segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"Caso Necessário"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O ex-presidente Lula declarou recentemente que poderia candidatar-se em 2018, "caso necessário". 

Após protagonizar, quando eleito em 2002, a maior armadilha eleitoral de todos os tempos; 

desenvolver um padrão de governo populista durante o qual acentuou o "nós e eles", embora, depois que assumiu o poder descambou mais para o grupo do "eles", detentor hoje de grande fortuna; 
ser ignitor dos maiores esquemas de corrupção de todos os tempos, também suspeito de neles estar envolvido diretamente, apesar dos reiterados "eu não sabia"; 

determinar uma política externa que deveria ser de estado mas virou instrumento de poder partidário e que, por isso, submeteu o país a vários constrangimentos diplomáticos e o tirou do fluxo do grande comércio internacional; 

usar, como corolário dessa mesma diplomacia de botequim, o dinheiro do povo brasileiro para financiar a construção de portos  em países ideologicamente alinhados com o governo mas não com a sociedade, mediante influência sua com grandes empreiteiras; 

depois de tudo isso, surge a pergunta: qual o significado que Lula tentou dar à expressão " caso necessário", em sua declaração?


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

5 comentários:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Militares da linha Fabianista promoveram e fizeram a merda nacional em que o Brasil hoje está atolado, agora como Madalenas Arrependidas posicionam-se contra o que criaram, sem mínimo pudor ou vergonha, e por isso não merecem respeito ou que suas palavras sejam consideradas honestas; são canalhas e melancias.

Otaviano Nunes disse...

Venha para a rua falastrão. Encare o povo, ouça o povo seu bravateiro meia cana.
Vamos ver se tu é homem mesmo.
Gritar impropérios para uma platéia amestrada é muito fácil. Os tempos são de mudanças, seu discurso mentiroso e cheio de ódio contra os ricos (classe esta a qual o Sr. pertence)não convence mais. Seu tempo acabou, convença-se disto e aceite. Vá viver o ocaso de vida que o cancer ainda lhe concede. Deixe-nos em paz.
Mas, caso necessário, volte! Volte e explique seus crimes para o pais!

Anônimo disse...

DEIXA DE SER TROXA,2002,2006,2010,2014,2018, A UNICA ARMADILHA QUE ESTOU VENDO É UM PLANO DE SABOTAGEM CRIADO PELA SUA QUADRILHA, SE VOCÊS NÃO TIVESSEM CAGADO TANTO O POVO JÁ TERIA ARRISCADO EM OUTROS... QUANDO ESSAS MERDAS QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO VIEREM A TONA, DAI SIM É QUE ELES NUNCA MAIS SAIRÃO DO PODER...

Anônimo disse...

De parabéns os idealizadores do bonecão PIXULEKO! Faltou somente deixar umas das mãos com 4 dedos . Deveria se criar adesivos desse boneco para as pessoas usar em seus carros e se lembra do homem que arruinou o Brasil!

Loumari disse...

Uma antiga lenda norueguesa narra o episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.



Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.

Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.

Ajoelhou-se diante da cruz e disse:

- Senhor, quero padecer por vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-vos na Cruz.

E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.

O Senhor abriu os lábios e falou. As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras:

- Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição. - Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon. É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!

- Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.

Haakon respondeu:

- Prometo-o, Senhor!

E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.

Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon.

Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.

Certo dia, porém, chegou um rico. Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou.

Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico.

E também não quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.

Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Como não encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela; voltou-se para ele e interpelou com raiva:

- Dá-me a bolsa que me roubaste!

O jovem, surpreso, replicou-lhe:

- Não roubei nenhuma bolsa!

- Não mintas; devolve-me já!

- Repito que não apanhei nenhuma bolsa! O rico arremeteu furioso contra ele. Soou então uma voz forte:

- Pára!

O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.

Este ficou aniquilado e saiu da ermida.

E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.

Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:

- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.

- Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?

Trocaram de lugar. Cristo voltou a ocupar a cruz e o eremita permaneceu diante dela.

O Senhor continuou a falar-lhe:

- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem. O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro e fez bem em levá-lo;

quanto ao rapaz que ia receber os golpes, a suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou. Tu também não sabias isto; mas eu sim. E por isso me calo.

E o Senhor tornou a guardar silêncio.



Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Deus se cala?

Muitos de nós quereríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio.

Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.

O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.

Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente:

"Confia em mim, sei o que é preciso fazer!"