segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um Clube Revolucionário


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Dia 26 de junho. Nasceu sob a égide do inconformismo, preocupados os seus fundadores com os destinos dos homens, da Pátria e das relações soldado-cidadão, cidadão-soldado a tal ponto que contribuiu para a mudança radical na estrutura do Estado com o nascimento da República.

República mal consolidada, passados tantos anos, e, hoje usada como expressão corriqueira de políticos em argumentos falaciosos em nome da própria sobrevivência ainda que na enlameada e fétida visceral corrupção.
O espírito humanitário do Tenente-coronel Sena Madureira o levou a apoiar as teses abolicionistas colocando-as acima de quaisquer outras considerações. Interesse maior indiscutível, mas que não brota das mentes dos acomodados. Claro, gerou uma crise. Afinal, muitos e muitos concebiam e aceitavam: nasceu escravo, tem que ser escravo, açoitado, pelourinho, grilhões, vendidos e apartados; o chefe mandou; absurdo ou não, cumpra-se. Prenda-se o coronel, que seja transferido.

Lá na Escola Militar do Rio Pardo não foi punido pelo Marechal Deodoro da Fonseca, Governador da Província do Rio Grande do Sul e Comandante das Armas. Distante na Corte, oficiais do Exército, sob a liderança do Tenente-coronel Benjamin Constant e da Armada, com o Almirante Silveira da Motta, se reuniram hipotecando solidariedade aos seus camaradas, em clima tenso de pré-rebelião. Não mais nas funções ao retornaram à Corte, sendo aclamados pelos cadetes da Escola Militar.

Assim, se consolidava uma identidade, forte, decidida, combativa, reativa a tantos anos de descura com as Forças Armadas no pós-guerra do Paraguai 1864/70, culminando com a fundação do Clube Militar, 1887; fusão dos ideais republicanos, a partir dos fundamentos alimentados pelo senhor das ciências e mestre militar Benjamim Constant. Gente da caserna ativa, preocupada com tudo em seu entorno que arrostara e desafiara quem os desdenhava; fizeram a guerra, lutaram pela paz, mas não admitiram a subserviência e recusaram a perseguir, como exposto em carta do Marechal Deodoro, presidente do Clube à Princesa Isabel, solicitando dispensa do Exército da missão de capitão-do-mato.

Sena Madureira, em carta afiançava: "Estou encarregado de, com o Gen. Deodoro e o Dr. Benjamin Constant, organizar os Estatutos dos Centros ou Clubes Militares que desejamos fundar aqui e em todas as guarnições importantes, no intuito de unir a classe para a defesa de nossos interesses e sustentar futuras lutas".

Embora já existisse o Clube Naval, se criava um Clube Militar, apropriadamente abrangente para oficiais da Marinha e do Exército, forças da época, composto de nomes dignos e de valor extremado das duas Instituições.

A seguir, caiu a monarquia, 1889.

Ora, se o destemor de um Sena Madureira, quiçá considerado um insano e inoportuno, por uns e outros, fez com que o seu clamor tenha sido considerado justo ao patentear a lição de reagir sempre às ações para desacreditar as Forças Armadas, como parte do planejamento de desmonte do Estado.

O discurso deve ser diplomático quando apela para a solução política, pacificação, conciliação, mas não de lamento; ser altivo e de valor acima do acinte, quando prevalecer a arrogância, o revanchismo, a alertar a nação brasileira quanto à guinada para a esquerda de vários países da América latina, capitaneados pelo bolivarianismo chavista da Venezuela, aliado à tirania cubana dos irmãos Castro.

Não deu certo no passado pelo uso da força, pois foram sufocados todos os movimentos com exceção da Colômbia, onde estão as FARC, mostrando ao mundo o que queriam os nossos terroristas indenizados. Burrice que desagrega e alimenta uma dicotomia de esquerda e direita prejudicial ao desenvolvimento desta Nação. Esperteza de quem a mantém para ficar na cúpula a fim de roubar e usufruir. Estratégia de estranhos que não a querem ver crescer.

O Poder Militar não pode ser omisso, como historicamente nunca foi, diante da insatisfação, do medo, da insegurança, da ameaça externa, da gravidade interna, da mobilização, instrução e adestramento de forças ditas populares, como hoje se nos deparam.

O poder e o dever de defender a Pátria estão acima de quaisquer outros poderes escusos, infiltrados, escuros, corrompidos, dominados ou obtusos.


Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado. Extrato de uma publicação na Revista do Clube Militar ao comemorar o 120° ano de existência.

7 comentários:

Anônimo disse...

Graças a vocês vivemos Até hoje uma República mal-consolidada.

a Marinha, sim, tava certa em defender a monarquía.

Anônimo disse...

Eu nunca serei servo da escória comunistas se
preciso pegarei em armas contra o PT e o MST
É nosso dever defender a pátria contra a tentativa de destruir nossa soberania.
Afastamento imediato da comunista em chefe dilma e sua camarilha!

Anônimo disse...

O coronel faz bem em exaltar o Clube Militar.
Mas precisa ser informado de que a proclamação da república nada teve que ver com a escravidão, extinta um ano e meio antes pela monarquia. Aliás, graças a leis anteriores da mesma monarquia, o número de escravos em 1888 não chegava a 5% da população do Brasil, que era de 14 milhões. E ninguém mais nascia escravo no Brasil, graças à Lei do Ventre Livre, e nem morria escravo, graças à Lei dos Sexagenários.
Os golpistas de 1899, não mais do que 300 militares insubordinados, conseguiram envolver o doente e desavisado Marechal Deodoro, amigo e devedor de D. Pedro II, levando-o a endossar um levante inteiramente contrário ao sentimento do povo. Este, que maciçamente apoiava o Imperador, 3 meses antes, nas eleições parlamentares, dera apenas 3% dos votos ao Partido Republicano, legal na democrática monarquia brasileira.
Graças ao infeliz "pronunciamiento" dos revoltosos, o Brasil, antes a maior potência do continente e mundialmente respeitado, tornou-se mais uma republiqueta bananeira, cujo óbito hoje testemunhamos.
Mais informações: http://fatosdobrasilimperio.blogspot.com.br/2008/06/21-repblica-nasceu-com-dispnia.html

JESUS disse...

Boa Tarde, ate quando seremos fantoches nas mãos de corruptos, sangue sugas, calhordas, qual e quando será a data de tomada de poder por nossos militares, o povo já esta perdendo a esperança, a coisa pode, e vai ficar pior.

Anônimo disse...

Dia 26 de junho. Nasceu sob a égide do inconformismo, preocupados os seus fundadores com os destinos dos homens, da Pátria e das relações soldado-cidadão, cidadão-soldado a tal ponto que contribuiu para a mudança radical na estrutura do Estado com o nascimento da República.

Larga de ser vagabundo Coronelzinho de pijama, os oficiais nunca se sentiram ou se colocaram na condição de um soldado, muito pelo contrário, os humilham com escalas de serviços extenuantes, punições arbitrárias e desumanas, coloca-os para fazer serviços particulares em suas casas.

Quando os sargentos fundaram uma constitucional associação para lutar por dignidade e respeito, você e a sua corja de oficiais, juntamente com a inútil e corrupta justiça e ministério público militar, logo trataram de persegui-los e humilhá-los para que não dessem continuidade a APEB, APRAFA e outras verdadeiras casas da República.

República mal consolidada, passados tantos anos, e, hoje usada como expressão corriqueira de políticos em argumentos falaciosos em nome da própria sobrevivência ainda que na enlameada e fétida visceral corrupção.

Mal consolidada mesmo, graças a essas FFAA comandadas por MAÇONS CORRUPTOS, que corriqueiramente lesam ao erário público com fraudes reiteradas em licitações públicas.

O espírito humanitário do Tenente-coronel Sena Madureira o levou a apoiar as teses abolicionistas colocando-as acima de quaisquer outras considerações. Interesse maior indiscutível, mas que não brota das mentes dos acomodados. Claro, gerou uma crise. Afinal, muitos e muitos concebiam e aceitavam: nasceu escravo, tem que ser escravo, açoitado, pelourinho, grilhões, vendidos e apartados; o chefe mandou; absurdo ou não, cumpra-se. Prenda-se o coronel, que seja transferido.

Pare com essa conversinha babaca e mentirosa de espírito humanitário Coronelzinho de Pijama, que na ativa era um cagão acomodado mudo e surdo. Nasceu praça tem que ser praça, ser açoitado, preso e sacaneado o tempo todo. O oficial corrupto, estuprador, pedófilo, ladrão mandou; imoral ou não, cumpra-se. Prenda-se o Sargento, que seja transferido e não tem PNR, se denunciar as roubalheiras dos oficiais ou máfia da blindagem de veículos.

Honre o que carrega entre as pernas Jorge Serrão e não fique acochambrando para esse Coronel de Pijama, não! Publique a verdade da caserna.

Anônimo disse...


Dia 26 de junho. Nasceu sob a égide do inconformismo, preocupados os seus fundadores com os destinos dos homens, da Pátria e das relações soldado-cidadão, cidadão-soldado a tal ponto que contribuiu para a mudança radical na estrutura do Estado com o nascimento da República.

Larga de ser vagabundo Coronelzinho de pijama, os oficiais nunca se sentiram ou se colocaram na condição de um soldado, muito pelo contrário, os humilham com escalas de serviços extenuantes, punições arbitrárias e desumanas, coloca-os para fazer serviços particulares em suas casas.

Quando os sargentos fundaram uma constitucional associação para lutar por dignidade e respeito, você e a sua corja de oficiais, juntamente com a inútil e corrupta justiça e ministério público militar, logo trataram de persegui-los e humilhá-los para que não dessem continuidade a APEB, APRAFA e outras verdadeiras casas da República.

República mal consolidada, passados tantos anos, e, hoje usada como expressão corriqueira de políticos em argumentos falaciosos em nome da própria sobrevivência ainda que na enlameada e fétida visceral corrupção.

Mal consolidada mesmo, graças a essas FFAA comandadas por MAÇONS CORRUPTOS, que corriqueiramente lesam ao erário público com fraudes reiteradas em licitações públicas.

O espírito humanitário do Tenente-coronel Sena Madureira o levou a apoiar as teses abolicionistas colocando-as acima de quaisquer outras considerações. Interesse maior indiscutível, mas que não brota das mentes dos acomodados. Claro, gerou uma crise. Afinal, muitos e muitos concebiam e aceitavam: nasceu escravo, tem que ser escravo, açoitado, pelourinho, grilhões, vendidos e apartados; o chefe mandou; absurdo ou não, cumpra-se. Prenda-se o coronel, que seja transferido.

Pare com essa conversinha babaca e mentirosa de espírito humanitário Coronelzinho de Pijama, que na ativa era um cagão acomodado mudo e surdo. Nasceu praça tem que ser praça, ser açoitado, preso e sacaneado o tempo todo. O oficial corrupto, estuprador, pedófilo, ladrão mandou; imoral ou não, cumpra-se. Prenda-se o Sargento, que seja transferido e não tem PNR, se denunciar as roubalheiras dos oficiais ou máfia da blindagem de veículos.

Honre o que carrega entre as pernas Jorge Serrão e não fique acochambrando para esse Coronel de Pijama, não! Publique a verdade da caserna.

Anônimo disse...

Dessa forma sim, o seu blog possa ter alguma validade democrática. Publicar o que tiver de ser publicado, doa a quem doer.