sábado, 1 de agosto de 2015

Notícia falsa do Planalto


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Josias de Souza

Às 23h23 da noite passada, a Presidência da República divulgou em seu blog uma ótima notícia para a inquilina do Palácio do Planalto:

“Os governadores das cinco regiões do país, que estiveram reunidos com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (30), em Brasília, fizeram uma defesa clara da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma e dos eleitos em 2014. Na ocasião, os representantes dos 27 Estados brasileiros deixaram clara sua posição de unidade em favor da estabilidade política do país.”

Quem lê o texto fica com a impressão de que Dilma arrancara dos governadores que se reuniram com ela no Palácio da Alvorada, inclusive os de oposição, uma manifestação unânime contra o impeachment. O único problema é que essa notícia é falsa. A posição dos governadores sobre a higidez do mandato de Dilma não é unânime. E o tema não foi debatido no encontro dos executivos estaduais com a presidente.

A falsa notícia veiculada no blog do Planalto realça uma declaração feita pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista coletiva concedida após a reunião.

“Existe uma preocupação conjunta, em primeiro lugar, com a agenda política”, disse Dino. “Primeiro, a defesa clara e inequívoca da estabilidade institucional, da ordem democrática, do Estado de Direito e contra qualquer tipo de interrupção das regras constitucionais vigentes. Portanto, defendemos a manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff.”

Dino tinha ao seu lado, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e outros quatro governdores: o paraibano Ricardo Coutinho (PSB), o goiano Marconi Perillo (PSDB), o catarinense Raimundo Colombo (PSD) e o paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Incomodado, Alckmin desdisse Dino. Negou a suposta “preocupação conjunta” dos governadores com a permanência de Dilma na poltrona. O problema é que a negativa foi omitida no texto do Planalto.

Eis o que o governador tucano de São Paulo declarou e o blog do Planalto não registrou: “Isso não foi tema da reunião nem está em discussão. Não há nenhuma discussão em relação a isso [o mandato da presidente]. Nós defendemos o quê? Investigação, investigação, investigação e cumprir a Constituição. Nosso dever é cumprir a Constituição.”

Em vez de registrar a posição de Alckmin sobre o mandato presidencial, a pseudonotícia da Presidência mencionou-o noutro contexto: “Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou a posição favorável dos governadores em relação a um dos principais temas discutidos no encontro com a presidenta: a unificação em 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).”

Nesse ponto, o texto desinforma os leitores. A alteração do ICMS foi debatida na reunião. Mas não foi “um dos principais temas”. E não houve uma posição consensual dos governadores. A simpatia de Alckmin pela mudança não é endossada nem mesmo por companheiros de partido, como o goiano Marconi Perillo.

Ausente no debate do Alvorada, o tema do impeachment havia surgido numa reunião prévia. Sem a presença dos tucanos, que se encontraram na representação do governo do Paraná, os demais governadores debateram, num hotel próximo do Alvorada, os temas que tratariam com Dilma. Ali, Flávio Dino tentara convencer os colegas a divulgar uma manifestação conjunta contra o impeachment. Foi contestado pelo governado de Mato Grosso, Pedro Taques.

Em processo de rompimento com o PDT, Taques disse que não havia apenas governistas na sala. Recordou que passara pelo Senado como um senador “independente”. E declarou manter a mesmo posição como governador. Acrescentou: “do mesmo modo que não nos cabe discutir a Lava Jato, um caso da polícia, do Ministério Público e da Justiça, não seria adequado tratarmos de impeachment. Isso é uma pauta para a Câmara dos Deputados.” O assunto morreu.

Durante a reunião com Dilma, nem mesmo o apologista Dino se animou a mencionar o tema, só ressuscitado na entrevista coletiva que a notícia do Planalto falseou. Dilma ainda tentou empinar o tema por meio de indiretas. Como no trecho do seu discurso em que ela fez questão de recordar que seu mandato vai até 2018:

“Nós fomos eleitos na última maior mobilização democrática do país, que são as eleições. E, nessas eleições, nós assumimos compromissos perante o país e perante os nossos eleitores. E esses compromissos, expressos no plano de governo, eles dão um quadro que é o quadro que nós temos de desenvolver com todas ações, iniciativas, projetos. Enfim, realizando esse compromissos no horizonte, […] ao longo do nosso período de governo de quatro anos, portanto, até 2018.”


Josias de Souza é Jornalista. Originalmente publicado no blog do autor em 31 de julho de 2015.

6 comentários:

Jayme Guedes disse...

E o FHC declara que a Dilma é honrada. o FHC precisa definir os limites ou a flexibilidade do que para ele seja honrado. Tucanos não aprenderam nada. São estuprados e pedem desculpas por estarem de costas para o estuprador.

Anônimo disse...

Fala ALERTATOTAL. Poderias comentar sobre isto? Está ai a democracia que os Petistas e Foro de São Paulo queriam para o Brasil. Até que enfim sairam do armário. Isso é comunismo http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/lei-antiterror-trancara-pauta-partir-de-segunda.html AGORA QUE VOU MESMO DIA 16. FORÇAS ARMADAS PELO AMOR DE DEUS, FIQUEM EM PRONTIDÃO.

Anônimo disse...

Fala ALERTATOTAL. Poderias comentar sobre isto? Está ai a democracia que os Petistas e Foro de São Paulo queriam para o Brasil. Até que enfim sairam do armário. Isso é comunismo http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/lei-antiterror-trancara-pauta-partir-de-segunda.html AGORA QUE VOU MESMO DIA 16. FORÇAS ARMADAS PELO AMOR DE DEUS, FIQUEM EM PRONTIDÃO.

Paulo Figueiredo disse...

Bom para o IDIOTA Picolé de Chuchu aprender.

JESUS disse...

ACREDITO PLENAMENTE, ESSA SENHORA PRECISA SER INTERNADA, ESTA FORA DA REALIDADE , TRATA A POLITICA DO PAÍS, FAZENDO REUNIÕES DE GRUPO DE FORMATURA.
ELE ESTA REALMENTE FORA DA REALIDADE, SERÁ QUE AINDA , NÃO SE DEU CONTA QUE NINGUEM GOSTA DELA, NEM COMO, PESSOA POLITICA, NEM COMO PESSOA, MULHER DOIDA SÔ.

Anônimo disse...

É óbvio que os governadores não tocaram no tema do "impeachment", porque o processo de impedimento inicia e termina no Congresso, longe dos governos estaduais. Como sempre o PT é aproveitador das situações.
No mais, é sabido que a presidanta depende de dois julgamento para manter seu mandato natimorto. Antes da cassação da presidanta precisamos lutar para que os(as) ministros(as) do TSE sintam-se seguros(as) e possam julgar de forma autônoma e independente a campanha da Dillma (sem pressão do malandro Tóffoli).
Igualmente, precisamos lutar para a autonomia e independência do TCU para julgar as contas da presidante de 2014, o que provavelmente justificará iniciar o processo de "impeachment" da Dillma.
Precisamos, ainda, apoiar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal do Paranã, na pessoa do Juiz Sérgio Moro.
Está chegando a vez do chefe da quadrilha, pela riqueza adquirida por ele e o filho, pelo tráfico de influência internacional das obras feitas pelo PT em outros países (vide: "spotniks.com/20obras....)".
Por outro lado, vamos comparecer no dia 16 de agosto de 2015, nos locais escolhidos em todo o país, para a grande manifestação Fora Dillma, Fora PT, e de apoio à Operação Lava Jato, Eletrobrás, Nuclebrás, BNDES, fundos de previdência das estatais federais, etc.
Antonio Augusto.