quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Primavera Árabe


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O movimento conhecido como Primavera Árabe iniciou-se em 2011 na Tunísia, onde foi afastado do poder o ditador Zine El Abidine. Alastrou-se rapidamente para a Argélia, Líbia, Jordânia, Iêmen, Egito, Síria, Iraque e Barein, além de outras regiões menos importantes. Caracterizou-se a partir daí por manifestações populares que tinham como propósito de fachada a democratização dos países afetados. 

Como consequência, na Líbia, foi derrubada a ditadura de Muamar Kadafi, no poder desde 1969, substituída por um sistema caótico vigente onde muitos mandam e ninguém comanda e, na Síria, do ditador Bashar al- Assad , eclodiram revoltas populares que evoluíram para uma terrível guerra civil que perdura até hoje, sem previsão de solução e que já ceifou a vida de milhares de pessoas e tornou as dos habitantes insuportável. 

Tendo em vista o objetivo anunciado de democratização dos países atingidos, as iniciativas rebeldes contaram inicialmente com o apoio da ONU, dos Estados Unidos de Obama e das potências ocidentais europeias, as mesmas cujos governos hoje se engalfinham com problemas gerados por deslocamentos de verdeiras hordas de refugiados. 

No entanto, advertências a respeito das verdadeiras constituição e metas dos insurgentes, sugeridas como sendo originárias de ações de terroristas radicais islâmicos que almejavam o poder, sem relação alguma com a propalada democratização, ecoaram a partir do governo Sírio, mas sempre foram ignoradas pelo ocidente, o que permitiu a convergência para a deplorável situação que a Síria vive hoje, além de manter várias outras regiões em permanente estado de conflagração. 

Algo semelhante só não ocorreu no Egito, o que seria desastroso para o equilíbrio estratégico e econômico de toda a Europa, graças à reação de sua sociedade, liderada por segmentos militares. 

Sem medo de errar muito no diagnóstico, pode-se concluir então que a crise migratória que hoje atormenta a Europa atingiu o presente estágio em virtude da falta de visão de seus líderes que não conseguiram enxergar as motivações reais e as consequências da Primavera Árabe, iludindo-se com cantos de sereia anunciando a chegada da democracia.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

2 comentários:

Loumari disse...


Para mim, que a destruição se acelere mesmo para a gente ser levantados já de Babilónia.
Todo aquele que se reconhece no SENHOR DOS EXÉRCITOS, DEUS DE ISRAEL como seu Salvador seu Redentor, que se aferre a Ele como uma pulga que se aferra ao corpo que lhe sustenta.


Então, disse JESUS aos seus discípulos:
Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
( MATEUS 16:24 )


Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
( MATEUS 11:28 )


Todo aquele, pois que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.
( MATEUS 7:24 )


Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. ( MATEUS 4:17 )


Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.
( MATEUS 5:16 )

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Senhor Capitão de Mar e Guerra Reformado, sr. Paulo Roberto Gotaç: Se em outros momentos fui um duro crítico ao senhor, agora sou obrigado a louvar seus pensamentos no que tange aos acontecimentos no Oriente Médio e Europas. Mas não se há de esquecer que os gal Geisel e Golbery, Fabianistas, apoiaram o desmonte de África ao apoiarem Cuba quando do envolvimento desta em guerras africanas, que redundou no banho de sangue em que o continente negro está mergulhado até hoje, que de alguma forma foi o precursor da Primavera Árabe, pois que um movimento que alterou o panorama político e social em África, que alcançou até países do Oriente Médio.