domingo, 22 de fevereiro de 2015

Alô Suposição: Alô Aécios, Caiados, Caios e Álvaros...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Oswaldo Alves de Siqueira Júnior

Até quando Suas Excelências persistirão na mesma linha de conduta?
Creem Suas Excelências que tentando dialogar, esclarecer, denunciar, relembrar fatos e falas em nome de uma pretensa democracia que mal chegou ao Brasil já foi sepultada há, pelo menos, 15 anos?
Não creio ser necessário elucidar em maiores detalhes a amplitude temporal a que me refiro, pois não?

Se pensam Suas Excelências que a parte da população brasileira que os apoia, e conta com sua participação efetiva na destituição dos salteadores que subjugam a (R)república, acredita que estejam a salvo de atos menos recomendáveis, estão perigosamente enganados.

O próprio sistema político-institucional está ancorado em princípios duvidosos que dão azo às mais diferentes maracutaias. A começar pelo financiamento de campanhas, passando pela necessidade de manter-se no poder ou em sua periferia. Sem balcão de negócios as possibilidades de um governo sustentar-se no poder são mínimas.

Assim foi quando os partidos de Suas Excelências ocuparam os mais destacados postos, reconhecendo-se que os achaques foram significativamente menores, irrisórios eu diria, se comparados aos verificados nesses últimos anos.

Credite-se também que os tempos eram menos favoráveis no cenário internacional, inibindo o investimento e o crescimento em nosso país. Ainda que levada em conta a crise de 2008/2009 seguida da inadimplência de alguns estados europeus que culminou nos acordos (ou desacordos) que conhecemos, entre 2003 e 2008 o Brasil navegou à velas soltas

Senhores, não aceitamos mais a atitude quase conciliadora que as oposições brasileiras insistem em demonstrar. Gritos e discursos inflamados em nada resultam quando dirigidos a quem pouco se importa o que se pensa deles.

As ações devem substituir as reações. Há que se posicionar de forma clara ao inimigo (já não são mais adversários), com contundência estratégica, antecipar-se aos movimentos mais que previsíveis com que contra atacam os Gramscianos, os Marxistas, os Trotkystas ad caterva.
Não entendo como até esse momento ninguém que se diga oposição formulou uma pergunta óbvia à (P)presidente ou qualquer títere do que ela denomina "meu governo".

Dou exemplo palmar. Disse ela que "se em 1997 tivesse sido punido o funcionário da Petrobras que..."

Não ocorre a ninguém dizer-lhe se aceitará que governadores e prefeitos que não cumprirem suas metas fiscais ajam como ela e pressionem com cargos e favores as respectivas assembleias e câmaras para rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal? Se tal vier a acontecer, aceitará nosso débito em sua conta, ocasião em que nos será lícito declarar à imprensa que se a senhora não lançasse mão de ardil tão abjeto os prefeitos e governadores não contariam com uma jurisprudência formada no nível federal para desrespeitar a Constituição?

Quando Lindberg Farias assoma à tribuna do Senado para dizer que o desemprego é o menor verificado "na história desse país" e que a dívida pública líquida é 30% do PIB enquanto no governo FHC era 60%, não há um senador que recorra à sua assessoria (regiamente paga) para colher os dados necessários e desmentir em cadeia nacional o que o "bonitinho da Baixada" deu como verdade irretorquível? Ao invés de falar baboseiras no espaço político reservado aos partidos na TV, usem os poucos segundos para chamar de mentirosos os "arautos da verdade".

Ao invés de insistir na tecla de responder à Dilma e dessa forma dar-lhe voz indireta, demonstrem que é possível mover uma ação popular na Justiça contra a mentira, a mais não seja, para provar o aparelhamento de mais esse poder republicano.

Vira e mexe ouvia-se dos mensaleiros a intenção de ir em busca de tribunais internacionais para denunciar impropriedades cometidas contra eles. Será que esses mesmos tribunais não reconheceriam como impropriedades o que cometem contra nós esses mesmos alienados?

Todo santo dia sintonizo a TV Senado na esperança de ver fervilhar aquele plenário, porém, a menos de 3 o 4 gatos pingados (os mesmos) que diariamente sobem à tribuna com o mesmo discurso, sejam de um lado ou de outro da porteira, o recinto está vazio. As sessões ordinárias encerram-se antes das 16 horas na maioria dos dias por falta de oradores inscritos. Nas deliberativas que sempre se iniciam nos finais de tarde, a pantomima se repete sob a direção de Renan Calheiros e seus sequazes. Regimento Interno daqui, bloqueio de pauta de lá e nada de profícuo acontece.

Não percebem Suas Excelências que aos olhos dos eleitores estão se omitindo à guerra aberta que declararam após 26 de outubro?
Parem de dizer que "o impeachment de Dilma está na boca do povo". O povo lá quer saber de impeachment, de renúncia, de destituição, ou qualquer outro mecanismo que interrompa de vez esse desastroso Projeto de Poder (tão desavergonhado como seus idealizadores e defensores)?

O que o povo quer é ver Dilma e seus asseclas fora do governo brasileiro. A maneira pela qual se dê o fato pouco importa. Importa o fato.

Caso Suas Excelências ainda não haviam se dado conta disso, agora está claro e explícito com todas as letras e, portanto, não será necessário desenhar.


Oswaldo Alves de Siqueira Júnior é Profissional Independente de Marketing e Publicidade.

5 comentários:

Anônimo disse...

Alguém da oposição(?) tem ouvidos de ouvir?

Anônimo disse...

Concordo com tudo, porém, como tantos brasileiros, ainda estou cheio de dúvidas:
1 - quem vai apertar o botão RESET?
2 - qual software será carregado, após o RESET?
3 - quem desenhou o software acima?
4 - ele é brasileiro, alemão, chinês, russo, alienígena, marxcubonazipetista ou o quê?
5 - qual foi a última atualização dele?
6 - tem vírus e cavalos de tróia?
7 - quem tem coragem moral para dar o RESET?
8 - vão esperar até quando?
9 - já não passamos da hora?
10 - o que falta acontecer?

Sugestões que eu faço:
1 - reforma política feita pelo povo, baseado em paises democráticos em que a política funcione;
2 - fim do foro privilegiado, pois isto é inconstitucional - a constituição diz que todos são iguais perante a lei;
3 - muito menos - mas muito menos mesmo - governo. Chega de interferências na vida do cidadão, onde iletrados, ladrões, attavessadores, cínicos, idiotas, sem moral, terroristas de hoje e ex-terroristas de ontem, se acham com "autoridade" de nos ditar os nossos rumos, roubando nosso presente, debochando do nosso futuro, fingindo que trabalham para nós;
4 - todo o povo - eu disse todo - 200 milhões de pessoas, crianças, velhos de bengala, cadeira de rodas, cachorros... temos de ir para a rua com cartazes, e parar este País, até que haja mudança radical;
5 - os afrontados somos nós - nós e que temos que reagir. Sociedade civil: vamos lá!
Chega de mentira!
Chega de roubalheira!
Chega de leis inúteis!
Chega de parasitas!
Chega de ideologias de partidos!
Chega de invasões!
Chega de manobras e conchavos!


Anônimo disse...

precisamos de um congresso bi-cameral?
Para que serve efetivamente o senado?

Walter Bueno Sferra disse...

O que o povo quer é ver Dilma e seus asseclas fora do governo brasileiro. A maneira pela qual se dê o fato pouco importa. Importa o fato. Caro sr. reacionário Oswaldo Alves de Siqueira Junior, conforme seu texto acima, com certeza o sr. não me representa e com certeza tb o sr. não representa os 54.501.118 eleitores que votaram na presidenta Dilma, ganho no voto Democrático, simples o resto é papo e mimimi de derrotado, aceita que é melhor que seus candidatos de direita se preparem melhor para 2018, lógico que para ganhar do Lula vai ser uma parada dura, tem que ser no voto, sem golpe, kkkkk, bobão....

Anônimo disse...

Fernando Collor mandou abraços