sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Estrôncio e o Seu Leôncio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Seu Leôncio é o parente mais chegado da onça.

Educadíssimo, respeitoso e reverente, jamais ousou ser impertinente.

Mas diante das últimas revelações na imprensa, foi vencido pela curiosidade, e, timidamente, quase sussurrando, perguntou sobre o que a tia pensa:

“Tia Leôncia, a senhora não está com Alzheimer, não?

- ”Menino olha o respeito!

“Pergunto sobre o malfeito. A senhora vai tolerar?

- ”Menino, menino! A melhor qualidade desta tia é esconder de todos qual será o dia”.

“Mas...

- ”Quieto, já disse. Insistir é tolice (falou enfezada, quase lhe dando uma dentada).

“Até logo! Lembranças ao tio Tigre. Espero que com ele a senhora não brigue”.

Por que o Estrôncio combina com Seu Leôncio?

Vai além da rima. A Wikipedia informa que o estrôncio é um elemento químico de símbolo Sr de número atômico 38 e de massa atômica igual a 87,6 u. À temperatura ambiente, o estrôncio encontra-se no estado sólido. É um metal alcalino-terroso da Classificação Periódica dos Elementos.

Detalhe fundamental: Estrôncio entra na composição de fogos de artifício.

Seu Leôncio poderá soltar, quando a Onça fizer seu trabalho...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

Os Inimigos do Progresso

O progresso que se deseja hoje é algo que dependerá mais da vontade individual do que dos prodígios impessoais dos mercados.

A miséria e a ignorância são dois travões ao desenvolvimento.

Hoje, nenhuma pobreza é casual ou inevitável, porque existem os meios que permitem garantir a total erradicação da indigência. A que existe é fruto de uma decisão maioritária de vontades individuais. Alguns julgam que será consequência da ação dos mercados que, ao selecionar e premiar os melhores, filtra e castiga os que têm menos capacidades de contribuir para o sucesso tal como o entendem alguns; outros preferem apontar como causa da pobreza a existência de gente rica, logo, a solução passaria, para estes, por eliminar as camadas sociais mais abastadas. Entre tanta discussão não fazem nada, e quase unanimemente condenam quem o faz.
A ignorância é um mal. A liberdade supõe o privilégio até de errar, mas sempre dentro de um quadro com todas as opções. Quem não sabe, não pode escolher bem. Só há liberdade com conhecimento. Mas há muitos que julgam que só serão livres enquanto não o formos todos...

Se em vez de nos sentarmos a divagar nos levantássemos e, sem justificações ou teorias, dessemos pão a quem tem fome e saber a quem não sabe, o verdadeiro progresso aconteceria de forma lógica. Não se trata de dar tudo a todos mas, tão-só, de garantir que a ninguém falta o mínimo.

Hoje, muitos são os que tendo pão e ciência decidem viver longe da sua essência humana, justa e humilde. Gente miserável e ignorante. São eles a asneira que impede o progresso.

"José Luís Nunes Martins, in 'Filosofias - 79 Reflexões'
Portugal n. 14 Mar 1971
Filósofo



Loumari disse...

Hoje já não é o homem que comanda o progresso - é o progresso que o puxa, o subjuga, o escraviza.
"José António Saraiva"



O divórcio entre o progresso e as pessoas, a impossibilidade que a maioria já mostra para o acompanhar, alheando-se da realidade, será um sinal de que está perto o dia em que já não será possível acelerar mais. Para uns será o Apocalipse; para outros simplesmente o início de uma nova era.
"José António Saraiva"


Infelizmente, o progresso não faz crescer o bom senso.
"João César das Neves"



O progresso nunca é ordeiro, calmo, planeado, mas uma permanente convulsão de criatividade e empreendimentos. Os sucessos são sobreviventes de muitas ideias que, apesar de boas e originais, ficaram pelo caminho.
"João César das Neves"



Todos gostamos dos avanços e melhorias, mas ninguém aprecia a concorrência e confronto, tentativas falhadas e ensaios perdidos, toda a luta pela novidade, que, afinal, é a origem do progresso. Este é o drama do nosso tempo.
"João César das Neves"



Os maiores desastres do século XX foram gerados por pessoas e grupos autonomeados progressistas e donos do futuro. Quando alguém, iluminado pelas forças da modernidade, despreza a realidade que o rodeia como obsoleta e tacanha, impõe sem contemplações as suas opiniões. Então surge o horror. Não é preciso ir longe para encontrar exemplos devastadores deste erro.
"João César das Neves"