sexta-feira, 19 de junho de 2015

Lei Moral, Liberdade e História: Tripé da Grandeza


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Eduardo da Rocha Paiva

O respeito a um código de valores morais e éticos é um dos alicerces da grandeza das nações. Riqueza, progresso e poder não bastam nos desafios cujo enfrentamento exija coesão, autoestima e autorrespeito, atributos de nações que se impõem pelo próprio valor. O código é a Lei Moral, amálgama dos cidadãos entre si, elo do povo com sua liderança e base da grandeza das nações.

A sociedade brasileira padece de grave enfermidade moral que contamina a liderança nacional e compromete a coesão imprescindível ao País para enfrentar os conflitos que virão, por sua crescente inserção como ator de peso nas relações internacionais. A liderança é patrimonialista e amplamente corrompida nos Poderes da União e em diversos setores do País. Apodera-se dos bens públicos como se fossem de sua propriedade e escarnece da Nação com mentirosas explicações para as manobras imorais que promove, usurpando o tesouro nacional em benefício próprio.

Apóia-se na impunidade e na omissão de uma sociedade anestesiada e lamentavelmente acomodada, que perdeu a confiança na justiça, assumiu a falta de ética e sepultou valores imortais. O cidadão contenta-se com a satisfação de necessidades básicas e a falsa noção de liberdade, que usa sem responsabilidade e disciplina, tornando-a um bem ilusório.Agoniza a Lei Moral, condição de grandeza.

Vão-se as referências e vem a anomia, dando margem a desvios de conduta emblemáticos como o do atleta que vira cambalhotas em solenidade na rampa do Palácio do Planalto; o do aluno que se dirige ao mestre pelo apelido, quando não o agride; o de autoridades que, literalmente, usam o boné de movimentos radicais violentos, ditos sociais, como o MST, parecendo respaldar suas ações criminosas; e o de líderes que não se envergonham de buscar o apoio de poderosos políticos corruptos e prestigiarmensaleiros denunciados na justiça como uma quadrilha.

A liderança nacional, carente valores para se afirmar pelo exemplo, na ânsia de agradar para aparecer bem na foto e ávida de poder, despreza protocolos, normas e ética, debilitando o princípio da autoridade e a dignidade de cargos públicos. Leva a Nação a confundir intimidade permissiva e leniência com espírito democrático e falta de ética com tino político.

Essa doença moral não será curada por partidos políticos desmoralizados ou por eleições incapazes de aperfeiçoar, por si só, a democracia como se tenta iludir a Nação. Um choque de valores teria de vir da sociedade, ser aplicado nela própria, assimilado pelas famílias e por um sistema educacional moral e profissionalmente recuperado, capaz de gerar cidadãos íntegros e cientes de que liberdade sem disciplina esgarça o sistema social. Hoje, a mídia é o setor com maior poder de contribuir para recuperar os valores tradicionais e limitar a ganância e abusos dos donos do poder, desde que resista às tentativas de mordaça política, financeira e ideológica e permaneça imparcial e vigilante.

Liberdade é um bem inestimável e uma das aspirações mais valorizadas pela sociedade brasileira, mas não é passe livre para o cidadão fazer o que bem entende. O exercício desse direito requer civismo, disciplina e respeito ao próximo. A crença na liberdade fica comprometida quando as instituições não impõem o império da lei e justiça e as lideranças usam o poder para usurpar, impunemente, bens por direito pertencentes à nação.

Por outro lado, a ausência de liberdade já fez ruir muitos impérios. A União Soviética condenou-se ao atraso, exceto nos campos militar e científico-tecnológico, ao submeter suas nações a uma ideologia totalitária liberticida, colocando o Partido Comunista acima de liberdade, justiça, vida e família. História e tradição foram deturpadas pela ideologia; heróis de verdade denegridos e substituídos por ídolos feitos pela propaganda estatal; disciplina e dever, impostos por ameaças, eram voltados ao Partido e não à nação. Foi um Estado déspota que tentou, mas não conseguiu apagar a história e as tradições das nações que tornou escravas.

A história também é fiadora do projeto de uma nação que se pretende grande, perene e respeitada. É o selo desse compromisso transmitido de geração a geração e fortalece a fraternidade entre os cidadãos de um país. Se a história mantém unida a nação, os heróis que conduziram o país em momentos decisivos são os seus protagonistas. Eles se tornam merecedores da gratidão e respeito do povo por tomarem atitudes corajosas e decisivas e assumirem responsabilidades com sacrifício pessoal, em prol da nação, diante de situações extremas.

Heróis não foram e nem poderiam ser pessoas perfeitas, mas são cidadãos especiais como poucos serão. Pátria, história e heróis são símbolos, sínteses e imagens de princípios e valores morais e éticos inspiradores de nobres ideais. Ao enaltecê-los, uma nação com vocação de grandeza propõe referenciais de excelência que motivam a busca da perfeição e tornam o povo combativo, disciplinado, altivo, empreendedor e unido. Ou seja, constrói a própria grandeza.

Há décadas que a esquerda radical brasileira, herdeira da infausta ideologia comunista, desenvolve permanente campanha no sentido de denegrir a História e os heróis do País e, também, promover a quebra de valores tradicionais, a fim de enfraquecer a coesão nacional e debilitar moralmente a sociedade e a família. Conta com a parceria, consciente ou não, de vários segmentos da Nação, que se tornaram instrumentos da via gramcistade tomada do poder, estratégia contemporânea para a implantação de um regime socialista totalitário e liberticida.

As vulnerabilidades advindas desse contexto, e que fragilizam a Nação, não poderiam deixar de ser aproveitadas pelos inimigos da democracia.
Ou o Brasil revigora a Lei Moral, consolida a liberdade, neutralizando seus inimigos, e resgata sua História e heróis ou será um gigante de pés de barro, uma Nação sem o respeito do mundo e, pior ainda, do seu próprio povo.  


Luiz Eduardo Rocha Paiva é General de Brigada na reserva. Artigo publicado na Revista do Clube Militar, Nr 442, (Agosto-setembro-Outubro/2011).

5 comentários:

Anônimo disse...

Vem devagar General, faça uma reflexão do seu passado na ativa e olhe no espelho o que você fazia com os seus subordinados, ou melhor, com as praças. Qual a grandeza de uma Nação que tem uma força armada cujos oficiais usam o poder para aterrorizar os mais fracos, usam um inconstitucional regulamento disciplinar para prejudicar a vida de milhares de praças? Qual a autoestima de um subordinado que vê um regulamento disciplinar sendo cumprido apenas por praças, pois os oficiais quando cometem transgressões ou crimes militares, são de forma imoral blindados pela inútil Justiça e Ministério Público Militares?

Nessa sociedade doente imoral, não esqueça de mencionar as roubalheiras, patrimonialismos e corrupção dos integrantes do seu Exército Brasileiro, principalmente, dos oficiais de alta patente, como é o seu caso, que se apoderam da instituição como se fossem o quintal de casa. Fraudam licitações públicos dando prejuízo ao erário público em conluio com “empresários” fornecedores (todos maçons), usam bens públicos em benefício próprio, inventam inspeções de quartéis para ganhar diária, negam auxílio-transporte a subordinados etc., aí, depois vem com mentirosas explicações para as constantes manobras imorais, não é mesmo, senhor General de Pijama.


É verdade, os oficiais das FFAA, se apoiam na impunidade e na omissão de “autoridades” prevaricadores do Ministério Público e da Justiça Militar, que, além de não possuírem ética alguma, usam os cargos públicos para blindar oficial que estupra, rouba, frauda licitação pública, assedia subordinado, abusa do poder etc., vem você ainda falar em liberdade General de Pijama? Vocês humilham os subordinados nos quartéis, tratando-o como escravos, retiram, com a conivência e participação daqueles órgãos judiciais inúteis, a liberdade de um soldado, trancafiando-o numa cadeia por motivos banais, depois vem com esse discurso hipócrita de “agoniza a Lei Moral”?

Vão-se as referências e vem a verdade General de Pijama, os oficiais das FFAA vivem tendo desvios de conduta gravíssimos como o do Coronel que enricou fraudando licitações públicos do quartel; o do tenente que agrediu a cara do soldado com um soco e o chamou de lixo; o de Generais que usam os recursos da FHE-Poupex em causa própria em ações criminosas; e o de chefes militares que não se envergonham de buscar o apoio de poderosos juízes e promotores militares (todos maçons) para blindar e prestigiar as ações das quadrilhas fardadas.

General o seu mundinho de engano está ultrapassado, hoje as pessoas tem acesso as informações e a máscara da corrupção que deita e rola nas FFAA está caindo, devagar, mas está caindo.

Tudo aquilo que você acusa de errado nos políticos, é tudo o que vocês oficiais fazem dentro dos quartéis, só que com uma diferença: se o subordinado denunciar ele tem a vida destruída, pois a ideia é enganar a sociedade e passar a imagem de os militares são homens altamente íntegros e que a bandalheira só existe no mundo civil. Quando se sabe que isso não é verdade!!!

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Excelentíssimo General Luiz Eduardo Paiva afirma em seu artigo: 1-"A sociedade brasileira padece de grave enfermidade moral que contamina a liderança nacional..."Qual liderança o Senhor se refere?
2-" O cidadão contenta-se com a satisfação de necessidades básicas..." Senhor General, o POVO já percebeu que trabalha em condições de escravo disfarçado de liberto, estamos sobre o terrorismo urbano. Pergunto o Senhor, pedir ajuda para quem? Até quando viveremos nessa infame guerra civil não declarada?
3-" A democracia como tenta iludir a Nação". O POVO NÃO ESTÁ ILUDIDO, SABEM MUITO BEM QUE NÃO VIVEMOS EM UMA DEMOCRACIA.
4-"Uma Nação sem o respeito do mundo e, pior ainda, do seu próprio povo". Esta afimativa possui tres verdades: A VERDADE, A VERDADE E O FULGOR DA VERDADE. (provérbio hebraico)
O Senhor deve ter lido vários comentários meus nesse conceituado Blog, do Senhor Jorge Serrão, as vezes me pergunto o por quê? Será que ainda há tempo para o nosso país? Os Senhores afirmam: Eles que venham, por aqui não passarão. ELES VIERAM, FICARAM E NÃO SAIRÃO JAMAIS. O General GOLBERY ESTAVA CERTO, CRIARAM MONSTROS!
Peço que me perdoe se não concordar com o que disse, procuro ser sincera no que digo.
Que Deus o abençoe e ilumine vossa jornada.

Maria Klyw disse...

Lastimável que os militares, e só os da Reserva, tenham apenas palavras para combater o que aí está. Saudades de quando os da Ativa amavam o país e agiam por ele!

Loumari disse...

Na sociedade brasileira o que se pode observar é que, a fraternidade, a solidariedade, a caridade, são excepções.
É o povo mais desconectado da realidade humana. Observem que os assassinatos os estupros são coisas banais sem consequência alguma no seu comportamente ne sentimento, não se perturbam com a barbárie perpetrado diante dos seus olhos.
São executados mais de 60 mil indivíduo, e muitos deles são vítimas inocentes porque se encontrou por infortuna passar por aquele caminho, e foi assassinado.
Eu já visualizei muitas imagens de assassinatos no Brasil; é um acto como se jogassem com manettes do vídeo game.
Eles não têm conciência do mal. Num dos vídeos estava um homem ferido, deitado no chão, e surgiu um jovem que este tirou da sua cintura uma pistola e deu dois tiros ao homem que estava ferido e deitado no chão. Em outros países se chama o SOS para que uma ambulância seja imediatamente enviada no local. Agora digam-nos, sois vós realmente seres humanos? Até os animais selvagens mostram algo de compaixão a um outro animal semelhante a ele.
Reverter uma situação como esta, moralizar um povo que já fazem 30 anos que eles fazem e desfazem, profanando tudo, violando o sagrado que era o Bordão desta nação, e terninaram nus. Um escárnio internacional.
E outra observação que fiz sobre este povo brasileiro: os brasileiro tem uma vergonhosa maneira de tratar aos outros povos. Eles falam mal de todos os outros povos, trata-os como se diante do brasileiro os outros povos fossem coisas inferiores, e agridem verbalmente a pessoas que falam o português de padrão, como se o Brasil tivesse existido antes de Portugal.
QUEM SE CRÊEM REALMENTE QUE SOIS?
Saem para fora do Brasil e procurem observar a atitude dos outros povos, que seja Europeus, Africanos, Ibero-Américanos, ninguém passa bola a Brasil, e nem lhes importa o que ocorre com o povo brasileiro.
De tanto tratarem todos os outros povos como menos que nada, agora olhem para a vossa miséria? Brasil é a única nação no Globo que não tem nem mãe, nem irmãos. Está só e isolado do mundo.
Este é o preço do repúdio aos outros.
Quantos estrangeiros se preocupam convosco?
Eu sou a única filha de pai Português e de mãe Moçambicana que ainda vos passa bola.
E, se suporto as vossas injúrias, é, unicamente pelos filhos da Virgem nestas terras. De onde eu venho me ensinaram a fraternidade, a solidariedade, a caridade, e não fazer distinção de pessoas.
Agora já estão invadidos por povos da pior espécie. Islamistas vindo de Bangladesh e os imundo vindo de Haiti.
E nós observamos. Queremos ver com os nossos olhos esta superioridade do brasileiro? Agora mostrem ao mundo em quê sois realmente superiores aos outros povos???

Anônimo disse...

Lendo o primeiro comentário, não há dúvidas de que estamos mesmo perdidos...Só tem canalha!