quarta-feira, 24 de junho de 2015

Estado, não se meta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Está em curso, no Ocidente, um enorme projeto de reengenharia da sexualidade humana. É a Ideologia de Gênero, ou da ausência de sexo. O igualitarismo é seu objetivo, e a diferença, o inimigo a ser atacado mediante desconstrução. Para tanto pasme leitor! , sem nenhuma evidência científica, contra o que a observação da natureza revela, seus difusores sustentam que ninguém nasce homem ou mulher, macho ou fêmea.

Afirmam que a sexualidade é uma construção social, sujeita a mudanças, definida e redefinida de inúmeros meios e modos, desde quando o bebê é vestido de tal ou qual cor. Assim, o sexo deixa de ter significado para a definição do masculino e do feminino.

Livre pensar é só pensar, ensinava insistentemente Millôr Fernandes. É livre o direito de teorizar, de ideologizar, de expor teses. O problema é quando se transforma um disparate qualquer em objeto de ação do Estado. Foi o que aconteceu há alguns anos com a produção de material didático sobre sexualidade infantil para distribuição nas escolas.

O conteúdo era tão abusivo e tão absurdo, que foi rejeitado pela própria presidente Dilma. Pois aquilo já era produto da Ideologia de Gênero, que pretendeu, posteriormente, se tornar conteúdo obrigatório no Plano Nacional de Educação, o PNE.

Quando o projeto do governo foi submetido ao Congresso Nacional, as duas Casas suprimiram todos os dispositivos relativos a esse assunto, mantendo uma regra simples e correta: “erradicação de todas as formas de discriminação”.

No entanto, como costumam fazer quando contrariados, os promotores da desconstrução das diferenças buscaram outros caminhos para chegar onde pretendiam. Optaram pelo mais comum. Reuniram-se consigo mesmos noutro fórum e decidiram segundo queriam.

Foi o que aconteceu na Conferência Nacional de Educação, quando os mesmos conteúdos suprimidos da lei federal retornaram oficialmente como orientação para os programas estaduais e municipais.

Agora, deputados estaduais e vereadores em todo o país deliberam sobre o tema nos respectivos planos, desatentos à lei federal e em obediência à ideologia hegemônica da burocracia educacional.

O Estado, os governos, seus funcionários, jamais receberam da sociedade, e tampouco das famílias, poderes para orientar a sexualidade e o comportamento sexual das crianças e dos adolescentes. Esse é um papel da natureza e dos pais. O Estado não é nem pode ser educador sexual.

Além de ensinar os conteúdos curriculares, nos quais falha clamorosamente, que ensine a não discriminação, o respeito mútuo e a responsabilidade. E, no mais, que não se meta!


Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa é a "IDEOLOGIA DE AUSENCIA DE SEXO", que cabe bem nas mentes dos comunistas, cheias de esterco marxista, uma rebelião clara contra o Senor Deus Criador, de recusar a denominação que deu - homem e mulher.
Mas compreende-se: comunismo é satanismo e nas cabeças dos discípulos de Satã só tem merda!
Confiram o caso do PT que tem na mente dos seus mafiosos!

Anônimo disse...

PORQUE HOMEM É HOMEM,MENINO É MENINO,MACACO É MACACO E VIADO É VIADO,NO REINO DA BAITOLAGEM É POR AI. BRINCADEIRAS A PARTE QUEM GOSTA DO FRIO PODE NÃO SE QUEIXAR DO CALOR, O QUE NÃO PODE É ESTA POLEMICA, POIS CIDADÃO É CIDADÃO INDEPENDENTE DE TUDO, A REGRA TEM QUE SER CLARA O DIREITO DELE ACABABA ONDE COMEÇA O MEU E VICE VERSA... DIREITO DE TER O PRATO ENTUPIDO DE COMIDA QUE VOCÊ MAIS GOSTA DIREITO DE CARREGAR OU SER CARREGADO NAS COSTAS, DIREITO DE SER ATEU OU DE TER FÉ, DIREITO DE TER RISOS E PRAZER ,E ATÉ DIREITO DE DEIXAR JESUS SOFRER...