terça-feira, 21 de julho de 2015

A receita diminui - contraponto ao Estadão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Régis D. C. Fusaro

Peço licença ao Sr. Editorialista do Estadão para comentar um  pouco os têrmos de seu artigo (edição de 20/07/2015-A-3).

Há algum tempo, ainda quando da existência da VARIG, a empresa  recrutava  MECÂNICOS DE VÔO pois havia aeronaves que comportavam tais profissionais durante suas viagens. Os nossos POLÍTICOS poderiam ser comparados àqueles profissionais de vez que sempre assumem com a "aeronave" BRASIL em pleno vôo. Mas, se daqueles profissionais era exigido o conhecimento da mecânica específica  às aeronaves e a honradez  na execução de suas artes, a estes  deveriam ser exigidos também o conhecimento da finalidade da atuação política e igualmente a honradez no exercício da política - e aqui é que o "bicho pega" porque o PATRIOTISMO, a ÉTICA e a MORAL estariam envolvidos.

Mas, - e há sempre um "mas" em todas as histórias!, -  estes quesitos são totalmente deturpados e absolutamente desconhecidos de nossos políticos.  Os exemplos estão aí, às centenas ou aos milhares tanto que podemos batizá-los de CORRUPÇÃO ALOPÁTICA. Salvemos as honradas exceções.  Alegações sem fundamentos quando se argumenta que em outros governos sempre houve - a CORRUPÇÃO HOMEOPÁTICA! Oxalá pudéssemos contar com "MECÃNICOS POLÍTICOS" impolutos.

Tecnicamente a solução é simples e os resultados de medidas econômicas corretamente tomadas, poderiam surgir em pouquíssimo tempo - exagerando:  24 ou 48 horas, dependendo da CONFIANÇA readquirida por parte da população nos governantes de plantão.  Independentemente da reação contrária de alguns Economistas à ideia do IMPÕSTO ÚNICO - veja-se o site do Prof. Marcos Cintra, o pai da criança;  afinal com a simplificação proposta pela ideia, eliminação dos livros fiscais, eliminação da corrupção já na fiscalização e a despreocupação proporcionada à toda "entourage" contábil das empresas quanto aos recolhimentos propriamente ditos e a ECONOMIA proporcionada por todo esse desmonte, já não justificaria  qualquer "cascata" que houvesse?

E qual seria o empresário, com a veia mesmo de empresário, que se contentaria com ter seus recursos financeiros aplicados no mercado aos juros, digamos, de 0,7% quando poderiam estar produzindo algo e girando seus capitais a 5 ou 10% ao mês? Muito provavelmente a recusa à ideia se deve aos interesses de outras classes profissionais...

O governo durante todo o tempo de existência só tem tomado uma medida: ARRANCAR aos proprietários empresários e nunca ofereceu, verdadeiramente, os estímulos que pudessem animá-los. Com toda a voracidade do governo os empresários têm de SONEGAR muito mais numa atitude de SOBREVIVÊNCIA do que sonegar para negar sua contribuição a uma governança melhor.

Os governos enxutos, nos três níveis, sem tantos Ministérios, Secretarias, Aspones de todos os tipos (até mesmo aqueles que agradam seus chefes com o simples espaçamento lateral dos membros inferiores), imbuídos, consciente e profissionalmente, daqueles  três quesitos acima referidos oferecerão, seguramente, à população e a todo o empresariado maior poder aquisitivo à moeda e maior tranquilidade à toda a economia do país.  Os remédios utilizados em todas as crises sempre foram os mesmos sem que houvesse alguma novidade. E, para gáudio das Secretarias de Fazenda poderíamos mudar o título do editorial para "A receita aumenta.

Régis D.C.Fusaro é Cidadão.

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