sábado, 18 de julho de 2015

A Petrobras também roubou? Do povo?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Os ladrões que se locupletaram com a roubalheira na Petrobrás parece que se inspiraram no velho provérbio “LADRÃO QUE ROUBA DE LADRÃO TEM 100 ANOS DE PERDÃO”. Pensaram que talvez esse genial brocardo pudesse servir de pretexto para suas criminosas ações de assalto aos cofres dessa empresa, que era até há pouco tempo um dos orgulhos nacionais. Mas o primeiro passo teria que ser a criação do outro “ladrão”, na “pessoa” da Petrobrás, para ter o quê e de quem roubar, ”justificadamente”.

A descoberta de petróleo nos Estados Unidos deu-se quase ao mesmo tempo que no Brasil. Mas lá a exploração efetiva começou bem mais cedo. No Brasil, deve-se  a Getúlio Vargas, quando Presidente, encabeçando a campanha pelo “O Petróleo é Nosso”, iniciada em 1946, o impulso inicial  da exploração do “ouro negro”. Esse pontapé inicial deu-se com a lei Nº 2004, de 1953, que criou a Petrobrás para explorar no Brasil o petróleo em todas as suas etapas de produção, menos a distribuição. Dita empresa tornou-se símbolo do nacionalismo políticos e econômico e uma das maiores do mundo.

Com certeza o motivo que levou alguns grandes brasileiros a investirem na busca do precioso líquido no território brasileiro deveu-se, em grande parte, ao alto preço dos combustíveis para os consumidores, governado por empresas estrangeiras ligadas à produção e comercialização do petróleo. Sem medo de erro, pode-se afirmar que a campanha “O Petróleo é Nosso” foi a que mais mobilizou a sociedade brasileira em todos os tempos. Envolveram-se na criação da Petrobrás as melhores cabeças que o Brasil tinha à época, nunca podendo ser esquecidos Getúlio  Vargas,Monteiro Lobato e Alberto Pasqualini, dentre outros.

Sem dúvida a Petrobrás, apesar de obra do governo trabalhista (o antigo PTB), foi adotada com todo o carinho pelos governos militares que se instalaram em 1964, que mantiveram durante todo o tempo a filosofia que a inspirara. Não tinha lugar na mente dos que comandaram o país durante esse período (1964 a 1985) qualquer possibilidade de transferir ou mesmo compartilhar o mando sobre as diversas fases da exploração do petróleo com entidades estrangeiras. 

Saíram os militares, em 1985,e essa política começou a ser “amenizada”. Paulatinamente, os interesses estrangeiros começaram a ser “sócios” dos interesses nacionais. A partir de 2003, com a instalação do Governo Lula da Silva, essa nova política entreguista disparou rumo a patamares nunca vistos. Na exploração do pré-sal, por exemplo, que não foi nenhuma “descoberta” do PT, como insinuam, mas do Governo Geisel, em 1974 (não valia a pena explorar), venderam o direito de exploração  para empresas estrangeiras a preços subavaliados.

O petróleo passou a ser “nem tão mais nosso”. Outra mentira dos governos petistas é que o pré-sal seria privilégio do Brasil, quando na verdade ele está espalhado em todo o Planeta Terra. Lula afirmou certa vez que o Brasil tinha atingido a autossuficiência em petróleo. Na verdade não é bem assim. Entenda-se como “quase”.

Contudo o grande problema da Petrobrás foi ter virado as costas para os altos interesses do povo brasileiro na fixação dos preços dos combustíveis para consumo. O povo anda sofrendo verdadeiro assalto com o preço dos combustíveis na bomba. Se compararmos com os preços da gasolina praticados nos Estados Unidos,por exemplo, o brasileiro paga exatamente o DOBRO que os americanos, cotados, ambos os  preços , em dólares, considerando ainda que a renda média do americano é bem maior que a do brasileiro. Na comparação com a vizinha Venezuela, de Nicolás Maduro, essa comparação é mais surpreendente ainda. Chega a ser estúpida. Lá a gasolina custa menos que a água de beber. Não seria o caso até de cogitar a hipótese do Brasil ser incorporado e ter o mesmo governo que a Venezuela?

Esse governo que anda acampado no poder ainda tema cara tão deslavada que sempre alega a necessidade de  fixar internamente os preços dos derivados de petróleo em função da cotação dos preços internacionais, nunca nem mesmo  levando em consideração a quantidade  da produção interna. Subiu “lá fora”,instantaneamente , como num passe de mágica, a alta correspondente se vê nas bombas de combustível daqui.
Mas agora “lá fora” baixou.E bastante.

Por que aumentaram aqui, ao invés de diminuir o preço? Isso me parece ser caso de polícia. No mínimo é um deboche contra o povo. Mais ainda contra a inteligência dos que ainda a usam para pensar.

Parece, efetivamente, que as “esquerdas” venezuelanas respeitam bem mais o  seu povo e não assaltam tanto os cofres públicos como seus  “hermanos brasileños”, colegas do Foro de São Paulo.

Em toda essa dinâmica, o que se observa é um duplo assalto. A roubalheira se torna uma moeda de dois lados. A Petrobrás assalta o povo, por ordem do governo, e os governantes assaltam a Petrobrás.

Essa trágica realidade pode ser constatada numa simples análise. Existe uma COINCIDÊNCIA enorme entre os que são diretamente responsáveis pela fixação da política de preços dos derivados de petróleo no Brasil, e a “quadrilha” dos que se locupletam com a corrupção generalizada dentro  da Petrobrás. A “população” é a mesma, todos integrantes da mesma “gang” de "ladrões".

Assim, criaram no Brasil a “carteira de investimentos” mais rentável e desonesta do mundo. Os espertinhos investem e nem precisam tirar nenhum centavo do bolso para fazer essa “aplicação”. Como “eles” são os únicos que podem fixar o preço dos combustíveis, fazem-no de modo a que sejam os mais altos possíveis, com lucros astronômicos para a empresa.

Aí o mesmo “cara” que fixou os preços dos combustíveis e encheu o cofre da Petrobrás, troca de lado e sai correndo para se “avançar” na montanha de dinheiro oriunda dos preços abusivos  dos combustíveis cobrados  da população. Dá-se, então, a presença da corrupção, que assume diversos formatos para não ser detectada pelos inoperantes controles das inúmeras entidades que teriam essa função.

Não é justo, portanto, que uma empresa, a Petrobrás, que sempre foi motivo de orgulho ao povo brasileiro, seja usada por desonestos para assaltar o povo, e depois ser assaltada, cada vez que o cidadão estaciona à frente de uma bomba de combustível.


Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

2 comentários:

Loumari disse...

Para sermos livres não podemos estar em casa. Até pareço Jesus Cristo - deixa a tua família e segue-me.
(Paul Theroux)


A liberdade é o máximo a que devemos aspirar, mas o que é a liberdade sem sensibilidade e sem paixão?
(Seixas , Artur)


A liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir.
(Miguel Sousa Tavares)


O maior inimigo da liberdade é o conforto.
(João César das Neves)


A liberdade traduz-se, no dia-a-dia, em várias liberdades: de escrever; de falar; de nos organizarmos; de protestar; de apoiar; de votar; etc. Uma dessas liberdades, por vezes esquecida, é a de estar errado, de falhar, de não ter razão e, mesmo assim, de poder opinar, falar e escrever.
(Luis Campos e Cunha)




O Libertário disse...

Sociólogo, é? Advogado? Sei...Nem vale a pena comentar as coisas que esse cidadão escreveu. Na parte então que sugere que o governo do Maduro seria
melhor para os brasileiros então, só com Engov.