quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Comandantes, ajam!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ney de Oliveira Waszak

Não existe nação evoluída que não tenha passado por agruras; uma guerra interna, externa ou grandes desastres, com perdas patrimoniais e de vidas humanas.

O Brasil não fugirá a regra, faço tal afirmativa há muito tempo.

Perdemos nossa oportunidade na Contrarrevolução de 1964, mas o espírito conciliador de nossas Forças Armadas (FFAA), inspirada por Caxias, não permitiu condenar à morte os apátridas, que tentaram vender nosso Brasil.

O ciclo dos governos Militares, que eram compostos em grande parte por civis, retirou o Brasil do caos e o conduziu a ser reconhecido internacionalmente, em condições favoráveis.
Foi criada a lei da anistia, permitindo àqueles apátridas vencidos, retornarem, outro erro, mas no mesmo espírito já mencionado assim fora feito.

Infelizmente o resultado foi permitir que os vencidos iniciassem a tentativa de deturpar a história e novamente enganar nosso povo, colocando a si como democratas e não como inimigos do Brasil, terroristas, ladrões, assassinos, sequestradores e vendilhões da Pátria.

Com a proposta de poder permanente e implantação de um Estado comunista, instalaram o Foro de São Paulo, com acordos entre todos os partidos de esquerda da América Latina e fiança do pt e dos Castros da ilha prisão.

O braço armado do Foro de São Paulo, na implantação da república bolivariana, é o grupo de narcotraficantes e terroristas, FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O pt organiza no Brasil, o seu braço armado composto dos ditos movimentos sociais: MST (Movimentos dos Sem Terra); Via Campesina e outros de menor porte e também compõe o braço armado o grupo criminoso, de São Paulo, PCC (Primeiro Comando da Capital).

As FARC praticam ações como na comunidade de Bojayá, no noroeste da Colômbia, onde houve o massacre em uma igreja que deixou 79 mortos, entre os civis moradores do local, em 2002. São os aliados do pt e da esquerda no Brasil, que assinaram o Foro de São Paulo.
Desde os governos da chamada nova república, vimos o crescimento da corrupção e enriquecimento de políticos ligados ao poder.

O pt aprimorou a corrupção a ponto comprar a maioria dos políticos e colocar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, em situação de pré-falência e desacreditada no mundo inteiro, a Eletrobrás está no mesmo caminho. Vivemos assistindo descobertas de escândalos sucessivos, desde os correios, passando pela amante do ex-presidente até agora com a Petrobras, que deverá ser seguido pelo do BNDES.

A esquerda está preparando o CAOS há bastante tempo: Nações indígenas; Acordos internacionais, com risco para nossa integridade; Destruição da família; Anulação da educação; Apartheid; Ligação com governos de esquerda; Perdão de dívidas de governos ditatoriais e Aparelhamento do Estado.

Para este ano vindouro de 2015, a esquerda tentará dar passos mais largos em direção ao verdadeiro governo comunista e para demonstrar isso já identificamos algumas atitudes:

1. A tentativa do governo petista da atual terrorista em aprovar o Decreto 8.243, projeto que implanta o soviets brasileiro, anulando o Congresso;

2. Foi para SANCIONAMENTO presidencial lei que irá permitir o ACESSO de FORÇAS ESTRANGEIRAS em nosso PAÍS, sem o CONTROLE de NOSSAS FORÇAS ARMADAS: 22/12/2014 SF PLC 00034 2014. Esta altera a Lei Complementar nº 90, de 1º/10/1997, permite forças estrangeiras transitar pelo território nacional;

3. A criação, nesta última reunião realizada em Quito, da URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina, congregando, Cuba, Argentina, Uruguai, Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela e Nicarágua, constitui um enorme risco para a própria soberania do Brasil. Perto disso, a corrupção é um mal menor. Notem que o Chile, Colômbia e o Paraguai não pertencem ao grupo. A URSAL propõe acabar com as fronteiras e até as Forças Armadas estrangeiras poderão entrar em nosso território.

Pelo projeto do Foro de São Paulo e da UNASUL (URSAL), está sendo criado o exército vermelho da república bolivariana, que irá controlar todo o bloco, a exemplo da antiga União Soviética.

A completa inoperância do Congresso e a omissão do Judiciário, leva às FFAA a responsabilidade de manutenção das instituições e integridade do território brasileiro.

As FFAA deixarão ocorrer uma guerra civil no Brasil?
Tal pergunta deve ser respondida pelos comandantes militares, pois se não tomarem uma decisão e posição corajosa, sem dúvida haverá uma GUERRA CIVIL.

A grande maioria dos brasileiros não é partidária ao comunismo e fatalmente haverá conflito. A forma de impedir esse conflito é uma ação pró-ativa dos COMANDANTES MILITARES, com base no Art. 142 de nossa constituição.

Não é revolução e sim a preservação do BRASIL.

COMANDANTES DA MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA.
PELO BRASIL, AJAM!


Ney de Oliveira Waszak é Coronel na reserva do EB.

O Caminho, a Merdade e a Dilma


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Uma perguntinha que Dilma Rousseff, o demissionário Guido Mantega, Maria das Graças Foster e seu poderoso diretor financeiro e de relações com o mercado, Almir Guilherme Barbassa, poderiam responder: Como foi a complicada negociação com credores, que poderiam exigir R$ 7 bilhões por atraso na divulgação do balanço auditado da Petrobras, agora previsto para acontecer apenas em janeiro, conforme a estatal de economia mista comunicou ontem à noite? A resposta detalhada, certamente, é impublicável.

A Petrobras demonstrou fragilidade ao anunciar a antecipação de recebíveis, a redução do ritmo dos investimentos em projetos, a revisão de estratégias de preços de produtos e a redução de custos operacionais para 2015. Enquanto promete implantar uma série de ações voltadas para a preservação do caixa, de forma a viabilizar seus investimentos sem a necessidade de efetuar novas captações, tomando por premissas taxa de câmbio do dólar em R$ 2,60 e preço médio do barril de petróleo brent em 2015 de US$ 70,00, a Petrobras volta a ser saco de pancada do jornal britânico Financial Times, controlado pelo grupo Pearson, em colisão direta com o governo brasileiro que prejudica seus lucrativos negócios na área de educação.

O desespero da direção da Petrobras é gritante. Para evitar o vencimento antecipado de dívida por seus credores, a Petrobras foi forçada a fazer tal manobra de comunicação ao mercado. Novamente, a empresa não especifica uma data para divulgar as tão esperadas as demonstrações contábeis referentes ao terceiro trimestre de 2014. O pior é que os números certamente não virão com o aguardado relatório de revisão da auditoria externa, a PricewaterhouseCoopers - que fica mal na fita por não ter "percebido" os efeitos criminosos do Petrolão sobre as finanças da companhia.

O jornal porta-voz dos investidores britânicos, estrategicamente de olho na chance concreta que têm de tomar o controle da Petrobras quando ela estiver na bacia das almas, pegou pesado contra a empresa: "A Petrobras, que em 2007 era o orgulho do Brasil após anunciar as maiores descobertas de petróleo offshore do mundo em décadas, hoje corre o risco de se tornar um pária entre os investidores e uma vergonha nacional para os brasileiros".

O FT calculadamente chamou a atenção para o grande risco previsto para 2015: "Se a Petrobras não for capaz de divulgar os resultados financeiros auditados até 30 de abril, a empresa, que é uma dos maiores tomadores de empréstimos corporativos do Brasil com dívida estimada pela agência Moody's em US$ 170 bilhões, poderia desencadear um default técnico".

A previsão sombria não deve se concretizar. O malabarismo contábil, no final das contas, sempre prevalece. O que ficou mais concreto que o cimento superfaturado pelo cartel de empreiteiras é a destruição da imagem da empresa. A proeza deve ser debitada na conta de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora Dilma Rousseff, junto com toda a diretoria executiva e conselheiros da Petrobras. Com as ações judiciais movidas nos Estados Unidos, daqui a alguns anos, todos terão de pagar pelo mal que fizeram à empresa e ao Brasil.

Quem não acertar antes o balanço com o juízo final, certamente acabará acertando com a justiça dos homens do Tio Sam. O caminho é sem volta. A merda já está feita. Pior para Dilma. A Presidenta finge que começa, no ano novo, seu mandato com prazo de validade vencido. Dilma já era, sem nunca ter sido. Igualzinha à Viúva Porcina da peça do imortal Dias Gomes que virou novela (Roque Santeiro). 

Sinhozinho Malta que se cuide... Logo o buraco infernal do Petrolão já chega aí em cima, na zona do triplex...

História de um Escândalo


Marta Serrat entrevista Sergio Luiz Zorovich, diretor presidente do Grupo Zorovich, que denuncia e acusa dirigentes da Petrobras de serem os responsaveis pela quebra de suas empresas por acordos e contratos não cumpridos.

Zorovich fala até sobre a criação uma Associação dos Lesados pela Petrobras ao longo de décadas que poderá penhorar os ativos da Petrobras na Bacia de Campos para pagar as perdas...

Justadilma


Cara da Moto

O Globo lembrou ontem que o futuro ministro da Previdência, Carlos Gabas, tornou-se conhecido em Brasília justamente pela proximidade com a presidente desde o início do primeiro mandato, em 2011.

O maior símbolo da intimidade dos dois veio à tona no ano passado, quando foi revelado que Dilma passeou pela capital federal, num domingo, na carona de uma Harley-Davidson pilotada pelo auxiliar.

O próprio ministro da Previdência, Garibaldi Alves, brincava com o fato de seu secretário-executivo ser muitas vezes chamado diretamente por Dilma para tratar dos temas de sua área.

Pode piorar...


Calma, que 2014 já está acabando... E a esperança é que 2015 comece a acabar, definitivamente, com o governo do crime organizado no Brasil...

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Dezembro de 2014.

Cãostipação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O vulcão está enfezado. Padece de incômodo intestinal.

Fruto de indigestão provocada por mistura de molusco com carne de vaca velha servida na última refeicão.

A eructacão é prenúncio de coisa pior.

Em vão tentarão tapar sua boca com cãocreto, mas nenhuma empreiteira aceitará a obra.

Estão todas caipóras e alguns de seus dirigentes passam uma temporada em Cannes.

Enquanto nós, ficamos por aqui, chupando cana, no mundo cão.

No Brasil, cão que ladra morde o Tesouro Nacional.

Vira político de sucesso, milionário, graças à cãodescendência com a impunidade.


Este papo dispensa cãomentários.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Governo Dionisíaco


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

O conjunto de oportunistas do governo Dilma, estando ela à frente do primeiro escalão, pode ser definido, adequadamente, com o jargão da literatura.

Dioniso era o deus grego que se encharcava de vinho, mais conhecido por Baco, na forma latina. Era o Lula mitológico, o que “toma todas”, mas estava longe de fazer o mal e apoderar-se dos bens alheios, ao contrário de sua cópia nordestina. Nunca ganhou um templo em sua homenagem comprado com o dinheiro dos adoradores, diferentemente do tríplex que recebeu de uma empreiteira sócia do governo, o maldito burguês de Guarujá.

Assim como as personagens de um texto dionisíaco passavam ao largo dos padrões morais e realizavam os seus desejos instintivamente, assim é o governo da bacante* Dilma, e de seus componentes que não enxergam a ética nem com o telescópio de Palomar.**

Considerando a presença grotesca da gestora deste arremedo de governo, como personagem presidencial, sem resquício de inteligência estratégica ou criadora, não é preciso analisá-la para reconhecer o desatino de suas ações, que farão o segundo ciclo da desastrosa passagem pelo governo mais arruinador que o primeiro, denominado ‘O Teste’.

A outrora atuante terrorista visava à destruição física dos órgãos do Estado e de quem, inadvertidamente, estivesse no mesmo perímetro de sua mira e na de seus camaradas de “aparelho”. Agora, desorientada está na distribuição de cargos e ministérios para pagamentos do apoio recebido ou para livrar-se das pressões, menos tensas das que infligia à sociedade, na época em que empunhava o fuzil que, hoje, deseja retirar das forças policiais.

Trocando a quente arma pela caneta, continua idêntica quanto à destruição da estrutura do Estado, pondo à frente dos ministérios o que há de pior entre os conchavados que a cercam, dando a todos a oportunidade de abocanharem uma parte do lote que nós, estúpidos contribuintes, vamos deixar, a partir de abril, no Banco do Brasil, servilmente aceitando o mágico cálculo mensal para satisfação da faminta leoa.

Em oposição ao governo dionisíaco, a parte sadia que mandou a Dilma para os quintos dos infernos, e que só deseja pôr o Brasil no pódio das grandes nações, espera que venha um digno presidente e ponha em prática as regras do equilibrado Apolo.

Um governo apolíneo é o de que precisamos: leis aplicadas a todos e respeitadas por todos; um povo amadurecido que aprenda a se disciplinar e a trabalhar; o respeito às Instituições e àqueles que as sustentam para o bem-estar da Nação.

Mas isso quando sair o deboche e entrar a dignidade. Quando sair o entreguismo e entrar a defesa da soberania. Quando sair os apátridas e entrarem os brasileiros patriotas. Quando trocarem as benesses e os favores pela meritocracia. Quando ocuparem cargos e ministérios competentes pessoas peritas em seus misteres.

Após esses longos anos de dionisíacas farras petistas, de atraso intelectual, de corrupção dos espíritos, tudo com o dinheiro da nação, o incrível objeto da ambição descabida das ratazanas de esquerda, terá que haver, para descontaminação, um trabalho demorado e incessante de assepsia do país, e a retomada dos valores perdidos.

*Sacerdotisa de Baco.

**Observatório astronômico dos Estados Unidos.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

Não precisa ser expert

Não precisa ser expert


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Na contramão das inúmeras manifestações de grupos de prestigiados atletas, protestando contra a preferência da presidente Dilma pelo deputado George Hilton (PRB-MG), para ocupar a pasta dos esportes  no segundo mandato, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vem a público e, após efusivos agradecimentos ao governo federal pelo apoio às obras dos jogos olímpicos de 2016, reafirma que a escolha dos ministros é prerrogativa da presidente, o que é indiscutível, adiantando também que o selecionado não precisa necessariamente ser expert, bastando desempenhar bem seu papel de gestor, o que também, até certo ponto, é verdade. 
Será que o alcaide carioca considera provável que um parlamentar que faz política junto e misturada com religião e que foi flagrado com 11 malas e pacotes de dinheiro no aeroporto de Belo Horizonte, justificando que a enorme verba constituía "doação de fiéis", sendo expulso do DEM, então PFL, por conta do episódio, venha a ser um bom gestor? 
Em virtude do fato do indicado ser elemento estranho ao meio, daí a perplexidade dos atletas, e exibir currículo nada recomendável, seria sensato que Paes se mantivesse reservado e se limitasse a continuar sua missão de gestor que, diga-se de passagem, não conta com o apoio de boa parte dos cariocas, pela forma como está sendo conduzida em alguns aspectos como, por exemplo, a ênfase ao lado estético, em detrimento das reais necessidades da população.
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Gigantesca queda de braço


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

Na queda de braço entre os EUA e a Rússia os primeiros estão levando vantagem, mais do que as sansões econômicas, a baixa forçada do preço do petróleo está castigando a última, ao mesmo tempo em que atinge duramente a economia do Irã e da Venezuela. Apesar dos problemas que enfrentam na Síria e na Criméia os EUA e seus aliados da UE estão ganhando na América Latina onde os ventos sopram a favor deles, pois aproveitando a incompetência e corrupção dos governos que lhe são hostis provavelmente conseguirão substituí-los por outros mais favoráveis.

O fim das sanções contra Cuba acabará de derrubar o perigo no seu quintal, quebrando a ponta da lança vermelha na América Latina, pois os devotados guerrilheiros comunistas daqui ficam sem entender nada. Acabou-se a causa. Só lhes restarão a defesa do meio ambiente e dos “direitos humanos”, em ambos os casos estarão fazendo o jogo dos “inimigos” do norte.

Aproveitando a melhor posição, os EUA prosseguem a escalada adotando medidas de  isolamento da Rússia, fornecendo armas à Ucrânia e fortalecendo a presença militar nos vizinhos da Rússia, o que no conjunto, constituem a segunda Guerra Fria. O mesmo tipo de sansões econômicas induziu o Japão à guerra, mas nesta queda de braço a  Rússia conta com a impossibilidade da Europa de substituir a importação de gás russo pra suprir sua necessidade de energia, contudo, a grande aposta russa seria a criação de uma aliança anti-dólar com países (os Brics?) dispostos e capazes de deixar o dólar de lado no comércio internacional e evitar manter as reservas monetárias em dólar, o que quebraria o poderio econômico-financeiro estadunidense, mas arriscaria a uma reação bélica.

Aliás, ficando evidente a superioridade de um dos lados o outro pode arriscar um lance desesperado  assumindo a possibilidade de guerra total e portanto,  nuclear.  Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After nesta hipótese.

No momento, só quem está lucrando com a baixa do petróleo são os importadores. Noticiou-se que a China economiza dois bilhões por dia.

As Marionetes e quem maneja os cordéis

Ao invés de criarem seu próprio dinheiro, há governos que tomam emprestado aos cartéis bancários, controlados pela linhagem financeira dos Iluminati, pagando juros  (e as vezes, pequena parte do principal), com dinheiro arrancado diretamente do bolso dos contribuintes. Uma quantia astronômica de dinheiro vai, portanto, direto aos cofres dos banqueiros internacionais para o pagamento de empréstimos que poderiam ter sido evitados se os governos simplesmente emitissem. Então por que  não fazem isto?

É porque os Iluminati controlam facilmente os governos corruptos com propinas e comissões. Apelidam de privatização a venda de ativos dos Estados-nacionais em resposta às cobranças dos débitos engenhosamente criados pelos bancos com a conivência dos maus governos. Quanto mais corruptos mais cedem o controle de seus recursos naturais e seu parque industrial, enfim, da sua soberania simplesmente porque não têm como pagar esses empréstimos-armadilha, criados artificialmente para enredá-los em situação deplorável.

A ‘Dívida do Terceiro Mundo’, especialmente a dos países ricos em matérias primas estratégicas, foi fabricada para substituir a antiga ocupação física, dos tempos do colonialismo, pela ‘ocupação financeira’, induzindo-os à rendição e à entrega total das suas riquezas e de seu mercado.


Gelio Fregapani é Escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

A Crise Interna e Mundial


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Benayon

O ano termina sob o espectro de perspectivas preocupantes no âmbito nacional e no do poder mundial.

Isso recomenda que os povos assumam atitude engajada e participativa, livre das falsas lideranças que iludem tanta gente, e, assim, se libertem de um sistema que os despoja e aliena.

No País persiste o assédio para que se desnacionalizem as poucas grandes empresas públicas e privadas sob controle nacional que ainda lhe restam.

Historicamente, os agentes das campanhas nesse sentido valeram-se sempre, como ocorre atualmente, da retórica moralista para atingir seu real objetivo.

Vivemos sob um sistema político em que os aspirantes aos cargos eletivos dependem de exposição na TV – um espaço fechado aos não comprometidos com os reais donos e beneficiários desse sistema. Dependem também de dinheiro grosso para as campanhas eleitorais, num país em que a economia é concentradíssima e desnacionalizada.

Nessas condições,  ainda que o Executivo estivesse nas mãos de titular solidamente apoiado pela maioria da sociedade, ele não teria como colocar os interesses dela acima dos grupos que concentram o poder real.

Estes elegem a grande maioria do Congresso e, sustentando-se  na grande mídia,  exercem ascendência ideológica sobre o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia, os quadros técnicos e administrativos da Fazenda, Banco Central etc.

Além disso, a autonomia dada pela Constituição a esses órgãos e a instituição das agências independentes permitem ações e iniciativas descoordenadas, em que  preferências pessoais  substituem políticas coerentes orientadas pelo interesse público.

Ademais, cargos na Administração, nas agências do Estado e nas grandes empresas e bancos estatais são usados pelos chefes do Executivo, inclusive os do PT -  pois lhes falta maioria no  Congresso, onde prevalece o toma-lá-dá-cá - como moeda de barganha com partidos políticos, em nome da “governabilidade”.

Isso não significa que a corrupção tenha aumentado em relação a Collor e FHC, mais claramente engajados com a oligarquia financeira mundial - e cujas eleições foram por ela patrocinadas.

Os casos de corrupção nos entes públicos e nas estatais servem como  instrumentos de chantagem operados por revistas de opinião - tradicionalmente amparadas por serviços secretos estrangeiros – e como munição para alvejar as estatais e fazer que a União as entregue a troco de nada.

De qualquer forma,  os petistas no Executivo são,  de há muito, acuados para cederem mais espaço aos quadros da confiança da oligarquia, e, quanto mais fazem concessões, mais ficam vulneráveis, e mais são alvo de ataques desestabilizadores.

Desde antes da eleição presidencial, o epicentro da crise tem sido os escândalos nas encomendas da Petrobrás, com ou sem licitações.

A presidente ficou na defensiva, pois a Administração não se antecipou nas investigações  à Polícia Federal e ao Ministério Público.  Enfraqueceu-se,  assim, em face das pressões que têm por  obter mais concessões em favor das grandes transnacionais do petróleo: mais leilões e abertura  ao óleo do pré-sal, mais ampla e favorecida que a que já lhes tem sido proporcionada pela ANP.

No mesmo impulso de tornar a Petrobrás um botim da onda privatizante, as transnacionais aproveitam para colocar em cheque as empreiteiras, conglomerados de capital nacional, atuantes em numerosas indústrias e serviços tecnológicos.

Seja sob o atual governo,  manipulado para ceder mais, seja sob políticos mais intimamente vinculados ao império angloamericano, como os do PSDB, trama-se a culminação do processo de desnacionalização da economia e de destruição completa da soberania nacional.

Na economia, a desnacionalização e demais defeitos estruturais geraram mais uma crise, tendo  - mesmo com baixo crescimento do PIB - o déficit de transações correntes com o exterior  aumentado em mais de 12% em 2014, após crescer de US$ 28,2 bilhões em 2008 para U$ 81 bilhões em 2013.

Enquanto a sociedade não forma um movimento para construir modelo econômico e social viável, é importante entender que só isso a poderá salvar. Golpe parlamentar, judicial, ou do tipo que for, para trocar de presidente e de partido no governo, apenas agravaria a situação.

O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy  - não nestes termos -  declarou-se favorável a medidas macroeconômicas ao gosto do “mercado financeiro”, i.e., dos grandes bancos mundiais e locais.  É, pois, desse modo que a presidente espera enfrentar mais uma crise recorrente causada pelas estruturas políticas e econômicas do modelo dependente.

Essas estruturas são: a primarização e perda de qualidade relativa do que sobrou da indústria; a concentração; a desnacionalização da economia.   Elas implicam que o Brasil está mal posicionado diante das dificuldades, sem falar no desastre estrutural derivado, que é a dívida pública.

Essa já cresceu demais, devido aos juros compostos a taxas absurdas, e crescerá mais, mesmo com a volta do superávit primário para pagar juros, uma vez que os feiticeiros incumbidos de sanar a crise não pretendem baixar as taxas. Muito pelo contrário...

Completando o conjunto de fatores -  incuráveis sem mudança de sistema político e econômico - estão aí as infra-estruturas deterioradas, desde há decênios, como as da energia e dos transportes.

Vejamos algumas das ideias de Levy externadas em entrevista ao “Valor”, na qual defendeu o consenso dos banqueiros e economistas “liberais”, em versão moderada, i.e., sem o radicalismo das propostas dos candidatos que se opuseram à presidente.

Levy não tem como escapar às contradições e aos impasses a que conduzem seus planos.  Ele pretende, por exemplo, aumentar a abertura no comércio exterior.

No quadro de retração econômica em quase todo o Mundo, não é provável obter concessões significativas em troca de maior abertura do Brasil às importações.  Ademais, o objetivo de conter a inflação dos preços importando mais bens e serviços, sem conseguir exportar mais,  implica fazer crescer o crítico déficit nas transações correntes.

Levy fala também de corrigir preços relativos. Mas o que quer dizer com isso? Se os subsídios que deseja suprimir são os do crédito dos bancos públicos, as empresas mais prejudicadas serão as de capital nacional, já que as transnacionais dispõem de crédito baratíssimo no exterior.

Certamente, Levy não visa cortar os privilégios fiscais do sistema financeiro, nem os dos carteis industriais transnacionais, como as montadoras, nem intervir em seus mercados através do fomento a concorrentes independentes. E, sem isso, os preços relativos que mais se precisa corrigir não serão alterados.

Ou o preço que, na visão dos macroeconomistas oficiais, estaria precisando ser reduzido seriam os salários?

O futuro comandante da economia propugna, em especial, por acabar com a dualidade das taxas de juros, aproximando as taxas dos bancos públicos e as dos bancos privados.

O liberalismo é, sobre tudo, um rótulo, pois os concentradores usam a palavra mágica “mercado” como álibi para ocultar a identidade de quem exatamente manipula o mercado.

Então os que se filiam aos interesses dos carteis, proclamam que não cabe ao governo intervir no mercado, que deve ser competitivo, i.e., governado pela concorrência, embora ele o faça para elevar, por exemplo,  as taxas de juros.

Não se informa que os preços nos mercados cartelizados não são dirigidos pela concorrência, mas, sim, pelo consenso dos concentradores.  Os bancos são favorecidos pela Constituição, cujo artigo 164 veda ao Banco Central financiar o Tesouro,  e este é proibido de emitir moeda.  Além disso, só um número limitado de bancos é autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro.

Está claro, portanto, que a equalização das taxas recomendada por Levy só pode ser feita determinando aos bancos públicos elevar suas taxas.

Passando ao contexto mundial, no império angloamericano, satélites europeus e outros, têm prevalecido a degeneração estrutural: financeirização e retração da economia real.

O centro do poder mundial fez meia pausa na escalada de intervenções armadas, planejadas desde 2001, visando, pelo menos, até ao Irã, depois de ter arrasado, entre outros, Líbia e Iraque, e se ter apossado de suas imensas reservas de petróleo e de seu ouro.

Isso decorreu de ter  sido a ocupação da Síria contida pela Rússia, que se tornou o alvo primordial da agressão econômica e do cerco militar imperiais, intensificado com o golpe de Estado na Ucrânia e a ocupação do governo desta por prepostos dos EUA.

China, principalmente, e Índia são as maiores exceções ao panorama de retração econômica, no momento em que a Rússia busca sobreviver à pressão imperial intensificando suas relações com seus parceiros asiáticos.

Há que seguir de perto a evolução do jogo de poder mundial,  cujo equilíbrio constitui condição fundamental, embora não suficiente, para que o Brasil construa estruturas essenciais a seu progresso.


Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

“... NUNCA ANTES NESTE PAÍS...”


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mozart Hamilton Bueno

Esta frase cunhada pelo ex-presidente Lula guarda em si variadas interpretações, como por exemplo:

Nunca antes neste país se viu tanta corrupção;

Nunca antes neste país se viu tanta incapacidade dos governantes;

Nunca antes neste país se viu tamanho aparelhamento do Estado;

Nunca antes neste país se viu tantos incompetentes exercendo cargos públicos;

Nunca antes neste país se viu tantos parentes de políticos se enriquecerem misteriosamente;

Nunca antes neste país condenados por corrupção ativa e passiva foram considerados heróis, pelos governantes;

Nunca antes neste país se viu um Congresso Nacional composto por tantas figuras sem qualquer expressão política e intelectual;

Nunca antes neste país se viu um Congresso tão submisso ao poder executivo e tão ávido de receber propinas;

Nunca antes neste país se viu o agigantamento da contracultura, onde bundas e seios de silicone, físicos artificiais moldados por anabolizantes, cantores medíocres e músicas sofríveis alcançam notoriedade em detrimento da honestidade, da cultura, da inspiração poética e do saber.

Nunca antes se viu neste país um coro orquestrado pela imprensa comprada, por políticos corruptos e por tanto desserviço à Pátria para solapar os Poderes e as instituições e o permanente incensar de ditadores da América e de alhures;

Nunca antes neste país se viu um presidente tão medíocre quanto o Lula por tentar se equiparar a Juscelino, a encarnar Pedro Álvares Cabral e a igualar-se a Jesus Cristo.

A pobreza intelectual hoje é generalizada, crescente e pelo que se vê incontrolável.

Atinge os meios acadêmicos, as escolas, os mestres, a imprensa falada, escrita e televisionada.

As datas magnas da nacionalidade estão sendo, propositadamente, relegadas a um segundo plano; os vultos nacionais de há muito caíram no esquecimento e sequer são mencionados nas escolas; a disciplina social, o respeito às coisas sagradas e a referência aos idosos já são coisas do passado.

Os homens públicos já não correspondem á confiança que o povo lhes delega.

Segmentos da sociedade, sabidamente espúrios como o MST e muitas das chamadas ONG’s, se organizam para auferir vantagens escusas e minar o sistema.

Inaugurou o metalúrgico presidente uma era de parcimônia com a corrupção e desde o seu primeiro ano de governo (que se prolonga até hoje, segundo dizem) não se passou um dia, sequer, sem pipocar um escândalo, seja no Executivo, no Legislativo e mesmo no Judiciário.

E não há qualquer reação, qualquer indignação, salvo de um ou outro congressista e agora, da Polícia Federal, do MPF e de um Juiz Federal.

Que as instâncias superiores da Justiça Federal, ao apreciarem os inevitáveis recursos, não joguem por terra esse eficiente e moralizador trabalho, procurando com lupa, filigranas processuais para atenuar a situação dos reconhecidos ladrões.

O governo já não oferece a oportunidade de trabalho que dignifica o cidadão e enriquece o país. Ao revés, distribui benesses como bolsa família, bolsa escola e outras tais, que estimulam o ócio, aviltam a cidadania e empobrecem o erário.

Distribui às republiquetas vizinhas parte na riqueza nacional, como se ele, governo, fosse o gerador de recursos e deles pudesse se dispor à vontade.

O sistema de saúde está falido, o ensino comprometido, a segurança pública um caos e ainda assim a presidente (recuso-me a dizer presidenta) acena como se estivéssemos navegando em mar calmo.

Nossa gasolina é vendida a preço vil a outros países e aqui, a preços escorchantes.

Nossas fronteiras escancaradas favorecendo suspeita imigração; as maiores empresas brasileiras combalidas e dilapidadas pela corrupção; os poderes já desacreditados fingem nada saber e deixam o povo aos deus-dará.

Nunca pensei em ter tanta revolta contra os governantes e me envergonhar de ser brasileiro. Mas hoje, infelizmente, são estes os sentimentos que tomam conta do meu dia-a-dia.


Mozart Hamilton Bueno é Maçom ,Juiz de Direito aposentado e Professor (Residente em Brasília).

Como a Al-Qaeda foi descoberta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Desde o primeiro atentado ao World Trade Center em 1993, passando por um tiroteio diante da sede da CIA, até à bomba nos Jogos Olímpicos de Atlanta, entre outros, nenhum desses acontecimentos havia sido imputado pela CIA ou pelo FBI a algum organismo denominado Al Qaeda.

No dia 11 de setembro de 2001, os EUA e o resto do mundo puderam ver que um pseudo-financista excêntrico havia sido associado, de modo distante e especulativo, a um ou dois eventos mas não responsabilizado por eles. Segundo a CIA, talvez ele estivesse ligado ao fracassado atentado a americanos no Iêmen, em 1992, e provavelmente houvesse certa conexão entre ele e Ramzi Youssef, que praticara o atentado ao World Trade Center em 1993 e fugira para as Filipinas.

Supostamente conhecidos, os responsáveis pelos atentados terroristas discutidos pela mídia formavam um conjunto desconexo, com ameaças aparentemente controláveis: à Inteligência iraquiana, pelo atentado ao ex-presidente Bush; à Inteligência iraniana, pelo atentado à Força Aérea Americana nas Torres de Khobar, na Arábia Saudita; dois americanos excêntricos, pela bomba de Oklahoma; um clérigo egípcio, pelo plano para explodir os túneis da cidade de Nova York; um aspirante a policial, atuando como guarda de segurança, pela bomba nas Olimpíadas de Atlanta; um grupo de sauditas, logo decapitados pelas forças de segurança, pelo atentado à bomba contra a missão norte-americana em Riad; e um atentado à bala matando dois agentes da CIA, nas portas da Agência, praticado por Rim Amal Kansi, que quatro anos depois seria capturado no Paquistão por uma equipe da CIA.

Esse padrão regular de destruição e mortes fez com que a administração Clinton iniciasse uma escalada de verbas destinadas ao antiterrorismo. Paralelamente, Clinton enfocou o terrorismo em uma série de discursos importantes: na Academia da Força Aérea, em Oklahoma, na Universidade George Washington, em Anapolis, duas vezes nas Nações Unidas, duas vezes no Monumento aos Mortos do vôo Panam 103, na Casa Branca, em Lyon, França e em Sharm e-Sheik, no Egito. No entanto, a maior parte da mídia ignorou essas advertências. Enquanto alguns funcionários federais encontravam-se alarmados diante da ascensão do terrorismo e trabalhavam diligentemente contra ele, outros, inclusive no FBI e na CIA, davam mostras de não terem percebido ainda a urgência do assunto. É isso que nos dizem os livros que resgatam esse passado.

Hoje sabe-se que o atentado ao World Trade Center, em 1993, fora uma operação da Al-Qaeda. Na ocasião, todavia, esse evento foi atribuído pela CIA e pelo FBI a Ramzi Youssef e ao xeque cego Omar Abdel al-Rahman, ambos presos em 1995, e mais Muhammad Sadiq Awda. Todos condenados pelos tribunais norte-americanos. Circulavam rumores de envolvimento árabe nos incidentes contra as tropas norte-americanas na Somália, mas a CIA não conseguiu confirmá-los.

Os detalhes do atentado à missão americana de treinamento militar em Riad não foram bem esclarecidos devido à falta de cooperação saudita. O atentado a Khobar, na Arábia Saudita, foi praticado pelo Hezbollah saudita, sob a estreita supervisão da Guarda Revolucionária do Irã. O Irã organizara também atentados terroristas em Israel, Bharein e Argentina.

Os atentados de Oklahoma e Atlanta haviam sido realizados por americanos ligados a milícias de origem local e a extremistas religiosos. Outro atentado, potencialmente devastador, havia envolvido também milícias americanas, que pretendiam explodir uma instalação de armazenamento de gás. A vigilância do FBI sobre essas milícias evitou uma calamidade e, finalmente, foi descoberto que a organização do terrorista Bin Laden mantinha células em dezenas de países.

Apesar da falta de provas de uma participação de Osama Bin Laden nessa série de eventos terroristas, membros importantes da comunidade de Inteligência dos EUA, em 1993 e 1994 continuaram a solicitar que se descobrisse mais sobre o homem cujo nome parecia soterrado nos relatórios da CIA como “o financista terrorista Osama Bin Laden”, pois parecia improvável que esse homem, que tinha um dedo em tantas organizações aparentemente desconexas, fosse apenas um doador, um filantropo do terror. Tais organizações pareciam ter um poder centralizador e esse centro talvez fosse ele, que constituía o único elo conhecido entre os vários grupos terroristas.

Em 1991, o governo da Arábia Saudita desistira de tentar persuadir Osama Bin Laden a cessar suas críticas à família real, que havia permitido a presença de tropas dos EUA no país após a Guerra do Golfo e à aliança militar do país com os EUA, determinando que ele deixasse o país. Bin Laden decidiu ir para o Sudão, que na época era o supra-sumo do porto seguro para terroristas de todos os matizes. O governo do Sudão era dominado pela Frente Islâmica Nacional, chefiada por Hassan al-Turabi, um suposto líder religioso. Bin Laden chegou com seu dinheiro e seus homens, árabes veteranos da guerra no Afeganistão contra os russos. A maioria desses veteranos seria presa caso voltasse para o Egito, Kuwait, Argélia ou Marrocos.

Para entender Osama Bin-Laden é preciso entender o mundo em que ele operava: foi o ator principal de uma emaranhada e sinistra teia de Estados patrocinadores do terrorismo, chefões de serviços de Inteligência, como o ISI-Serviço Interno de Inteligência do Paquistão, o VEVAK-Serviço de Inteligência do Irã, e terroristas experientes. Há que entender também que nenhum sistema de defesa resiste à determinação de alguém que quer tornar-se um mártir.

Como hoje se sabe, Bin Laden e al-Turabi estabeleceram vários projetos conjuntos: uma nova companhia de construção, uma empresa de investimentos, controle dos mercados sudaneses decommodities, um novo aeroporto, uma estrada entre as duas maiores cidades, novos acampamentos para treinamento de terroristas, uma fábrica de couro, residências para veteranos árabes da guerra afegã, remessas de armas para a Bósnia, apoio a terroristas egípcios em complôs para derrubar o presidente Mubarak e desenvolvimento de uma indústria nacional de armas (incluindo armas químicas). Os dois fundamentalistas eram almas gêmeas, compartilhando a visão de uma batalha mundial para estabelecer um Califado puro.

Nas sombras e utilizando suas empresas, Bin Laden coordenou uma vasta operação para introduzir na Somália e em Cartum, no Sudão, em 1993, cerca de 3 mil terroristas de vários países, a maioria dos quais que havia lutado no Afeganistão contra a invasão soviética, bem como grandes quantidades de armas e equipamentos, além de 900 combatentes do Hezbollah. Desde Cartum, organizou um conjunto de linhas de comunicação e sistemas de apoio logístico, principalmente através da Etiópia e Eritréia. Em 26 de setembro de 1993, uma emboscada abateu um helicóptero Blackhawk em Mogadício, capital da Somália, e as imagens na TV mostraram uma turba arrastando os corpos dos militares americanos pelas ruas. Pode ser dito que esse foi o início da luta contra as tropas norte-americanas e da ONU que estavam na Somália e em 1º de março de 1994 grande parte das forças norte-americanas já haviam deixado esse país.

Bin Laden, que já mantinha contatos com o Serviço de Inteligência paquistanês, nessa época estabeleceu relações com os Serviços de Inteligência do Irã (VEVAK) e do Iraque, que viriam a se mostrar úteis em seu caminho para o alto. Os acontecimentos na Somália podem ser considerados um marco em sua evolução, por ter sido a primeira vez que liderou um empreendimento de vulto, com complexas tomadas de decisões e formulações políticas.

Paralelamente, os muçulmanos aproveitaram o colapso da União Soviética para buscar independência para a província da Chechênia. Bin Laden enviou veteranos árabes afegãos, dinheiro e armas para o conterrâneo saudita Ibs Khatab, na Chechênia, que parecia um cenário perfeito para a jihad (guerra santa).

Também a Bósnia parecia se qualificar para uma jihad. A queda do comunismo na Iugoslávia fez com que as repúblicas étnicas naquela união artificial passassem a girar em torno de suas próprias órbitas. A província predominantemente muçulmana da Bósnia por muito tempo havia sido discriminada pelo centro cristão, e sua tentativa de independência em 1991 havia sido brutalmente reprimida pelo governo de dominação sérvia de Belgrado.

Ao contrário da jihad na Chechênia, que a Rússia tentou manter longe dos olhos do mundo, a Bósnia tornou-se o centro das atenções durante sua luta com a Sérvia. A partir de 1992, os árabes que anteriormente haviam sido mujahidins (aqueles que travam a jihad) afegãos, começaram a chegar. Com eles vieram os coordenadores, os homens do dinheiro, da logística e dos fundos de “caridade”. Organizaram empresas e redes bancárias de fachada, tudo sob a coordenação direta de Bin Laden. Tal como haviam feito no Afeganistão, os árabes criaram sua própria brigada, supostamente parte do exército bósnio mas que operava por conta própria. Osmujs, como se tornaram conhecidos, eram ferozes lutadores contra os sérvios, se envolviam em horríveis torturas, assassinatos e mutilações que pareciam excessivas até para os padrões balcânicos.

O presidente bósnio, Alija Izetbegovic, decidiu aceitar toda espécie de ajuda que aparecesse. O Irã enviou armas. A Al-Qaeda fez melhor: enviou combatentes, homens treinados e durões. Os serviços de Inteligência europeus e americano começaram a rastrear o financiamento e apoio aos mujs, chegando até Bin Laden, no Sudão, e até às instalações que já haviam sido estabelecidas pelos mujs na própria Europa Ocidental.

Essas ligações levaram à Mesquita do Parque Finsbury, em Londres, ao Centro Cultural Islâmico, em Milão, e à Agência de Auxílio ao Terceiro Mundo, em Viena. Também levaram àFundação Internacional de Benevolência, em Chicago, e à Organização Internacional de Auxílio Islâmico, na Arábia Saudita. Essas instituições de caridade estavam fornecendo fundos, empregos, documentos de identificação, vistos de viagens, escritórios e outros apoios à brigada internacional de combatentes árabes dentro e ao redor da Bósnia. Antes do 11 de Setembro, os governos ocidentais, entre os quais o norte-americano, não encontraram justificativa legal adequada para fechar essas organizações.

O dinheiro fluía através de um sistema financeiro imaginado e montado por Bin Laden. A princípio (meados dos anos 80) esse sistema foi organizado na então existente Fundação Al-Qaeda, uma instituição de caridade que Bin Laden criara para dar respaldo ao treinamento de guerrilheiros islamitas no Paquistão. Esse sistema semilegal multiplicou-se rapidamente por todo o mundo em uma miríade de contas bancárias e obras de caridade aparentemente sem conexão e em organizações multifacetadas que interagiam e enviavam pessoas e fundos.

Não existe nenhuma Osama Bin Laden Inc. Em vez disso uma rede de companhias, empresas, parcerias e entidades em nome de outras pessoas, que interagem entre si e, por fim, encontram-se ocultas em outra camadas de entidades financeiras internacionais maiores, de modo que seu envolvimento em quaisquer desses investimentos não possa ser descoberto. Essas empresas administram investimentos, holdings imobiliárias, transporte marítimo, empresas comerciais, projetos de obras públicas, empresas de construção, locação de aeronaves, importação e exportação, empresas de contratação e empresas agrícolas. Esses empreendimentos possuem negócios na Ásia, África, Europa e América Latina. Com o seu envolvimento direto e o seu profundo conhecimento dos negócios internacionais na era da informática, solucionou os problemas relativos à movimentação clandestina e à lavagem de grandes somas necessárias para dar suporte ao terrorismo e à subversão em todo o mundo.

Além disso, Bin Laden mantinha participação em negócios politicamente corretos, que ajudaram a sustentar o Sudão, o Iêmen e o Afeganistão, numa ampla variedade de empresas e negócios locais. Eis o resultado dos investimentos do Sudão no terrorismo internacional: em novembro de 2004, segundo as Nações Unidas, 1,6 milhão de pessoas passavam fome em Darfur, no Sudão, mas esse número poderia aumentar para 2 milhões nos anos seguintes.

Enquanto isso os organismos de Inteligência do Ocidente lutavam para deslindar a rede e concluíram, em meados de 1993, que na ex-Iugoslávia, especialmente na Bósnia, a maioria dos fundos para essas obras de caridade era coordenada pela Fundação Mostazafin, uma fachada da Inteligência iraniana, que mantinha de 4 a 6 mil terroristas islamitas em operação na Bósnia, sob a proteção de cerca de 20 “obras de caridade” ou “projetos humanitários”. Desde então, a situação não mudou muito.

No verão de 1995, a CIA passou a desenvolver planos para uma equipe exclusivamente destinada a investigar o que agora concordavam ser uma “rede Bin Laden”. E, finalmente, em 1996, duas peças se moveram no tabuleiro: Bin Laden dirigiu-se ao Afeganistão, fechando algumas de suas empresas em Cartum, Sudão, e Jamal Al-Fadl, que tinha informações secretas sobre grande parte da “rede Bin Laden” baseada no Sudão, procurou proteção americana, pois vinha desviando fundos e receava que a Al-Qaeda o eliminasse.

O interrogatório de Fadl ajudou na descoberta do tamanho e forma da rede. Foi descoberto que ela era generalizada e ativa em mais de 50 países e dela faziam parte o xeque cego Omar Abdel al-Rahman e Ramzi Youssef. Bin Laden não era apenas seu financiador e mentor intelectual. Foi descoberto que a rede também tinha um nome. Osama Bin Laden, filho de um empreiteiro da construção, chamara sua rede terrorista pela palavra árabe Al-Qaeda (“A Fundação” ou “A Base”), uma primeira peça, a base necessária para o edifício que seria uma teocracia global, ogrande Califado.

Muitos dos nomes encontrados na Bósnia, mais tarde, revelaram-se vinculados à Al-Qaeda. Entre os principais estavam Abu Sulaiman Al-Makki, que mais tarde apareceria ao lado de Bin Laden, em dezembro de 2001, quando o líder da Al-Qaeda elogiou os atentados de 11 de setembro; Abu Zubair Al-Haili, que seria preso no Marrocos, em 2002, num complô para atacar navios norte-americanos no Estreito de Gibraltar; Ali Ayed Al-Shamrani, que foi preso, em 1995, pela polícia saudita e rapidamente decapitado por envolvimento no atentado à missão americana de ajuda militar na Arábia Saudita; Khalil Deek, que seria detido em dezembro de 1999, por seu envolvimento no planejamento de atentados a bases americanas na Jordânia; e Fateh Kamel, que seria delatado como integrante da célula “Conspiração do Milênio”, no Canadá. Embora as agências de Inteligência ocidentais nunca rotulassem a atividade dos mujsna Bósnia como uma jihad da Al-Qaeda, está claro agora que era exatamente isso que ocorria.

O governo dos EUA fez da cessação da guerra nos Bálcãs a sua mais alta prioridade de política externa, introduzindo tropas americanas e elaborando a duras penas o Acordo de Dayton. Uma parte desse Acordo previa a expulsão dos mujs da Bósnia após o fim dos combates. Ainda não se sabia que eles eram da Al-Qaeda, mas sabia-se que eram terroristas internacionais.

Em 1998, à medida que ficava claro que a diplomacia não estava funcionando inteiramente, tropas francesas invadiram uma das bases mujs restantes, que ainda operavam na Bósnia, em violação ao Acordo de Dayton. Prenderam onze deles, entre os quais dois diplomatas iranianos e nove mujs. A base estava cheia de explosivos, armas e planos para atentados terroristas a tropas americanas e outras tropas ocidentais. Ainda em 1998, um carregamento de explosivos plásticos C-4 foi interceptado, na Alemanha, a caminho de uma célula terrorista da Jihad Islâmica Egípcia. Havia indícios de que os explosivos destinavam-se a uma rodada de atentados a bases militares americanas no país.

Os EUA ameaçaram o presidente Izetbegovic com uma interrupção da ajuda militar e, depois, de uma cessação de qualquer ajuda, se ele não implementasse integral e fielmente o Acordo de Dayton, mediante a expulsão dos mujs.

Ainda em 1998, em maio, no Afeganistão, Osama Bin Laden, já então um dos dirigentes da Frente Islâmica Mundial para a Jihad (luta) contra Judeus e Cruzados – constituída em março desse ano, agrupando terroristas de organizações de diversos países - declarou “que as fronteiras geográficas não têm importância para nós. Somos muçulmanos e desejamos o martírio. Não temos preconceito de cor ou raça. Apoiamos cada muçulmano oprimido e pedimos a Deus que nos ajude e nos faça capazes de ajudar cada muçulmano oprimido”.

Essa declaração antecedeu os atentados terroristas simultâneos, organizados por essa Frente Islâmica, em 7 de agosto de 1998, uma sexta-feira, contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi, Quênia e Dar-es-Salaam, Tanzânia, que causaram 224 mortes e centenas de feridos. Esses atos terroristas foram assumidos oficialmente pelo Exército Islâmico para a Libertação de Lugares Sagrados, entidade até então desconhecida, e patrocinados por um Estado terrorista: o Irã. Dez dias depois, em 17 de agosto, a Frente Islâmica Mundial emitiu uma Declaração endossando e elogiando as operações do Exército Islâmico, sendo que essa Declaração foi divulgada praticamente ao mesmo tempo em que as mensagens do Exército Islâmico sobre os atentados, não deixando dúvidas sobre suas ligações. O fato de Bin Laden não receber créditos pelas operações, mas antes encorajar as entidades locais a fazê-lo, identificando-se por nomes fictícios, tais como esse “Exército Islâmico”, atrai para ele a estima dos comandantes locais, que não o vêem como uma ameaça às suas posições pessoais.

Nesse mesmo ano de 1998, em outubro, um alto funcionário de um Serviço de Inteligência árabe afirmou que Osama Bin Laden havia adquirido armas nucleares táticas das repúblicas islâmicas da Ásia Central criadas após o colapso da União Soviética. Evidências do número de armas nucleares adquiridas pelos chechenos para Bin Laden variam de “algumas” (Inteligência russa) a “mais de vinte” (Serviços de Inteligência de países árabes conservadores). A maior parte das armas foi comprada em quatro dos antigos Estados soviéticos: Ucrânia, Cazaquistão, Turcomenistão e Rússia. Os preparativos para a utilização dessas armas passaram a constituir um grande segredo.

Voltando à antiga Iugoslávia, somente no ano de 2000, em sua última semana no cargo, Izetbegovic expulsou o líder muj remanescente, Abu Al-Ma’ali, que foi acolhido pela Holanda. No entanto, Izetbegovic nunca chegou a expulsar todos. Células da Al-Qaeda na Bósnia foram identificadas e desmanteladas pela polícia bósnia até 2002.

Finalmente, analistas internacionais apontam três fatores como tendência regional em favor do Islamismo: 1) É a única ideologia crescente e verdadeiramente popular no Oriente Médio. Muitas pessoas acreditam genuinamente que “o Islã é a solução”, mesmo que variem as idéias do que possa ser esse “Islã”; 2) Os regimes conservadores pró-Ocidente estão perto do colapso, mais por autodestruição do que por qualquer outro fator, especialmente a Arábia Saudita; 3) A tendência histórica dominante na região é a inflexível oposição à mera existência de Israel.
Em uma conferência realizada com os chefes dos 56 escritórios regionais do FBI, antes de setembro de 2001, Richard Clarke, Coordenador Nacional para Segurança, Proteção de Infra-Estrutura e Antiterrorismo nos governos de George Bush, Bill Clinton e George W. Bush assim definiu a Al-Qaeda:

“A Al-Qaeda é uma conspiração política maquiada de seita religiosa. Ela comete o assassinato de inocentes para chamar a atenção. Seu objetivo é uma teocracia à moda do Século XIV no qual mulheres não têm direitos, todos são forçados a serem muçulmanos e a Sharia (Lei de Deus) é o sistema legal, que corta mãos e apedreja pessoas até a morte. Ela usa um sistema financeiro global para financiar suas atividades. Essas pessoas são inteligentes, muitas estudaram em nossas universidades e têm visão em longo prazo. Eles acreditam que pode levar um século até que alcancem seus objetivos, um dos quais é a destruição dos EUA. Eles têm uma rede eficiente de espiões e formam células e grupos de ataque que planejam suas ações anos antes de agir. Eles são o nosso inimigo número um e estão entre nós. Achem eles!”.

Dados Bibliográficos:

“Bin Laden – O Homem que Declarou Guerra à América”, Editorial Prestígio, 2002
“Contra Todos os Inimigos”, Richard A. Clarke, Editora Francis, 2004

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.