quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Visitanta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A anta que aqui está sem companhia, foi visitar sua gringa tia.

“Tia Aunt, dê-me uns conselhos pra fingir que não estou prestes a fugir !”

Passeou de carro sem motorista (do Gogó nova conquista) aproveitando o bem bom enquanto dura, de um novo tipo de censura.

Dizendo em voz baixa e rouca: “Farinha pouca; meu pirão primeiro; que se lixe o povo brasileiro !”

“Agora que acabou o embargo, tomarei em Cuba descanso mais largo !”

Voltar a dura realidade (de nervos uma pilha), a babilônica Brasília, é tudo o que mais detesta, pois sabe que é fim de festa.

Não respeita delator, nem lei de aviso em elevador. Não verifica se o mesmo está parado no andar ou se anta pode nele entrar.

Há primas perigosas por perto: a mensalAnta e a petrolAnta.

Outras mais distantes mas que podem atacar num instante: a fifalAnta e benedesAnta.

Se esquece do ditado do urubu: Em festa de inhambu não vai jacu.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

PREPARAI A GUERRA CONTRA ELA, LEVANTAI-VOS, e subamos ao pino do meio-dia; ai de nós! que já declina o dia, que já se vão estendendo as sombras da tarde.
Levantai-vos, e subamos de noite, destruamos os seus palácios.
Porque assim diz o SENHOR DOS EXÉRCITOS: Cortai árvores e levantai tranqueiras contra Jerusalém; esta é a cidade que há-de ser visitada; SÓ HÁ OPRESSÃO NELA.
Como a fonte produz as suas águas, assim ela produz a sua MALÍCIA; VIOLÊNCIA E ESTRAGO SE OUVEM NELA; ENFERMIDADE E FERIDAS HÁ DIANTE DE MIM, CONTINUAMENTE.
Corrige-te, ó Jerusalém, para que a minha alma não se aparte de ti, para que não te torne em assolação e terra não habitada.
( JEREMIAS 6:4 )

Loumari disse...

Dizei aos justos que bem lhes irá, porque comerão do fruto das suas obras.
Ai do ímpio! mal lhe irá, porque a recompensa das suas mãos se lhe dará.
Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo; ah, povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas.
O SENHOR se levanta para a pleitear, e sai a julgar os povos.
O SENHOR vem em juízo contra os anciãos do seu povo, e contra os seus príncipes: é que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre está em vossas casas.
Que tendes vós que afligir o meu povo, e moer as faces do pobre? diz o SENHOR, O DEUS DOS EXÉRCITOS.
Diz ainda mais o Senhor: Porquanto as filhas de Sião se exaltam, e andam de pescoço erguido, e têm olhares impudentes, e, quando andam, como que vão dançando, e cascavelando com os pés:
Portanto, o Senhor fará TINHOSA A CABECA DAS FILHAS DE SIÃO, e o Senhor porá a descoberto a tua nudez.
Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite das ligas, e as redezinhas, e as luetas;
Os pendentes, e as manilhas, e os vestidos resplandecentes;
Os diademas, e os enfeites dos bracos, e as cadeias, a as caixinhas de perfumes, e as arrecadas;
Os anéis, e as jóias pendentes do nariz;
Os vestidos de festa, e os mantos, e as coifas, e os alfinetes;(broches)
Os espelhos, e as capinhas de linho finíssimas, e as toucas, e os véus.
E será que, em lugar de cheiro suave, haverá CHEIRO MAU, e por cinto, uma corda; e em lugar de encrespadura de cabelos, calvicie, e em lugar de veste larga, cilício; e queimadura em lugar de formosura.
Teus varões cairão à espada, e teus valentes na peleja.
E as suas portas gemerão e se carpirão,(prantearão, chorarão) e ela se assentará no chão, DESOLADA.
( ISAÍAS 3:10 )

Loumari disse...

Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada são proveitosas.
Furtareis vós, e matareis, e cometereis adultério, e jurareis falsamente, e queimareis incenso a Baal, e andareis após outros deuses que não conhecestes,
E então vireis, e vos poreis diante de MIM nesta casa, que se CHAMA PELO MEU NOME, e direis: Somos livres, podemos fazer todas estas abominações?
E, pois, esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de SALTEADORES, aos vossos olhos? eis que EU, EU MESMO, VI ISTO, DIZ O SENHOR.
Mas ide, agora, ao meu lugar, que estava em Silo, onde, ao princípio, fiz habitar o MEU NOME, E VEDE O QUE LHE FIZ, por causa da maldade do meu povo Israel.
Agora, pois, porquanto fazeis todas estas obras, diz o SENHOR, E EU VOS FALEI, madrugando, e falando, e não ouvistes, chamei-vos, e não respondestes,
Farei, também, a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual confiais, e a este lugar, que vos dei a vós e a vossos pais, como fiz a Silo.
E vos arrojarei da minha presença, como arrojei a todos os vossos irmãos, a toda a geração de Efraim.
Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque EU NÃO TE OUVIREI.
Não vês tudo o que andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém?
( JEREMIAS 7:8 )

Loumari disse...


A tradução deste discurso foi feita por Isabel Atalaia a partir da tradução não oficial para inglês de Stathis Kouvelakis. Em ambos os casos, as traduções foram feitas com grande urgência, por se entender prioritário difundir um discurso de importância fundamental. Por esse motivo, este texto será actualizado caso se verifique a necessidade de fazer qualquer alteração que salvaguarde a sua fidelidade ao original.

Compatriotas,
Durante estes seis meses, o governo grego tem travado uma batalha em condições de asfixia económica sem precedentes para implementar o mandato que nos foi dado, a 25 de Janeiro, por vós.
O mandato que negociávamos com os nossos parceiros visava acabar com a austeridade e permitir que a prosperidade e a justiça social regressassem ao nosso país.
Era um mandato com vista um acordo sustentável que respeitasse quer a democracia, quer as regras europeias comuns e que conduzisse à saída definitiva da crise.
Ao longo deste período de negociações, fomos convidados a executar os acordos concluídos pelos governos anteriores através dos memorandos, embora estes tenham sido categoricamente condenados pelo povo grego nas recentes eleições.
Apesar disso, nem por um momento pensámos em render-nos. Isso seria trair a vossa confiança.
Após cinco meses de duras negociações, os nossos parceiros, infelizmente, lançaram, na reunião do Eurogrupo de anteontem, um ultimato à democracia grega e ao povo grego.
Um ultimato que é contrário aos princípios e valores fundamentais da Europa, aos valores do nosso projecto comum europeu.
Pediram ao governo grego que aceitasse uma proposta que representa um novo fardo insustentável para povo grego e boicota a recuperação da economia e da sociedade grega, uma proposta que, não só perpetua a instabilidade, mas acentua ainda mais as desigualdades sociais.
A proposta das instituições inclui: medidas conducentes a uma maior desregulamentação do mercado de trabalho, cortes nas pensões, reduções adicionais aos salários do sector público e um aumento do IVA sobre os alimentos, a restauração e o turismo, enquanto elimina alguns benefícios fiscais das ilhas gregas.
Estas propostas violam directamente os direitos sociais e fundamentais europeus: elas são reveladoras de que, no que diz respeito ao trabalho, à igualdade e à dignidade, o objectivo de alguns dos parceiros e instituições não é um acordo viável e benéfico para todas as partes, mas a humilhação do povo grego.
Estas propostas manifestam, sobretudo, a insistência do FMI na austeridade severa e punitiva e tornam mais oportuna do que nunca a necessidade de que as principais potências europeias aproveitem a oportunidade e tomem as iniciativas que permitirão o fim definitivo da crise da dívida soberana grega, uma crise que afecta outros países europeus e ameaça o futuro da integração europeia.
Compatriotas,
Pesa, agora, sobre os nossos ombros uma responsabilidade histórica face às lutas e sacrifícios do povo grego para a consolidação da democracia e da soberania nacional. A nossa responsabilidade para com o futuro do nosso país.

Loumari disse...

E essa responsabilidade obriga-nos a responder a um ultimato com base na vontade soberana do povo grego.
Há pouco, na reunião do Conselho de Ministros, sugeri a organização de um referendo, para que o povo grego decida de forma soberana.
A sugestão foi aceite por unanimidade.
Amanhã, será convocada uma reunião de urgência no Parlamento para ratificar a proposta do Conselho de Ministros de um referendo a realizar no próximo domingo, 5 de Julho, sobre a aceitação ou rejeição das propostas das instituições.
Já informei desta minha decisão o presidente francês e a chanceler alemã, o presidente do BCE, e amanhã farei seguir, por carta, um pedido formal, aos líderes e às instituições da UE, para que prolonguem por alguns dias o programa actual, para que o povo grego possa decidir, livre de qualquer pressão e chantagem, como é exigido pela Constituição do nosso país e pela tradição democrática da Europa.
Compatriotas,
À chantagem do ultimato que nos pede para aceitar uma severa e degradante austeridade sem fim e sem qualquer perspectiva de recuperação social e económica, peço-vos para responderem de forma soberana e orgulhosa, como a história do povo grego exige.
Ao autoritarismo e à dura austeridade, responderemos com democracia, calmamente e de forma decisiva.
A Grécia, o berço da democracia, irá enviar uma retumbante resposta democrática à Europa e ao mundo.
Estou pessoalmente empenhado em respeitar o resultado da vossa escolha democrática, qualquer que ele seja.
E estou absolutamente confiante de que a vossa escolha honrará a história do nosso país e enviará uma mensagem de dignidade ao mundo.
Nestes momentos críticos, todos temos de ter em mente que a Europa é a casa comum dos povos. Na Europa, não há proprietários nem convidados.
A Grécia é e continuará a ser uma parte integrante da Europa e a Europa é uma parte integrante da Grécia. Mas, sem democracia, a Europa será uma Europa sem identidade e sem rumo.
Convido-vos a demonstrar unidade nacional e calma para que sejam tomadas as decisões certas.
Por nós, pelas gerações futuras, pela história do povo grego.
Pela soberania e a dignidade do nosso povo.
Atenas, 27 de Junho, 1h00.

Anônimo disse...

Faltou falar da EletroAnta e da PedalAnta. Coisas que a nossa governAnta presidAnta agarante.