segunda-feira, 30 de junho de 2014

Petistas enxergam ameaça concreta de processo nos EUA contra Dilma por mau negócio na Petrobras


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Torna-se cada vez mais concreta a chance de Dilma Rousseff ser denunciada e processada por ter colaborado com a desastrosa decisão da Petrobras em comprar a refinaria Pasadena, no Texas (EUA). A direção da Petrobras vem postergando a entrega à Controladoria Geral da União e ao Tribunal de Contas da União de documentos e do registro de reuniões (atas e áudios) que comprovem o argumento de cada membro do Conselho de Administração para avalizar o negócio que causou um dano de pelo menos US$ 126 milhões aos cofres da petrolífera de economia mista. Depois da Copa, o bicho deve pegar.

O caso Pasadena encalacra Dilma Rousseff – política, administrativa e, com certeza, judicialmente. Dilma corre risco de sofrer um pedido de processo feito ao Congresso Nacional, em plena campanha reeleitoral. Mesmo que o parlamento negue, o estrago moral estará feito. A atual Presidenta era a “Presidente” do Conselho de Administração da Petrobras, quando o negócio de Pasadena foi realizado. Embora não haja condições políticas imediatas para um pedido de impeachment de Dilma, fica incinerada sua imagem lendária de “gerentona” e “boa gestora”. Investidores internacionais da Petrobras ameaçam processar Dilma na Corte de Nova York, em cuja bolsa a estatal negocia ações.

Faziam parte do colegiado, apoiando a decisão junto com ela, o ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, e o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Este último é que mais preocupa por estar preso, no Paraná, por causa da Operação Lava Jato - que investiga indícios de desvios e lavagem bilionária de dinheiro em obras da Petrobras. Além deles, o problema atinge outros conselheiros de outrora: Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.  

A regra é clara para Dilma se dar mal. Como membros do Conselhão da estatal, todos ficam enquadrados no artigo 158 da Lei das SAs, que prevê dois casos de responsabilização pessoal: quando agir com dolo ou culpa ou quando agir em violação à lei e ao estatuto da companhia, independentemente de culpa ou dolo. Conforme o Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras, os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia.

Em seu Art. 28, o Estatuto da Petrobras também estipula que ao Conselho de Administração compete: fiscalizar a gestão dos Diretores; avaliar resultados de desempenho; aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, inclusive contratos de concessão e autorizações para refino de petróleo, processamento de gás natural, transporte, importação e exportação de petróleo, seus derivados e gás natural. E, em seu Art. 29, o Estatuto determina: compete “privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.


No caso Pasadena, investidores denunciam, legalmente, como os membros Conselho de Administração da Petrobras falharam no dever de cuidado e descumpriram o dever de diligência previsto para os gestores de companhias abertas no artigo 153 da Lei das Sociedades Anônimas (número 4.604, de 1976). Pela legislação, a diligência consiste em “atenção, cautela, perícia e legalidade de conduta”. Na filosofia escrita da lei, “o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios”.

Investidores apontam pelo menos nove atos-falhos dos conselheiros: 1) Aprovação, pelo Conselho de Administração, em apenas três dias, da compra da refinaria Pasadena; 2) Aprovação com base em informações insuficientes; 3) Aprovação de conteúdo contratual desvantajoso, também com base em informações sabidamente insuficientes; 4) Avaliação superestimada da segunda metade das ações da refinaria de Pasadena; 5) Decisão do Conselho de exonerar Nestor Cerveró, dando-lhe outro emprego, sem investigar sua responsabilidade na compra de Pasadena; 6) Aprovação pelo Conselho da nomeação de pessoa sem competência para gerir a Petrobras América em momento de crise; 7) Aprovação para descumprir cláusula contratual expressa de “put option”; 8) Aprovação de não pagar a dívida com a belga Astra, apesar da determinação em sentença arbitral; 9) Decisão do Conselho de descumprir decisões judiciais contra parecer jurídico da própria empresa.

A Petrobras é o ponto fraco de Dilma, que pode acabar sobrando também para o Presidento Lula. Eis o motivo do grande e concreto pavor petista.

Hoje sai...

Aécio Neves deve desfazer logo mais, às 11 horas, o mistério sobre o nome de quem seria seu candidato ou candidata a vice.

Nomes que despontavam como fortes eram os de Aloysio Nunes Ferreira e de Ellen Gracie Northfleet.

Aécio varou a madrugada fechando a opção, em Brasília, numa reunião que tinha Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin como maiores conselheiros.

Tentou, mas não deu

Henrique Meirelles fez de tudo para ser o vice do Aécio.

Mas foi atrapalhado pelo malabarismo político do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que fingiu que não ia, “mas acabou fondo”, com Dilma Rousseff.

De toda forma, Meirelles, que tem broncas pessoas recíprocas da Dilma, deve dar aquela força ao tucano, sobretudo no tal mercado financeiro (aquele que Lula garante não ter votos).

Risco de fraude

Eleitores de Aécio Neves não entendem por que o candidato presidencial tucano não alerta a Nação sobre a falta de confiabilidade das urnas eletrônicas e por que não contesta, judicialmente, a proibição de auditagem do software das urnas eletrônicas.

A única chance que a impopular Dilma Rousseff tem de se reeleger é na base da fraude – já que ela mesma admitiu, inconscientemente, que tudo é válido para vencer.

O temor é que, em um provável segundo turno, um provável apoio de Eduardo Campos e Marina Silva acabe dando aquela falsa impressão de que faça a opinião pública e a publicada acreditarem que Dilma teve sua candidatura “turbinada de votos” legitimamente conquistados”.   

Releia o artigo de domingo: A Pátria chuta o PT, que esgotou-se

Rothschild em todas...

O Banco transnacional britânico Rothschild será o responsável pela megaoperação de recompra de ações que o Banco Santander fará no Brasil.

Especialistas avaliam que banco espanhol se prepara para um fechamento de capital, embora seus dirigentes neguem que isto vá ocorrer no País.

A matriz espanhola do banco quer adquirir 25% dos papéis que não controla.

Apoiando Aécio

O Rothschild seria um dos grandes incentivadores de Aécio Neves.

Em 16 de maio de 2004, durante jantar na famosa Spencer House, mansão do século 18 inspirada na arquitetura grega, Lorde Rothschild fez a previsão de que um de seus convidados de honra, o então governador de Minas Gerais Aécio Neves, seria Presidente da República em 2010...

Aécio Não foi, mas o apoio dos britânicos a ele continua firme...

Quepe violado


Conclusão lógica de um Sargento de Milícias brasileiro ao ler a reportagem de Vivian Oswald, correspondente londrina de O Globo, sobre uma bizarra lei do Reino Unido, em pleno vigor, que permite uma mulher grávida urinar no quepe de um guarda, caso não tenha outra alternativa:

“A Comandanta Dilma e sua Comissão da Inverdade obram e andam na cabeça dos militares, porque pensam que vivem na Inglaterra”.

Se o sargentão estiver raciocinando certo, já dá até para identificar quem seria o “Bobo da Corte da Rainha Dilma”...

Selecionado Político?


Do irônico leitor Mário A Dente, de São Paulo, um irônico comentário brincando com o nome de um craque da seleção da Holanda:

“Descobri que há um político brasileiro jogando na seleção da Holanda. Pelo nome só pode ser político brasileiro: ROBBEN. E joga na ponta esquerda”.

Calma, Dente, senão daqui a pouco os piadistas insolentes vão lançar o slogan: 

“Nossos políticos robben, mas fazem gols”...

Cuidado, Presidenta...

Para quem acha que o governo Dilma é uma bomba, uma boa notícia:

“Armas em situação irregular poderão ser apreendidas nas próximas semanas”.

O problema é que não dá pra acreditar em todas notícias que a gente lê, com o olhar crédulo da Velhinha de Taubaté...

República Sindicalista

A CUT, com 2.283 sindicatos válidos, domina 29,32% do mercado sindical tupiniquim.

A Força Sindical é a segunda maior central sindical do Brasil com 1.633 sindicatos filiados, juntando 20,97% do total de sindicatos.

A UGT reúne 1168 sindicatos (15%).

A NCST junta 1085 (13,93%).

E CTB conta com 698 (8,96%).

Sindicalismo transnacional

As cinco centrais sindicais brasileiras estão querem formar o Brics Sindical.

A entidade deve surgir durante a Cúpula do Brics (bloco integrado Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nos dias 15 e 16 de julho em Fortaleza.

O objetivo é fortalecer uma agenda trabalhista unitária e formas de enfrentamento da crise econômica internacional.

Ataque de fora

As centrais sindicais brasileiras aproveitaram a 103ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, para reclamar ao Departamento de Normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os sindicalistas alegam que o Estado brasileiro viola o direito à livre negociação coletiva, desrespeitando duas convenções (154 e 81, esta sobre fiscalização).

As broncas são direcionadas às decisões dos Tribunais Regionais, do Superior do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Hermanos versus baianos

O jornal argentino La Nacion de ontem fez uma reportagem para brincar sobre a “vingança dos hermanos na eleição deste ano no Brasil”.

A matéria tira onda com o fato de Aécio Neves e Eduardo Campos terem contratado os marketeiros argentinos Guillermo Raffo y Diego Brandy.

A dupla, que sempre foi parceira dos baianos petistas Duda Mendonça e João Santana, agora joga no time dos inimigos...

Limpa com Jornal?


Os jocosos da internet não perdoam e espalham essa montagem que imita e faz uma paródia com a peça publicitária e a marca de um famoso marca de papel higiênico: todos querem limpeza, já...

Haja papel... Mas, se não fizer mal, limpa com jornal...

A dúvida é se realmente valerá a pena dizer: Obrigado, Seu Alfredo...

Jegue com inveja


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Junho de 2014.

Mensagem á Jornalista Miriam Leitão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Sra Jornalista Miriam Leitão: Assisti, há pouco, sua entrevista com o Ministro Celso Amorim, da Defesa. Não fui surpreendido por seus objetivos, sempre destrutivos, quando se trata da imagem das Forças Armadas. 

A Sra, desta feita, usa como mote as respostas das Forças às demandas da Comissão da Verdade, a respeito de atividades repressivas ao terrorismo realizadas em instalações militares, no período da “luta armada”. 

Eu, ao discordar das suas posições, exerço o direito de transmitir-lhe e de divulgar minha opinião crítica sobre o conteúdo da sua conversa com o Sr Ministro. 

Inicio, lembrando-a de que estávamos, efetivamente, em guerra e que as instalações militares, em quaisquer circunstâncias, servem para albergar recursos humanos e materiais destinados à guerra, bem como para preparar contingentes para que nela sejam empregados! 

No tipo de guerra (Terrorismo) que se travava no Brasil, iniciada por uma minoria de comunistas inconformados com a rejeição de seus planos pela sociedade, os quartéis foram atacados, agregando-lhes a condição de “praças de guerra”. 

No combate ao terrorismo cresce de importância a atividade de inteligência e esta pode e deve ser executada nos quartéis. Portanto, não há ou houve desvio de finalidade dessas instalações no período em que vivíamos em ambiente de guerra. 

Simples e justificável, não lhe parece? 

Em outro ponto de sua entrevista a Sra insiste na divisão das Forças em “de hoje” e “de ontem”. Para, definitivamente, livrá-la desse pensamento, sugiro-lhe um rápido passeio pela história das nossas FFAA, a Sra poderá constatar  que os Militares, desde Guararapes até o "Alemão" e a “Maré”, carregam e continuarão a carregar a herança de feitos e que os mesmos não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a todos os militares, de ontem, de hoje e de amanhã, porque são heranças de honra, de glória e de responsabilidade! 

Cara Sra Miriam, o que está feito não pode ser mudado e pertence a todos os militares.  Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem que os soldados deixem de ser eles mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que os possa fazer esquecer ou ser menos responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a sua história, sob pena de terem que abdicar do orgulho de serem Militares Brasileiros! 

Os militares não têm comemorado, ostensivamente, o 31 de Março porque são disciplinados e cumprem as ordens consideradas pelos Comandantes como compatíveis com os limites da autoridade das pessoas que as emitem, mas isto não significa que tenham qualquer arrependimento da atitude que tomaram naquela data, sob aclamação maciça da Nação, nem tampouco que não se orgulhem da derrota que impuseram aos terroristas. 

Certamente que aí não se incluem os excessos que eventualmente tenham sido cometidos sem a justificativa do interesse maior da segurança coletiva. 

Escarafunchar, desta forma, num passado de meio século, além de perda de tempo, é desconsideração e descaso para com a totalidade dos brasileiros honestos, pacíficos e trabalhadores que, hoje, são torturados e mortos diuturnamente pela insegurança em todos os setores da vida pública e privada sob a responsabilidade do Estado, inclusive no que se refere à própria Defesa Nacional! 

A Sra observou muito bem na entrevista que as FFAA têm sido chamadas em demasia para acudir a Nação. É verdade, mas em um país governado por falsos profetas, corruptos, demagogos e incompetentes, só os militares, mantidos à distância da contaminação, são confiáveis a qualquer hora, para quaisquer missões emanadas de qualquer dos poderes constitucionais. 

Antes de terminar, Sra Jornalista Miriam Leitão, informo-lhe que, nos  Colégios e nas Escolas Militares, modelos de ensino para o Brasil e para o mundo todo, pratica-se não só a verdade, mas a  honestidade, a probidade, a lealdade e a responsabilidade, portanto, não há ranço, vontade ou anseio autoritário que possa impor-lhes versões da história! 

Finalizando, devo, ainda, dizer-lhe que pedido de desculpas é devido por quem deve, não por quem tem crédito, e, copiando a voz do povo, nas ruas e nos estádios, com a censura que me impõe a educação familiar e militar, eu lhe digo: “Ei, Dona Miriam, vá rever os seus valores”! 

Respeitosamente,


Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é Presidente do Ternuma.

Batatinha quando nasce...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A cena política atual parece um teatrinho infantil.

Discursos pueris, mal decorados e cheios de contradições.

O enredo do “João Minhoca” todos nós conhecemos.

Atualmente sofreu pequenas alterações.

O lobo mau não quer mais comer a vovozinha; quer seduzi-la e comandá-la.

O problema é que o dono de todos os bonecos, escondido atrás do palco, quer mudar os personagens.

As crianças estão entediadas com os antigos; querem novidades. Mesmo que envelhecidas.

Quem as alegrará neste pretenso pretérito do futuro?

Algum personagem tipo Hamlet?

É inegável que algo de podre há no “reino” das águas turvas.

Passa da hora de se acabar com as reinações.

Antes que a Cuca venha pegar...

A batatinha já assou e passou do ponto...

Fatalmente, ao pó retornará...

Se houver, por aqui, uma tomada generalizada de juízo...


Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

A Copa e os ativistas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fernando Di Lascio

A maior mobilização popular em toda a história dessas Terras de Santa Cruz não se deu para exigir a melhoria de vida do brasileiro. Não se deu por mais segurança, nem por menos corrupção. Não se deu para acabar com a impunidade de políticos safados nem dos criminosos e assassinos que perambulam às soltas. Não se deu pela dignidade e eficiência dos transportes públicos, nem da saúde, nem da educação. Mas, sim, para torcer pela vitória de um time em meia dúzia de partidas de futebol.

Essa Copa caiu como uma ducha de água fria sobre a disposição da maioria dos ativistas brasileiros, essas pessoas que já acordaram para a realidade de que não poderemos deixar as decisões sobre o futuro do Brasil só nas mãos desses políticos de merda que estão por aí. A Copa foi um verdadeiro freio na expectativa dessas pessoas que sabem que o único jeito é sair em campo para fazer valer a soberania popular porque nenhum dos graves problemas nacionais será resolvido se esses moleques milionários emplacarem ou não as necessárias bolas na rede.

É triste ver multidões hipnotizadas por uma mídia pérfida que em sua ação idiotizante idolatra a agilidade dos pés e subjuga a inteligência da cidadania, mas isto não é culpa da sociedade e sim dos políticos brasileiros cuja maioria determinante, desde os idos da despedida da Corte portuguesa, não fez outra coisa senão demagogia e usar o poder a eles conferido na contratação de obras e serviços públicos em favor de seu enriquecimento pessoal, protegidos por uma lei criada por eles mesmos para se safarem sempre mais ricos e impunes.

Peço a essa gente de bem, que luta a “boa luta” por um Brasil melhor, que aguente firme em sua determinação porque essa euforia vai passar e mais cedo ou mais tarde muita gente vai acabar entendendo que ganhar ou perder essa merda de Copa não vai mudar nada em suas vidas nem no futuro sombrio que hoje se esboça para seus filhos e netos.

A Copa vai passar, mas tudo vai continuar como dantes no reino de Abrantes e a tendência pode crer, é a reeleição em Outubro dos piores crápulas que já habitam essas paragens.

Daí a necessidade e até mesmo a imprescindibilidade de continuarem firmes os ativistas brasileiros em sua determinação de lutar por um Brasil melhor, ainda que isso, agora, pareça inútil.

Posso garantir que a luta vai continuar e que todos fazemos parte dela, porque a luta por mais democracia e por menos corrupção é como na Copa. Ou você está conosco ou está contra nós.


Fernando Di Lascio é Advogado e como membro de vários grupos sociais de combate à corrupção, impunidade e falta de vergonha que assola o país, coordenou a elaboração do PLIP EPOCC – Projeto de Lei de Iniciativa Popular Estatuto Popular de Combate à Corrupção www.epocc.org.br

E a Juventude?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

"Há corrupção, falta de transparência, de vitalidade das democracias e isso leva os jovens a aderir à indiferença a ao desprezo pelo social e pelo político, o que acho muito grave". 

Pronunciada em recente entrevista por uma personalidade importante dos tempos atuais, ligada à literatura, à política e às questões sociais, Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, a afirmativa resume muito bem a crise que vivem hoje as democracias mundo afora. 

Seria desejável que os políticos brasileiros, ao encararem o espelho diariamente, se deparassem com o desabafo do escritor e passassem desde já a rever suas atitudes anti-éticas e suas manobras de pragmatismo individual na luta pelo poder, que a todo momento agridem a sociedade. 

Que o façam antes que a democracia brasileira corra risco de implodir, com consequências imprevisíveis. 

O conteúdo e o sentido da frase, dirigida na verdade a todos os líderes democráticos que estão atualmente no poder, brasileiros incluídos,  vaticinam, a médio prazo, dias complicados, com a participação caótica, cética e debochada da juventude que, via desconfiança generalizada do poder público, levará  os países, mais cedo ou mais tarde, a um estado de anarquismo endêmico.  

Senhores políticos que se julgam guardiões da democracia, já passou a hora de despertar para uma realidade que clama por urgência.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Qual Carta?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Denis Lerrer Rosenfield

O candidato Lula, em sua primeira disputa vitoriosa à Presidência da República, procurou distanciar-se das posições mais à esquerda de seu partido, divulgando uma carta, a “Carta ao povo brasileiro”, que balizou as posições que viria a tomar se eleito. Sabia que, se mantivesse a doutrina tradicional petista, anticapitalista e socializante, certamente iria perder novamente as eleições. Do ponto de vista do espectro político, aproximou-se do centro, capturando a simpatia de empresários e de uma classe média até então refratária ao PT. O movimento foi inteligente e o seu resultado foi o sucesso.

Ocorre, contudo, que o PT não tornou a “Carta ao povo brasileiro” um documento partidário, o que o teria obrigado a uma revisão doutrinária, optando pela social-democracia e distanciando-se de posições revolucionárias. Em vez de uma revisão doutrinária necessária, a escolha recaiu na inércia, na omissão e, na verdade, na esquizofrenia.

A esquizofrenia teve todo o caminho aberto para se desenvolver. O governo petista de Lula, sobretudo em seu primeiro mandato, fez uma escolha, de fato, pela social-democracia, com matizes liberais. O nome social-democracia permaneceu, porém, no nível partidário, um nome feio por designar o seu principal adversário. Entretanto, a prática de governar pouco tinha a ver com a doutrina partidária. Poderíamos, inclusive, dizer, com Antonio Palocci, no Ministério da Fazenda, e Henrique Meirelles, no Banco Central, que a política macroeconômica era “neoliberal”.

O PT perdeu substância do ponto de vista doutrinário, porém ganhou poder implantando-se fortemente no aparelho de Estado. Passou a ser uma máquina eficiente na conquista eleitoral, aproveitando-se da política social de seu governo, de corte social-democrata, personificada no Bolsa Família, na política de aumento do salário-mínimo e em outras formas distributivistas. A prática era uma; a teoria, outra.

O governo Dilma seguiu essa mesma política social-democrata, com as tinturas de um maior intervencionismo estatal na área econômica, já presentes no segundo mandato de Lula. Diria, mesmo, que se distinguiu de seu antecessor por uma política social muito mais responsável ao procurar a resolução e o equacionamento de conflitos sociais, em vez de potencializá-los.

Isto é particularmente visível em sua relação com o agronegócio, tornado um parceiro na condução dos assuntos do país. A CNA, presidida pela senadora Kátia Abreu, estabeleceu um diálogo com a Presidência, extremamente profícuo para o Brasil como um todo. A insegurança jurídica no campo teve uma substancial redução.

A reforma agrária, por sua vez, sofreu uma mudança de foco, passando a centrar-se na qualificação dos assentamentos, de modo a estes não se tornarem favelas rurais. A ênfase foi posta na formação técnica, na produtividade, de modo que os assentados possam se tornar agricultores familiares voltados para uma economia de mercado. A transformação foi importante.

Outro ponto que merece destaque foi sua política em relação aos meios de comunicação, não aceitando, por princípio, nenhuma forma de controle dos mesmos, em uma defesa resoluta da liberdade de imprensa. Sua é a expressão de que o único controle que admitia era o controle remoto dos aparelhos de televisão. Engavetou, inclusive, um projeto deixado por seu antecessor de “controle social dos meios de comunicação” ou de “democratização dos meios de comunicação”, conforme se queira dizer, para melhor encobrir formas propostas de censura.

Nestes dois pontos, o seu distanciamento com as formulações doutrinárias do PT só se acentuou. A eleição, contudo, está levando a uma aproximação com posições partidárias que contradizem a própria prática petista de governar nesses últimos anos. Em vez de retomar e aprofundar uma “Carta ao povo brasileiro”, que deveria ser um documento partidário, a presidente e o PT estão, em sua estratégia política, formulando praticamente uma “Carta aos petistas”. A presidente afasta-se de sua própria prática de governo e o PT retoma as suas posições doutrinárias tradicionais. A esquizofrenia ganha novos contornos.

Explico-me. Há um texto implícito na atual estratégia que merece a denominação de “Carta aos petistas”. Ela está voltada principalmente para o seu público interno. Em contradição explícita com a política do governo Dilma até aqui, ela se caracteriza, entre outros quesitos: a) pela recuperação da política de “democratização dos meios de comunicação”, com o objetivo de controle destes mesmos meios, que estariam fazendo o “papel das oposições”, o jogo dos “conservadores”; b) pela retomada da interlocução com os ditos “movimentos sociais”, em particular o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), braço urbano do MST, agora voltado contra a “especulação imobiliária”; c) pela aposta na fratura social e política por intermédio do discurso que tinha sido enfraquecido dos “ricos” contra os “pobres”, em um jogo canhestro de reafirmação da “luta de classes”; d) pela racialização da política, tornando o xingamento em um estádio a manifestação de uma “elite branca”.

É como se o partido e a presidente estivessem voltando a sua atenção, não para o eleitor em geral, mas para os simpatizantes e militantes petistas. É um discurso “intramuros”, procurando recolher o rebanho perdido. Convém ressaltar que a “Carta ao povo brasileiro” era “extramuros”. Trata-se, atualmente, de uma política de resistência, própria de um partido acuado, e não de um governo que completa 12 anos. Na experiência petista do Rio Grande do Sul aparecia que, quando o discurso eleitoral era dirigido para dentro do partido, este perdia a eleição. Quando se voltava para fora, as suas chances de sucesso eram grandes.

A atual estratégia eleitoral petista mais parece a de um partido que se prepara para ser oposição, do que a de um governo que deveria apresentar os resultados de seus três mandatos de exercício do poder.

Qual é a Carta que vale?


Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Originalmente publicado na coluna dele, em O Globo, em 30 de Junho de 2014.

domingo, 29 de junho de 2014

A Pátria chuta o PT, que esgotou-se


Entreguem-se, por pavor: Se o Brasil chegar à final, Dilma fará questão de entregar. Se sair antes, a Presidenta fugirá do cenário de vaias previsíveis...

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Assistindo, PT da vida, ao desempenho do time de Felipão, a seleção privada da rica CBF, tentei me colocar no lugar da Companheira Presidenta. Tadinha dela! Deve ter sofrido muito ontem. Certamente, telefonou, desesperada para seus marketeiros baianos (João Santana e Duda Mendonça) para salvá-la, caso o Brasil saísse fora contra o Chile. Por milagre, não saiu. A dupla deve ter invocado os poderes mágicos dos macumbeiros lá da terrinha descoberta por Cabral. São Júlio Cesar nos salvou! A torcedora mor da nação vibrou, aliviada...

A Seleção Brasileira ganhou ontem uma sobrevida. A mesma precisada pela campanha reeleitoral da Dilma Rousseff. Já que a Pátria está de chuteiras, vamos chutar o PT – como de costume. Mas só faremos isto depois de analisar o susto de ontem. Como Deutscheflamenguista adoentado, fico revoltado com a ineficiência tática de nosso time. Sempre que atacados, nos apavoramos. Não temos jogadas ensaiadas. Erramos demais passes fundamentais. Pecamos pela falta de toque objetivo rumo ao gol. Os melhores jogadores carregam demais a bola. Quando acertam, viram heróis. O problema é que erram na maioria das vezes e inviabilizam o coletivo. Enfim, os 11 do Felipão formam uma equipe muito deficiente do ponto de vista tático.

Trata-se de uma seleção digna do regime petralha. O time só perde para o governo porque nossos jogadores não parecem especialistas em corrupção. Em termos de ineficiência, no entanto, empatam feio com os pernas de pau que aparelham o Estado Capimunista Tupiniquim. O jogador e técnico Lula, por exemplo, é a representação mítica da Pátria de Kichute – aquela chuteira de pobres, de um passado distante, para quem hoje só calça chuteiras de ouro. Peladeiro na bola que se acha craque na política, Lula tem jogado, na campanha reeleitoral da Dilma, igualzinho ao escrete da CBF. Muito improviso tático e chute na cabeça dos adversários. Assim vai perder feio o jogo reeleitoral...

Por enquanto, até 13 de julho pelo menos, a torcida está iludida com a Copa. Alguns subversivos ousam vestir o manto sagrado rubro-negro, na crença em um futebol primeiro mundista, que outrora praticamos. Mas a maioria esmagadora, quase uma unanimidade burra do Pai da Pátria de Chuteiras Nelson Rodrigues, veste o verde amarelo e canta o hino nacional para um time de futebol que joga esquisito, feito o Brasil real. Enquanto dura o ilusionismo ludopédico, tudo parece mole. Depois da Copa, vêm as contas a pagar. O acerto promete ser duro com a petralhada. Se promessa realmente é dívida, Lula, Dilma e demais sócios do time estão em apuros.

Saindo da alegria dos estádios ou da frente da televisão para o mundo real, o jogo parece muito esquisito para a alegre e otimista torcida brasileira. O aumento do custo de vida é impactante. A carestia é um gol contra da política econômica petista, baseada nos juros altos e na gastança ineficiente do dinheiro público (para não falar na corrupção de valores). A perspectiva de que teremos um ano de 2015 problemático se não houver mudanças, que parece um sentimento cristalizado no eleitorado, vai derrotar o PT, em condições normais. Na fraude, claro, qualquer merda vence o jogo.

Voltando à firula futebolística, uma pergunta urgente, que será respondida quarta-feira que vem, em Fortaleza: A Seleção Brasileira passa pela Colômbia do James (que se pronuncia “Rames”)? Não vai ser fácil! Os colombianos jogam em equipe, com toque de bola ofensivo, objetivo, com deslocamentos bem estudados, rumo ao gol. A tendência é sermos engolidos, facilmente, por um time que pratica os fundamentos futebolísticos corretamente. Tal qual a (Fl)Alemanha e a Holanda. Times que jogam bonito e vencem porque foram preparados para o triunfo.

A Pátria vai chutar o PT para fora do poder porque sentiu que precisa. O PT esgotou-se – no sentido sanitário do verbo.  

Como perdemos para o Chile


Salve a Comissão



A turma do Kibe Loko criou uma nova versão do “Pra Frente, Brasil” – mais adequada à nossa triste realidade.

Copa do Otário



Versão criativa do “Canal do Otário” sobre os gastos absurdos com a Copa do Mundo de 2014.

Fim de Jogo


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Junho de 2014.

Seleção não é Pátria de Chuteiras


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Guilherme C. Ribeiro

Recuso-me terminantemente a aceitar a ideia de que "a seleção é a pátria de chuteiras", como queriam Nélson Rodrigues e e seu pai Mário Filho.  Acima de tudo, a Copa é congraçamento.  Futebol é esporte.  Eu só entendo esporte na concepção do barão de Coubertin que levou à criação dos Jogos Olímpicos: educação e autosuperação.

Além do mais, não sou brasileiro apenas quadrienalmente e, mesmo assim, até a primeira derrota da seleção...

Para mim, que vença o melhor, o mais capaz, o mais educado, o que possa servir de exemplo pelo fair play e pelo comportamento civilizado ao resto do mundo.  Abomino a catimba, a falta de respeito, a deslealdade e tudo aquilo que permite vencer sem mérito. Quem venceu sem mérito não venceu.  Simplesmente enganou.  Não é campeão, mas usurpador.



Há ainda o fator sorte ou acaso, que às vezes não deixa que aquele que merece vença.  A Copa de 1974, quando a Alemanha venceu a Holanda, frustrou os que amam o esporte pelo esporte.  Mas a vitória alemã não foi imerecida.  Há méritos na constância.

Quem viu as Copas de 1958 e a de 1970 viu o atleta brasileiro em seu ápice.  A rigor, por tudo que significaram, essas duas Copas me bastariam.  O resto, a não ser pela de 1962, é supérfluo, sem o brilho, a espontaneidade, a alegria das posteriores.

A Colômbia tem minha simpatia.  A Holanda, também.  Principalmente pela alegria.  Não pelo espetáculo, indubitavelmente bonito, mas porque demonstra o esporte pelo esporte, espontâneo, leal, entusiasmado.  Esse, sim, é o futebol!

Que venha a Colômbia.  A não ser que o Brasil mereça a vitória.


João Guilherme C. Ribeiro é Empreendedor Cultural.

Só não ver quem não quer...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Assustada com o desempenho da Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo, a petralhada que tem um pouco mais de capacidade de previsão quanto ao resultado final já começou a lançar suas teses sobre as relações entre futebol e política. De uma maneira geral, criticam todos aqueles que torcem contra o Brasil na competição. Alguns, mais afoitos, afirmam inclusive que “um verdadeiro brasileiro” não tem o direito de torcer contra o próprio país”. É uma nova edição do antigo “Brasil: ameo-o ou deixe-o” dos anos 70.

O que não fica claro para os menos acostumados com o modo de agir do PT é que esse tipo de gente pensa da seguinte maneira: “Se o Brasil vencer a Copa, foi uma conquista do Governo Lula e uma lição para quem torcia contra o PT e a Seleção. Se o Brasil não vencer; foi uma fatalidade - "política é uma coisa, futebol; outra". Se não fosse verdade isso que eu acabei de escrever, Lula não teria derramado suas lágrimas de crocodilo quando soube que o país sediaria a Copa de 2014.

Afirmar que não existe relação entre política e qualquer grande evento desportivo é uma asneira que não merece sequer refutação. Quem diz isso agora no Brasil são aqueles que, com medo de que o time seja desclassificado, querem da Copa do Mundo somente os bônus mas jamais as consequências negativas.

Não vale à pena fazer um apanhado histórico das relações entre esporte e política. Lembrar que guerras eram paradas para que Olimpíadas fossem disputadas ou que ditadores buscaram em vitórias esportivas a confirmação da superioridade de raças já foi descrito antes. Tudo isso o PT conhece e sabe explorar perfeitamente.

As grandes competições esportivas do século XX praticamente nasceram sob encomenda dos países gigantescos e das doutrinas totalitárias: não poderia ser diferente aqui e se eu não tivesse mais nenhum argumento capaz de estreitar ainda mais as relações entre o resultado da Copa e as eleições de outubro, eu diria que quando um dia se escrever a história do país em 2014 há que se afirmar sem medo de errar que, pelo menos economicamente, ela teria sido outra não fosse a vinda dessa competição para o Brasil.

Numa ratoeira caem portanto aqueles que, defendendo fanaticamente as relações entre política e economia, querem agora afirmar a independência das eleições de outubro com relação ao nosso desempenho dentro de campo.

Conhecimentos sobre futebol à parte, peço a todos aqueles que escutarem apelos para torcer para essa seleção que não se sintam constrangidos em dizer não ..que não se sintam menos brasileiros nem tenham aquela mesma sensação dos que, afirmando que anularão seu voto, precisam escutar do interlocutor que depois não podem reclamar. Ninguém tem obrigação de votar em ninguém para depois poder exigir seus direitos e nenhum de nós deve aceitar ser apresentado como traidor da pátria por torcer contra uma seleção de mercenários que serve politicamente a um partido associado aos narcotraficantes.

O Brasil não pertence nem aos petistas e nem aos torcedores da seleção de futebol. Eles não são proprietários da nação, não representam a sua totalidade, nem portam sozinhos a verdade sobre a situação do país. Se pensam que são pastores, que procurem o rebanho adequado para segui-los em outros campos que não sejam aqueles das arenas superfaturadas, das licitações de última hora e de todo dinheiro desviado da saúde, educação e segurança que esse partido de bandidos que se dizem trabalhadores roubou da nação.

Rezo todos os dias para que essa seleção seja desclassificada. Nunca em toda minha torci contra a seleção brasileira, mas prefiro torcer contra ela do que torcer contra o país e Deus me livre de precisar das palavras de algum vagabundo petista para me ensinar o que é respeito e amor à pátria onde nasci. Quem hoje me pede para gritar pelo Brasil trouxe aqui os cubanos que humilharam minha profissão perante o mundo, trata policiais como bandidos e emprestou para reforma do porto de Havana dinheiro que poderia construir hospitais, escolas e presídios aqui mesmo.

Política e futebol “tem tudo a ver” um com o outro, sim...Só não vê quem não quer...


Milton Simon Pires é Médico.

Jaspion


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Sobre a eliminação do Japão ainda na fase a inicial: "o problema do Japão é que eles só pensam educação e saúde. Se investissem também em futebol ainda estariam na Copa". 

Difícil acreditar que tais palavras tenham sido pronunciadas por um ex-chefe de estado que teve oito anos para melhorar, não conseguindo, a constrangedora classificação do Brasil nas avaliações internacionais de educação e  diminuir o sofrimento do povo, ao precisar ser atendido pela sua macabra rede pública de saúde, qualificada em certo discurso seu, durante um dos mandatos, como sendo tão boa que iria recomendar a implantação de sistema semelhante ao Presidente Barack Obama, visando à sua aplicação nos EUA, embora, no momento que ele próprio precisou de cuidados médicos, preferiu recorrer ao Sírio Libanês. 

Sua manifestação, ao referir-se ao Japão eliminado da copa, pode ser interpretada por uma, entre outras, das seguintes formas: ou o ubíquo ex-presidente Lula  exibiu uma falta de lucidez que a sociedade nem sabia que poderia possuir, ou estava estava sob o efeito de algum medicamento que deve usar em decorrência de sua recente enfermidade ou, pior ainda, considera o povo brasileiro que o elegeu, um conjunto de cidadãos sem visão e facilmente iludível que não necessitam, para manter seu partido no poder, de investimento em educação nem em saúde e sim em copa do mundo. 

Todas  as alternativas são altamente preocupantes e evidenciam o tipo de pessoa que ficou à frente dos destinos do país por oito anos e ainda construiu e fincou um poste que o está colocando à deriva. 

O pior é que mais adiante, na mesma ocasião que pronunciou a infeliz sentença, acrescentou que o Japão poderia ter evitado essa vergonha, a eliminação precoce, citando como uma das maiores conquistas tecnológicas do grande país, o herói fictício Jaspion. 

Aí fica mais difícil qualquer análise. 

O que fez povo brasileiro para cair nessa armadilha eleitoral, para merecer tudo isso?

Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.