quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tuberculum Sapiens


Poesia no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ari Antônio Guindani

Do cérebro de minhoca
Na ignorância sem fim,
Não sabe se diz mandioca
Ou se chama de aipim
Porralouca, não se toca
Abre a boca – é só besteira,
Não sabe se diz mandioca
Ou se fala macaxeira
Numa ciranda sem fim
No meio da pororoca,
Decerto comeu capim
Pensando que era paçoca
Mas, vejam, não é fofoca
Nunca se viu coisa assim,
Não quer nem saber de troca
No seu trono de marfim
E ao povo, o que lhe toca?
Numa quadra tão ruim,
Pode até faltar mandioca
E acabar o aipim
A nação vai à matroca,
Vai rolando na ladeira
E, numa espiral sem fim
Periga faltar mandioca,
Sumirem com a macaxeira
E também faltar o aipim.


Ari Antônio Guindani, de Fraiburgo/ Santa Catarina, é Contador, Professor, Corretor de Imóveis e Consultor.

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