domingo, 31 de agosto de 2014

O casamento com a Marina: Tô fora!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Em nome das liberdades individuais, plenamente asseguradas na Constituição que fundou os EUA em 1776, o juiz federal Clark Waddoups decidiu que o mórmon fundamentalista Kody Brown pode viver junto com suas quatro esposas e 16 filhos, no estado de Utah, onde 38 mil seguidores da mesma religião praticam a poligamia.

O eleitorado brasileiro é politicamente polígamo. Casa com todos e com qualquer um. De tempos em tempos, sente a necessidade da tal “mudança”. Este é o clima de agora. A maioria não aguenta mais o PT. Dilma será trocada por outra. A conjuntura ficou boa para Marina Silva – viúva política do Eduardo Campos, porém com um ponto forte a favor dela: não tem um Lula por trás para manipulá-la.

A candidatura de Marina tem apoio da Oligarquia Financeira Transnacional. Marina fechou acordos recentes com banqueiros, investidores internacionais e usineiros – segmentos descontentes com a gestão petralha. Um grupo de economistas ligados ao HSBC se colocou à disposição dela para fazer todo o projeto para uma profunda e urgente reforma tributária. Logicamente, o sistema financeiro, que tanto lucra no Brasil, já se blindou para o próximo governo... Marina até acena com a "independência" do Banco Central do Brasil - tão sonhada pela banca internacional...

Marina terá governabilidade, se for eleita? No começo, a tendência é que sim. A caneta do Diário Oficial tem mais poderes que a espada da She-Rá (a irmã do He-Man). Sem dúvida, Marina terá de compor com o PMDB (que abandonará o PTitanic pouco antes do afundamento). Também deve fechar uma aliança, no quase certo segundo turno eleitoral, com o PSDB (que vai se tornando especialista em perder eleições por falta de pegada). O resto vem na onda.

O PT tomará muito cuidado ao atacar a eternamente petista Marina, a partir de agora. Mais provável é que os petistas negociem uma trégua, na hora de aparentemente deixarem o poder com a perda do Palácio do Planalto. A “saída” petista será aparente, já que a máquina pública nunca antes na história foi tão aparelhada. O PT já sabotou Marina impedindo a criação do partido dela, a Rede. Agora, é o PT quem cai de otário na redinha da Marina.

Fajutagem


O chefão Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse em manter sua blindagem. Sabe que corre alto risco de ter seu nome envolvido nas futuras broncas judiciais das Operações Porto Seguro (por mais abafada que esta pareça estar) e Lava Jato (esta bastante fora de controle das influências petralhas). Por tal fragilidade, Lula deve falar bem fininho com a “velha amiga” Marina – que o abandonou ou foi por ele abandonada, dependendo do ponto de vista.

Enquanto o PTitanic afunda, o Brasil mergulha nas profundezas abissais de seu modelo Capimunista, com carestia, cartelização, cartorialismo e corrupção sistêmica. Tudo isto, junto com a incompetência na gestão da coisa pública, ajuda a compor o cada vez mais impagável “Custo Brasil”. O próximo governo, seja quem dirigi-lo, terá de resolver os eternos pepinos: impostos absurdos, juros elevadíssimos e falta de infraestrutura. Não será fácil romper com a governança do crime organizado.

A tendência da maioria do eleitorado, que raciocina com simplicidade e não tem fidelidade a nenhum político, é embarcar no “casamento” com a Marina – que é uma caixa-preta mais insondável que a do avião que matou o Eduardo Campos. Como será a “lua de mel” se ela vencer? Ou teremos uma “lua de fel” a partir de 2015? Eis a grande dúvida a ser respondida pelo tempo – profundo senhor das irracionalidades de Bruzundanga.

Marina é uma incógnita, no Brasil das incertezas e das poligamias políticas, com aquele jeitinho de incestuosa suruba. Já se especula que sua equipe do Ministério da Fazenda será comandada pelo Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander, da Federação dos Bancos e hoje presidente do Conselho do Grupo Abril. Por enquanto, tudo é especulação...

Alguns anônimos revoltados, aparentemente petistas que não saíram do armário por algum motivo, nos questionam: “Para você ninguém presta !?”. A questão não é de prestar ou não. A eleição no Brasil não é decidida pelos brasileiros. Sempre obedecemos aos “pacotes” fechados de fora para dentro. Os controladores globalitários comandam todos os cavalos do jogo. Nós, as bestas, apenas emprestamos nosso voto para elegê-los.

Na verdade, tanto faz como tanto fez quem será o boneco ou a boneca que sentará no trono do Palácio do Planalto. Ele terá um script a obedecer. Se fugir das regras teatrais, combinadas com a Oligarquia Financeira Transnacional, é saído de cena, pelos mais variados golpes. Lembram-se do que aconteceu com o Collor – o ungido em 1989 para “modernizar” o Brasil? Os supostos “poderosos” de plantão são descartáveis...

Quem aposta no sucesso do casamento com a Marina? Muitos já apostam... Os mais espertos já tomam precauções para o divórcio programado. Se a Marina seguir o perfil da esposa radical, pode se dar mal. Agora, no noivado com o eleitorado, ela vai parecer uma gata da selva inteiramente domável. Depois, com a caneta do poder, pode acabar induzida pela vaidade a mostrar as garras...

Marina é o ouro dos tolos. O historiador Carlos Ilich Azambuja manda a seguinte mensagem-lembrete sobre um dos itens do Programa de Governo da candidata Marina Silva. Nada mais é do que um resumo colorido do Decreto 8243: “Movimentos sociais - "Possibilitar que movimentos populares e movimentos sociais ocupem espaços políticos. Manter diálogo permanente com eles, por meio de canais de comunicação mais ágeis e acessíveis. Definir prazos para responder às reivindicações e problemas. Implantar efetiva Política Nacional de Participação Social, pelo aumento da participação da sociedade civil nos conselhos e instâncias de controle social do Estado".

Falta pouco mais de um mês para o primeiro turno. A onça tem muita água para beber até a provável decisão do último domingo de outubro, no segundo turno eleitoral. Agora, a agonia é da Dilma. A decepção é do Aécio. O nirvana é da Marina. Até o momento fatal da dedada eletrônica, para coonestar o dogmático processamento dos votos sem direito a auditoria e recontagem, com altíssimo risco de fraude.

Resumindo a opereta: Marina, eterna petista, socialista de seita, demagógica ambientalista, com fachada de calvinista, sempre bem financiada pelas controladoras de ONGs transnacionais, é a versão sem graça do Tiririca.

Com Marina, pior que está não fica... Ou será que fica?

Na dúvida, fico solteiro. Não flerto e nem caso com a Marina. 

Pau neles...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2014.

Dilma colocou a Polícia Federal na berlinda

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa
 Inegavelmente, a imagem da Polícia Federal ficou muito arranhada com a desastrosa referência a ela feita pela presidente Dilma no debate dos presidenciáveis realizado na Band no último dia 26 de agosto.
Na tentativa de justificar os escândalos na Petrobras, Dilma colocou sob suspeita todo o histórico da Polícia Federal, ao afirmar:

“Quem investiga a Petrobras é um órgão do governo federal que antes não tinha autonomia para investigar: a Polícia Federal. A Polícia Federal hoje vai e investiga todos, doa a quem doer. Por quê? Por que o compromisso de meu governo é numa luta incansável contra a corrupção.”
 Diante da colocação de Dilma, torna-se válido perguntar:
 Como confiar numa Polícia Federal que faz suas investigações em consonância com os interesses do governo em exercício?
 O que dizer das investigações feitas pela Polícia Federal na era pré-Dilma?
 Quais outros órgãos Dilma incluiria na lista dos órgãos detentores de poderes investigatórios que flexibilizam sua atuação dependendo da vontade do governo? Receita Federal? Agência Brasileira de Inteligência (Abin)?
 Não há como desconhecer a realidade: apesar de saber que deslizes podem acontecer em qualquer órgão, a generalização feita pela presidente da República lança lama sobre a reputação de todos aqueles que, no passado, dignificaram a Polícia Federal no exercício de suas atribuições de autoridade policial.
Absolutamente convencido que Dilma passa muito longe da verdade ao afirmar que seu governo tem o compromisso de uma “luta incansável contra a corrupção”, gravei o vídeo intitulado “Dilma e as investigações da Polícia Federal”. Em tal vídeo dei detalhes do depoimento por mim prestado à Polícia Federal sobre a Gemini – espúria sociedade da Petrobras com uma multinacional, arquitetada no período em que Dilma acumulava os cargos de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Os links do vídeo e de outros documentos correlatos se encontram aqui:






Com a palavra a Polícia Federal. Se é que sua chefe Dilma Rousseff a deixará falar alguma coisa... Mas, em manifestações públicas, a turma da PF não tem falado bem dela, não...



João Vinhosa é Engenheiro.

Uma tentativa de Análise


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A vida de um analista de cenários político-econômicos é muito dura.

Parte-se do pressuposto de que os personagens são hábeis ao medir as consequências de seus atos.

Engano pueril.

 Autoridades vão à inauguração de um grande edifício construído de forma irregular, sobem escadas a pé por falta de luz, etc.

Gasta-se o dinheiro do contribuinte em coisas fúteis enquanto as ruas estão esburacadas e mal sinalizadas.

Não há segurança pessoal, não há justiça, não há sossego.

O câmbio defasado nos levará à situação de que no país só serão feitos os bebês.

A indústria vai para o brejo; com ou sem a companhia da vaca.

Ouço o caboclo cantar no meu ouvido aquela musiquinha do Genival Lacerda:

“Aonde a vaca vai o Boi vai atrás”...

E uma canção em minha orelha, que não é penico, lembra que o “Boi espalha merda”...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Os Mortos deveriam permanecer calados


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Existe, segundo um amigo meu, em psiquiatria e psicanálise um conceito chamado “a experiência da vergonha do outro”, algo poderoso e inexplicável que nos faz sentir – através de uma empatia que não deixa de ser a masoquista – a vergonha que outra pessoa (que não nós mesmos) deveria sentir.

Recebi há dois ou três dias inúmeras manifestações por e-mail disso que no Brasil Petista nos acostumamos a chamar de “entidades médicas”. Todas elas discorriam sobre o “grande perigo” o enorme “risco” que corremos todos nós, médicos, de termos nosso diploma alterado naquilo que define nosso grau. Não seremos mais médicos: seremos “bacharéis em Medicina”. Quando abri essa correspondência eletrônica, de imediato a minha experiência foi a da “vergonha do outro”... do “ridículo que deveria ser experimentado” por aquele ou aqueles que o dinheiro captado dos médicos utilizam para, num momento como esse, enviar tal tipo de comunicação.

Meus amigos, a Medicina Brasileira morreu. Ponto. Simples assim? Sim...simples assim. Há mais de um ano, estrangeiros formados sabe-se lá em que vem entrando no país e atendendo pacientes do SUS. Recentemente, a mesma presidente que DECRETOU o Programa Mais Médicos disse, abertamente, que vem aí o “Mais Especialistas” e, pergunto eu, é justo que essas “coisas” chamadas “entidades médicas” que dignidade nenhuma mostraram (porque não a tem) venham agora fingir protesto por causa do que há de ser escrito no diploma dos futuros médicos brasileiros?? Ora, pelo amor de Deus, tenham a devida vergonha na cara e calem-se ! Não procurem aparentar hombridade, honra ou coragem aqueles que não tem sequer capacidade de enfrentar agentes do partido disfarçadas de enfermeiras brasileiras dentro dos hospitais.

Nada em parte alguma nem tempo algum pode ser mais nojento do que a falsa afetação..do que a fanfarronice e as bravatas dos que vão se calar e a tudo assistir como carneirinhos quando expostos a injustiça. A classe médica brasileira chegou ao fundo do poço. Se o partido religião hoje quisesse, extinguiria como uma canetada o exercício da profissão no Brasil enquanto entidades e grupos de facebook se manifestariam em intermináveis reuniões, em “a pedidos” nos jornais e outras palhaçadas em que a preocupação é “não perder o foco” e não “agir com preconceitos contra partidos e opiniões diferentes”. Calados e morrendo de medo, não temos sequer coragem de EXIGIR do Conselho Federal que pagamos todos os anos a lista com o nome dos traidores da profissão que servem de tutores de cubanos no Brasil !

É tão covarde a posição de cada “entidade” (CFM, Sindicatos, AMB, FENAM) que elas não tem sequer personalidade para se apresentarem separadas...para discordarem (se necessário) uma das outras e dizer de uma vez por todas e para sempre que o problema fundamental..o único, definitivo e inquestionável problema chama-se Partido dos Trabalhadores..um partido de assassinos de prefeitos, de aliados do Foro de São Paulo, de adeptos da liberação da maconha, da não internação dos viciados em crack..enfim..de uma verdadeira legião de bandidos e vagabundos que odeiam e querem liquidar com os médicos.

Cada vez que assisto a uma manifestação do Conselho Federal de Medicina não posso deixar de me recordar de um trecho de um filme chamado “Exorcista III”... num impressionante diálogo entre um policial e um paciente psiquiátrico que tendo incorporado um espírito demoníaco dirige-se ao investigador e num ar de lamento sentencia:

“Os mortos deveriam permanecer calados... A menos que tivessem alguma coisa para dizer”.


Milton Simon Pires é Médico.

A Mudança necessária


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Sérgio Silveira Costa

 O PT nunca teve princípios, mas fins. Nunca teve um projeto de País, mas um projeto de Poder. O maior exemplo disso foi que, no governo Lula, especialmente no primeiro, com ventos mundiais extremamente favoráveis, preços elevados de nossas commodities e grande maioria no Congresso, o dono do partido nunca se empenhou em realizar as tão necessárias reformas estruturais, a política, trabalhista, previdenciária e tributária, que estão impedindo o País de se modernizar e, pior, enquanto não são feitas, sangram fiscalmente o Estado e o próprio povo, com seus gastos exorbitantes e impostos escorchantes. Não as fez para não criar atritos, pois não queria tempestades, nada que ameaçasse seu projeto de poder eterno.

Outros exemplos não faltam, como o alinhamento, e elogios, a notórias e vergonhosas figuras da política brasileira, e um mais recente, recente, a presidente devolver um de seus 40 ministérios e secretarias, o dos Transportes, a um partido reconhecidamente corrupto, só para obter, em troca, alguns minutos a mais de propaganda na TV. É como se tivesse dito: “o País que se dane, eu preciso do tempo pois quero ser reeleita, eu e o PT queremos o poder eterno”!!!

O PT institucionalizou a corrupção, e seu maior exemplo foi o mensalão, outra prova de que só mirava o poder, aliás, uma gravíssima prova, pois, mais do que um ato de corrupção, foi uma tentativa de golpe institucional branco, sem tanques ou fuzis, de dominar o Congresso, tornando-o caudatário, um mero apêndice dos desejos autoritários do Executivo. E, não satisfeito, voltou à carga, com o famigerado Decreto 8.243! Isso sem falar na imprensa, sempre alvo de mordaça, com o sempre presente desejo de “regulação da mídia”.

O PT adotou uma política externa perigosa no que tange à democracia e liberdade, ao cortejar regimes comunistas autocráticos, e, absurda com respeito aos interesses do País, sublimando o comércio multilateral e curvando-se a um terceiro-mundismo-mercosulista-bolivariano, nada mais do que um conglomerado de países populistas e andrajosos. E, à revelia do Congresso Nacional, usar nosso dinheiro para financiar obras nesses países, quando poderiam ser empregadas em obras de saneamento e infraestrutura aqui, mais do que necessárias.

São vários os exemplos do mal que o PT causou ao País, votando contra o plano Real, contra a lei da responsabilidade fiscal, no uso da máquina pública, no parasitismo e copioso aparelhamento do Estado com gente incompetente, em detrimento do mérito, na destruição da Petrobras e Eletrobras, no gosto amargo do tempo desperdiçado, das esperanças despedaçadas, das melhorias frustradas...... Mas, o pior de tudo, é a herança maldita, pois, nos seus governos, o Brasil se apequenou, ficando muito, mas muito menor, ética e moralmente.

O País cansou dessa orgia de terras quilombolas e indígenas, com índios de tênis e bermudas de grifes, em motos e pick-ups, praticando violências e cobrando pedágios em estradas, sem reação do governo!

O País cansou dessas obras prometidas, nem começadas, ou, se começadas, se arrastando, ou, se concluídas, desmoronando, sempre com a corrupção e o desperdício de dinheiro público como pano de fundo!

O País cansou desses movimentos sociais que, à revelia da lei, propagam violência e destruição, como um estado islâmico, e que ainda recebem, não só recursos, como a leniência do governo do PT!

O país cansou desses impatriotas, e o que se vê é a presidente terminar seu governo deixando o País muito pior do que recebeu, com recessão, inflação no limite, crescimento zero ou mesmo negativo, comércio parado, perdas na indústria, emprego baixando, déficit fiscal, investimentos recuando,....... E, pasmem, essa gerente de araque, essa gerente multiplicada por menos um, ainda quer se reeleger, quando deveria é se retirar, e pela porta dos fundos!

O País cansou de tanta desfaçatez, desses índices econômicos maquiados, dessas desculpas desrespeitosas, a última de que “a culpa foi dos feriados da Copa”...

O país, finalmente, cansou do PT, e em todos os níveis, pois, o que se vê, pelas pesquisas, é que Dilma perde, quem sabe até no primeiro turno, e que, nos dez maiores colégios eleitorais, para governo do estado, o PT só está na frente em Minas Gerais, pois nos outros estados seus candidatos estão lá para trás! Outra derrota contundente, não de 7X1, pior, de 9X1!

Considero que Aécio seria a melhor opção, pela experiência política, por estar num partido grande, que privilegia os fundamentos da política econômica, e por poder dispor de apoio no Congresso e de quadros experientes para gerenciar o País.

Concordo, também, que Marina é uma incógnita. Alguns comentaristas dizem “uma aventura”. Mas Lula também não foi? E Dilma, uma ex-guerrilheira, partidária de movimento revolucionário que queria implantar o comunismo no Brasil?

Sobre Marina, dizem que foi cria do PT. Mas saiu, como outros, entre eles, Gabeira, Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Luiza Erundina, Chico Alencar, Flávio Arns,... cada um com seus motivos, o que, no fundo, não diz nada, tantas são as mudanças de partidos, seja por discordância de programas ou pedras no sendero das aspirações políticas de cada um.

Mais preocupante,  parece-me, é por estar num partido socialista, a porta de entrada para o comunismo, ou por não dispor de retaguarda partidária e apoio no Congresso para promover as reformas indispensáveis ao País. Mas, convenhamos, é uma pessoa íntegra, e, quando muda o chefe, todos se alinham e formam atrás, pelos motivos que sejam, nobres ou não, o que faz parte do caráter da humanidade. Se ganhar, os partidos vão se chegar, entre eles o sempre adesista PMDB, e também os mais sensatos do PSDB e os menos insensatos do PT.

O importante é que suas entrevistas passam confiança e esperança. E uma sensação de decência. Não quer, como o PT, o poder – fala em acabar com a reeleição -, mas melhorar o País, especialmente na questão da justiça social. Quem de nós é contra isso? Quem de nós não quer erradicar a pobreza e a miséria, desde que os pobres façam como os ricos, reduzam a natalidade, especialmente a irresponsável?

Diferentemente do triste avião, a arremetida de Marina é meteórica e estimulante, pois as pesquisas carregam, parte pela rejeição a Dilma, um claro recado do povo: Fora PT! Está na hora de mudar! Pode ser que seja até para pior, mas por que não poderá ser para melhor?

Lamentavelmente, foi preciso Eduardo Campos morrer tragicamente para as esperanças de mudança começarem a se concretizar.

Poder-se-ia dizer, citando o aforismo, que “vox populi, vox Dei”. Mas que Deus é esse, que levou o Eduardo, jovem, saudável, idealista, corajoso, com futuro político pela frente - também ex-ministro de governo do PT, e nem por isso perigoso -, com excelente desempenho e aprovação no governo de Pernambuco, e deixou outros notórios, como Lula, velho, cansado, descabelado, desmoralizado, desmotivado, destemperado, fora da realidade, incapaz de sair às ruas, doente de corpo e alma? Agora, sim, faz jus ao epíteto de “filho do Brasil”, pois está tão mal quanto o pai....

E que povo é esse, que coloca Arruda à frente nas pesquisas para governador do DF, depois de ter sido filmado, e visto por todo Brasil, recebendo maços de dinheiro da corrupção?

Assim, na dúvida sobre os reais desígnios de Deus (por que impediu Marina de ir no avião?) e as idiossincrasias do povo, em vez de esse aforismo, prefiro usar, esperançoso, o lema do Tiririca:

Com Marina, “pior do que está não fica”....


Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

Se pertencer, só nos resta rezar


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Em 2007, quando o Brasil ostentava índices de crescimento confortáveis e admirados pela comunidade internacional, desenvolvidos incluídos, o então presidente Lula, assombrado pela avalanche do mensalão, decidiu realizar uma manobra de diversionismo político e, atuando no psicossocial, influenciou decisivamente, junto às entidades responsáveis, para que o país fosse escolhido como sede de um megaevento, a copa do mundo,  hoje apontado ironicamente  como um dos responsáveis pelo ingresso do Brasil no que os economistas, obedecendo a determinados critérios macroeconômicos, denominam recessão técnica. 

Em 2008, o mundo foi  sacudido pela crise financeira mundial que, segundo o ex-presidente, teria por aqui o efeito de uma "marolinha". 

Assim, visando a atender o seu projeto de poder, o governo do PT, através da sua equipe econômica, não tomou as medidas necessárias, algumas talvez amargas, para enfrentar a convulsão que atingia a economia global e manteve sua ênfase no desenvolvimento baseado no consumo e na facilidade de crédito, apesar das advertências de vários acadêmicos e observadores sobre a fragilidade de tal caminho, eminentemente demagógico, num ambiente planetário incerto que, de certa forma, ainda vigora. 

Hoje presenciamos o triste espetáculo do encolhimento da economia, com perda de confiança por parte de investidores, num momento conturbado da vida política, com o país às  vésperas de eleições, o que faz prever o provável aparecimento de uma retumbante herança maldita, face aos resultados recentes das pesquisas de intenção de votos. 

O que se vê também é um Ministro da Fazenda tentando se agarrar ao último bastião de otimismo, os índices de desemprego, agora confusos e incertos, afirmando que se deve aguardar a divulgação de outros dados para configurar a realidade de uma recessão. 

Atitude patética, pois o máximo que esses novos números revelarão, não passará de flutuações que pouco ou quase nada alterarão o quadro.Seria mais patriótico se Sr. Mantega parasse de fazer papel de arauto de um delírio e passasse a assumir o fracasso da política econômica do governo, preparando o país para a contingência de o seu sucessor não pertencer à situação. 

Se pertencer, só nos resta rezar... 


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

A quem ela pensa que engana?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Chagas Diniz
Nenhuma das soluções ‘encontradas’ por Dilma Rousseff para equilibrar as contas das estatais e diminuir o impacto do preço dos produtos administrados sobre a inflação tem remotas possibilidades de dar certo.
Ao invés de buscar as causas que geram a inflação de custos, a gerentona busca ocultar o sol com a peneira. Agora é a hora de reajuste de contas de luz e força, artificialmente rebaixadas 6 meses atrás.
Não adianta tergiversar. Petistas, como é o caso de D. Dilma, têm a ilusão de que só eles são espertos; os outros, tapados; na melhor hipótese, burros. Os brasileiros já perceberam que a gerentona imagina que tudo é “ato de vontade” e de cara feia, da qual ela usa e abusa. Nem sempre conscientemente.

Arthur Chagas Diniz é Vice Presidente do Instituto Liberal.

sábado, 30 de agosto de 2014

Pesquisas induzem opinião pública a aceitar vitória eleitoral de Marina – ungida pela Oligarquia globalitária


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Como de mau costume no Brasil, os meios eletrônicos de comunicação de massa são usados por quem detém a hegemonia real do poder para induzir o eleitorado a acreditar, piamente, em questionáveis pesquisas de opinião (com amostragens ínfimas para um universo de 142 milhões de eleitores) que preparam o terreno para o resultado final que as máfias desejam plantar no sistema eletrônico de votação – inseguro, fraudável e sem chance de contestação. Eis o fenômeno que “consolida”, no imaginário da opinião pública, a provável e surpreendente vitória da Marina Silva para a Presidência da República.

Os estrategistas de Marina já apostam que ele possa liquidar a eleição ainda no primeiro turno. Embora não possam cometer a heresia de admitir publicamente, os estrategistas do PT também trabalham com este mesmo cenário ultrapessimista para eles. Os estrategistas tucanos parecem apalermados diante da “imagem mítica de santa guerreira vitoriosa” que o eleitorado, induzido por lendas urbanas, lorotas virtuais e pesquisas manipuladas, começa a consolidar da viúva política de Eduardo Campos - na verdade a herdeira oportunista da desgraça de um jatinho que caiu do céu para infernizar o cenário político brasileiro.

Desde 16 de dezembro de 2013, este Alerta Total adverte que a Oligarquia Financeira Transnacional e seus tentáculos no Brasil já tinham sacramentado a derrota reeleitoral de Dilma Rousseff e do esquema petralha-peemedebosta. Muitos intelectuais céticos da internet não levaram muita fé na avaliação que era objetivamente comprovável: o mercado financeiro, na hora decisiva, apostaria em qualquer um capaz de destronar o atual esquema do Palácio do Planalto.

O acordo é direto. Não importa quem seja o substituto. Quem se mostrasse mais viável, perto da eleição, para dar continuidade ao eterno modelo neocolonial sobre o Brasil acabaria “ungido” para o poder pelos comandantes globalitários. Na semana que passou Marina Silva já se reuniu com a cúpula mundial do HSBC – um dos braços fortes da oligarquia anglo-americana que controla as finanças e o comércio mundial para receber sua “coroa imperial”. Agora, só um novo “desastre” lhe tira a vitória.

Cenário esquisito


Marina Silva é apresentada midiaticamente como a mais cotada para vencer a eleição que Dilma já tinha perdido de antevéspera, apesar do domínio e do aparelhamento sobre a máquina pública. O problemaço é que a vitória de Marina, na atual conjuntura, se assemelha bastante com as condições que, em 1989, elegeram Fernando Collor de Mello. Como já sabe disto, a “santificada” Marina começa a costurar diabólicos acordos políticos e econômicos para ter a mínima condição de governabilidade.

Quem deve tirar grande proveito disso é outro cabra mais apavorado que os tucanos. Luiz Inácio Lula da Silva espera que a “velha amiga” Marina faça o mesmo que ele fez com o “velho amigo” FHC. Ou seja: não use o imperial poder presidencial para se vingar do esquema antecessor, apoiando a enxurrada de processos judiciais que podem e devem estourar como fruto das operações Porto Seguro, Lava Jato ou qualquer uma que surgir até o afundamento do PTitanic. O PT já se articula nos bastidores para que “consiga sair com um pouco de honra” do governo – conforme o ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante, tem falado com interlocutores.

O próximo governo pegará um Brasil destroçado em seus fundamentos econômicos. Se quiser sobreviver politicamente, terá de conter a carestia generalizada. Tal fenômeno é resultado não só da especulação ou da voracidade comercial por lucros fáceis. O mal é consequência do autodestrutivo “Custo Brasil”: impostos absurdos, juros elevadíssimos e falta de infraestrutura em um sistema de negócio comandado pela governança do crime organizado, com corrupção, cartelização e cartorialismo. O Brasil não cresce – ao contrário do resto do mundo – por causa deste sistema Capimunista que prefere deixar o País sempre à margem do mundo, e não como protagonista internacional.

Todos perdidos


Procurando Crise Militar?

Os militares receberam pessimamente o parecer do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, favorável a derrubar, na prática, os efeitos da Lei de Anistia de 1979.

Janot deu força à Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 320), ajuizada pelo PSOL, que reclama que, há quatro anos, o Brasil não cumpre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que manda investigar e punir os responsáveis por crimes cometidos na Guerrilha do Araguaia, na década de 70.

Como a nova “presidente eleita pelas pesquisas”, Marina Silva, é inteiramente a favor das investigações e pela flexibilização da Lei de Anistia (Lei 6.683, de 1979), quem procurar tem tudo para achar uma crise militar programada para o próximo governo...

Crise real


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2014.

Admiração pela coragem


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um juiz de uma grande cidade americana imagina (ou imaginou) poder ameaçar um grande país  com uma declaração de desacato.

O magistrado talvez seja uma pessoa muito culta mas não conhece a história argentina nem o caráter de seu povo.

Governados há mais de sessenta anos por um fantasma, traumatizados por uma guerra perdida (após
terem visto descumprido o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca pelo colosso do norte, que apoiou o agressor extracontinental) os argentinos agora vão por tudo.

Se os mesmos não tem sido hábeis para escolher seus governantes, talvez terminem numa catástrofe econômica e social.

Sempre será possível reconstruir os estragos enquanto mantiverem os sentimentos de honra, de pátria e de fé. Não é por acaso que a Divina Providência escolheu um de seus filhos para seu pastor em tempos de hienas, abutres e outros bichos peçonhentos.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Devaneio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Atenção eleitores: Não se deixem enganar pelas performances midiáticas dos candidatos nos debates e entrevistas. 

Só significam o quanto cada um sabe lidar com as câmeras e os microfones, resultado de seus talentos naturais de oratória ou de suas experiências anteriores com o ambiente de comunicação. 

Não se iludam também em demasia com as propostas de cada um. 

No nosso enlouquecido sistema de representação - aguardando por uma ansiada reforma política - onde a continuidade hereditária e o toma lá da cá é que imperam, elas têm poucas chances de serem implementadas pois invariavelmente esbarrarão em interesses opostos e intransponíveis, dificilmente harmonizados por maiores que sejam as qualidades de liderança dos candidatos. 

Em vez disso apelem para uma espécie de misticismo: procurem aproveitar as passagens fugazes dos holofotes pelos olhos dos candidatos e aprendam a ler neles o quanto o desempenho das respectivas falas e apresentações representa o que lhes vai no íntimo de suas almas. 

Embora não exista receita para tal, tentem descobrir se o olhar traduz um mero objetivo de escalada de poder a qualquer custo ou se exprimem uma sensibilidade honesta em relação à necessidade de crescimento, à enorme porcentagem da população que não tem acesso a saneamento básico, à triste marca de analfabetismo e às condições melancólicas das emergências públicas, entre outras angústias. 

Não é fácil interpretar os olhares mas vale a pena tentar o exercício na certeza que só com essa força interior os vencedores terão chance de mudar os paradigmas da política brasileira e realizar algo de realmente edificante em benefício desse sofrido povo, iniciando um processo de saudável realimentação positiva que deverá durar gerações. 

Devaneio utópico? 

É provável, mas talvez funcione onde todos os métodos convencionais até agora decepcionaram.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Lula e o segundo mandato de Dilma


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rogério Werneck

No primeiro programa de propaganda eleitoral do PT, há uma parte em que Lula reconhece tacitamente que Dilma tem pouco a mostrar. E tenta convencer o eleitor a lhe dar outra chance: “...Eu quero falar especialmente para você, que está em dúvida se deve votar ou não na Dilma. Eu lhe peço, vote sem nenhum receio. Fique certo de que você não vai se arrepender.”

O que desperta interesse é a argumentação utilizada. Lula começa por alegar: “O meu segundo mandato foi melhor do que o primeiro. Com Dilma, tenho certeza de que vai ser assim também. No meu segundo mandato, eu tive mais segurança, mais experiência e mais apoio para acelerar projetos que estavam em andamento e para lançar muita coisa nova.”. E, em seguida, pergunta: “Já imaginou o prejuízo que o país teria sofrido se eu não tivesse um segundo mandato? Se outro qualquer tivesse chegado querendo inventar a roda e parado quase tudo?”

Chama a atenção que, a essa altura dos acontecimentos, Lula ainda queira fazer crer que seu segundo mandato foi melhor do que o primeiro. Do ponto de vista do desempenho da política econômica, o primeiro mandato de Lula foi muito melhor do que o segundo.

Superadas as tensões da metamorfose por que teve de passar o PT na campanha eleitoral de 2002, o que se viu no primeiro governo de Lula foi a manutenção da política macroeconômica que vinha sendo adotada no governo anterior. Decisão sábia que propiciou rápida colheita de bons resultados. A partir de 2004, a economia, ajudada pelo boom de preços de commodities, passou a apresentar crescimento relativamente rápido, inflação baixa e contas externas sólidas.

Mas é compreensível que Lula não guarde boas lembranças do seu primeiro mandato. Tendo enfrentado com sucesso o desafio da política econômica, seu governo se viu às voltas com dificuldades de outra ordem, na esteira da eclosão do escândalo do mensalão, em 2005. Em meio ao turbilhão que se formou, Lula chegou a temer que, mesmo que conseguisse evitar um impeachment, sua reeleição estivesse comprometida.

Não foi o que, afinal, se viu. A crise acabou superada e, graças ao bom desempenho da economia e aos programas de redistribuição de renda, Lula conseguiu seu segundo mandato. E pôde respirar aliviado. Mas o novo governo já não era o do primeiro mandato. Ironicamente, da perspectiva da política econômica, o Lula que foi reeleito era muito diferente do de 2003. Foi ele mesmo quem “quis inventar a roda” e “parar quase tudo”.

A verdade é que, desde o mensalão, a correlação de forças dentro do governo havia mudado. A insegurança de Lula, o descabeçamento do PT e a ascensão de Dilma Rousseff à Casa Civil redundaram em crescente cerceamento do poder do ministro Antonio Palocci, como ficou mais do que claro no emblemático embate entre a Fazenda e Casa Civil, no segundo semestre de 2005, quando a proposta de ajuste fiscal de longo prazo foi torpedeada. O afastamento de Palocci e sua substituição por uma figura inexpressiva, em abril de 2006, abriram espaço para crescente preponderância da Casa Civil na condução da política econômica no segundo mandato.

O resto da história é bem conhecido. A política econômica passou a ter outra orientação. As mudanças, de início mais discretas, logo se tornaram mais ostensivas, quando o agravamento da crise mundial proporcionou o pretexto que faltava para o abandono dos princípios que haviam pautado a política econômica do primeiro mandato. O rumo passou a ser ditado pela “nova matriz econômica”, custosa pajelança voluntarista, engendrada no segundo mandato de Lula, cujas consequências funestas vêm sendo agora observadas com riqueza de detalhes nesse patético apagar das luzes do governo Dilma.

Lula pode até ter preferido seu segundo mandato, mas foi exatamente nesse período que a política econômica petista começou a descarrilar. O que o país tem presenciado, desde então, é o inexorável desenrolar do desastre, como num grande acidente ferroviário filmado em câmara lenta.

E Lula ainda acha que Dilma merece outra chance.


Rogério Furquim Werneck é economista e professor da PUC-Rio.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ofício urgente e sigiloso do MPF questiona FAB se Vant Acauã bateu no jato que matou Eduardo Campos


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Exclusivo - As especulações sobre o acidente de jatinho que matou Eduardo Campos em 13 de agosto ganham um novo elemento com o documento classificado como “urgente e sigiloso”, no envelope com o código PRM-STS-SP 2535/2014, enviado pelo Ministério Público Federal em Santos ao Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro-do-ar Juniti Saito, no último dia 25 de agosto. O documento, que vazou, gera polêmica no governo e na FAB.

No ofício 2111/2014, o Procurador da República Thiago Lacerda Nobre questiona Saito sobre a real possibilidade de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (Vant) ter contribuído como uma das causas para a queda da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA (que agora se sabe pertencer ao próprio Eduardo, comprada via leasing). O Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa vão querer saber o que Saito vai informar ao MPF – que cumpriu seu papel legal e constitucional de questionar.

No material enviado ao comandante da Força Aérea, o Ministério Público Federal em Santos anexou uma fotografia e uma imagem captada por câmeras de televisão no local em que o avião caiu. Nelas aparecem as rodas semelhantes às usadas em um Vant do modelo Acauã. Por isso, o Procurador Thiago Nobre faz cinco questionamentos bem específicos ao Brigadeiro Saito pedindo que se confirme ou não que se a FAB, em tese, poderia estar realizando algum sobrevoo com Vant na hora e região do acidente, no raio da precária Base Aérea de Santos.

Incisivamente, o Procurador pergunta: quantos Acauãs a FAB tem. Indaga, também, se alguma destas aeronaves estaria perdida, por força de algum acidente. Pede que a perícia da Aeronáutica confirme se as “rodas” que aparecem nas fotos seriam, realmente, de um Vant modelo Acauã.  


Vant Acauã desenvolvido pela FAB

De concreto sobre o acidente fatal com Eduardo Campos tem-se apenas uma constatação: mudou completamente o jogo da corrida presidencial, e pode fazer a viúva política Marina Silva alçar o sonhado voo rumo ao Palácio do Planalto.

Planejando a saída

O PT já prepara sua saída do governo, com o alto risco de vitória da ex-petista Marina Silva, avaliado pelo Palácio do Planalto.

Prova disto é o recado do ministro Aloísio Mercadante, a um interlocutor recente:

“Já estamos pensando como vamos sair com um pouco de honra”.

Suprema Campanha salarial

O Globo informa que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram ontem o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional aumentando o salário deles mesmos.

Se aprovado, o valor que serve de teto para o funcionalismo público, pularia de R$ 29.462 para R$ 35.919.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, defende um aumento de 22% para repor as perdas inflacionárias entre 2009 e 2013.

Efeito cascata

Tal reajuste aos proventos do STF tem efeito cascata no Judiciário.

O salário de ministro de tribunais superiores corresponde a 95% dos salários de ministros do STF.

O salário de presidentes de Tribunais de Justiça corresponde a 95% do valor pago a ministros de tribunais superiores.

Western Union com nova fachada

Líder em serviços globais de pagamento, a Western Union adota sua identidade visual padrão em toda a rede de lojas adquiridas do grupo Fitta, seis meses atrás, no Brasil.

O diretor presidente da Western Union Brasil, Felipe Buckup, avalia as vantagens da nova ação de marketing:

“Isso permitirá o crescimento da rede e a oferta de mais produtos e serviços de qualidade ao consumidor brasileiro. Já atuávamos fortemente no segmento de remessas internacionais e, com o acordo,  passamos a contar com novos produtos como câmbio de moeda, cartões pré-pagos e soluções de negócio para empresas. Nosso foco agora está na ampliação deste novo portfólio”.

No Brasil, a Western Union tem 22 lojas próprias e 41 correspondentes que atuam com câmbio e transferência, 112 correspondentes do produto câmbio, além de um canal telefônico para envio e recebimento de dinheiro.

Desafio do Balde do Gelo



No melhor estilo de marketagem petista, o picareta do Homer Simpson aderiu ao desafio do balde de gelo, em favor dos portadores de esclerose lateral amiotrófica... Mas seu filho Bart deu o troco no Senador Homer...

Turma do ET




Este filminho promete ser bem chato...

Flamengueira

Nome do terceiro uniforme do Mengão, em homenagem à planta Acalypha Wilkesiana, que começa a ser vendido hoje.

Briga para ficar no jogo



Distorcida



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2014.