quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Exército, legado e sagrado compromisso


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Eduardo Dias da Costa Villas Bôas

Servir à Pátria é o sagrado compromisso dos integrantes do Exército Brasileiro. A adequada compreensão e a incondicional dedicação a essa nobre missão é o legado maior que nos deixou Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, cuja sua vida é uma história de renúncia, coragem e patriotismo

Chefe militar invicto e cidadão inatacável, tornou-se Patrono do Exército Brasileiro não apenas pela grandeza de suas conquistas na luta pela independência, na manutenção da integridade nacional ou nas campanhas do Prata, mas também pela visão de estadista com que cuidou da reconciliação dos brasileiros nas lutas fratricidas que pacificou, e pelo respeito e dignidade que dedicou àqueles que derrotou nos conflitos externos.

A trajetória deste grande general ensina aos soldados de todos os tempos que a grande e generosa nação que almejamos todos exige a permanente vigilância pela sua integridade e impõe a capacitação de suas Forças Armadas para garantir seus interesses e assegurar sua soberania.

À integridade territorial construída por Caxias seguiu-se a obra ainda por terminar da integração de todas as regiões do País à vida socioeconômica brasileira.

Nessa epopeia, ninguém superou Cândido Mariano da Silva Rondon, o marechal Rondon, militar e sertanista que no início do século passado desbravou os mais inóspitos sertões para unir o Brasil pelas linhas telegráficas, mapeou territórios selvagens e demarcou nossas fronteiras. Seu espírito humanista garantiu que as comunidades indígenas até então desconhecidas tivessem respeitadas suas culturas e sua integridade. Mato-grossense descendente de índios bororós e terenas, cunhou a frase imortal que foi sua divisa no trato com os silvícolas: “Morrer se preciso for, matar nunca”.

A continuidade desse esforço nos nossos dias pode ser vista no entusiasmante trabalho de nossos soldados que, longe de tudo e contra todas as dificuldades, representam o Estado brasileiro nos mais remotos pontos das nossas fronteiras, levando, juntamente com a nossa Bandeira, a mão amiga para socorrer aquelas longínquas populações.

Esse ideal de integração territorial, que outrora motivou portugueses a construírem mais de 60 fortes para rechaçarem as investidas de espanhóis, holandeses, ingleses e franceses, permanece vivo nos projetos estratégicos que hoje impulsionam o Exército para o futuro.

Com esse propósito a Força Terrestre conduz o arrojado Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), para ampliar o controle da nossa extensa faixa de fronteira, aliando recursos de alta tecnologia desenvolvidos por empresas nacionais à concepção que integra as ações das Forças Armadas com todos os órgãos responsáveis pela segurança pública e de fiscalização, nas três esferas do poder.

O Sisfron, apoiado numa extensa e sofisticada rede de sensores, interligados a sistemas de comando e controle, por sua vez conectados às unidades operacionais com capacidade de resposta em tempo real, permitirá um salto de qualidade e eficiência na melhoria da vigilância daqueles limites internacionais para o combate aos delitos transfronteiriços, a par de importantes benefícios sociais, como controle ambiental, informações climáticas, alerta e atuação em desastres naturais, educação, saúde e vigilância sanitária, entre outros.

A tradição vitoriosa herdada de Caxias prossegue inviolada até os nossos dias, honrada pelos pracinhas que há 70 anos cruzaram o Atlântico na gloriosa campanha da Força Expedicionária Brasileira em campos italianos, pelos milhares de soldados que desde 1948 cooperam para a paz mundial nas missões das Nações Unidas ou da Organização dos Estados Americanos e por aqueles que devolvem a cidadania usurpada aos moradores de comunidades antes dominadas por organizações criminosas.

Esse cidadão fardado, o seu Soldado, que representa a força da nossa Força, sustentado por valores culturais, morais e éticos cultuados pelo povo a que serve e protege, pavimenta o sólido percurso que permite à instituição gozar de elevados níveis de confiabilidade perante a sociedade.

Dessa forma, o Exército faz-se presente no cotidiano da nossa gente, com responsabilidade e competência, atuando em resposta às demandas conjunturais que lhe exigem a presença, como na condução da Operação Pipa, na pacificação dos complexos do Alemão e da Maré, no socorro à população diante das calamidades, no combate à dengue e nos eventos de singular importância e de visibilidade internacional, como a visita do papa na Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo e, no próximo ano, a Olimpíada.

O Exército de Caxias, fiel ao que preceitua o artigo 142 da Constituição federal, é o instrumento capacitado, juntamente com a Marinha de Tamandaré e a Força Aérea de Eduardo Gomes, a garantir a normalidade do ambiente propício ao desenvolvimento, no qual a verdadeira democracia, despojada de adjetivos ou condicionantes, e a visão generosa dos homens e das mulheres de bem em torno da prevalência dos interesses nacionais criem o ambiente de oportunidades que induzirá a prosperidade que tanto perseguimos.

A ação do Exército foi, é e sempre será orientada para a defesa de nossa soberania e da sociedade a que servimos, pela manutenção da integridade territorial e garantia da estabilidade social, na senda da legitimidade que o respeito à legalidade conquista.

Em breve retorno aos feitos de Caxias, constatamos que o Exército Brasileiro mantém a sua missão constitucional como farol, fiel ao sagrado compromisso com a Pátria, sempre ao lado da sociedade e em perfeita harmonia com os valores que caracterizam desde sempre a instituição.


Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, General de Exército, é Comandante do Exército Brasileiro. Originalmente publicado no Estadão, página 2 (Opinião) em 25 de agosto de 2015.

5 comentários:

Anônimo disse...

A missão de nossas forças armadas sempre foi o sacerdócio de proteger nossa Pátria, mas algumas coisas me fazem pensar divinamente nos dias de hoje. Até porque me pergundo, que tipo de forças armadas entrariam no teatrinho, de uma incompetente e ao invés de cuidar de coisas sérias, desfilaram nas ruas em pró de copa do mundo. Foi tragicômico ver para que usam nosso exército e outros, tanques de guerras nas ruas, vigilâncias terrestres, aéreas, um verdadeiro aparato para fazer o povo aceitar uma copa do mundo que na verdade foi apenas a cortina para encobrir lavagem de dinheiro, quem sabe até intimidar o povo mostrando que trata nossas forças armadas como bonequinhos de chumbo. Lamentável, forças armadas mostrem para que vocês existem, se façam respeitar por atos dignos e maiores do que os caprichos de uma terrorista no cargo de incompetenta.
A//C anti comunismo

Loumari disse...

Li aqui neste artigo o seguinte:
"Esse ideal de integração territorial, que outrora motivou portugueses a construírem mais de 60 fortes para rechaçarem as investidas de espanhóis, holandeses, ingleses e franceses, permanece vivo nos projetos estratégicos que hoje impulsionam o Exército para o futuro."

E o que fizeram com esta maior conquista dos portugueses?
Sem a mínima vergonha, a entregaram de mão-beijada a Cuba. Aquela maior conquista dos homens valentes portugueses que vos foi legado dando-vos uma riquíssima herança, vocês a cederam ao filho bastardo do espanhol.
Digo filho bastardo porque Fidel Castro é o filho que o espanhol Ángel Castro Argiz teve com a sua empregada doméstica. Mas a criança foi registrada e criada pela esposa de Angel Castro Argiz, Lina Ruz Gonzales, natural de Ilhas das Canárias - Espanha.
Hoje aquela maior conquista dos portugueses já foi feito província de Cuba. Os brasileiros trabalham e pagam impostos para que vão sustentar La Capital La Havana.
Até o minúsculo e pobre Bolívia ousa com o peito bem levantado proferir ameaças ao gigante Brasil. Porque ele sabe que no que resta dos homens neste país son unos PENDEJOS. Brasil, o gigante Golias. Gigante em tamanho mas PROFUNDAMENTE BRUTO.
Olhem para o tamanho de Portugal e olhem para tamanho do que eles conquistaram?
E tem havido aqui filhos da puta que ousam insultar os portugueses. Estão hoje feitos escravos da minúscula Cuba para a vossa maior vergonha. Se é que sabem que coisa é envergonhar-se.

aurelio. disse...

Está aí um artigo que poderia ter sido escrito há 50 anos atrás, não duvidaria disso, talvez o gal. Villas Boas tenha copiado de algum cadete desta época.

Anônimo disse...

Sibá Machado confessa que “reforma de ministério” é golpe para engabelar otários e manter os benefícios da cumpanheirada

http://lucianoayan.com/2015/08/25/siba-machado-confessa-que-reforma-de-ministerio-e-golpe-para-engabelar-otarios-e-manter-os-beneficios-da-cumpanheirada/

Anônimo disse...

Eu tenho nojo de CALHORDAS como esse. Nojo! Efetivamente, ânsia de vômito. Textinho nariz-de-cera, só bravataria e auto-elogio. Bando de merdas.