quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Introdução ao Câmbio Livre


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A oligarquia financeira internacional, luta conta o câmbio livre, porque quer implantar o governo ditatorial global que é chamado eufemisticamente de Nova Ordem Mundial.

O primeiro grande ataque foi a criação em 1913 do Federal Reserve Bank (System) que é um banco privado e não um órgão de governo dos Estados Unidos da América como querem nos iludir. O “Fed” usurpou do Tesouro Americano o poder de emissão de moeda (dollar).

Foi o primeiro sinal da decadência do país mais poderoso do mundo. Hoje já existem políticos naquele país cientes do perigo. (vide “O Fim do Fed”, Ron Paul, I.S.B.N. 9788580330618).

Com o avanço da informática, a oligarquia pretende extinguir o papel-moeda, para que todas as transações financeiras sejam feitas eletronicamente. Se isto acontecer, seremos todos escravos de quem tiver o poder de bloquear nossas contas e cartões bancários.

Os Estados Unidos da América já emitiram no passado notas de 500 (quinhentos) e de 1.000 (mil) dólares, com um poder de compra muito superior aos mesmos valores de hoje.

A Inglaterra ainda tem um banco central governamental (Bank of England) mas sua maior nota é de 50 (cinquenta) libras esterlinas. Na Escócia existem notas de 100 (cem) libras esterlinas e bancos privados emissores.

O Euro, em nossa opinião, não é uma verdadeira moeda, pois não conta com um poderio bélico garantidor de seu curso internacional.

Com o fim do lastro de todas as moedas (ouro, prata, etc.) hoje elas refletem apenas a qualidade dos governos que as emitem e uma perfeição gráfica que impeça (ou muito dificulte) sua falsificação.

Cabe aos indivíduos do mundo inteiro optar por fazer suas poupanças nas moedas cujos governos respeitam seus cidadãos e nunca promoveram confiscos, bloqueios ou formas mais sutis de se apropriar da poupança alheia, tais como a inflação ou hiperinflação provocadas.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

Irmão Mantiqueira, olha que na França já é cada vez mais comum aquele sistema antigo de TROCA.
Muita gente hoje prefere trocar roupas, serviços, ferramentas, e entre vizinhos se organizam para usar carro de um que podem levar quatro outros de seus vizinhos ou colegas se trabalham na mesma cidade, economizando assim o combustível. E também muita gente agora favorecem os transportes públicos do que levar seu próprio carro que pode sair muito caro o combustível e o estacionamento. A baixa do petróleo é devido a baixa de consumo. Há muita oferta e pouca demanda. E na Europa já fazem 20 anos que já vêm preparando-se para o após-petróleo. Todas as marcas de auto-moveis têm sua gama de carros electricos ou hebride.
Parece que os franceses já começaram a se prepararem a uma vida onde se usa cada vez menos o dinheiro.
E em todas as cidades há parkings com bicicletas municipais a disposição dos citadinos.
E população francesa já mudou consideravemente o seu modo de consumir.
E essa tomada de consciência na população, isto favoreceu muito a baixa de preços nos supermecados. E recentemente o governo negociou com os grandes supermercados para não deitarem os alimentos ainda consomáveis, e dar-as as associações caritativas para beneficiar as famílias desfavorecidas. E vão ver que hoje, muitos franceses já sentem o complexo de falar de dinheiro. Falar de dinheiro tornou-se um sujeito tabou.
Se diz que a ATITUDE é tudo. Se todos mudássemos o nosso modo de consumir, melhorariamos muitos as nossas vidas e contribuiriamos muito para a preservação do meio ambiente.
E o governo francês acaba de anunciar a baixa de impostos no mais de 7 milhões de contribuintes. E os bancos dão empréstimos a taxa zero para com este gesto dinamizar a área da imobiliária, e permitir a muitos de aceder a propriedade privada.
Se não tomamos consciência das nossas derrapagens, e reduzir os nossos apetites em coisas inúteis, então, nos enforcamos nós mesmos.
Fizemos muitas merdas e agora pagamos o preço. Agora resta da responsabilidade de cada um de passar vassoura e deitar fora todas coisas nocivas a nossas vidas e ao nosso meio ambiente. Porque a Natureza ela já nos está a cobrar os males que a fazemos.
Catástrofes naturais que não cessam de se multiplicarem pelo Globo.
Colhemos o que semeamos.

Loumari disse...

A Fonte da Felicidade Reside Dentro de Nós

O hábito de me recolher a mim mesmo acabou por me tornar imune aos males que me acossam, e quase me fez perder a memória deles. Desse modo, aprendi com base na minha própria experiência que a fonte da felicidade reside dentro de nós e que não está no poder dos homens fazer com que fique realmente desgostosa uma pessoa determinada a ser feliz. Por quatro ou cinco anos desfrutei regularmente de alegrias interiores que almas gentis e afectuosas encontram numa vida de contemplação.

"Jean-Jacques Rousseau, in 'Devaneios de um Caminhante Solitário'
França 28 Jun 1712 // 2 Jul 1778
Filósofo, Escritor

Loumari disse...

O Fim da Civilização

Quando se extinguirá esta sociedade corrompida por todas as devassidões, devassidões de espírito, de corpo e de alma? Quando morrer esse vampiro mentiroso e hipócrita a que se chama civilização, haverá sem dúvida alegria sobre a terra; abandonar-se-á o manto real, o ceptro, os diamantes, o palácio em ruínas, a cidade a desmoronar-se, para se ir ao encontro da égua e da loba.
Depois de ter passado a vida nos palácios e gasto os pés nas lajes das grandes cidades, o homem irá morrer nos bosques. A terra estará ressequida pelos incêncios que a devastaram e coberta pela poeira dos combates; o sopro da desolação que passou sobre os homens terá passado sobre ela e só dará frutos amargos e rosas com espinhos, e as raças extinguir-se-ão no berço, como as plantas fustigadas pelos ventos, que morrem antes de ter florido.
Porque tudo tem de acabar e a terra, de tanto ser pisada, tem de gastar-se; porque a imensidão deve acabar por cansar-se desse grão de poeira que faz tanto alarido e perturba a majestade do nada. De tanto passar de mãos e de corromper, o outro esgotar-se-á; este vapor de sangue abrandará, o palácio desmoronar-se-á sob o peso das riquezas que oculta, a orgia cessará e nós despertaremos.
Então, quando os homens virem esse vazio, quando se tiver de deixar a vida pela morte, pela morte que come, que tem sempre fome, haverá um riso imenso de desespero. E tudo explodirá para se desmoronar do nada, e o homem virtuoso amaldiçoará a sua virtude e o vício aplaudirá.
Alguns homens ainda errantes numa terra árida chamar-se-ão; encontrar-se-ão e recuarão horrorizados, aterrorizados consigo próprios, e morrerão. O que será então o homem, ele que já é mais feroz do que os animais ferozes, e mais vil do que os répteis? Adeus para sempre, carros deslumbrantes, fanfarras e famas; adeus, mundo, palácios, mausoléus, volúpias do crime e delícias da corrupção! A pedra cairá de repente, esmagada por si mesma, e a erva crescerá sobre ela. E os palácios, os templos, as pirâmides, as colunas, mausoléu do rei, caixão do pobre, carcaça do cão, tudo isso ficará à mesma altura, sob a relva da terra.
Então, o mar sem diques baterá tranquilamente nas praias e irá banhar as suas ondas na cinza ainda fumegante das cidades; as árvores crescerão, reverdescerão, e não haverá mão que as quebre e as destrua; os rios correrão nos prados floridos, a natureza será livre, sem homem que a oprima, e esta raça será extinta, porque era maldita desde a infância.

"Gustave Flaubert, in 'Memória de um Louco'

Loumari disse...

Onde Será a Terra Prometida?

Triste época a nossa! Para que oceano correrá esta torrente de iniquidades? Para onde vamos nós, numa noite tão profunda? Os que querem tactear este mundo doente retiram-se depressa, aterrorizados com a corrupção que se agita nas suas entranhas.
Quando Roma se sentiu agonizar, tinha pelo menos uma esperança, entrevia por detrás da mortalha a Cruz radiosa, brilhando sobre a eternidade. Essa religião durou dois mil anos, mas agora começa a esgotar-se, já não basta, troçam dela; e as suas igrejas caem em ruínas, os seus cemitérios transbordam de mortos.
E nós, que religião teremos nós? Sermos tão velhos como somos, e caminharmos ainda no deserto, como os Hebreus que fugiam do Egipto.
Onde será a Terra prometida?
Tentámos tudo e renegámos tudo, sem esperança; e depois uma estranha ambição invadiu-nos a alma e a humanidade, há uma inquietação imensa que nos rói, há um vazio na nossa multidão; sentimos à nossa volta um frio de sepulcro.
A humanidade começou a mexer em máquinas, e ao ver o ouro que nelas brilhava, exclamou: «É Deus!» E come esse Deus. Há - e é porque tudo acabou, adeus! adeus! - vinho antes da morte! Cada um se precipita para onde o seu instinto o impele, o mundo formiga como os insectos sobre um cadáver, os poetas passam sem terem tempo para esculpir os seus pensamentos, mal os lançam nas folhas, as folhas voam; tudo brilha e ecoa nesta mascarada, sob as suas realezas de um dia e os seus ceptros de cartão; o ouro rola, o vinho jorra, a devastidão fria ergue o vestido e bamboleia-se... horror! horror!
E depois, há sobre tudo isso um véu de que cada um tira a sua parte, para se esconder o mais possível.
Escárnio! horror! horror!

"Gustave Flaubert, in 'Memória de um Louco'
França 12 Dez 1821 // 8 Mai 1880
Escritor

Loumari disse...

Estamos Neuróticos

Faz sentido que se esteja a enviar para o espaço uma sonda para explorar Plutão enquanto aqui as pessoas morrem de fome? Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose colectiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

"José Saramago, in 'Zero Hora (1997)'
Portugal 16 Nov 1922 // 18 Jun 2010
Escritor [Nobel 1998]

Anônimo disse...

Sr. Serrão, será que os chefes das nossas forças armadas vão cair no conto do vigário? Será que ainda náo sabem que estão lidando com vigaristas?