domingo, 20 de setembro de 2015

Exclusão da palavra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Ora, aquilo que não tem nome não existe na realidade psíquica, sem
impedimento de existir no universo dos fatos.

Li uma crônica de Cora Rónai (O Globo, 17/09/2015) cheia de
sensibilidade, em que narra a saga de sua família: judeus, migrantes que
escaparam à sanha diabólica do... Faltou a palavra! Consterna-se ela com
os migrantes que acorrem à Europa fugindo da guerra e da miséria.
Empatia é o nome disso. E haverá coisa mais importante para construir um
mundo de paz?

"(...) cada vez que vejo um refugiado sendo maltratado em qualquer lugar
do mundo vejo também meu pai, minha mãe, meus avós, e sinto vergonha de ser humana", diz ela. Empatia pura.

Uma crônica é só uma crônica. A tradução do olhar de quem escreve. Não é
um estudo que vá exaurir um assunto. Apesar disso, observei, Cora Rónai
não nomeia o fenômeno que vitimou seus pais e avós. Ora, aquilo que não
tem nome não existe na realidade psíquica, sem impedimento de existir no
universo dos fatos. Claro, lendo o que ela escreveu, todo mundo pensa em
"nazismo". E está certo. O que ela não pronuncia é "totalitarismo", o
exato algoz de seus antepassados, do qual o nazismo é apenas um
representante. Não é uma crítica à cronista. É a constatação de um
padrão nos textos - quer jornalísticos, quer acadêmicos.

Sim, é incrível! Mas, salvo exceção, a palavra "totalitarismo" não
frequenta o vocabulário de pessoas que deveriam ser massa crítica, gente
formada em Direito, Ciências Sociais, História, jornalismo, etc.
Preocupante, porque é sinal de faltar uma visão fenomênica dos regimes
totalitários, uma das piores invenções (talvez a pior) do século XX.
Grave. Essa negligência conceitual (não é simples carência vocabular)
escancara as portas à expansão do "inferno" expressão usada por Cora
Rónai para aludir àquilo de que escaparam os seus avós e seus pais. Sim,
inferno. Mais do que suprimir com violência as liberdades individuais,
os regimes totalitários buscam eliminar o indivíduo, convertê-lo em mero
parafuso da engrenagem coletiva. Uma tristeza!

Aprendemos a satanizar o nazismo - que é diabólico mesmo. Mas fomos
amestrados para ser brandos com o socialismo, que praticou crimes
equivalentes aos do nazismo - embora com requintes de crueldade bem
originais. Entretanto, se o conceito de "totalitarismo" fosse de domínio
mais ou menos generalizado, cairia no ridículo a presunção de
superioridade moral sustentada por alguns devotos de ideologias
totalitárias.

"Um dia pretendo/ Tentar descobrir/ Por que é mais forte/ Quem sabe
mentir" (Renato Russo).

Por que é que se evitam (ou se excluem) as palavras? Qual é o motivo de,
entre nós, os extremistas ideológicos ocultarem sua devoção a um regime
totalitário? Estamos votando e elegendo indivíduos e partidos cuja meta
é, sim, tornar o Estado totalitário. No entanto, não se fala abertamente
disso nem se empregam as palavras exatas.

Elegemos essa gente por quê? Bem, às vezes porque somos fisgados por uma narrativa que simplifica a realidade e se impõe pela convicção do
narrador, cuja crença adotamos, o que nos faz sentir a falsa sensação de
ter clareza sobre o que acontece. (Nada seduz mais que a convicção! E
quanto menos autocrítica, mais convicção!) O principal, contudo, é a
falta de conceitos claros. Não ter, por exemplo, o conceito de
totalitarismo, ou não tê-lo aprofundado, impede a identificação de
sinais que, contidos na conduta e no discurso do candidato, denunciam a
sua dedicação a uma "causa totalitária" - e desconsideração com nossa
liberdade.

Na vida não basta fazer empatia, tem que interpretar. Ficamos
sensibilizados com a saga dos migrantes que fogem da guerra; somos
tocados pela pobreza e desigualdade, por crianças que sofrem, etc. Que
fazemos? Ao não abstrair o fenômeno, mas ter uma percepção superficial
(quando não manipulada), fazemos escolhas que traem nossa verdadeira
aspiração de justiça: diante de um paciente envenenado, em lugar de
ministrar-lhe um antídoto, propomos a substituição do veneno.

Mas "totalitarismo" é só um exemplo de palavra cuja ausência impede uma
apreciação objetiva da realidade. Outras palavras poderiam figurar aqui.

A crônica de Cora Rónai é bela. Sensibiliza. Inclusive enseja essas elucubrações. Não está sendo criticada. Agora, se ela nomeasse o "totalitarismo", faria ao menos lembrar um conceito. E não necessariamente sua crônica perderia em estilo e graça.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito. 

7 comentários:

Loumari disse...

Coisas já efectivos hoje. Refugiados que abandonam os territórios árabes para Europa. Onde está o tal deus dito allah que não lhes socorre, deixando os seus seguidores a serem o opróbrio do mundo, esta mazela que faz que os muçulmanos já são como animais que mendigam pão das mãos dos que eles, os muçulmanos chama de infiéis? Querem matar todos os infiéis, mas sem vergonha querem que os infiéis lhes acolhem e lhes ajudem para que se salve da maldição que é da sua religião? A mentira durou o tempo que durou. Mas agora se revela a verdade.
Podem vocês acreditar que Arábia Saudita não acolhe nenhum imigrante e nenhum refugiado nas suas terras, mas esta mesma Arábia Saudita se ofereceu recentemente por via de imprensa que se propõe em construir 200 mesquitas na Alemanha para os refugiados. Por que Arábia Saudita e os países do Golfo com toda a riqueza que têm não acolhem seus irmãos muçulmanos? Nem Indonésia nem Malásia, não aceitam acolher nos seus territórios os refugiados, sendo muçulmanos. Entre eles mesmos se vêem como sujidade.
E graças a Deus que existe o povo de Cristo Jesus. Estes acolhem as pessoas sem distinção nem de raça nem de religião. Acolhem os muçulmanos, se lhes presta toda assistência humana com a caridade cristã que nos foi inculcado pelo nosso Senhor Jesus Cristo. Que os pecados dos muçulmanos suas abominações sejam só deles. Nós obedecemos o que o nosso Profeta nos inculcou. Obrar sempre com CARIDADE para com os estrangeiros mesmo sendo estes os nossos inimigos.
Esta é a diferença entre o santo e o imundo.
Eles nos matam, entretanto, nós lhes salvamos a vida.

Juarez Pereira disse...

Excelente artigo do dr. Renato Santana,que nos faz refletir sobre o tema, e um belo comentário de Loumari. Juarez Pereira

Castro disse...

Desculpe, mas não são cristãos que estão acolhendo muçulmanos. São países laicos, seculares. Talvez por dever moral, ou pressão popular, ou ainda, necessidade de mão de obra, ou tudo isso. Mas não se trata de cristãos, com seus maravilhosos corações a acolher muçulmanos.

Anônimo disse...

Também me pergunto qual a cegueira que acomete tanta gente, que vota nos defensores do totalitarismo. E me respondo: é a pior delas, a de quem não quer enxergar. Para esses, não vai faltar quem lhes mostre, e em contrapartida, continuarão sem ver. Que Deus nos ajude!

Loumari disse...

Me dirijo a este filho de Fidel Castro ali que diz: Desculpe, mas não são cristãos que estão acolhendo muçulmanos. São países laicos, seculares.

Agora queira por favor responder esta pergunta: Um país se edifica por si só? Um estado CAGA DINHEIRO? Ou são indivíduos, homens e mulheres que trabalham perseveramente, que de seu empenho lavouro cotizam para a construção de um país, e que com o fruto do seu sacrifício lavourar é que constrói a sociedade e edificando um país?
E os que acolhem todos estes emigrantes não são funcionários do estado ateu, são particulares, homens e mulheres, são associações caritativas e todas elas são organismos independentes e de confissão cristã. E as igrejas católicas estão muito activos e mobilizados para ajudar e as paróquias acolhem famílias nos seus alojamentos. Isto se chama CARIDADE CRISTÃ.
E o dinheiro que os países usam para alojar, nutrir e sarar os emigrantes é dinheiro dos impostos de gentes honestas educados na tradição do empenho ao lavouro.
E você lhes exibe como mão de obra? Mão de obra muçulmanos?
E se eles são excelentes mão de obra, por que não começaram por serem excelentes mão de obra para o desenvolvimento dos seus próprios países?
Esta raça de gente nos nossos países eles só se dedicam a roubar, ao trafico de drogas, a vandalizar nossos bens públicos. Estes nunca procuram se dedicarem a um trabalho honesto. Se contentam com viver graças as prestações sociais, quais são do dinheiro das cotizações dos contribuintes em maioria cristãos.

E pelo carácter de sua intervenção a favor destes sanguessugas, posso afirmar que você é gente da mesma categoria. Você vive a custa do estado brasileiro, você não trabalha e só sabe viver graças a bolsa família. Você é deste parasitas que arruína o seu próprio país.

Loumari disse...


Assunto: A Holanda vai correr com os muçulmanos
A Holanda vai correr com os muçulmanos
A Holanda em que 6% da população é muçulmana rejeita agora o
multiculturalismo. O governo holandês está cansado de ser pisado pelos muçulmanos e abandona o seu modelo de sua longa data de
multiculturalismo que não fez senão incentivar os imigrantes
muçulmanos a criarem uma sociedade paralela e nociva dentro do país.

Um novo projeto de lei apresentado ao Parlamento pelo ministro do
Interior holandês Piet Hein Donner em 16 de Junho diz o seguinte

"O governo partilha a insatisfação do povo holandês face ao modelo de uma sociedade multicultural na Holanda e manifesta a sua intenção de agora concentrar suas prioridades nos valores fundamentais do povo holandês. Sob o novo sistema de integração, os valores holandeses terão um papel fulcral e, portanto, o governo "não adere mais ao modelo de uma sociedade multicultural."
A carta continua:
"Uma integração mais rigorosa é perfeitamente justificada porque isso é o que é exigido pelo Governo e todo o seu povo. Esta orientação é agora absolutamente necessária porque a sociedade holandesa está a
desintegrar-se, em termos de identidade e já ninguém se sente em sua
casa na Holanda. "A nova política de integração será muito mais
exigente por com os imigrantes. Por exemplo, os imigrantes devem
necessariamente aprender holandês e o governo holandês vai tomar
medidas coercivas em relação aos imigrantes que ignoram os valores do país e desobedecem às leis holandesas.

Assim, Governo holandês vai deixar de dar subsídios especiais aos
muçulmanos para os integrar (até porque, de qualquer forma, eles o não fazem) porque, segundo Donner, "não compete ao governo e aos públicos fundos a integração dos imigrantes. "O projeto prevê também a criação de legislação proibindo os casamentos forçados bem como legislação impondo medidas severas para esses imigrantes muçulmanos que, por sua livre vontade, reduzem suas hipóteses de emprego pela maneira como se vestem. Especificamente, o Governo vai proibir, a partir de Janeiro 2015, o uso de roupas que cubram o rosto, como o véu, burca, hijab, etc.

A Holanda deu-se conta, talvez tardiamente, que o seu liberalismo
multicultural está em vias de fazer do país um território de tribos do
deserto que está prestes a matar as origens do país e a sua própria
identidade.

O futuro da Austrália, Reino Unido, Canadá, Bélgica e França pode
muito bem enquadrar-se neste texto!!! E o de Portugal também, enquanto não é demasiado tarde!

86% dos internautas irão fazer circular este texto. Deveriam ser 100%.
E você, o que vai fazer?
A minha parte está feita...
Lutemos pela nossa identidade nacional!!!
MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA

REENVIE 100 VEZES SE FOR PRECISO, PARA VER SE ESTA RAPAZIADA ACORDA

Anônimo disse...

Texto que nos faz pensar a respeito das " artimanhas " que encobrem o totalitarismo.