terça-feira, 29 de setembro de 2015

Explicando a Contribuição Justa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um amável leitor questionou que se use, no futuro, os mesmos softwares da odiosa e iníqua CPMF para a cobrança de uma Contribuição Justa.

O software não é culpado de nada; sim um desgoverno canalha que iludiu os contribuintes dizendo ser provisória uma coisa que se tornou permanente.

No momento a sociedade não admite imposto mais nenhum.
Em virtude da crise, a prioridade das pessoas é comer. A arrecadação deve ter caído muito nos três níveis de governo. Além disso há uma questão moral: “pagar impostos para esses ladrões?!”

Um novo governo, com credibilidade, pode perfeitamente implantar a Contribuição Justa com software antigo.

Eliminando todos os demais impostos federais, estaduais e municipais (com exceção do Imposto de Importação [evita o dumping)] e do Imposto de Exportação [evita o desabastecimento e o subfaturamento]) o contribuinte deixará de perder inúmeras horas com obrigações parafiscais(v.g. declaração de Imposto de renda, cálculo e preenchimento de guias, cadastros, preocupação com prazos, etc.)

O próprio sistema fará o repasse automático do montante arrecadado, sendo um terço a cada um dos três níveis de governo. Acaba-se com a possibilidade de um nível superior asfixiar um nível inferior, retendo valores, com intenções de manipulação política. Fim das pedaladas e das mordidas.

Será também eliminada a possibilidade de achaques de maus fiscais. Todo o pessoal hoje alocado para controlar a arrecadação será redirecionado a fiscalizar o cumprimento de regras edilícias, sanitárias e de defesa do consumidor.

O Brasil não aguenta mais soluções paliativas (meia-sola).

A internet possibilitou a praticamente toda a cidadania o acesso aos problemas e soluções reais. Os maus políticos são desmascarados instantaneamente nas redes sociais.

A demagogia praticamente se extinguirá e então teremos um democracia de verdade.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Loumari disse...

Vamos viajar para Moçambique para irmos apreciar o que está também a ocorrer lá.

Moçambique e Estados Unidos da América celebram 40 anos de relações diplomáticas

Maputo (Canalmoz) – O embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Douglas M. Griffiths, disse na semana passada, em Maputo, que os EUA vão continuar a manter-se como a principal fonte de assistência bilateral a Moçambique. Douglas M. Griffiths falava numa sessão de confraternização organizada pela Embaixada para assinalar os 40 anos de cooperação entre os dois países.

“Temos providenciado mais de 5,8 biliões de dólares em assistência, e vamos disponibilizar quase 500 milhões só este ano, para o país, através dos nossos programas na saúde, educação, agricultura, biodiversidade e crescimento económico”, disse.
As relações entre Moçambique e os EUA iniciaram-se em 1985, aquando da visita do presidente Samora Machel aos EUA, onde foi recebido pelo presidente norte-americano Ronald Reagan. Na altura Moçambique inseria-se na área de influência do bloco dos países de Leste, orientados pela extinta URSS.

O embaixador do EUA lembra: “As nossas relações políticas, talvez o melhor símbolo seja a famosa reunião entre Samora Machel e Ronald Reagan, em 1985, onde, no final do encontro, o presidente americano disse aos seus assessores ‘I can work with this guy’ [Posso trabalhar com este tipo]”.
Falando sobre as relações humanitárias entre os dois povos, especialmente no que diz respeito aos problemas da fome e das cheias, o embaixador explicou que o momento mais destacado foi talvez a resposta às cheias de 2000, quando os Estados Unidos salvaram famílias cercadas pelas águas, entregaram 700 toneladas de comida, roupa e medicamentos e forneceram mais de 160 milhões para a reconstrução de estradas e pontes danificadas e para o corredor ferroviário do Limpopo.

Presente no encontro, a vice- -ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyelete Mondlane, referiu a importância das relações entre os dois povos e anunciou que o investimento privado proveniente dos Estados Unidos da América e depositado em negócios moçambicanos ultrapassou os 14 mil milhões de euros nos últimos dez anos. Nyeleti Mondlane disse que, até ao momento, foram aprovados vinte e quatro projectos, que podem criar cerca de quatro mil postos de trabalho, envolvendo investidores privados dos Estados Unidos da América, no valor total de 16 mil milhões de dólares americanos (cerca de 14 mil milhões de euros), nos sectores de hidrocarbonetos, agricultura, indústria, transportes, turismo e serviços, revelou Nyeleti Mondlane. (Eugénio da Câmara)

Fonte: CanalMoz