segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Antite de Afrodite


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

“Uma Anta! Meu reino por uma Anta!” gritou a deusa em desespero.
Viu que lhe crescia o nariz; seu destino estava por um triz.
Procurou disfarçar-se de anta e para tal precisava de um exemplar da espécie.

Desceu do Olimpo a procura de Teseu, para aprender a domar um touro pelos chifres.

Vai ao planalto central em busca do formidável animal (a Anta).

Não passou pelo labirinto verde (foncé) por falta do fio de Ariadne. Olvidou-se do pai de merdandante que a dissuadiria num instante, enrolado que está e sem defesa, com a própria pata presa. Por causa de empresa de outro filho, vai ajoelhar no milho.

Clamou então por Zebedeu, porque ninguém mais a iluda, e pasma ficou ao saber que não estava mais na papuda.

Telefonou então para Cristina (mais afeita às aves de rapina) e informou-se:” De quais esperanças te nutres ao deparar-se com um bando de abutres ?”

A outra de seu poder já no ocaso, disse-lhe: “De las leyes no hagas caso!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

A Serenidade

A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.
O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade.

Hermann Hesse, in 'O Jogo das Contas de Vidro'

Anônimo disse...

Foro de São Paulo ameaça Brasil


http://radiovox.org/2015/08/31/foro-de-sao-paulo-ameaca-intervir-no-brasil-em-favor-da-narcoditadura-do-pt/