sábado, 27 de dezembro de 2014

Sucessão familiar: os segredos da passagem do bastão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Benjamin Young

Tão importante e complexo quanto é a arte de empreender, desenvolver um novo negócio, fazer a empresa crescer e transformá-la em sucesso é o momento da tomada de decisão de parar, passar o bastão para a próxima geração nas empresas familiares.

De acordo com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cerca de 90% das milhões de empresas em funcionamento no Brasil possuem relações profissionais e familiares compartilhadas. Muitas dessas, independentemente do porte ou do ramo de atuação, vivem a tensão, os obstáculos e perigos durante a troca de comando.

Inúmeras empresas, inclusive, sofreram graves problemas estruturais e administrativos em razão de um processo de sucessão mal desenvolvido, deixado para a última hora ou, ainda pior, a ser pensado somente após a morte do patriarca, dono da empresa.

Essa tensão vivida no período de proceder a sucessão pode ser explicada por diversos fatores. A decisão de parar, tomada tardiamente, é um dos principais pontos de dificuldade. A emoção envolvida na condução de um empreendimento familiar por muitas vezes oculta, aos olhos do atual gestor, a necessidade de pensar antecipadamente em seu provável substituto.

Em muitos casos, o primogênito é visto como sucessor natural. Entretanto, nem sempre é ele quem possui o perfil adequado para a condução daquele tipo de negócio ou está mais bem preparado para assumir a gestão da empresa.

Outro fator complexo envolvido na sucessão de empresa familiar é a progressão geométrica com a qual cresce o número de herdeiros. A cada geração, se amplia a quantidade de envolvidos no processo de gestão empresarial.

A partir da terceira e da quarta geração, quando netos e bisnetos passam a assumir cargos de liderança na empresa, problemas como composição de salários e pró-labores, além de divergências de ideias, o que é natural quando uma única empresa possui muitos líderes, provocam desentendimentos que podem causar rachas na família e no empreendimento e até mesmo comprometer a condução do negócio.

Para evitar que depois de tantos anos de luta e empenho a empresa familiar enfrente esse tipo de turbulência, alguns cuidados são essenciais. O principal é a definição clara e antecipada dos objetivos da empresa. Somente com a ciência das metas almejadas é que se pode definir quem melhor atende o perfil para conduzir os negócios no futuro.

A avaliação precisa seguir critérios técnicos, deixando de lado qualquer tipo de emoção que possa interferir na tomada de decisão. Nesse processo, a formação e capacitação dos candidatos à sucessão, além da vivência dos mesmos não apenas na empresa da família como também em outras empresas do mesmo segmento devem ser vistos como diferenciais. A experiência e o conhecimento, afinal, são essenciais para a sobrevivência e desenvolvimento do negócio.

Ao empresário a ser substituído cabe saber que, na conclusão dessa criteriosa análise, porém, há a possibilidade de se descobrir que não existe um familiar com perfil ideal para a passagem do bastão. Nesses casos, são duas as alternativas.

A profissionalização da empresa é uma das opções. A busca, no mercado, por um executivo com o perfil desejado, capaz de levar adiante as metas traçadas pela empresa, pode ser a solução. Nesse caso, familiares podem permanecer como acionistas do empreendimento, deixando que o cotidiano do negócio seja tocado pelo profissional contratado.

A outra solução passa pela atração de um novo investidor. A empresa é colocada à venda e o dinheiro arrecadado nessa negociação é repartido entre os familiares. A empresa familiar, assim, deixa de existir, e cada um fica livre para investir de acordo com seus respectivos interesses.
Para ambas as alternativas, contar com o auxílio de uma consultoria empresarial é uma estratégia interessante. Ela pode cuidar dos trâmites enquanto o atual gestor gasta suas últimas energias na condução de seu empreendimento.


Benjamin Yung é especialista no segmento de reestruturação financeira e fundador da consultoria Estratégias Empresariais – ee@estrategiasee.com.br

Um comentário:

Anônimo disse...

Serrão é o Cara da Proa

Estamos num bote ele ta na proa, os remadores estão de costas, ele grita terra vista, não tem porra nenhuma, mas temos que continuar remando.
Agora a Venezuela vai treinar os guerrilheiros do MST para matar brasileiros, assim que começar sua invasões a proprietários legal de seus pedaços de terra.
Agora podemos pedir intervenção militar.