sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Lições da Alemanha


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Novamente a Alemanha entra em campo. Não se assustem! Não é o time de futebol campeão do mundo. Mas sim a equipe comandada pela competente ministra Angela Merkel, em visita ao Brasil. O que podemos e devemos extrair de lições da cultura alemã no dia a dia?

Em 50 anos os alemães saíram da penúria da guerra e se tornaram a Nação mais respeitada e forte da Europa. Juntamente com a França exerce o controle das finanças do modelo da unificação e não brinca em serviço quando se trata dos interesses difusos ou coletivos da população.

O marido da Angela viaja em avião de carreira. Ele e ela não realizam despesas em cartões corporativos e levam vida austera. Povo maduro e preparado para viver as vicissitudes do pós guerra, ao passo que no Brasil,
em 5 séculos não saímos do lugar. Patinamos - e o pior - a economia experimenta voo de galinha, com a queda da produção industrial, acentuada inflação, fechamento de vários pontos comerciais, e a moeda norte americana oscilante.

A viagem programada de Angela Merkel tem vários pontos de acordo de cooperação, inovação industrial, pesquisa marinha, cadastro rural único, popularização da ciência e a questão climática da Amazônia em relevo. Essa discussão reabre o caminho da novidade e do investimento em ciência
e tecnologia, o estudo de fontes de energia renováveis , a diminuição do efeito estufa, e variantes que nos aproximam de índices mais aceitáveis em relação ao primeiro mundo.

Enquanto o Brasil atravessa uma crise descomunal que abala as estruturas
e alicerces, verdadeira metaformose dos seus modos de produção, de investimento, o nosso modelo empresarial ainda continua a desejar e muito. Recente informe nos dá conta que o Banco do Brasil fez empréstimo de 3 bilhões para o setor das montadoras e também a CEF faria aporte para entidades empresariais, o que gerou insatisfação do Ministro da Pasta das Micro e Pequenas Empresas reivindicando melhor tratamento para quem contrata e produz no setor empresarial.

Com razão, não podemos manter, em absoluto, essa assimetria capitalista, quando os empresários ganham está tudo muito bem, levam em conta a desoneração, redução ou isenção de impostos, mas, quando a maré está baixa, vão bater à porta do governo em troca de alguns benefícios que
não socorrem a maioria da população ou empresas de menor expressão no cenário local ou internacional.

A principal lição que devemos aprender e conviver é um capitalismo de risco, tal qual na Alemanha, cuja lei de insolvência é pouco utilizada, devido
aos fatores conjunturais de planejamento, livre concorrência e mercado. Consequentemente a Insolvenzordnung é um conceito tradicional que tem variantes e dentro do seu espírito o plano de salvamento não é algo estratosférico ou surrealista. O juiz pode dar prazo para emenda e se não estiver convencido da viabilidade decreta no ato a falência da empresa.

Entre nós, ao contrário, os planos são extremamente abstratos e destoantes da realidade econômica, enquanto as instituições financeiras
viram as costas e querem recuperar seus créditos, e executam a torto e a direita os garantes solidários.

Deixaremos de ser uma das dez economias do planeta se insistirmos nos mesmos erros do passado. Precisamos olhar o futuro, as Nações de primeiro mundo, tal como a Alemanha que representa uma forte industrialização e não há abuso do controlador ou falcatruras nas empresas.

São rarissimas as hipóteses, na medida em que se faz uma representação proporcional no seio societário. Em alguns setores temos a Co gestão Mitbtestmung, o que retira do controlador a exclusividade do comando majoritário e impenetrável.

Muito temos que caminhar e aprender com a sociedade desenvolvida alemã na qual se gera riqueza para o benefício da sociedade e não de poucos ou alguns, já que se tem em mente os absurdos da guerra, a fome, a miséria, a inflação, fatores predipostos ao estado de caos e desagregação do tecido social.

Entretanto, o esgarçamento do tecido social brasileiro tem como fator marcante o Estado que não é forte, nem suficientemente preparado para enfrentar aos grandes desafios da modernidade. A par de concentrado esforço para infra estrutura e planos de modernização, fato é que não temos serviços públicos, bons transportes ou qualquer custo benefício à altura do que recebemos.

Em outras palavras, pagamos preços de primeiro mundo para serviços de último mundo. Não é sem razão que a nossa decadente bolsa de valores apresenta quedas acentuadas, que os mercados estão definhando e os investidores batendo em retirada.

Em poucos dias mais de 3 bilhões de dólares evaporaram nas mãos de fundos estrangeiros que não toleram a incerteza ou insegurança dos negócios. E para que o Brasil mude radicalmente sua posição precisamos nos adaptar, em todos os níveis e sentidos, com a tolerância zero, a começar da corrupção, do estado leniente, da sociedade complacente, do povo desunido e da pátria órfã.

E a reconstrução do Estado Brasileiro, não pode ser adiada, é um papel que recomeça a cada dia se tivermos perspectivas de ambicionarmos ser uma Alemanha amanhã.

A goleada sofrida de 7 a 1 na Copa do 2014, ao que tudo indica, não valeu de lição, mas dizem que é no sofrimento que se consolida algo de positivo.

Oxalá com a cultura e educação nortes da sociedade moderna, o Brasil não vagueie sem rumo e encontre seu presente para um futuro menos desgastante da realidade contemporânea.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

6 comentários:

Anônimo disse...

Por a causo na Alemanha, o judiciário apoiaria golpes e faria vistas grosas para um plano de sabotagem, NOS TRÊS PODERES??? SE O TJSP FOR O MELHOR DO BRASIL FICO IMAGINANDO OS OUTROS, NAS ELEIÇÕES TENTE DENUNCIAR PARA UM JUIZ UMA CAMPANHA IRREGULAR, VOCÊ FUJA POIS O JUIZ CONTA QUEM DENUNCIOU E NÃO DA EM NADA, PROMOTORES ESTÃO DE MÃOS ATADAS,POIS OS JUIZES ENVOLVIDOS COM A MAFIA ESTÃO DANDO NA CARA, PROTEGENDO TRAFICANTES,BICHEIROS CONTRABANDISTA E TODO TIPO DE CRIMINOSOS QUE FAZEM PARTE DA MAFIA,O JUDICIARIO ESTÁ DANDO COBERTURA PARA VEREADORES E PREFEITOS NA ESFERA CIVIL E CRIMINAL. FAZEM COM QUE AREAS SEJAM LEGALIZADAS DE MANEIRAS DUVIDOSAS. O SR. DESEMBARGADOR COMO HOMEM HONRADO QUE É, DEVERIA DENUNCIAR ESSES CRIMES PROTEGIDOS PELO JUDICIARIO, E CRIAR UMA POLICIA ESPECIALIZADA PARA OS BANDIDOS DE TOGA...

Anônimo disse...

Na Alemanha, limparam o tal rio, em São Paulo o nosso é usado como tubo de esgoto, um plano de sabotagem estão provocando o caos no estado e a ordem é para secar as represas jogando agua limpa e tratada fora durante 24 hora, nas cidades estão jogando, remédios, merenda, materiais de todo tipo, quebrando todo tipo de equipamento, as policias fazendo vistas grossas para traficante, bicheiros, contrabandistas, e todo tipo de criminosos, tudo em uma tal de operação tartaruga comandada pelo judiciário, os fiscais pararam de multar quem sonega, agora eles fazem acordos para não autuar ninguém fazendo com que a carga tributaria chegue a cair lá em baixo, os sonegadores estão no céu. A incompetência e a corrupção no judiciário em todas as esferas acaba com os sonhos de qualquer cidadão, cego, surdo, mudo e imundo, mesmo assim para mim a Alemanha e toda Europa estão no fim enquanto o brasil agora que está começando. Sr. DESEMBARGADOR A GALINHA DO VIZINHO NEM SEMPRE É MAIS GORDA QUE A NOSSA.

Carlos dePaula disse...

O nosso problema é o excesso de Estado. Reconstruir, no meu
entender, seria aumentar o que já é excessivo. Temos é que
desmontar esse Estado mastodonte e dar mais autonomia a
sociedade. O Estado não cria riqueza, extorque de quem
produz para se auto-sustentar e subsidiar os seus escolhidos.
A tendência de todo Estado é crescer até sufocar a sociedade, por isso
deve haver um controle rigoroso da sociedade sobre o Estado.
Temos que limitar o crescimento dos parasitas,
principalmente os da espécie política.

Anônimo disse...

O brasileiro esperto aprendeu muito com a derrota para a Alemanha no futebol.
Na próxima Copa do Mundo, vai investir milhões de dólares na formação de árbitros estrangeiros, para garantir o "pênalte amigo salvador".
É o jeitinho brasileiro, que não desgruda de ninguém neste país de mierda! É lógico que existem as exceções, mas só para confirmar a regra de que a formação do brasileiro é desonesta, mesmo.
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A senhora Angela Merkel que segure muito bem sua bolsa, e não use jóias autênticas, enquanto durar sua visita ao País, especialmente se for se encontrar com "presidantas" e políticos brasileiros.

Anônimo disse...

ANONIMO DAS 4.44 COM ESTE PAPO DE FUTEBOL JÁ SEI DE QUAL MAFIA VOCÊ FAZ PARTE E JÁ SEI O QUANTO VOCÊ ROUBA.ENTÃO EU SEI DA ONDE TU VEI E PRA ONDE TU VAI... NEM TODO O BRASILEIRO É DA TUA LAIA E NEM DA TURMINHA... FDP...

marco aurelio disse...

Pena que a tal Angela Merkel tenha um passado sombrio... Sabe-se que foi agente da KGB na Alemanha. Logo, o que parece ser, em verdade, não é.