quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nós, do Exército Brasileiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nos Guararapes contra o invasor holandês, justificados e motivados pelo sentimento de pátria que o amálgama de raças e o amor à terra fazia surgir.

Fomos nós que asseguramos a Independência, que lutamos na Cisplatina e que defendemos a honra, os interesses, a soberania e o patrimônio da Pátria nas guerras e conflitos internos que abalaram, ameaçaram e fixaram nossas fronteiras e asseguraram a unidade nacional.

Fomos nós que, aliados a antigos adversários, fizemos malograr as intenções expansionistas de Solano Lopes.

Somos nós, do Exército Brasileiro, que temos na consciência o peso da participação na derrubada do Império e que conhecemos a responsabilidade que nos cabe na instauração desta República que, até os dias de hoje, envergonha a história política do Brasil.

Fomos nós que lutamos em Canudos, no Contestado e na 1ª Grande Guerra Mundial. Fomos nós que, ao morrermos movidos pelos ideais "tenentistas", escrevemos a epopeia dos "18 do Forte".

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que ajudamos a colocar Getúlio no poder e não o impedimos de implantar o Estado Novo.

Somos os mesmos que, em 35, sofremos na carne a traição e a agressão assassina de comunistas fardados, falsos camaradas, idiotizados pelo internacionalismo vermelho.

Fomos nós que lutamos na Itália e que trouxemos de lá lauréis de bravura e de abnegação que refletem nosso exacerbado amor à  liberdade e à justiça.

Somos os mesmos, os do Exército Brasileiro, que, em MARÇO DE 1964, assumimos a liderança do clamor popular que repudiava a ameaça comunista que, mais uma vez, nos rondava às escâncaras e à sorrelfa, pregando mentiras e preparando o golpe de morte aos valores pelos quais sangráramos em guerras e revoluções.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nas matas do Araguaia contra uma guerrilha de lunáticos, preparados por fanáticos da utopia comunista e liderados por falsos profetas que pregavam o ódio e exploravam desigualdades e injustiças que nunca pretenderam ou seriam capazes de corrigir.

Somos os mesmos que, atônitos, vimos surgir nos grandes centros a ação deletéria, covarde e assassina de terroristas treinados longe da Pátria que, misturados às próprias vítimas, as usavam como escudo e camuflagem. Aprendemos, não sem perdas e sem o sacrifício de pessoas inocentes, a conhecê-los,  a combatê-los e a vencê-los!

Fomos nós que, com o espírito aberto e pacificador de Caxias, assistimos ao retorno dos banidos, dos fugitivos da justiça e dos exilados e que, inocentemente, alimentamos a crença de que, anistiados, voltavam ao convívio e ao aconchego da Pátria para ajudar na construção do Brasil livre, desenvolvido e democrático que o desejo da maioria impunha construir.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que, como Soldados da Paz, arriscamos nossas vidas na África, no Timor Leste e na Bósnia. Fomos nós que, ao levarmos a paz e a solidariedade ao sofrido povo do Haiti, morremos com ele, soterrados no cumprimento do dever.

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que conduzimos e executamos as operações que resultaram na retomada de áreas ocupadas por facínoras e traficantes nos complexos de favelas do Rio de Janeiro, devolvendo e assegurando àquelas comunidades os direitos de cidadãos que a covardia, a omissão, os interesses e a conivência de políticos, governantes e até de policiais lhes haviam tirado.

Este rápido, superficial e incompleto passeio pela história de nossos feitos, faz ver que nós, do Exército Brasileiro, desde Guararapes até a "Maré", carregamos e continuaremos a carregar a herança desses fatos e responsabilidades que não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a nós todos, soldados de ontem, de hoje e do amanhã, porque é herança de honra, de glória e de responsabilidade!

O que está feito não pode ser mudado e pertence a todos nós.  Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem deixarmos de ser nós mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que nos possa fazer esquecer ou ser menos  responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a nossa história, sob pena de termos que abdicar do orgulho de sermos nós, os do Exército Brasileiro!


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva.

4 comentários:

Brasil para os brasileiros! disse...

E é com vocês que nós, o povo brasileiro, contamos para defender a Nação contra os comunistas bolivarianos, em quaisquer circunstâncias, a qualquer momento.

Anônimo disse...

General nos cabe agora para salvar nossa pátria mais uma vez destruir o comunismo e todos os comunistas em solo nacional trazendo mais uma vez a disciplina e a tranquilidade a nosso bravo povo. Eu estou as ordens aguardando o comando.

Anônimo disse...

A missão de nossas forças armadas sempre foi o sacerdócio de proteger nossa Pátria, mas algumas coisas me fazem pensar dubiamente nos dias de hoje. Até porque me pergundo, que tipo de forças armadas entrariam no teatrinho, de uma incompetente e ao invés de cuidar de coisas sérias, desfilaram nas ruas em pró de copa do mundo. Foi tragicômico ver para que usam nosso exército e outros, tanques de guerras nas ruas, vigilâncias terrestres, aéreas, um verdadeiro aparato para fazer o povo aceitar uma copa do mundo que na verdade foi apenas a cortina para encobrir lavagem de dinheiro, quem sabe até intimidar o povo mostrando que trata nossas forças armadas como bonequinhos de chumbo. Lamentável, forças armadas mostrem para que vocês existem, se façam respeitar por atos dignos e maiores do que os caprichos de uma terrorista no cargo de incompetenta.

A//C anti comunismo

Anônimo disse...

QUEM VIVE DE PASSADO É MUSEU.QUANDO FOI QUE O EXERCITO DESEMPENHOU SEU PAPEL??? ESTA MAFIA QUE ESTÁ ROTANDO COUVE NUNCA VEZ NADA CERTO, NA DECADA DE 70, TIARAM O SOLDO DOS RECRUTAS QUE TINHAM POR OBRIGAÇÃO DE SERVIR A PATRIA, APENAS PARA DESISTIMULAR QUEM TIVESSE VOCAÇÃO PARA SERVIR A CARREIRA,FAZENDO ASSIM UM CABIDE DE EMPREGO APENAS PARA QUEM TIVESSE O PISTOLÃO OU ALCUNHA, QUANDO ENTREI PARA O EXERCITO FOI PARA SERVIR MEU PAIS, MAS ELES SÓ ESTAVAM PREUCUPADOS COM AS GRANDES ELITES, PROTEGIAM APENAS OS EXTRANGEIROS, OS GRANDES LATIFUNDIARIOS,E O EMPRESARIADO,DEIXANDO O POVO REPREMIDO E NA ESCRAVIDÃO, ERAMOS CONHECIDOS NO EXTERIOR COMO DESDENTADOS, DESNUTRIDOS, DESCAMIZADOS, ANALFABETOS ,E OUTROS ADJETIVOS, FORÇAS ARMADAS FOI SEMPRE HISTÓRIA PRA BOI DORMIR, FUI DA ASSOCIAÇÃO DOS EX COMBATENTES NÃO ME VRNHAM COM GRACINHAS, QUE VOCÊS FORAM TODO BORRA BOTAS DA MAÇONARIA... QUERO VER O QUE VOCÊS FAZIAM SE GANHASSEM UM SALARIO MINIMO??? A RESPOSTA DO MAFIOSO DA SUA LÁIA FOI, EU ME MATAVA, ENTÃO AGORA MORRAM SEUS VERMES...