quarta-feira, 24 de junho de 2015

MAG


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O Senhor Marco Aurélio Garcia, conhecido pelo acrônimo de MAG, beneficiado pela lei da anistia em 1979, quando regressou ao Brasil após auto-exílio no Chile e na França, foi um dos fundadores do PT e teve papel preponderante na coordenação dos programas de Governo de Lula e Dilma.

Sempre arredio e atuando nos bastidores, emergiu na mídia, no entanto, por protagonizar o insólito episódio do "top-top", quando foi flagrado ao gesticular obscenamente, em regozijo pela divulgação de que a queda do avião da TAM em 2007, no qual 199 pessoas perderam a vida, decorreu de defeito técnico, eximindo assim a então propalada responsabilidade do governo, veiculada por alguns setores da imprensa, dentro do contexto da crise aérea da época.

Sem formação específica na área diplomática, ocupa hoje o indefinido cargo de Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o que faz dele, entretanto, o verdadeiro timoneiro da política externa do país, desastrada, com posicionamentos constrangedores diante da comunidade internacional, e divorciada dos verdadeiros interesses comerciais  do país, por estar atrelada a tratados que a engessam, relegando, ao mesmo tempo, a segundo plano o Ministério respectivo, com pesada tradição de atuação.

É conhecido por suas tendências esquerdistas radicais, fato ilustrado pelo seu papel preponderante na montagem do subterrâneo Foro de São Paulo e pela circunstância de ter formado sua equipe de "companheiros" no âmbito da diplomacia.

Assim, não é surpreendente que tenha manifestado, como constou em alguns órgãos da imprensa, seu descontentamento pela desaprovação no Senado, do nome do Sr. Guilherme Patriota para ocupar cargo na OEA, anunciando inclusive uma ameaçadora crise a ser desencadeada pela decisão.

Seria interessante que MAG fizesse uma auto-crítica da sua atuação durante os governos petistas, reconhecesse os entraves na política externa pelos quais foi responsável, descesse do alto de sua arrogância e, sendo minimamente coerente, renunciasse.

Certamente a diplomacia brasileira respiraria aliviada.

Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

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