terça-feira, 22 de setembro de 2015

A "sopa da eleição" azedou


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Geraldo Dias de Andrade

Uma vitória de moralidade eleitoral em nosso país. Até que enfim, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o financiamento de empresas a partidos políticos e a políticos. Parabéns!
         
A mamata aprovada no Congresso Nacional que permitia as doações de empresas até o limite de R$20 milhões, agora, os felizardos vão se consolar com chupeta sem bico, sugando simplesmente o vento.
         
Uma decisão do Supremo Federal, bem tomada que deveria há muito tempo ter ocorrida. As costumeiras doações abriram caminho para o vício do afamado Lava-Jato, empesteando o sistema eleitoral pátrio.
         
É cediço, portanto, de conhecimento geral dos brasileiros que os partidos políticos, de posse da “bolada” viciada sempre elegeram a clã, filhos, netos e apadrinhados, uma dinastia política, não tendo oportunidade de se eleger pessoas de valor intelectual e de bons serviços prestados à nação tupiniquim.
         
Não é incomum em época de eleições presidente de partido – toda regra há sua exceção – em briga com candidatos aliados cada um querendo uma fatia das doações ficando a maior parte para a “raposa velha”,presidente da agremiação.
         
Não existe um candidato melhor que o outro desde quando ele está no gozo de seus direitos políticos.
         
Hoje, com a evolução da mídia há facilidade de se divulgar os nomes dos pretensos candidatos, e, acreditamos que a campanha eleitoral doravante deveria ser de responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) através do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
        
Os partidos políticos enviariam para o TRE a relação dos candidatos com os respectivos perfis, não havendo dessa maneira distinção entrepartidos A ou B, não importando se tenha maior ou menor número deputados ou senadores, considerados assim todos no mesmo patamar.
         
Evidentemente, os representantes partidários permaneceriam em sintonia com o TRE, impetrando recursos quando necessários para o órgão máximo da Justiça Eleitoral.
         
Creio, salvo melhor juízo, se o processo eleitoral assim fosse feito, acabaria com os “urubus” atanazando as empresas – que se tornam também cúmplices-atrás de dinheiro para se eleger, e, consequentemente os eleitores deixariam de ser palhaços, votando em certos elementos nocivos que vendem a alma democrática, comprometendo-se desse modo com as imposições, rezando na cartilha dos empresários, dando, então, para os bobos eleitores aquilo que o macaco mais gosta!?

A “sopa da eleição” está azedada! Conforme-se com a chupeta sem bico!


Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Cronista – Membro da ABI/Seccional Norte – Escritor – Bel. em Direito Membro da Academia Juazeirense.

5 comentários:

Anônimo disse...

Neste contexto, INGÊNUO articulista, só o PT terá recursos para campanhas eleitorais!!! Talvez seja exatamente isso que o senhor deseja!!!

Anônimo disse...

E HORA DOS MOVIMENTOS PRO impeachment APONTAREM SUAS ARTILHARIAS NA DIREÇÃO DOS DEPUTADOS, E PRESSIONA-LOS A ACELERAR O PROCESSO DE impeachment SOB PENA DE SE TORNAREM ALVOS, VIA REDES SOCIAIS, E COM ISSO TEREM SUAS VOTAÇOES DIMINUIDAS.

Anônimo disse...

Esse é da turminha brava! Gostou da lambança do STF, que só interessa ao Partido dos Pixulecos, não é mesmo?

Anônimo disse...

Esse é da turminha brava! Gostou da lambança do STF, que só interessa ao Partido dos Pixulecos, não é mesmo?

Anônimo disse...

Esse é da turminha brava! Gostou da lambança do STF, que só interessa ao Partido dos Pixulecos, não é mesmo?