sábado, 12 de setembro de 2015

As Moedas Eletrônicas (Virtuais)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O avanço tecnológico tornou possível o surgimento da moeda virtual; a que não tem existência física e apenas está armazenada nos registros eletrônicos dos computadores dos bancos.

A internet propiciou o e-banking ou seja, transferências entre contas de diferentes titulares, inclusive entre diferentes bancos.

Para o comércio de bens e serviços há redes de máquinas que aceitam cartões magnéticos para pagamentos, sem a necessidade de um terminal de computador convencional.

Para os governos autoritários acabar com o papel-moeda é um sonho dourado. A qualquer momento poderão bloquear todas as contas, em todos os bancos, de um infeliz.

Acaba-se com a privacidade dos cidadãos. Os governos, bancos e as agências de publicidade, saberão tudo sobre todos: gostos, hábitos, preferências e frequências dos gastos; o local das compras e até mesmo o roteiro percorrido.

A existência do papel-moeda (o chamado dinheiro “vivo”) é o último refúgio da privacidade humana.

Os governos alegam uma necessidade de coibir lavagem de dinheiro e de prevenção de atentados terroristas.

Apenas pretextos para forçar os cidadãos à submissão total.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

Ser Mãe é Aceitar. Tudo.

Ser mãe é receber em si um outro que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente mas que, de maneira nenhuma, sabe explicar. Ser mãe é, antes de mais, aceitar. Tudo. Tudo.

É aceitar em si um outro para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele... ele dentro de si, ela em volta dele.

É deixar esse outro ir embora e voltar a recebê-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e, também, quando ele não volta...

Ser mãe é acolher o que o outro lhe dá. Mas não como quem se alimenta do que lhe vem de fora, transformando-o em vida, que acolhe em si, e devolvendo ao mundo, já morto, aquilo que sobra. Ser é mãe é dar-se como alimento, transformando-se na vida daquele a quem se dá para depois... voltar depois ao mundo, gasta, apenas com o que lhe sobra.
Ser mãe é dar-se. Aceitando sempre qualquer resultado e resposta.

Uma mãe, mais do que dar um filho ao mundo, deve dar um mundo ao filho. Um melhor que este, cheio de esperança e sonhos, com formas e forças para o concretizar. Dando-se. Abdicando de si. Amando da forma mais sublime e real, pura e concreta. Humana e divina. Acolhendo como sua esta obrigação absoluta de amar quem nem sempre se dá conta do seu valor.

É experimentar uma vida em que a alegria se conjuga com a tristeza, a graça com a desgraça, a esperança com o desespero. Como se as emoções tivessem uma amplitude gigantesca mas onde, ainda assim, importa garantir que todas as tempestades interiores não se vêem do exterior... uma mãe dá a paz que tantas vezes não tem.

Talvez a família seja uma casa com paredes duplas. A mãe é a parede interior que inspira e orienta a interioridade. O pai é a parede exterior que protege e garante a sobrevivência... no entanto, perante a falta do outro, uma mãe é capaz de quase tudo; um pai, também.

Uma boa mãe é um mistério com três dons: a simplicidade, a presença e o silêncio.

Está sempre presente, quase sempre atenta e em silêncio, e é a partir daí que nos chegam as mais sábias perguntas e respostas. De forma simples: ama-nos.

Ser mãe já é ser perfeito. Nenhuma mãe tem em si todas as qualidades humanas e, menos ainda, vive sem erros, mas, apesar de tudo, abraça os filhos tal como são, por poucas qualidades que tenham, por maiores que sejam os seus erros... ser mãe, assim, é quanto basta para ser perfeito.

Uma mãe perdoa sempre. Ainda que de coração sacrificado, prefere pensar que a culpa é sua e não de quem assim a crucifica. Aceita tudo. Sem exigir nada. Afinal, uma mãe é Deus connosco.

Ensina-nos a ser mais fortes que os medos, não através de discursos inspirados, mas pela grandeza e humildade do seu exemplo. É capaz de nos oferecer o mar com um só sorriso e a vida inteira com uma só lágrima... que não será mais que uma gota do imenso mar do seu amor.

Longe da nossa mãe, não serão tanto as carícias e ternuras que nos fazem falta, mas a sua generosa e bondosa forma de nos aceitar assim, tal como somos...

Uma mãe vê-nos a alma só de nos admirar o olhar.

Há poucas mães. Muitas mulheres têm filhos mas não são mães, porque há poucas que sejam mais fortes que os egoísmos... há quem julgue que ser mãe é ter filhos. Mas ser mãe não é ter, é ser. Ser só. Ser-se quem se é nos filhos e pelos filhos. É viver em pleno entre dois corações. É ser mais... por ser menos.

"José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades'
Portugal n. 14 Mar 1971
Filósofo

Loumari disse...

A Minha Família é a Minha Casa

A solidão absoluta é não ter ninguém a quem dizer um simples: “tenho vontade de chorar”. Não precisamos de muito para viver bem – para ser feliz basta uma família e pouco mais.

A família é a casa e a paz. O refúgio onde uma vontade de chorar não é motivo de julgamento, apenas e só uma necessidade súbita de... família. De um equilíbrio para o qual o outro é essencial... assim também se passa com a vontade de sorrir que, em família, se contagia apenas pelo olhar.

Nos dias de hoje vai sendo cada vez mais difícil encontrar gente capaz de ser família. Os egoísmos abundam e cultiva-se, sozinho, o individual. Como se não houvesse espaço para o amor. Dizem que amar é arriscado, que é coisa de loucos...
Todos temos sentimentos mais profundos. Cada um de nós é uma unidade, mas o que somos passa por sermos mais do que um. Parte de unidades maiores. Estamos com quem amamos e quem amamos também está, de alguma forma, connosco. O amor é o que existe entre nós e nos enlaça os sentimentos mais profundos. Onde uma vontade de chorar é um sinal de que há algo em mim que é maior do que eu... por vezes, nem preciso de chorar.... apenas a vontade me indica o caminho da humildade e do amor. Sozinho não consigo chegar a ser eu...

Uma verdadeira família é simples. É o lugar onde todos amam e protegem a intimidade de cada um. Ninguém é de uma família à qual não se entrega. Mas não é fácil, nunca. É preciso ser forte o suficiente para dizer não a um conjunto enorme de coisas que parecem muito valiosas, mas que não passam de ocas aparências de valor.

Há muita gente que gosta de complicar para fugir ao que é simples. Para que me serve um palácio se nele a minha solidão se faz ainda maior? Quantos desistem de lutar pelo amor com a desculpa de que o preço é alto e o prémio pode afinal não valer o esforço? Quantas vezes a falta de amor é vista como paz?

A família é algo simples – puro – mas muitíssimo difícil de alcançar. Implica a renúncia constante aos artifícios do fácil e do imediato. Exige que nos concentremos num caminho longo que acreditamos (sem grandes provas) que é o único que nos pode elevar e levar ao céu.

Numa família há afeto e exemplo, há limites e respeito, há quem nos aceite como somos sem deixar de nos animar a sermos melhores, sem excessos mas com a paciência de quem ama.

A paz resulta de um equilíbrio de elementos diferentes, com talentos e perspetivas distintos. Não através de um esforço de anulação do que é único de cada um, mas precisamente pela riqueza de o orientar rumo a um fim conjunto e harmonioso. Uma espécie de enriquecimento recíproco dos contrários. Promover o bem do outro não é fazer com que se torne semelhante a mim.

A minha casa é o lugar onde eu sou o outro a quem alguém pode expressar o seu “tenho vontade de chorar” sem que eu trace juízos de qualquer espécie, e que lhe faça sentir com o meu silêncio, dedicação e presença que a sua vontade já não é só sua... mas minha também.

A minha família é a minha casa. Até podemos ser apenas dois... mas é aí, e só aí, que posso ser feliz. Longe de casa estou sempre a caminho. O meu coração não descansa senão nos braços de quem tem vontade de sorrir e de chorar comigo.

"José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades'

Loumari disse...

A Morte que Trazemos no Coração

É no coração que morremos. É aí que a morte habita.

Nem sempre nos damos conta que a carregamos connosco, mas, desde que somos vida, ela segue-nos de perto. Enquanto não somos tomados pela nossa, vamos assistindo e sentindo, em ritmo crescente ao longo da vida, às mortes de quem nos é querido. A morte de um amigo é como uma amputação: perdemos uma parte de nós; uma fonte de amor; alguém que dava sentido à nossa existência... porque despertava o amor em nós.

Mas não há sabedoria alguma, cultura ou religião, que não parta do princípio de que a realidade é composta por dois mundos: um, a que temos acesso direto e, outro, que não passa pelos sentidos, a ele se chega através do coração. Contudo, o visível e o invisível misturam-se de forma misteriosa, ao ponto de se confundirem e, como alguns chegam a compreender, não serem já dois mundos, mas um só.
Só as pessoas que amamos morrem. Só a sua morte é absoluta separação. Os estranhos, com vidas com as quais não nos cruzamos, não morrem, porque, para nós, de facto, não chegam sequer a ser.

Só as pessoas que amamos não morrem. O Amor é mais forte do que a morte. O sofrimento que se sente é a prova de uma união que subsiste, agora com uma outra forma, composta apenas de... Amor. Dói, muito. Mas com a ajuda dos que partem acabamos por sentir que, afinal, não fomos separados para sempre...

O Amor faz com que a nossa vida continue a ter sentido. A partida dos que foram antes de nós ensina-nos a viver melhor, de forma mais séria, mais profunda, de uma forma, inequivocamente, mais autêntica.

Devemos cuidar de todos os que amamos. Aos que partiram, porém, aquilo que lhes podemos dar é o amor àqueles que ficaram cá. Porque estes continuam a precisar de nós, do melhor de nós... e é sempre uma iniquidade quando um amor por quem partiu mata, em alguém, o amor por aqueles que ainda cá estão.

A morte ensina-nos que o Amor é perdoar mais do que vingar; consolar mais do que ser consolado; partilhar mais do que acumular; compreender mais do que julgar; dar, darmo-nos, oferecer o melhor de nós, mais do que termos o que sonhámos.

Não é difícil compreender que os nossos sentimentos e gestos são determinantes, não só para a nossa felicidade neste mundo, como também para a da outra vida, de que esta faz parte. Repousa em nós, calma e firme, a certeza de que a vida não se mede pela quantidade dos dias... mas pelo amor de que se foi autor e herói.

... chorar a morte de um amigo é a prova de que a sua vida, aqui, teve valor e sentido. É o mesmo amor que nos deu alegria à vida que nos faz, agora, chorar... não desapareceu, está vivo. Habita-nos o coração.

Ficam as lágrimas choradas no silêncio do fundo de nós. Fica o silêncio onde se ama.

Fica a esperança, que é certeza, de que todo o carinho e ternura que ficaram por dar não se perderam... adiaram-se apenas.

Afinal, a mesma morte que leva os que amamos, também nos levará a nós... será pois uma simples questão de tempo até que possamos abraçar e beijar aqueles a quem, agora, disso a morte nos impede.

No fundo do nosso coração, bem mais fundo do que a morte em nós, está Deus.

A Deus peço a confiança na eternidade do Amor; a Deus peço que ajude os que neste momento sofrem a dor do espinho que a morte crava; a Deus peço que me continue a ensinar e a ajudar a Amar com todas as forças de que sou capaz. A-Deus.

José Luís Nunes Martins, in 'Filosofias - 79 Reflexões'

Loumari disse...

Eu sou um muro, e os meus peitos como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz.
( CANTARES 8:10 )


Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Debaixo de uma macieira te despertei, ali esteve a tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de Fogo, labaredas do Senhor.
( CANTARES 8:5 )


Sofre dores e trabalho, ó filha de Sião, como a que está de parto, porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilónia: ali, porém, serás livrada, ali te remirá o Senhor, da mão dos teus inimigos.
Agora se congregaram muitas nações contra ti, que dizem: Seja profanada, e os nossos olhos verão os seus desejos sobre Sião.
Mas não sabem os pensamentos do SENHOR, nem entendem o seu conselho: porque as ajuntou como gavelas numa eira.
Levanta-te, ó filha de Sião; porque EU farei de ferro a tua ponta, e de cobre as tuas unhas; e esmiuçarás a muitos povos,
e o seu ganho será consagrado ao SENHOR, e a sua fazenda ao SENHOR DE TODA A TERRA.
( MIQUAÉS 4:10 )


E VIU-SE um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
( APOCALIPSE 12 )

Loumari disse...

E separarei de entre vós os rebeldes, e os que prevaricaram contra MIM;
da terra das suas peregrinações os tirarei, mas à terra de Israel não voltarão; e sabereis que EU SOU O SENHOR.
( EZEQUIEL 20:38 )


Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?
( MATEUS 16:26 )


Acautelai-vos e guardai-vos da AVAREZA; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.
( LUCAS 12:15 )


E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumo.
O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
E há-de ser que, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo;
porque, no monte de Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o Senhor tem dito, e nos restantes, que o Senhor chamar.
( JOEL 2:30 )


E, eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro, como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando uma figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
E o céu retirou-se, como um livro que se enrola; e todos montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo,
e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;
E diziam aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro.
Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
( APOCALIPSE 6:12 )


Eis que faço novas todas as coisas.
( APOCALIPSE 21:5 )


Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei tornar o cativeiro do meu povo Israel e Judá, diz o Senhor,
e torná-los-ei a trazer à terra que dei a seus pais, e a possuirão.
( JEREMIAS 30:3 )


Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente,
e assentar-se-ão a mesa com ABRAÃO, e ISAAC, e JACOB, no reino dos céus.
( MATEUS 8:11 )

Anônimo disse...

Dilma já foi informada disso. Por isso mesmo ela guardava R$ 150.000,00 debaixo do colchão na época da campanha eleitoral. Hoje deve ser mais.