez mais ricos. A classe média desaparecendo.

Onde estão nossos lideres? Até quando o Brasil vai resistir a esta tempestade permanente de corrupção, impunidade, entreguismo e traição à Pátria?

Infelizmente, após cinco anos revela-se o texto atualizado. Apenas agravado com a difamação cometida contra brasileiros ilustres, muitos já falecidos, sem direito de defesa, dentre os quais ressaltamos a figura do Patrono da Força Aérea Brasileira, Brigadeiro Eduardo Gomes. Deram um tiro no pé, eliminando qualquer possibilidade de credibilidade do texto produzido.


Marcos Coimbra, Economista e Professor, é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano. Sítio: www.brasilsoberano.com.br - Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br

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