sábado, 4 de julho de 2015

Mais Médicos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Francisco Américo Fernandes Neto

Os médicos brasileiros não se opõem à imigração de colegas de qualquer parte do mundo desde que se submetam a avaliação técnica, tenham proficiência em português acatem e usufruam das leis vigentes, inclusive as trabalhistas.

Com mais de quatro décadas de contínuo exercício da medicina assistencial e de docência conheci muitos colegas de várias nacionalidades. A maioria, embora sem fluência em português, demonstraram alto nível técnico científico.

Lamentavelmente a experiência com colegas cubanos, alguns com mestrado e doutorado (cubano) me alertou para o precário conhecimento técnico e a indigência cultural destes. Muitos não retornaram para Cuba, apesar de não conseguirem aprovação na avaliação brasileira, em repetidas tentativas. É assim que os atuais governantes agem. Nivelam por baixo para que não se vejam expostos pela sua boçalidade e má fé. Neste passo “trabalham” para desmantelar o sistema de residência médica nacional e a graduação de novos médicos.

Não conheço publicações médicas cubanas de valor científico (nível de evidência científica confiável) nos últimos 50 anos. Por ocasião do mestrado encontrei estudos cubanos sérios e valiosos, na área de cirurgia, datados do final dos anos 40 e início da década de 50. O que há atualmente é muita propaganda de alguns representantes da imprensa, desinformados ou tendenciosos.

Sabe-se que a medicina dita social (para o povo pobre) em Cuba consegue superar o SUS em precariedade e engodo. Há em Havana o hospital da elite do partido comunista cubano com excelente hotelaria e razoável tecnologia, mas somente para a elite do PC cubano. Muitos médicos estrangeiros de alto nível assistem neste hospital e são regiamente pagos. É o Sírio Libanês cubano.

O que o governo (desgoverno) brasileiro está fazendo é mais um irresponsável despropósito. Como dizem nossos jovens internos e residentes “a Dilma, Padilha e Mercadante, são sem noção”.  Para esse trio e corriola, o Hospital Sírio Libanês. Para o povo a medicina social corrupta e putrefeita do SUS.

No hospital público (SUS) em que trabalho, inclusive como preceptor de internos e residentes, as condições são deprimentes, abomináveis, perigosas, criminosas. Metade dos portadores de câncer morre na fila de espera ou apenas recebem cuidados paliativos, pela demora do atendimento minimamente adequado. Entretanto muitos acometidos por linfoma na mesma ocasião da Senhora Presidente (tratada no HSL), “assistidos” pelo SUS, morreram. O mesmo aconteceu com os portadores de tumor de laringe no mesmo estádio do ex-presidente. Morreram ou estão traqueostomizados.

Em Cuba se formam dois tipos de médicos: os que se graduam em seis anos e os de quatro anos. Estes são para exportação. Além de não serem adequados ao que se propõe também não contarão com suporte material e logístico do Ministério da Saúde, tal qual acontece com os médicos brasileiros. Também ficarão sem “cachorro no mato”.

Ainda haverá descarado exercício ilegal da medicina. Não são intercambistas. São trabalhadores escravos. O grosso do dinheiro terceirizado vai para o decrépito barbudo (ESTEBAN) e certamente parte voltará para a campanha política do governo (caixa dois) e para a canalha comunista do Fórum de São Paulo. Além disso, muitos desses “médicos” não perderão a chance da doutrinação ideológica comunista aos nossos compatriotas menos favorecidos intelectualmente ou simplórios e alienados políticos.

Afirmo, no Brasil não faltam médicos. Falta é honestidade de gestão e governança. O Ministério e as Secretarias da Saúde são cabides de empregos de médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde. Muitos lá estão por indicação política como “apoiadores”, “gerentes” e outras “asponagens” faturando alto e desfrutando benesses, nada produzindo de valor médico.

Por mérito dificilmente teriam sucesso no serviço público e na carreira privada. Pela via bastarda dos conchavos de gabinete, do puxa-saquismo e a indispensável subserviência conseguem o que não teriam pelo valor e direito, haja vista nossa presidente, ministro da saúde e o equivalente da “educação”. Quem lhes daria emprego?

Em alguns hospitais públicos cuja administração é sucumba aos políticos de plantão, abundam médicos e enfermeiros. Poucos trabalham. Outros, não trabalham e atrapalham. Há médicos em função leiga, pois não sabem mais medicar.

Não se vexam nem se intimidam em usar as instituições de saúde para perceberem salários pagos pelo o que não fizeram e embolsarem verbas com licitações criminosas. Há Hospitais ditos de Ensino que somente produzem propaganda enganosa ou se ministra ideologias espúrias (proselitismo político) a quem deveria receber estudo especializado.

Médico não tem ideologia. Médico tem ideal. Vi pacientes sofrerem, agonizarem e morrem enquanto se fazia festas comemorativas do Programa de “humanização” hospitalar na diretoria burocrática, no governo petista e de seus equivalentes corruptos. E o Padilha? Não explica aonde enfiou os 17 bilhões de reais do orçamento da saúde. “Vai pra casa Padilha”!  Leve o Chioro e peguem carona no barco do Caron. Hades ansioso lhes espera.

Há muito a medicina pública estertora, agoniza. Sobrevive apenas pelo hercúleo trabalho de equipes de saúde despidas de ideologias que se dedicam com extremo denodo e misericórdia, improvisando e superando o insuperável. Aproxima-se abertamente o golpe maior. O passo mais longo para o final, a almejada “cubanização” de nossa pátria. A boçalidade geral. Resistam brasileiros.


Francisco Américo Fernandes Neto é médico e professor universitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

O ideal do médico é sabotar, no SUS recebem sem comprovar expediente, danificam equipamentos, roubam instrumentos medicamentos e levam para seus consultórios, lá a consulta é 500 reais sonegam não declaram cinquenta, voltando ao SUS como gafanhotos deixam tudo um caos, furam filas de espera receitam o que dão maiores comissão e prêmios e no CRM por serem da mesma raça deixam tudo por isso mesmo. quem não gostou tente fazer uma denuncia...