quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cometemos erros, sim!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fabrizio Albuja

Ainda não entendo o porquê perdi tempo vendo alguns segundos do discurso pré-gravado da ainda presidente do Brasil dizendo que “cometemos erros”. É mais ou menos como assassinar uma pessoa a sangue frio e dizer ao juiz: “apertei o gatilho com força exagerada”.

É fato que se fosse solicitado que nossa presidente amarre o sapato sozinha, ela não conseguiria. Tenho uma teoria de ficção científico-conspiratório de que a Dilma é um autômato (uma espécie de robô que funciona por combinação de engrenagens). E quem faz a programação dos seus movimentos é alguém que nunca sabe de nada e que pretende voltar em 2018.

Neste sete de setembro de 2015 tivemos uma quebra de paradigma no que os socialistas tanto pregam que é “o poder ao povo”. Peraí! Uma barreira de isolamento de metal para separar governo do povo, igualzinho ao Apharteid.

Já estou vendo, em breve quem é brasileiro de fato vai usar uma faixa com o desenho de uma coxinha no braço, assim como eram discriminados os judeus no nazismo. Os de vermelho não são brasileiros, continuarão recebendo ração de “mortantela”.

Mas há erros citados pela pseudo-chefe de Estado que vão além desse terrorismo nazicomunopetralha. Digamos que são causas que deram armas aos argumentos dessa ideologia hipócrita que se diz justa.

Em primeiro lugar está a estabilidade de funcionário público. A única diferença entre funcionário público e privado deveria ser quem paga o salário. Como todos sabem, temos um funcionalismo público podre, cheio de benefícios e que os serviços não têm um comprometimento com o povo, apenas com o cartão de ponto... Às vezes.

O sujeito estuda dez mil horas, se torna um dos seres humanos mais competentes do universo, passa no concurso e põe a barriga para descansar na mesa, pois agora não importa mais, na cabeça dele já se esforçou o suficiente. Agora basta apodrecer numa repartição pública. E quem mais se esforçou para fazer campanha para o PT foram pessoas que recebem salário que sai dos nossos impostos.

Outra questão é o FGTS. Quando você trabalha, uma grande parte do dinheiro que o seu chefe tem que desembolsar, e que vai além do salário que tanto reclama, vai para depósito nos cofres da Caixa Econômica Federal. Virtualmente ele está lá, mas na realidade ele se torna capital de giro para o uso indiscriminado da ingerência dos nossos governantes. Ou seja, se esse dinheiro fosse direto para sua conta, você teria a opção de poupar ou não, e as conseqüências tanto positivas quanto negativas seriam suas, ou seja, o poder do seu dinheiro seria seu!

A terceira está no discurso escroto socialista que prega poder ao povo. A interpretação é tão básica que assim que essas pragas assumem o poder, eles apenas esquecem. Na realidade o sentido é de diminuir o poder do governo e aumentar a responsabilidade do povo.

Políticos recebem um salário de diretor de multinacional, e ainda verba para assessoria e outros benefícios. Se, e somente se, eles recebessem apenas o salário e com isso eles administrassem os seus assessores e empregados, aí seria até justo pagar 36mil reais em folha.

Então, temos um pensamento comunista geral em que todo o poder deve ser deixado com o governo e toda a responsabilidade também. Isso gera uma bola de neve que dá cada vez mais poder a quem hoje está no comando máximo.

O conceito de que Democracia é igualdade de direitos é uma forma bem cômoda de valorizar o vagabundo e desvalorizar o esforçado.

Democracia é igualdade de oportunidades. O governo compra votos dando bolsa disso e daquilo para continuar mantendo o poder, mas a fonte secou. O tal “erro” vai além da corrupção e da má gestão pública. O Brasil errou ao confundir direitos e oportunidades. Por isso não somos primeiro mundo, já que temos potencial e recursos para tal. Mas as pessoas se apóiam em que a responsabilidade é sempre do outro.  No fim, responsabilidade vira poder e a decisão de escravizar o Brasil é endossada na urna.

Se essa corja chegou ao poder, muito é nossa culpa. Se assim como eu você também jamais votou neles, provavelmente não utilizou os argumentos certos para conscientizar seus pares a respeito do que é a política. Durante anos só se falou de tudo o que era ruim na época da ditadura, mas por outro lado ninguém tinha referência de outro tipo de administração governamental que sirva como comparativo.

Se 93% é contra o governo, como o mesmo foi eleito. Independentemente das artimanhas imorais de compra de voto e urnas viciadas, uma grande parcela que hoje sai às ruas com a camiseta da CBF para protestar, votou de fato naquela senhora que discursa como um bêbado falando em Esperanto.

A questão é que o brasileiro precisa parar de se vender para o que é dado e comprar a ideia de que as coisas podem ser conquistadas por mérito. Só com um povo responsável poderemos ter gestores que não se escondem.

Aliás, um líder que tem medo dos seus liderados, perdeu o comando.

Traduzindo: Impeachment extra-oficial.

Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

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