domingo, 23 de agosto de 2015

O perigoso alfabeto da recessão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arthur Jorge Costa Pinto

Inicialmente, desejamos definir recessão, na ampla concepção do Prof. Mário Henrique Simonsen, morto em 1997 - o maior economista dentre todos os engenheiros brasileiros. – “É uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção, aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimentos”.

A recessão técnica instalou-se drasticamente na economia brasileira. Uma retração de dois trimestres consecutivos neste ano carimba nosso passaporte para o “purgatório”. O PIB (Produto Interno Bruto) de acordo com IBC-Br (Banco Central), a queda, de abril a junho, foi de 1,9% sobre o trimestre anterior, e de 2,5% no primeiro semestre. As projeções oficiais para ele são feitas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísca), cuja variação no segundo trimestre está prevista para ser conhecida oficialmente no próximo dia 28.08.15, coincidem com os números do indicador do Banco Central e ficam em torno de um queda de 2% sobre primeiro trimestre em que a variação foi 0,2% negativa.

Neste segundo semestre, a indomável crise política arremessou-nos ao inevitável campo negativo, nosso verdadeiro lugar. Neste momento, encaramos uma dolorosa recessão que poderá vir a ser a mais extensa da nossa biografia econômica.

Por conseguinte, o processo de recuperação deverá ser também mais prolongado. Intensificado pela turbulência fiscal, intranquilidade política, governo integralmente fragilizado, confiança de empresários e consumidores nos menores patamares da história e diante de um mundo nada sedutor, a economia brasileira entrou nela para ficar um bom tempo. Conjuminando com o Prof. Delfim Netto (ex-neo petista) – “uma tempestade perfeita”.

As últimas projeções realizadas no Brasil sinalizam uma retração preocupante, em torno de 2,01% para 2015 e 0,15 % para o próximo ano, ambas, literalmente, na contramão da tendência mundial, o que levou há dias atrás, as agências de classificação de risco a rebaixar a nota de crédito do País, deixando-nos na marca do “penalti” com elevado grau de ameaça quando, provavelmente, até o final deste exercício perderemos nosso grau de investimento (investment grade).

O funcionamento simplificado das trajetórias dos ciclos econômicos encontra-se no primeiro quadro abaixo. Logo em seguida, quatro gráficos simbolizam a alternância de períodos de quedas e crescimento, definindo as recessões em forma de V, U, L ou W que as economias podem enfrentar.


Através da analogia comparativa na economia que enquadra as curvas deste perigoso alfabeto, relacioná-las com aspectos recessivos depende de vários fatores. Na recessão que agora atravessamos, ficamos, de antemão, afastados das curvas V e W.  Até então, nossa “cara” fica bem parecida com a curva U. Muito pior, seria a curva L.

Encaixar o Brasil na curva U é adequado, pois ela mostra uma queda significativa da atividade econômica, em um ciclo relativamente extenso de crescimento nulo, apresentando tendência negativa até alcançar o caminho da sua reabilitação.

No atual contexto, jamais poderemos nos comparar à curva L. Esta situação fica fora de cogitação, pois ela ocorre quando a economia não volta a crescer por muitos anos, caracterizando a chamada ”década perdida”. É considerada como o tipo mais cruel de recessão ou, mais apropriadamente, como depressão. Corrói a sociedade, levando-a a uma convulsão social. Nós brasileiros não merecemos desafiá-la e torcemos para ficarmos sempre distante dela.

As outras duas também não se adaptam à nossa realidade. A curva em V manifesta uma curta e aguda contração, seguida de recuperação acelerada e sustentada; já a curva W, caracterizada pela chamada double-dip (“duplo mergulho”), quando a economia entra em recessão, emerge por um curto período, apresentando relativo crescimento, mas rapidamente volta a cair na recessão.

A incontrolável irresponsabilidade e inconsequência são alguns dos atributos da seita petista, que contribuiu essencialmente para o nosso enquadramento. Tão cedo não conseguirá finalizar o imprescindível ajuste fiscal nem paralisar a temerária dinâmica da dívida e tampouco a contenção nos gastos. A intenção de economizar 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) foi redirecionada. A nova proposta encaminhada está próxima de zero e com grandes chances de se apresentar negativa.



A inflação está nas alturas (9,56% em 12 meses e 7,63% neste ano), disseminada por toda a economia, aproximando-se rapidamente da casa dos dois dígitos. Diga-se de passagem - não está limitada apenas à revisão vigorosa das tarifas no início deste ano (combustíveis, energia, água etc).
Além disso, assombra-nos o desemprego crescente, numa velocidade alarmante maior do que previsto, a renda desabalada, contaminando as vendas das empresas e do comércio e, especialmente, a cobrança monstruosa dos impostos a fim de viabilizar o ajuste fiscal.

Muitos investimentos empresariais encontram-se interrompidos, quando deveriam compensar a ausência de demanda dos consumidores. Pergunta-se: para que investir, sem expectativa de vendas e mercado futuro?
Os investimentos no setor público ruíram e novas tesouradas continuam acontecendo, principalmente nas despesas obrigatórias. Lideranças da seita petista são os principais protagonistas, fieis parceiros em numerosos cambalachos com as maiores empreiteiras brasileiras, sendo que boa parte delas está comprometida com imorais escândalos aqui, e, também, acolá.

O Executivo está arruinado no âmbito político, pessimamente avaliado, com sua credibilidade abalada, decompondo-se a cada dia. Jaz prisioneiro predileto do Legislativo, também investigado por corrupção, sendo capaz de qualquer “armação” para livrar-se da suntuosa complicação de alguns dos envolvidos.

Turbulências econômicas fazem parte do nosso cardápio e o ambiente externo acaba beneficiando parcialmente a economia interna. O Real continuará se desvalorizando frente ao dólar, devido às incertezas políticas e econômicas; consequentemente, os produtos brasileiros se tornam mais competitivos no exterior e nossos segmentos econômicos sentem-se estimulados pelo crescimento proporcionado pelas exportações.

A participação da indústria de transformação no PIB durante a última década esteve em torno de 20% e, hoje, está próximo de 10%.  Sendo assim, desta vez, a reabilitação terá um impacto mais reduzido em relação às outras crises.

Atravessamos um ciclo recessivo com significativas consequências prejudiciais para o emprego e para a renda, o que deverá ser uma contribuição consistente para a queda da inflação. Portanto, o Banco Central, no momento que julgar apropriado, iniciará a queda gradativa dos juros (Selic), situados no patamar de 14,25% a.a., suavizando a pressão no aumento da dívida pública e os gargalos da demanda.
Indícios se fazem notar na recuperação da Europa e os EUA se consolidam no cenário internacional, independente da crise grega, que ofuscou uma sequência de notícias promissoras em ambos os lados do Atlântico Norte, relacionadas com empregabilidade e crescimento.

O agravamento no plano recessivo colabora para tornar ainda mais aflita a base governista, que apresenta, inclusive, dentro da própria seita petista, o transtorno de apoiar medidas que marcam as generosidades oficiais.
Não podemos perder as esperanças na esfera política, quando seguramente, teremos uma triunfante renovação nas próximas etapas eleitorais. Assistiremos alguns políticos serem expurgados pela Lava Jato das próximas eleições municipais de 2016 e, sobretudo, da presidencial em 2018, possivelmente a mais importante, já que poderá permitir a retomada do desenvolvimento.

Aproximamo-nos de um desfecho após treze anos de desgovernos da seita petista e os brasileiros nas ruas continuam clamando por mudanças. Realmente, no PT estão os radicais, incompetentes, ideologicamente alienados e especialmente corruptos.

“Nunca antes neste país”, o modelo econômico apoiado no consumo, na frenética expansão do crédito e nos incentivos a expensas das contas públicas, esgotou-se, deixando um rastro ilusionista e duradouro.

Infelizmente, estamos pagando um alto preço pelos erros praticados nos últimos anos por uma organização criminosa alçada ao comando da Nação, que também decidiu trocar uma matriz econômica razoavelmente bem-sucedida, por uma insensata ousadia política cujos resultados se revelam catastróficos.


Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

21 comentários:

Rogerounielo disse...

O governo quebrou o Estado

21/08/2015 às 05h00

Por Claudia Safatle

"Quebraram o Estado", constatou Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos.

Fonte - Link - http://mobile.valor.com.br/brasil/4189428/o-governo-quebrou-o-estado

Estragaram a macroeconomia e deterioraram a micro", completou ele, referindo -se à perda da capacidade de o país crescer e à situação dramática de setores como os de energia elétrica e petróleo e gás.

O primeiro só não entrou em colapso, porque o país está em recessão.

O segundo já estava padecendo das revelações do esquema de corrupção na Petrobras, investigadas na Operação Lava-Jato, e, mais recentemente, sofre com a queda brutal do preço do óleo no mercado internacional.

Há um problema de fluxo, com a queda real das receitas por causa da recessão, mas há também um desequilíbrio estrutural das contas da União, porque as despesas obrigatórias crescem mais do que a arrecadação e mais do que o crescimento do PIB.

Chegou-se ao ponto de não ter dinheiro para pagar a primeira parcela do 13º salário dos aposentados do INSS.

O governo está chamando o porco de "senhor suíno"

"O Estado está quebrado e [o Congresso] toma decisões que aumentam o buraco lá na frente, o oposto do que deveria estar sendo feito no momento", disse ele.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

A avaliação de Arminio coincide com o que falam políticos do PMDB que estão ao lado do vice-presidente Michel Temer na busca de uma solução para o governo.

É, também, o que economistas oficiais atestam sob a condição do anonimato.

"Não fazer nada hoje é levar o país para uma crise mais profunda".

"Esse quadro não é sustentável e não está sendo tratado como tal".

"A resposta até aqui é modesta e não demonstra convicção", sublinhou ele, que seria o ministro da Fazenda de um eventual governo Aécio Neves.

"Eu pensava que não haveria crescimento per capita no mandato da presidente Dilma Rousseff, o que já seria um vexame".

"Hoje vejo que errei. Acho que não vai ter crescimento, ponto."

Arminio alertou também para o receio de que uma solução mais definitiva para a crise brasileira só poderá ser construída no fim da Lava-Jato, cujas investigações não têm prazo para terminar.

"São muitas incertezas, tanta coisa que afeta o mundo político, e sem um mínimo de consistência na área política não se conseguirá chegar a uma resposta adequada."

Nessa situação, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, está, segundo ele, fazendo o que pode.

"Cair na real, nessas horas, é parte da solução", argumentou.

Quando a oposição diz que a presidente da República precisa reconhecer seus erros "não é para humilha-la", explicou, mas porque "é fundamental ter um diagnóstico correto a partir do qual se monta uma estratégia de correção de rumo".

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Rogerounielo disse...

Continuação:


Como herdeiro de si mesmo o governo não pode separar, nas contas públicas, o que era passado, o que foram as "pedaladas" e as receitas não recorrentes, do que deveria ser o presente mais sustentável e transparente.

Aí, a conversa não é clara e fica-se chamando "o porco de senhor suíno".

O país está em uma crise profunda: recessão, desemprego crescente, alto grau de incerteza e paralisia dos investimentos.

Os Estados também estão quebrando, segundo Arminio.

O Rio Grande do Sul, que não consegue pagar os salários dos funcionários públicos, "é apenas a ponta do iceberg".

"Nada garante que vai melhorar, mas vai piorar antes de ter a chance de melhorar", adiantou.

Para ele, a área econômica do governo jogou a toalha quando reduziu a meta de superávit primário de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,15% do PIB e, está claro, agora, que o ano encerrará com déficit.

"Ali eles admitiram que não conseguem cuidar da dinâmica da dívida, que é insustentável."

Sem dinheiro para fazer poupança e abater os juros da dívida, essa só cresce.

Há quem diga que fazer mais austeridade em uma situação recessiva só deprime mais a atividade.

Ele, porém, argumentou que, quando se passa do ponto, o fato de arrumar a casa expande a economia.

"Vimos isso com muita clareza em 1999. A projeção era uma contração de 4% do PIB e o resultado final, fazendo um megaajuste fiscal, foi crescimento de 0,5%."

"O fator fundamental para isso foi a recuperação da confiança."

É o que os economistas chamam de contração expansionista.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

Outra face do problema é o colapso da produtividade, as regras do jogo que são incapazes de mobilizar capital, o sistema tributário que é uma colcha de retalhos, a intermediação financeira mais concentrada nas mãos dos bancos públicos, com consequências danosas tanto na área fiscal e na alocação de recursos quanto distributivas.

Nesse quadro geral, onde o Brasil está desconectado da economia mundial, a única atenuante no momento é o câmbio, cuja desvalorização está estimulando a substituição de importações.

"O câmbio ajuda a dar um fôlego, mas não é suficiente", avaliou.

Uma saída natural, a essa altura, seria o governo abordar com muita clareza temas de mais médio e longo prazos e permitir um ajuste ao longo de alguns anos, sugeriu.

Mas isso demandaria uma outra conjuntura política, onde os atores pudessem olhar para prazos mais longos.

"Hoje há os que estão pensando em como se livrar da cadeia e outros que estão dedicados ao "impeachment" [da presidente Dilma] e coisas do gênero".

É condenável a postura de fazer pouco no presente e nada no futuro.

Mas o caso é pior: "Estamos aumentando imensamente os gastos à frente, com a aprovação de medidas como o fim do fator previdenciário ou o Plano Nacional de Educação, e admitindo que no curto prazo também não vai ser possível fazer ajuste por causa da recessão", apontou.

Em algum momento o país vai ter que pensar sobre que tamanho o Estado deve ter, que sistema de saúde, de educação, de segurança pública a sociedade está disposta a financiar e quais as consequências de médio e longo prazo das escolhas que forem feitas.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:


Hoje não há ambiente político para conduzir essa discussão, mas ela parece inevitável.

Governo, Congresso e Judiciário vão ter que apresentar uma resposta digna do tamanho do problema que não seja só mais aumento de impostos.

Claudia Safatle é diretora adjunta de Redação e escreve às sextas-feiras

E-mail: claudia.safatle@valor.com.br

Fim

Rogerounielo disse...

Prestadoras de serviço de telecom já demitiram 450 mil

Fonte - Link - http://exame2.com.br/mobile/negocios/noticias/prestadoras-de-servico-de-telecom-ja-demitiram-450-mil

Gregg Newton/Bloomberg

Imagem Deletada

Presidente do sindicato do setor calcula que cerca de 90% dos serviços das operadoras são prestados por empresas terceiras

Karin Salomão, de Exame.com

As prestadoras de serviço para empresas de telecomunicações demitiram 450 mil pessoas desde o começo do ano, segundo sindicato do setor.

As demissões se acentuaram nos últimos quatro meses, afirmou Vivien Suruagy, presidente do Sinstal, Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por Assinatura.

Essas empresas são terceirizadas para a prestação de serviços como call center, instalação de antenas, manutenção e instalação de fibra ótica e de banda larga, entre outros serviços na área de telecomunicações.

Vivien calcula que cerca de 90% dos serviços das operadoras são prestados por empresas terceiras.

Então, tudo o que acontece com as operadoras de telefonia impacta diretamente na situação das terceirizadas.

Um dos maiores impactos que as operadoras sofreramfoi o aumento da inadimplência do consumidor, avalia a presidente do sindicato.

Além disso, por conta da crise, a venda de linhas celulares caiu e muitos cancelaram suas linhas fixas, afirma.

Por fim, outro obstáculo foram mudanças de métricas feitas pela Anatel entre 2013 e 2014.

Vivien avalia que essas mudanças aumentaram os custos das operadoras, que demitiram milhares de funcionários das terceirizadas.

“Temos um quadro de demissões muito sério, precisamos estancar de alguma forma essa situação”, disse ela.

“No fim, quem se prejudica é o consumidor, que recebe um serviço de pior qualidade”.

Fim

Rogerounielo disse...

Dívidas: metade das empresas do país estão inadimplentes

Fonte - Link -veja.abril.com.br/noticia/economia/com-a-crise-dispara-numero-de-empresas-caloteiras/

O número de empresas brasileiras inadimplentes cresceu 11% em junho deste ano ante o mesmo mês do ano passado.

Segundo levantamento feito pela consultoria Serasa Experian, obtido com exclusividade pelo site de VEJA, já são mais de 3,9 milhões de empresas endividadas - em junho de 2014, eram 3,5 milhões.

Ao todo, o Brasil tem 7,9 milhões de empresas em funcionamento - portanto, quase metade (49%) está em situação de calote com ao menos um credor.

Especialistas apontam que o fenômeno é preocupante, sobretudo, porque o país passa por um período de desaceleração na atividade econômica e por um ciclo de aperto monetário.

"A recessão econômica somada à taxa de juros é uma combinação fatal para as empresas", diz o economista do Serasa Experian, Luiz Rabi.

Segundo ele, enquanto o ambiente recessivo leva à queda da receita das empresas, os juros elevados ampliam as despesas.

E, assim, elas caminham para a insolvência.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

Com problemas para levantar caixa, as companhias tentam adiar o pagamentos de débitos.

Se não conseguem postergá-los, tornam-se inadimplentes.

Em casos extremos, decretam a falência e fecham as portas.

Segundo Serasa Experian, os requerimentos de recuperação judicial bateram o recorde nos sete primeiros meses deste ano, com 627 ocorrências.

O maior número desde 2006, quando entrou em vigor a nova Lei de Falências.

O estudo também traçou o perfil das empresas negativadas.

A maioria pertence ao setor de comércio (44,1%), localiza-se na Região Sudeste (51,3%), atrasa o pagamento em períodos de 1 a 2 anos (20,6%) e tem pouco tempo de funcionamento.

As mais jovens são as mais propensas a não conseguir cumprir seus compromissos.

Cerca de 40% das inadimplentes têm de 2 a 5 anos de operação.

Depois, aparecem as com 6 a 10 anos de vida (21,8%), e com 10 a 15 anos (13%).

"Isso mostra que empresas no Brasil ficam inadimplentes muito rapidamente. As mais recentes são mais suscetíveis", diz Rabi.

A principal consequência do aumento da inadimplência na livre iniciativa é o encarecimento do crédito.

"Quem fica inadimplente não paga o credor, e normalmente esse credor é bancário.

Esse custo é repassado ao sistema financeiro nas operações de crédito", afirma o economista.

Mais cautelosos, os bancos passam a restringir os empréstimos às grandes empresas.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

Segundo o Serasa, a participação de pequenas e médias companhias na carteira de crédito dos quatro maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa) foi de 34% no primeiro trimestre de 2015 - em 2011, esse mesmo indicador estava em 44%.

"O problema é que 90% das empresas do Brasil são médias ou pequenas", constata.

Segundo o economista, esse fenômeno retroalimenta o ciclo de recessão econômica - com a alta da inadimplência, os juros sobem, encarecendo o crédito e agravando a desaceleração, que, por sua vez, aumenta a inadimplência, e por aí vai a roda.

"Isso precisa ser quebrado por algum fator externo, como a melhora no cenário inflacionário.

É por isso que ainda não está claro quando o horizonte de recessão no Brasil vai terminar", conclui Rabin.

Fim

Rogerounielo disse...

Crise acelera deterioração da pequena indústria

Por Eduardo Belo

Fonte - Link -http://mobile.valor.com.br/brasil/4172294/crise-acelera-deterioracao-da-pequena-industria

A piora do cenário econômico está acelerando a deterioração das micro e pequenas indústrias de São Paulo.

Pesquisa do Datafolha para o Simpi (sindicato que reúne as empresas do segmento) indica que entre junho e julho dobrou de 13% para 26% a proporção de empresas que correm risco iminente de fechamento (em até 90 dias).

O percentual equivale a aproximadamente 75 mil empresas.

É o pior desempenho da série, iniciada em março de 2013.

A pesquisa também mostra o pior nível de atividade já registrado no segmento.

No total, 68% dos empresários consultados apontaram algum risco de encerramento das atividades no médio prazo, contra 62% no levantamento de junho.

O índice de satisfação dos empresários baixou de 96 para 84 pontos entre junho e julho.

Pela metodologia da pesquisa, índices abaixo de 100 pontos representam quadro de pessimismo ou de situação negativa.

O pessimismo fica claro no número de entrevistados que afirmou enfrentar dificuldades com o pagamento de impostos: 79%.

São sete pontos percentuais acima do levantamento anterior.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

De acordo com a pesquisa, a inadimplência está em franco crescimento entre as micro e pequenas indústrias: 28% dos empresários deixaram de realizar algum pagamento devido, sendo que, destes, 25% não honraram as dívidas com bancos ou financeiras.

O resultado é quase o dobro do obtido na pesquisa anterior, quando o índice foi de 14%.

Para mais da metade dos proprietários de micro e pequenas indústrias de São Paulo (56% dos entrevistados), o capital de giro para o mês de julho foi insuficiente.

Da mesma forma que estão postergando seus pagamentos, os empresários do segmento veem seus clientes fazer o mesmo.

Os atrasos nas contas a receber subiram de 46% para 51% das empresas.

Também dobrou o número de empresas que demitiu em julho na comparação com junho.

No mês passado, 28% dos entrevistados relataram corte de pessoal (14% em junho), mais um recorde de baixa na série histórica.

A pesquisa, chamada Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, foi realizada entre 14 e 29 de julho com 304 micro e pequenas indústrias paulistas.

O Estado de São Paulo responde por aproximadamente 42% de todas as empresas do gênero no país.

São consideradas micro as indústrias que empregam até nove funcionários, e pequenas, de 10 a 50 trabalhadores registrados.

Fim

Rogerounielo disse...

1. A intervenção das Forças Armadas no Brasil será inevitável, quando o caos social e a iminência de guerra civil, por causa do sofrimento e desespero de milhões e milhões de desempregados, para os quais o país não se prepara, atualmente, para amparar, for iminente.

2. Eh mais ou menos como alguém que pulou do vigésimo andar, com uma matriz econômica experimental como pára-quedas e, quando lhe perguntam se está tudo bem, ao passar pelo décimo andar, em queda acelerada, ele diz que esta tudo bem, já sabendo que o para-quedas não abriu e não vai abrir.

3. Essa é a situação do Brasil, em queda livre e sem pára-quedas e com todos os políticos e partidos políticos "fingindo" que nada está acontecendo.

4. Estamos passando pelo décimo andar, mas quando o solo finalmente chegar, no final da queda, serão milhões e milhões de desempregados, em massa, em todos os setores econômicos e atividades econômicas, ao mesmo tempo, por que não nos preparamos para o pior, subestimando a realidade, dizendo que tudo não passava de uma "Marolinha" e por causa dessa "arrogância", que muitas vezes acompanha o sucesso econômico não sustentável e, portanto, passageiro, a sociedade brasileira vai pagar um preço enorme, quase insuportável, por causa da sua própria imprevidência, coletiva, que beira a IRRESPONSABILIDADE COLETIVA, CONSCIENTE, de um povo que tudo aceita em nome da crença de que nada pode nos atingir, afinal de contas Deus eh brasileiro, pensam muitos, para justificar suas pequenas e grandes faltas.

Fim

Rogerounielo disse...

1. Não há democracia sem povo", disse o Presidente da OAB, na matéria transcrita no item 25 abaixo.

2. Não há democracia sem emprego, sem renda, sem condução responsável da gestão do pais, sem comida na mesa, sem saúde, sem segurança, sem educação, sem classe política corrupta, sem aparelhamento do Estado, sem roubalheira, sem dívida pública sob controle, sem planejamento estratégico para o pais, sem investimentos assertivos para construir o futuro como, por exemplo, investimentos para criar, no Brasil, a "macroeconomia digital", "setores econômicos digitais" e "atividades econômicas digitais", para aumentar a competitividade do pais, sem cidadãos responsáveis e honestos, sem empresas responsáveis e honestas etc".

3. O povo eh condição necessária para existência da democracia, mas não suficiente para a democracia existir e se manter sustentável".

4. Não se iludam os políticos e partidos políticos, do Brasil, pensando que se agarrar ao "povo" vai salvar o sistema político atual da falência moral e ética que os assola".

5. As consequências que a falta de moral e ética, na política, na condução das ações do Estado Brasileiro, na condução da economia e das finanças do pais, são como o fogo em alta temperatura esquentando o ferro e, dessa forma, o "povo" esta se tornando como ferro vermelho, cada vez mais quente e incandescente e, em breve, políticos e partidos políticos vão soltar esse ferro em forma de fogo, quando a mão começar a fritar, de tão quente que o "povo vai se tornar".

6. Vão todos perceber que para toda irresponsabilidade coletiva há consequências coletivas, negativas, generalizadas, das quais não se consegue fugir, por meio de discursos políticos vazios, na vã tentativa de enganar os inocentes e enganar-se a si próprio".

7. De minha parte concordo com a prevalência da lei, da Constituição Federal e do Estado Democrático de Direito.

Fim

Rogerounielo disse...

1. Segundo a "Espiritualidade Superior", o desemprego vai atingir cerca de 45% dos 52 milhões de brasileiros que tinham emprego, em 2014, conforme link http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2014/11/quase-85-milhoes-de-brasileiros-receberao-r-158-bi-de-13o-salario-8828.html

2. Ou seja, estamos falando de 26 MILHÕES DE DESEMPREGADOS HÁ MAIS, NO CURTO PRAZO, MUITOS DOS QUAIS MIGRARÃO PARA A INFORMALIDADE, SENDO QUE A QUANTIDADE DE TRABALHADORES INFORMAIS, DA BASE ATUAL, QUE NÃO GERARÃO RENDA SUFICIENTE PARA COMER SERÁ DE CERCA DE 55%.

Fim

Rogerounielo disse...

Pelo exposto, o BRASIL TERÁ RECESSÃO EM "L", por décadas.

Anônimo disse...

E, depois de tudo isso, comentarista "Rogerounielo", será que a Dilma cai? Será que Lula vai pagar pelos seus roubos descarados do erário (devidamente camuflados em "palestras e doações"?
Se o preço que teremos que pagar para nos livrarmos dos ladrões do erário for o CAOS, que venha o CAOS!!!!!

Rogerounielo disse...

Não há atalhos

POR MÍRIAM LEITÃO

23/08/2015 09:00

E agora? Fazer o quê?

A presidente Dilma tem mais 40 meses de mandato pela frente e seu governo está pendurado no ar, sem apoio da base parlamentar, com a maior taxa de rejeição popular da história recente, e o país afundado na crise econômica.

Fonte - Link - http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/nao-ha-atalhos.html

"Descumprir a Constituição, jamais”, ensinou Ulysses Guimarães.

Esse tem que ser o norte das lideranças políticas nesta temporada de aflição.

Não há atalhos.

Há caminhos, mas eles não estão abertos no momento.

A Constituição estabelece formas possíveis de destituição de um presidente eleito pelo voto direto, como ocorreu com Fernando Collor de Mello.

Houve comprovação de recursos ilícitos pagando inclusive suas despesas pessoais.

Não foi apenas pelo Fiat Elba.

Agora, no entanto, não há a mesma suspeita em relação à presidente Dilma.

A dúvida permanece em relação ao financiamento da sua campanha e a Lava-Jato pode trazer fatos à luz.

A ideia de fazer novas eleições é tão sem base que até o PSDB, que a defendeu brevemente, já a abandonou.

A renúncia, proposta pelo ex-presidente Fernando Henrique, é uma decisão que cabe à presidente Dilma.

Apenas a ela.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

O que é preciso ficar claro é que se não houver condições de trilhar caminhos constitucionais, a presidente Dilma terá que permanecer no seu posto até o último dia de 2018.

Um longo tempo para este descontentamento.

As empresas terão que fazer seus projetos em um cenário de governo fraco prolongado.

A oposição deve estar nas ruas com a população, mas suas teses não podem ser formuladas no calor de uma manifestação, mas sim diante do livro que nos norteia desde 1988.

Rupturas e encerramento antecipado de mandatos existem na democracia, aqui e em qualquer país democrático, mas desde que seja expressamente seguido o ordenamento jurídico do país.

Nas manifestações, existem pessoas que pedem golpe e até a repetição da aventura militar.

Isso é extemporâneo e, felizmente, é impossível ocorrer no Brasil de hoje.

Nem os militares querem, nem a maioria dos civis.

Quem pede a repetição de processos que já nos infelicitaram por um tempo longo demais é uma minoria histriônica e que sempre gostou desse tipo de regime.

A democracia tolera as opiniões divergentes, inclusive esta.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

Ao governo, interessa confundir e mostrar esse grupo como sendo a representação da maioria, porque isso estigmatiza o movimento legítimo de ir para as ruas demonstrar a revolta com o governo e o repúdio à corrupção.

As pessoas têm o direito de ir para as ruas porque sofrem o desconforto econômico e a indignação diante dos obscuros negócios com o patrimônio público.

Nada do que acontece ao PT e à presidente Dilma é fruto de conspiração.

Eles merecem o desprezo que recebem.

O PT foi além da imaginação no rompimento de todas as normas de conduta minimamente aceitáveis.

O partido usou o poder temporário para ordenhar as empresas e órgãos públicos, extrair dinheiro para permanecer no poder.

Usou o Estado para garantir o poder.

Alguns dos seus dirigentes fizeram mais que isso.

Na economia, o governo Dilma colhe o que plantou.

Equivocou-se, ignorou alertas, mostrou um país cenográfico na campanha, tomou medidas mirando o palanque e não a lógica econômica e energética.

Os erros de política econômica do PT começaram no governo Lula, no momento em que o partido assumiu suas verdadeiras crenças.

O PT realmente acredita que ajudando setores escolhidos com juros subsidiados, dados por bancos públicos, o país retoma o crescimento.

Continua

Rogerounielo disse...

Continuação:

O partido nunca entendeu a lógica que levou o Brasil a se livrar da hiperinflação e frequentemente adota medidas que conspiram contra a estabilidade conquistada há 21 anos.

Ele não participou, e até combateu, o processo de saneamento das contas públicas que levou à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ele define com o nome bonito de “desenvolvimentismo” o que é, na verdade, descontrole fiscal, tolerância com a inflação e transferência de recursos para as empresas amigas através de juros subsidiados.

As ideias petistas para a economia são erradas e por isso deram errado. Simples assim.

Contudo, as urnas elegeram o PT para mais um mandato presidencial e, a menos que se configurem as condições constitucionais para a deposição da presidente Dilma, ela governará.

Foi isso que o país decidiu na longa noite que atravessou buscando a democracia.

Fim

Rogerounielo disse...

1. Ninguém deve estar acima da Constituição Federal. 2. Se a sociedade permite no processo democrático que corruptos e incompetentes cheguem ao poder que pague o preço da sua imprevidência sem reclamar e que busque acertar nas próximas eleicoes.