sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Clarim, toque "ao combate"!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Cesar de Castro

Os toques de corneta e clarim tocam fundo nossa alma de soldado. Entre tantos que atendemos com vibração, um é obedecido apenas uma vez na vida, quando somos incorporados e nos comprometemos com os valores militares. Nos quartéis, é dia de festa, compartilhada com convidados do comando e nossos familiares, cujos olhares se voltam para nós.

O momento é inesquecível: admiramos a Bandeira que se desloca e posiciona-se bem à nossa frente. O clarim toca “Em Continência à Bandeira, Apresentar Arma!”. O porta-bandeira desfralda o pavilhão nacional e nós, braço direito estendido horizontalmente à frente do corpo, prometemos: cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estivermos subordinados; respeitar os superiores hierárquicos; tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados. Prometemos, também: dedicar-nos inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderemos com o sacrifício da própria vida. A emoção e o entusiasmo nos dominam, somos soldados do Exército Brasileiro! Convidados e familiares participam de nossa alegria e nos aplaudem.

Aquele compromisso nos motiva para sempre, na ativa e na reserva, em atividades militares e civis, militares de carreira ou temporários, todos cidadãos brasileiros. Identificamo-nos com os irmãos de armas da Marinha e da Aeronáutica que prestaram igual juramento. Orgulhamo-nos de integrar instituições nacionais, permanentes, regulares e organizadas com base na hierarquia e na disciplina.

O povo brasileiro nos recompensa destacando-nos como as instituições nacionais de maior índice de credibilidade, fenômeno comprovado por sucessivas pesquisas de opinião, desde o século passado. Rejubilamo-nos por: proteger nossas riquezas e cuidar de nossa gente; ser braço forte e mão amiga; ser asas que protegem o Brasil; e ser fator de integração nacional. Invictos, conservamos a fé na missão, motivados por inabalável amor à Nação e a nossas forças armadas.

Versos da canção da Academia Militar das Agulhas Negras nos inspiram a multiplicar o patriotismo e o civismo além dos muros da caserna: “Irmãos brasileiros, formai entre nós. Brasileiros sois todos vós. Amor ao Brasil, amor à Bandeira, seja o lema da mocidade brasileira”. Lá no íntimo, a voz da consciência nos alerta que é preciso praticar o juramento dia a dia, ou seja, servir à Pátria por meio de integral cumprimento do dever militar e, pelo exemplo de cidadão, estimular outros compatriotas a nos imitar. A causa é nobre e estamos à altura do desafio. Mãos à obra!

Temos consciência de nossa responsabilidade perante a história. Preservamos o legado glorioso de nossos heróis, militares e civis, oficiais e praças, homens e mulheres, vencedores em conflitos internos e externos, remotos e recentes. A coragem e o sangue dos bravos – vários anônimos – nos motivam e fortalecem o amor à profissão das armas. A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor, porém se a Pátria amada for um dia ultrajada não hesitaremos em empregar a espada e a baioneta, o fuzil e a metralhadora, o canhão e o obuseiro, a lança e o golpe-de-mão. Ai daqueles que ousarem ameaçar a integridade, a honra e as instituições nacionais. Amamos a profissão das armas e, a exemplo de Caxias, estaremos na vanguarda a bradar: “Sigam-nos os que forem brasileiros!”.

Adestramo-nos continuamente e operamos no amplo espectro. Exibimos garbosamente em nossos uniformes de combate a Bandeira perante a qual nos comprometemos. Conservamos imaculados nossos corações e mentes a despeito da intensa propaganda de antivalores que assola a civilização cristã-ocidental. Inspirados no passado de glória, firmes no presente, preparamos as forças do futuro mediante ousado processo de transformação. Para operar com eficácia hoje e amanhã dedicamo-nos ao aprimoramento técnico-profissional nos domínios cognitivo, psicomotor e afetivo. Pensamos como guerreiros da Era do Conhecimento e nos preparamos para agir com iniciativa, criatividade e flexibilidade a fim de vencer os desafios militares do futuro.

Admiramos nossos camaradas que, após deixarem o convívio diário dos quartéis, mantêm unida e vibrante a reserva atenta e forte. São multiplicadores dos valores das Forças Armadas que, assiduamente, desfilam conosco em solenidades cívicas e militares, entoam as canções de suas armas e unidades, umedecem os olhos com as lágrimas da saudade e conservam a têmpera dos eternos combatentes que transmitem suas experiências às atuais gerações. Como é bom abraçá-los e tê-los na família dos marinheiros, dos soldados e dos aviadores.

Aquele inesquecível toque de “Em continência à Bandeira, Apresentar Arma!” deve nos recordar que a hierarquia e a disciplina estão presentes no respeito aos superiores hierárquicos, assim como a lealdade e a camaradagem, na afeição aos irmãos de armas e na bondade de trato com os subordinados. As palavras do juramento foram aplaudidas, o que é pouco, muito pouco. A vida militar exige internalizar, praticar e difundir, diária e eternamente, os valores com os quais nos comprometemos. Assim, urge comandar ao clarim que toque: “Ao Combate!”.


Paulo Cesar de Castro é General de Exército, na reserva.

3 comentários:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Os Homens, e aqui é genericamente falando, mas inclusive e especialmente aqueles das FFAA, perderam de vista que precisamos prestar continência não à Bandeira, mas a DEUS O SUPREMO ARQUITETO, tão falado, mencionado, comentado, mas especialmente desprezado no cotidiano.

Esqueceram os Homens, civis e militares, de que existe ALGUÉM, um SER superior que é quem comanda tudo, dirige tudo, e enquanto permanecerem na negação da DIVINDADE prestando continência a um pedaço de pano que simboliza a Pátria, não prestando respeitosa e reverente homenagem ao SUPREMO ARQUITETO, não sairemos do lodo, e a vaca continuará indo para o brejo.

Loumari disse...

O que está a ocorrer no Brasil é para causar espanto a todos outros filhos de Portugal.
Estamos todos no estado de incompreensão total se nos focalizarmos na situação qual o Brasil caiu!

Como é isso possível que um país do tamanho continental, pela sua superfície é o gigante impressionante, e pelo número da população sua é de causar vertigem, mas, como é isso que Brasil foi tomado e possuído por um minúsculo país como Cuba sem sequer este ter tido a necessidade de disparar uma so bala? E nas calmas Cuba conquistou o Brasil e sem esforço nenhum fez dele uma província de Cuba? La Havana, ordena e Brasília executa o que o mestre supremo ordenar. E Brasília deixou de ser capital da Nação brasileira e se tornou em apenas uma sede administrativa da nação cubana.

De onde Cuba arranjou o dinheiro que permitiu fazer a aquisição de Helicopteros novos, aviões caças novos, misseis de longo alcance, o tudo fabricação Russa, e o arsenal todo foi desembarcado no fim do ano passado em Cuba de um navio Norte Coreano?

Entende agora, por que foi o empenho de construir um porto novo com todos os equipamentos modernos em Cuba? Hoje o destino de Brasil se decide em Cuba.

Brasil a nação que entregou sua autoridade a Besta.

Se lessem a Bíblia, teriam compreendido tudo isso.

Mas este povo em vez de procurar estudar e compreender as coisas não, eles se obstinam a combater o que não conhecem, julgando-se sábios. Se sois tão sábios como é isso que foram golpeados e vencidos sem sequer se darem conta? Se vós tivésseis aplicado o vosso empenho na busca da verdade nenhum mal vos surpreenderia, estariam advertidos.

AGORA OLHEM PARA VÓS? DE QUE TAMANHO É A VOSSA VERGONHA AOS OLHOS DO MUNDO TODO? Onde está a vossa superioridade? JÁ ESTÃO REDUZIDOS AO ESTADO DE ESCRAVOS. ESCRAVOS DE CUBANOS. Na vida mais vale ser pobre e honrado, do que ser o que vieram a ser: SÃO UM VERDADEIRO ESCÁRNIO.

Lucia disse...

Nossa, General, que bonito o seu texto repleto de civilidade e amor à pátria.
Fiquei muito comovida ao lê-lo. Senti o mesmo orgulho que o sr.
Amo muito este país, e estou revoltada com o que fizeram com ele.