sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Brasil, desperta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gelio Fregapani

O nosso País vem sofrendo um ataque articulado da Oligarquia Financeira Transnacional com as grandes empresas petrolíferas internacionais desde que foram descobertas as preciosas jazidas do pré-sal. A corrupção congênita dos políticos, aliada ao absurdo entreguismo de algumas elites estão impedindo adotar medidas sérias contra tal ataque, que resultou nessa crise econômica.

Vale tudo para desnacionalizar a Petrobrás ou destruí-la, de forma a deixar o pré-sal para as tais petrolíferas e assim eliminar os bancos estatais brasileiros, cujo incentivo à indústria, ao comércio  ao financiamento e ao agronegócio tem proporcionado um certo grau de desenvolvimento ao Brasil, contrariando poderosos interesses estrangeiros.

A História se repete. Foi o caso do Barão de Mauá, destruído por bancos britânicos, do empresário Belmiro Gouveia, destruído pela J. P. Cotton, das empresas Puma e Gurgel, destruídas pelas montadoras estrangeiras, da ENGESA, demolida pela combinação letal do Departamento de Estado dos EUA (se a Arábia Saudita comprasse o tanque Osório, vencedor da licitação, não poderia comprar o caça bombardeiro F-15) e pelas montadoras "do Brasil", para impedir a eventual produção de veículos civis pela ENGESA.

A bem da verdade, o problema do nosso país é a nossa economia estar nas mãos de empresas transnacionais  dispostas a tudo para manter ou ampliar suas posições e naturalmente contam com o apoio dos govenos dos países delas.

Enquanto isto o nosso povo chega à beira da guerra civil pela corrupção deslavada da politicalha bem aproveitada pelo estrangeiro, quando não incentivada por ele.

Brasil, desperta!


Gelio Fregapani é Escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia. Extrato do Comentário Geopolítico de número 226, de 13 de setembro de 2015.

5 comentários:

Anônimo disse...

Cleonice I Ferreira disse:
Sr. Coronel Gelio Fregapani já li muito a respeito do" precioso e famoso achado Pré sal." Foi encontrado na época do Governo Militar, certo? Foi publicado, salvo engano na Revista Veja. No governo do Sr.Lula, que exaltava o "achado precioso"foi motivo de piada e deboche por parte do então Presidente da Venezuela, Sr.Hugo Chaves. Porque? Muito Simples, não existe tecnologia para perfurar a profundidade em que está o Pré Sal.
Resumindo:- Salvo engano quem possui a mais avançada tecnologia em profundidade é a Dinamarca, e está muito longe de ter condições de perfurar a camada chamada Pré sal, segundo vários artigos que li isto demandaria no mínimo 50 anos¨(Cinqüenta anos), isto com elevadíssimos invertimentos em pesquisas.
2- Atualmente estão investindo em energia solar. Ex;EUA
3-Pergunto: Porque falar tanto em Pré Sal?

Loumari disse...

Senhor Fregapani, permite-me fazer-lhe uma pergunta: Por acaso pode um estranho se introduzir dentro de sua casa sem o seu consentimento? E este ir se assentar tranquilamente no seu sofá, se servir livremente na sua geladeira, deitar-se confortavelmente na sua cama, abrir a sua carteira e se servir do seu dinheiro, banhar-se na sua piscina até convidando outros também a festa, isto tudo sem que o senhor lhe tenha aberto a porta e deixar-lhe entrar e lhe atribuir a total autonomia dentro de sua propriedade???
E se os estrangeiros fazem tudo isto o que você menciona, isto porque o Brasil é um país que não tem anfitrião. Brasil é uma selva sem leis nem regras, uma propriedade sem dono. O que faz que qualquer que nele se introduz faz tudo o que lhe dê as ganas, e se serve das coisas que não tem dono. Os únicos responsáveis e culpados das mazelas do Brasil são unicamente os próprios brasileiros que são gentes que não têm o senso de responsabilidade e do dever.

SHAME ON YOU!!!

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Lembro, senhor cel Gelio Fregapani, de um coronel do corpo de bombeiros da cidade de São Paulo, na época considerado "louco", que denunciou que na instalação da Wyllis Overland do Brasil, na av. Taboão/SBC/SP, vieram importadas como se novas fossem, máquinas dos USA, mas ao abertas, nas caixas as máquinas eram quase sucatas (tornos, frezas, etc.), claro ai envolvidos impostos, abatimentos, dólares especiais tudo com enorme prejuízo para o Erário Público, pois a Wyllis comprou máquinas novas em substituição às tranqueiras importadas como novas. Isso tudo envolveu dinheiro, impostos e claro, sonegação e danos ao Tesouro Nacional. E tal coronel na época, para ser desacreditado, foi considerado como se um "louco". É verdade que ele tinha algumas idéias diferentes, mas louco? Pessoas "normais" não têm condições de alterar nada, pois vivem nas normas; só "loucos" conseguem modificar o que tem que ser modificado, pois não vivem dentro de normas; conseguem divisar caminhos, novas rotas.

Aproveito para mencionar que em uma revista Mecânica Popular bem antiguinha, foi publicada a foto de uma metralhadora desenvolvida por um mecânico torneiro em Araraquara/SP, igualzinha à UZI, e não é que o projeto desapareceu no limbo e surgiu em Israel? E aquele cel do Exército que desenvolveu um rotor para helicóptero (RJ) e o projeto também foi para o limbo; e o canhão sem recúo também desenvolvido por um militar do Exército, que no fim, tornou-se invenção norte americana? E o padre Landell de Moura que foi miseravelmente expoliado de invenções depois atribuidas a Thomas A. Edison?

A que se fazer uma faxina geral, instituir um governo dirigido por um "déspota esclarecido" apoiado pelas FFAA, para podermos sair do atoleiro

ricardopelin disse...

Olha, tem um bocado de informações errôneas neste texto.
Como estou velho e posso morrer a qualquer instante, e, por ter trabalhado em algumas das empresas citadas devo declarar que:
A fábrica PUMA e a GURGEL não quebraram por problema de pressão de bancos ou montadoras estrangeiras. Aliás, sem os bancos e as montadoras a PUMA e a Gurgel não teriam condições de existir, em ambos os casos, o que aconteceu foi muito simples: o custo operacional simplesmente explodiu nos tempos dos militares. Havia uma inflação gigantesca e o mercado consumidor estava extremamente restrito. Note-se que , as montadoras que estavam aqui, eram fornecedoras de motores, pneus, rodas, faróis, bancos e etc. O que aconteceu foi bem simples: enquanto a Volks por exemplo, tinha com base o Capital Alemão, foi fácil para ela comprar os serviços dos arruaceiros do pt para fazerem greves e através das greves poderem desovar os estoques encalhados já que o consumidor acreditou que não haveria mais produção. Já com a Gurgel, ocorreu o contrário: entrou muita grana de vendas antecipadas e, o Engenheiro Gurgel quis porque quis horizontalizar a produção integral. Foram erros estratégicos de administração, apenas isto. Os bandidos do pt, ganhavam mais de 200.000 dólares americanos, da época, para promoverem as greves. Aqui na capital tinha o Joaquimzão do Sindicato dos Metalúrgicos, ali na Rua do Carmo e na região do ABC tinha o pelego do lula.

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Senhores Ricardo Pelin e cel Gelio Fregapani:primeiro ao senhor Pelin: da Puma nada posso afirmar, porém da Gurgel é coisa pouco ventilada pela delicadeza do assunto e envolver a ZF (fabricante de engrenagens/SCS/SP) que não entregou conjuntos de transmissão à Gurgel, assim os veículos já montados ficaram sem tais conjuntos, ou seja, incompletos, o que levou a Gurgel à quebra financeira -aduzo que isso fiquei sabendo por meio de engenheiros que atuavam na área-; e que a ZF não entregara os conjuntos de transmissão por "pressão" de montadoras estrangeiras aqui no Brasil.

No bairro do Ipiranga (SP/S) na rua Coronel Diogo (quase no topo) tinha uma fundição onde foi desenvolvido um motor à combustão de nome Tupi, que fim levou, não sei. Mas sei da Motores Montgomery, dirigida por um magnífico brasileiro, que no fim caiu em mãos de japoneses que fecharam a fábrica junto à Av. Presidente Wilson (SP/SP). Por outro lado, lembro das Trilhadeiras Maringá, que tinham desenvolvido uma Colheitadeira genuinamente brasileira, e que...fechou (por qual motivo não o sei, mas penso que foi vendida). Lembro da Agrale, que caiu em mãos da Fiat, também dos magníficos tratores Valmet que foi abocanhada pela Massey Ferguson (minha comparação entre as duas máquinas é Valmet=Scania e Massey Ferguson=Fusca.

Da Engesa, sugiro que igualmente à Gurgel, foi estrangulada para perdermos potencial de fabricação de material bélico -que sempre representa Independência- e eliminar a concorrência à fabricação de material bélico norte americano.

Recentemente, sr. coronel Fregapani, vimos os segredos do Guaraná Antarctica sendo entregues a um Lehmann da vida, que os entregou aos belgas, a entrega da Schincariol aos japoneses da Kirim; aquela fábrica de bolachas (Mabel) que depois da "morte acidental" do fundador foi vendida à Pepsico, igualzim ao que aconteceu na Schincariol, onde também o dirigente máximo depois de "ser assassinado" (até hoje sem solução)caiu no colo da Kirim. E o mercado e contrôle do cacau, que estava em mãos de brasileiros, e hoje em mãos da Nestlé? E a fábrica de anéis para pistão Cofap, onde o presidente foi afastado por medida judicial (um sobrinho é que fez isso, e pergunto, a quantas ele anda com grana?), ainda é indústria brasileira, ou controlada por gringos? E as fábricas brasileiras de linha de costura fechadas às moscas, porém cada vez mais crescendo a fábrica dos ingleses na rua do Manifesto (Ipiranga/SP/SP)?

De qualquer forma, senhor coronel Fregapani, a quem respeito, sejamos francos, os senhores entregaram o Brasil de mãos beijadas ao PT/Lulla, e foram sempre pusilânimes na defesa da integridade de organizações comerciais e industrias brasileiras, vendo-as serem vendidas a estrangeiros ou vendo desmancharem como açucar em água sem levantarem um só dedo em defesa a elas, que se o tivessem feito estariam defendendo o Brasil; mas ao contrário continuaram a perseguir objetivos Fabianistas brasileiros que redundaram na merda em que estamos até o pescoço.

Ah, lembrei, e porque os senhores das FFAA não se manifestam sobre o porto de Mariel, ao desvio de dinheiro brasileiro para déspotas africanos, ou mesmo da ação de Geisel e Golbery apoiando Cuba nas guerras em África?